7. Tüketici davranışı farklı kişiler için farklılıklar gösterebilir: Kişisel özelliklerin doğal sonucu olarak tüketici davranışları farklı kişilerde farklılıklar
3.3. ÇAĞDAŞ TÜKETİCİ DAVRANIŞI MODELLERİ
Devemos destacar que os ideais da poesia modernista no Pará surgem muito antes do grito rebelde de Max Martins. Como afirmou De Campos Ribeiro, em Graça Aranha e o
Modernismo no Pará (1973, p. 17),
Em Belém, minha geração, que começara os primeiros passos em 1921, congregava na “Associação dos Novos” os “ansiados”, como nos chamava o saudoso Angelus, artista que participara no Rio do movimento de Graça Aranha [...] Começamos, quase todos, na “A Província do Pará”, em sua segunda fase, ali na rua 13 de Maio. Uma seção denominada “Coluna dos
Novos”, se não laboro em equívoco, acolhia nossos versos, nossas crônicas e contos, dava-nos estímulo, enfim. Em 1924, quando a maioria do grupo já conseguira atrair sobre sua personalidade a atenção dos maiorais das letras da terra, aqueles que a ironia de Raul Bopp, então conosco convivendo, chamava os “Jacarés Sagrados”, nossa intrepidez lançara ao mundo literário, não só do Pará, mas do país, a revista “Belém Nova”, que circulou de 1923 a 1929 [...].
Mas os poetas dessa geração, da qual De Campos Ribeiro fez parte, primavam pela composição de sonetos, e tinham como referência os poetas Severino Silva, I. Xavier de Carvalho e Remígio Fernandes. Mesmo sabendo das propostas da nova arte, da simpatia pela revolta de Graça Aranha e da admiração pelo grupo de Mário de Andrade, esses poetas não se renderam ao movimento de novos rumos literários. Essa postura, então, seria uma ofensa ao caráter uniformizador das propostas dos paulistanos modernistas, como destacou Figueiredo (2003, p. 283),
[...] o desejo de renovação parece, afinal, ter diluído fronteiras temporais, mas guardou especificidades, valores e contextos únicos. A história dos anos 20 no Pará, em diálogo com um amplo circuito nacional e mundial que esses literatos conseguiam avistar, relativiza, senão desautoriza, a noção clássica dos ecos da Paulicéia no modernismo brasileiro, como via de mão única. O poeta paraense Bruno de Menezes, que viveu a maior parte de sua vida em Belém, filho de pais pobres, percebeu com maior intensidade as consequências da falência da borracha. Mas transformou em ferramentas o contexto no qual estava inserido. Ligado ao que estava acontecendo no país culturalmente, o poeta lança a revista Belém Nova, em 15 de setembro de 1923, nos moldes da estética modernista. A revista circulou até 15 de abril de 1929.
A revista trazia em suas páginas poesias, crônicas, contos, novelas, reportagens e ensaios literários. Além de anúncios comerciais, coluna social, fotografias e ilustrações. [...] Enfim, crônicas de uma cidade que a revista
Belém Nova incorporava sob um olhar modernista, dando sua contribuição e presença no processo social da cidade nos anos 1920 (COELHO, 2005, p. 72-73).
Segundo Francisco Paulo Mendes, na apresentação do livro lançado em comemoração ao centenário do nascimento de Bento Bruno de Menezes Costa, quando escreveu sobre o trabalho poético desenvolvido pelo legítimo representante do Modernismo, Menezes recebeu influência direta da Semana Paulista de Arte Moderna, de 1922. Para Mendes (2001, p. 178), que afirmava ser participante da segunda geração modernista
paraense, o poeta Bruno de Menezes era “antecessor maior, o mais admirado e respeitado. À sua contribuição poética soma-se uma, não menos relevante, prosa de ficção (a novela Maria Dagmar e o romance Candunga)”.
Mendes afirmou que, Bruno de Menezes foi educado pela poética simbolista, e dela jamais se libertaria de todo, a musicalidade seria transportada direto para a obra Batuque (1931), cujos versos refletiram a nova harmonia, os ritmos, os timbres da música negra. Caracterizando dessa forma, a primeira geração do Modernismo paraense. Uma poesia com temática original e regional representando uma nova poética que pulsa a negritude nos versos afro-amazônicos.
Em um de seus sonetos mais antigos, também de 1920, já revela o desejo de “novo”, de uma renovação da poesia. Sua poética, porém, jamais foi intransigente com as formas e musicalidade que vinham do passado. Assim é que nunca cessaria sobre seus versos a influência do Simbolismo, o que se verifica, notadamente, em coleções posteriores, como Bailado lunar, de 1924, Lua sonâmbula, de 1953 (MENDES, 2001, p. 178).
Na revista Belém Nova foram publicados três manifestos25 dessa época: Manifesto da
Beleza (1923), À geração que surge! (1923) e Flami-n-assú: manifesto aos intelectuais
paraenses (1927). Neles se buscavam a liberdade poética e a renovação dos valores culturais e artísticos. A revista era o canal de comunicação para que os autores pudessem participar da construção do novo rumo estético que estava sendo formado no país.
De Campos relatou que um jovem poeta do Amazonas, Francisco Galvão, radicado no Rio, juntou-se ao grupo da Belém Nova e lançou o Manifesto da Beleza, em setembro de 1923, publicado na revista do grupo.
Nós estamos no instante da Beleza. Rolaram por terra os falsos ídolos.
Nós não consentimos mais no assalto vandálico dos bárbaros – os que procuravam mentir a arte, encarcerando-a nos muros estreitos da Forma. A arte venceu o Artifício.
Todo aquele que atraiçoar a beleza será castigado pela sua infâmia criminosa.
Porque nós sabemos afastar o joio do trigo, o ouro da prata, o alumínio do cobre, a platina do estanho.
Os “ourives” do verbo passaram. [...]
Renovação! Renovação! Renovação! (RIBEIRO, 1973, p. 18/19).
25 Os manifestos são textos escritos com frases curtas, exclamativas por meio de uma linguagem objetiva que
Outros nomes de representantes dessa geração foram citados, e também é importante registrar que essa geração formou a sua “Associação dos Novos” 26. Segundo De Campos,
inicialmente, a “Associação dos Novos” contava apenas com: Paulo de Oliveira, seu idealizador; Wenceslau Costa, Waldemar Lisboa Messias, Raimundo Nonato, Edgar de Brito Pontes, Mário Platilha, Luis Moraes, A. Ribeiro de Castro, o próprio De Campos Ribeiro e depois outros se juntaram ao grupo.
O grito de Abguar Bastos funcionou como uma “grande chama”, no Manifesto
FLAMI-N’-AÇU aos intelectuais paraenses, escrito no Acre, no ano de 1927, aos moldes do
verdeamarelismo artístico:
Não é apelo de audácia nem de reclamo. É um apelo de necessidade e independência.
Como há dois anos atrás, recorro ao meu dundunar de sapopema oriunda – porque eu vos falo da ponta de um planalto amazônico, entre selvas, uiaras e estrelas.
Sapopema é o clamor do viajeiro que se perdeu nas matas e apela; não é só isto, pode ser, também, o símbolo da voz da mocidade que teve comigo idêntica maqueira d‟oiro para um sonho extraordinário de liberdade literária. [...]
Entrego aos meus irmãos de Arte o êxito desta iniciativa, lembrando que o Norte precisa eufonizar n‟amplidão a sua voz poderosa (RIBEIRO, 1973, p. 23-25).
Assim como em São Paulo, Minas e Recife, os novos dessa geração criaram um título distintivo nomeado por Bruno de Menezes, passando, pois a serem chamados de os “Vândalos do Apocalipse”. Como verificamos nos dois manifestos acima, os responsáveis pelos textos estavam fazendo um convite ao conhecimento da poesia moderna, dessa forma incentivavam a abertura para os versos livres em detrimento dos versos parnasianos.
26 Segundo De Campos Ribeiro, o grupo era representado pelos expoentes da cultura: Luis Estevam de Oliveira,
Figura 4: Grupo de intelectuais modernistas no Estado do Pará. De pé, da esquerda para a direita, Paulo de Oliveira, Bruno de Menezes, Edgard de Souza Franco e Farias Gama. Sentados na mesma ordem , De Campos Ribeiro, Abgar Soriano de Oliveira (pernambucano) e Clóvis de Gusmão.
Fonte: RIBEIRO, 1973, p. 35.