YAKLAŞIM Sağlam
3.3.3. Çalışanlar
O Quadro 4 apresenta os componentes do modelo, no qual estão descritos os processos (de A a E), os agentes e os insumos da cadeia de flores. Esse modelo pode ser utilizado tanto para a exportação de flores temperadas quanto tropicais. Considerou-se que são utilizados apenas dois modais: rodoviário, para transportar o produto dentro de cada país; aéreo, para transportar o produto entre os países exportador e importador, relacionado ao processo “Distribuição externa/modal aéreo”. O processo “Distribuição interna/modal rodoviário” representa a distribuição por caminhão dentro do país exportador, no caso o Brasil; no processo “Distribuição externa/modal rodoviário” ocorre o transporte rodoviário dentro do país importador, como EUA e Holanda.
Na cadeia de flores de corte pode-se identificar os seguintes agentes, para cada um dos processos: produtores, cooperativas, transportadoras, exportadores, despachantes aduaneiros, representantes do Governo brasileiro (Receita Federal, Ministério da Agricultura, Infraero) e estrangeiro, importadores, distribuidores, atacadistas, varejistas e
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consumidores finais. Para compor este estudo, o processo de “Distribuição Final” (processo E) não foi considerado na análise.
Processos Código Agentes Insumos
Produção na propriedade rural
A Produtores, fornecedores de insumos
Sementes, bulbos, mudas, adubos, defensivos, estufas, embalagens, energia, câmaras frias nas propriedades,
máquinas e implementos, mão-de-obra Distribuição interna/ modal rodoviário B Cooperativas, transportadoras, exportadores Caminhão, mão-de-obra, pedágios, prazo de entrega, câmara fria nos depósitos
Distribuição externa/modal aéreo C Exportadores, agentes de carga, despachantes aduaneiros no Brasil e exterior, Receita Federal,
Infraero, Ministério da Agricultura, importadores
Câmara fria no aeroporto, avião, mão-de-obra, frete aéreo, documentação
aduaneira, prazo de entrega, controle fitossanitário Distribuição externa/modal rodoviário D Transportadoras no exterior, importadores Mão-de-obra, caminhão, prazo de entrega, controle de qualidade
Distribuição
final E
Importador, distribuidor, varejista, consumidor final
Mão-de-obra, caminhão, prazo de entrega, controle de qualidade
Quadro 4 - Identificação dos agentes pertencentes a cada um dos processos da cadeia
Dentro da cadeia, as cooperativas possuem um papel relevante em relação aos demais agentes, uma vez que ao atuarem como corretores (brokers) facilitam a intermediação dos negócios e efetivação das vendas junto aos produtores e, também, perante os exportadores, se for necessário. Os brokers podem assumir também responsabilidade sobre o armazenamento e distribuição do produto ou contratar operadores logísticos para executar essas atividades.
Considerou-se que em cada um dos processos foram gerados novos produtos principais, a partir da utilização dos anteriores. Por falta de eficiência em cada um dos
processos, ocorreram perdas, que foram contabilizadas nos produtos e insumos logísticos.
Em cada um dos processos estão inseridos três tipos de insumos: adquiridos, tanto para produção quanto para exportação; logísticos; primários, nos quais foram considerados, basicamente, terra, capital e trabalho, conforme estruturado no questionário B (vide Anexo A).
A seguir estão relacionadas as principais características de cada um dos processos:
(A) Processo de produção na propriedade rural
No processo de produção na propriedade foram incluídos os gastos anuais do produtor, tais como bulbos, sementes, mudas, defensivos químicos, fertilizantes, estufas, embalagens, câmara fria, mão-de-obra e impostos. Podem existir relações com fornecedores de insumos de outros países, no caso de compra de sementes, bulbos ou mudas importadas, sujeitas ao pagamento de royalties pela utilização desse material básico.
Alguns insumos, como defensivos, fertilizantes e substrato, foram medidos em peso ou volume (kg ou m3 ou litro) e tiveram coletados seus preços unitários. Já os demais foram expressos em reais ou unidades por ano, para facilitar o entendimento dos dados.
Os custos fixos utilizados no modelo, basicamente, relacionam-se a instalações, equipamentos, máquinas, veículos, sendo que o valor considerado no modelo foi calculado com base na soma dos custos de manutenção, juros e depreciação de cada item. Todos os custos foram calculados ou estimados visando apenas os produtos exportados pelos produtores.
Em termos de investimento do capital do processo, considerou-se que nas situações de déficit logístico são gastos em torno de 10% da receita total do produto para melhoria na preparação do produto para exportação, em função de viagens técnicas internacionais, introdução de novas variedades e embalagens novas. Nos demais processos, descritos a seguir, esse investimento foi nulo, por considerar que a exportação
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desse produto ainda é incipiente e não representa a atividade principal para os agentes de cada uma das etapas seguintes à da produção. Ao supor superávit logístico, supôs-se que houve acréscimo nos investimentos em cada um dos processos: de 2% na produção e de 1% nos restantes, com o intuito de atingir melhor eficiência e eficácia em cada uma das etapas.
Na análise da cadeia de flores de corte foram levados em conta os casos de flores distintas, lírio e gérbera. A Tabela 2 mostra a alocação dos custos médios operacionais e de investimento de quatro produtores brasileiros, sendo um deles de bulbos de Amaryllis e três de flores de corte.
Tabela 2. Comparação de custos operacionais e de investimento, em termos relativos, na produção de bulbos e de flores de corte
Produção no Brasil Itens Produtor de bulbos Amaryllis Produtor da flor lírio Produtor da flor gérbera 1 Produtor da flor gérbera 2
Custos operacionais (em porcentagem)
Defensivos químicos 6,27 10,39 2,42 3,88 Fertilizantes 9,73 7,76 86,88 6,07 Eletricidade 7,14 0,93 1,24 10,19 Combustível 9,47 0,47 1,12 1,46 Salários 61,98 16,35 6,52 73,87 Frete 0,00 57,92 0,00 0,00 Depreciação 5,41 6,18 1,83 4,53 Total 100,00 100,00 100,00 100,00 Custos de investimento Terra, imóvel 5,14 1,91 4,63 0,00 Infraestrutura 10,79 0,77 14,85 7,80
Estrutura (estufa, viveiro) 46,25 0,73 31,85 10,53
Sistema de irrigação 6,47 0,76 2,38 14,70
Câmara fria 0,00 3,40 0,00 27,22
Máquinas e outros veículos 29,29 3,26 1,46 6,17
Equipamentos de escritório 2,06 0,40 1,48 1,81
Material de propagação 0,00 88,76 43,36 31,76
Em relação à produção de bulbos nota-se que o custo de investimento mais elevado diz respeito às estufas e viveiros, sendo que a maioria dos custos operacionais está relacionada à mão-de-obra. Em função das características específicas de cada propriedade, esses custos passam a ter importância relativa menor que o frete, no caso do produtor de lírios, e que o fertilizante, no caso do produtor de gérbera 1. No caso do lírio o material de propagação é o item mais relevante em termos de investimento, com maiores gastos com frete quando comparado aos demais, provavelmente devido à importação mais freqüente desse item. Isso se justifica pela necessidade do produtor em produzir flores provenientes de variedades mais novas e adequadas ao mercado interno ou externo nem sempre cultivadas no Brasil. O produtor de gérbera 1 possui menor área e produção mais recente quando comparado aos demais e possui uso mais intensivo de fertilizantes.
(B) Processo de distribuição interna/ modal rodoviário (dentro do país exportador) Neste processo estão inseridas as relações entre produtores, cooperativas e exportadores para captar a distribuição das flores de corte da propriedade rural até a central de distribuição, que pode ser a cooperativa ou o depósito do exportador. Há casos em que atuam os três agentes, porém há também relações diretas entre produtores e exportadores. Em geral, nessa fase o produtor é responsável pelo transporte do produto até a central de distribuição. A cooperativa ou o exportador coordena armazenamento, paletização, pré-cooling e transporte até o aeroporto. As despesas com a distribuição interna até o aeroporto podem ser repassadas aos produtores, dependendo da negociação com o exportador.
Pode haver a contratação por parte dos produtores de empresa de courier que presta serviço porta-a-porta em nível internacional, como são os casos de DHL, Fedex e UPS, executando todo o despacho aduaneiro e reserva de carga, por intermédio de seus despachantes. Como não são especializadas em transporte de perecíveis, utilizam caminhões sem refrigeração para retirar mercadoria do produtor para o aeroporto. Há também parceria com determinadas empresas exportadoras para providenciar os demais
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documentos necessários para exportação da mercadoria. Todos esses serviços são cobrados do contratante.
(C) Processo de distribuição externa/modal aéreo
Nesta etapa estão incluídas as despesas com despacho aduaneiro e reserva de espaço aéreo, que são realizadas por despachante aduaneiro e agente de carga, respectivamente; fiscalização nos aeroportos, realizada pelo Ministério da Agricultura e Receita Federal; frete aéreo; comissão do exportador; perdas do produto, por ineficiência em cada processo.
Tanto a distribuição interna quanto externa dos produtos é realizada mediante rateio das despesas, proporcional ao volume embarcado pelos produtores, formando um consórcio logístico para otimizar os custos unitários com a exportação das flores de corte, que são reduzidos se maiores quantidades de flores de corte forem transportadas por embarque.
(D) Processo de distribuição externa/modal rodoviário (dentro do país importador)
Após o desembaraço da mercadoria no aeroporto do país importador, por exemplo, nos EUA, há duas alternativas para o importador transportar o produto para o depósito do distribuidor: transporte rodoviário próprio ou terceirizado.
(E) Processo de distribuição final
Nesta etapa há distribuição do produto para atacadistas e varejistas para que o produto chegue ao consumidor final com boa qualidade e durabilidade.