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3. SAYISAL ÇALIŞMANIN TANITILMASI

3.3. Çalışmada Kullanılan Matematiksel Model

Um dos principais elementos do Pensamento Enxuta é a busca pela estabilidade dos processos e operações, e a aplicação do nivelamento da produção (heijunka) é um dos elementos presentes nesta busca.

Heijunka é a criação de uma programação nivelada por meio do

seqüenciamento das ordens de fabricação (ou pedidos) em um padrão repetitivo, nivelando a produção de diferentes produtos igualmente em um período definido (comumente chamado de

pitch).

O heijunka converte um esquema desnivelado de consumo puxado em um processo de manufatura mais previsível e estável e, geralmente, é utilizado em conjunto com outras ferramentas e princípios enxutos para nivelamento do fluxo.

A título de ilustração, suponhamos que uma determinada empresa de manufatura tenha quatro produtos em sua linha de produção, e que a demanda diária por cada um destes produtos tenha o comportamento demonstrado no quadro a seguir:

Quadro 15: Exemplo de quadro de programação não nivelada

Pelo quadro apresentado, percebe-se que sem um sistema adequado de nivelamento e seqüenciamento da produção, teremos grande dificuldade de aderência à seqüência requisitada, devido à flutuação da demanda total diária (entre 42 e 10 unidades), a menos que incorramos em recursos excedentes (capacidade, mão-de-obra, estoques, etc.).

Procurando-se nivelar o volume de cada um dos produtos ao longo do período apresentado, percebemos que o produto 1 tem uma média de consumo de 4 unidades por dia, o produto 2 de 11 unidades e o produto 3 de 7 unidades por dia. Uma programação nivelada em volume e mix para estes produtos é mostrada no quadro a seguir:

Quadro 16: Exemplo de quadro de programação nivelada

A programação apresentada no quadro nivelado apresenta melhor aproveitamento dos recursos, minimizando a manutenção de estoques e melhorando o padrão de trabalho, além de promover um seqüenciamento de produção com esquema de controle muito mais simplificado. No entanto, deve-se estar atento para não carregarmos estoques desnecessários (programando-se de forma nivelada em período muito distante no tempo) e, ao mesmo tempo, não causar atrasos de fornecimento devido à política de nivelamento empregada.

Segundo a opinião de Reyner e Fleming (2004), se o tempo takt é conhecido como sendo o coração pulsante da implantação lean, então o heijunka é o exercício de respiração profunda que traz estabilidade (calma) ao processo de manufatura, expandindo-a fluxo acima aos fornecedores internos e externos.

O nivelamento de volume de produção, conforme aplicado por Araújo (2009) pressupõe a distribuição de uma carga de trabalho mais constante em relação às quantidades produzidas em determinado período (semana, dia ou turno), evitando as diferenças de tempo consumido nos recursos de produção.

Para nivelar a produção no processo puxador o primeiro passo é substituir o volume de produção errático por uma produção nivelada em termos de quantidade produzida por turno no processo puxador, segundo Nazareno (2008).

O nivelamento de mix (variedade) procura aumentar a frequencia de produção de uma determinada variedade de itens, em um dado período de tempo (portanto, diminuir o TPT).

• Reduzir desperdícios relativos à ociosidade de operadores, máquinas e equipamentos, que freqüentemente ficam subutilizados durante um determinado período e sobrecarregados em outros

• Alcançar o nível desejado de demanda sem a necessidade de manutenção de níveis elevados de estoque

Tornar a manufatura mais responsiva, diminuindo lead-times de entrega • Termos uma melhor visibilidade da programação, fazendo com que esta

tenha um padrão de comportamento uniforme e consistente

Nazareno (2008) apresenta uma função diferenciada de aplicação do Heiijunka

Box, que permite a conciliação de programação de kanbans e execução de ordens em uma

mesma célula de manufatura. Ou seja, servindo como ferramenta de operacionalização de um sistema híbrido de controle da produção.

Os parâmetros e diretrizes apresentados no item 2.6.2 (manufatura flexível) são fundamentais para o alcance satisfatório e eficiente de uma programação nivelada em termos de volume e de mix. Dentre estes fatores, destacamos especialmente a aplicação de técnicas para redução dos tempos de troca (setups), estabilidade básica dos processos produtivos (disponibilidade uniforme e sem interrupções nos recursos) e operações padronizadas.

Gomes (2002) apresenta a abordagem de nivelamento da produção à demanda, cuja execução abrange duas fases. A primeira é referente ao planejamento de médio prazo correspondente à adaptação mensal da produção às variações de demanda. A segunda fase adapta a produção diária às variações da demanda ao longo do mês.

As ações rápidas dos sistemas de produção convencionais são limitadas pela estrutura rígida e verticalizada, arranjo físico funcional (gerando filas), baixa integração entre clientes e fornecedores. Desta forma apresentada, a eficiência do processo fica comprometida, com baixa flexibilidade de mix e de volume quando determinada demanda prevista não se confirma, gerando grande quantidade de estoque de produtos acabados e/ou em processo.

Segundo Gomes (2002) o ideal seria que, a partir de um programa misto e da seqüência de montagem, todas as demais etapas do sistema produtivo, como submontagem, fabricação de componentes e fornecimento de material externo sejam acionadas de acordo com a lógica de puxar, tendo seus recursos solicitados na medida em que a demanda pelos seus itens se efetivar.

Figura 42: Configuração do nivelamento da produção à demanda Fonte: Gomes (2002)

Reyner e Fleming (2004), apresentam alguns desafios técnicos e sociais para aplicação do nivelamento, dentre os quais podemos destacar:

• Falta de ferramentas para o nivelamento em larga escala (grandes volumes e variedade de itens)

• Não pode ser implementado imediatamente, pois requer um ambiente mais previsível externamente (maior contato com o cliente) e mais estável internamente (padronização e estabilidade básica do processo). • O processo depende de dados também relativos às expectativas de

vendas e, dados ruins podem arruinar o processo • Requer disciplina e muito mais planejamento

Podemos entender que o Nivelamento da Produção endereça totalmente os problemas relativos à eventuais metas de produção não niveladas ao longo do mês. E, também o problema de a capacidade ser expressa em quantidade, sem consideração quanto ao mix, e

também o fato de eventualmente a função de vendas não ser informada sobre as políticas que regem os sistemas de controle de produção atuais.

Pois, o próprio modelo do quadro de nivelamento não permite a propagação para o ambiente de produção de eventuais desnivelamentos de vendas relativos aos problemas mencionados.

Benzer Belgeler