• Sonuç bulunamadı

Çözücü Cinsinin Ekstraksiyon Hızına Etkisi (Alamine 300

A importância das revistas especializadas em arquitetura no processo de difusão/re epção da ar uitetura oder a j foi ressaltada e e se tor a do u veio de pesquisa quase inesgotável. Diversos trabalhos têm se amparado nos periódicos, tanto para entender que tipo de produção eles divulgavam, quanto para encontrar indícios sobre a arquitetura de uma determinada localidade.

Dentre as pesquisas que se dedicaram exclusivamente às revistas especializadas, podem ser citadas a dissertação de Miranda (1998) – que tratou sobre a crítica nas revistas dos anos 1950 – a tese de Cappello (2005) – ue a alisou a re epção da arquitetura brasileira pelas revistas europeias – e, em trabalho com recorte mais restrito, a dissertação de Almeida (2008) – que verificou as residências unifamiliares publicadas na revista Acrópole entre 1952 e 1971.

É difícil mensurar o alcance que esses periódicos tiveram pelo país, mas já não há dú idas de ue eles ti era papel fu da e tal o pro esso de difusão/re epção da linguagem moderna. Por outro lado, alguns trabalhos têm manifestado incertezas quanto ao alcance dos periódicos especializados em determinadas localidades, sobretudo, ao tratar da produção de profissionais que não tinham formação em arquitetura.

Se os textos publicados pelos arquitetos em periódicos especializados são destaque na historiografia, também textos publicados em periódicos locais cumpriram papel importante em determinadas localidades. Teixeira (2009, p.282) citou, por e e plo, o te to ue o ar uiteto Carlos He ri ue Bahia a pu li ou a ‘e ista “ul e 1951. Intitulado Fu ção so ial do ar uiteto , teria i augurado e terras atari e ses um debate que tomou conta das reuniões dos arquitetos, em torno de suas entidades represe tati as .

Algumas pesquisas têm se amparado em periódicos não especializados, mas que também não podem ser considerados magazines, como é o caso da revista Casa e Jardim. Na busca de indícios acerca da circulação das ideias em circunstâncias distintas, as revistas locais e a imprensa diária têm se tornado fontes valiosas para algumas pesquisas. Nesse sentido, além dos jornais, revistas populares de alcance nacional – a exemplo de O Cruzeiro e Manchete, com suas tiragens expressivas – passaram a ser

investigadas com o intuito de avaliar o fenômeno fora do âmbito profissional de arquitetura, tema que será investigado com maior amplitude no capítulo seguinte.

A C

I

                                                      Imagem: Residência na Lagoa, Renato Soeiro, Renato Mesquita, Thomas Estrella, Jorge Ferreira.   Fonte: Jaimovich et. al., 1947 (adaptado pela autora). 

The reproductions of Brazilian popular modernism are also original copies, creative and productive in their own right. It is far less important that the popular modernist houses … combine modernist and nonmodernist elements in sometimes paradoxical ways – a flat stuccoed entablature behind which is hidden a pitched tile roof or a modernist façade built on a rusticated stone base and enclosing a colonial plan. What is significant is the appropriations and recombinations of this popular modernism succeeded in creating a massively legible narrative about being modern in Brazil through the invention of contemporary life, written and read in architecture. To dismiss these houses as low quality, reject them as sources of aesthetic innovation, and ridicule them as kits h, as Brazil s o high oder ist ar hite ts ha e do e, is to iss something fundamental about architecture itself as a record of human aspiration and achievement.

James Holston173

O tema deste capítulo é significativo para a compreensão do fenômeno da difusão/re epção da ar uitetura oder a rasileira para além do âmbito profissional. Poucos trabalhos abriram espaço para discutir a produção realizada por um contingente de pessoas que não tinham formação em arquitetura (engenheiros, desenhistas, projetistas, mestres-de-obras etc.), mas que foram responsáveis por construir uma quantidade enorme de edifícios em diversas cidades brasileiras, sobretudo, naquelas cidades onde a presença de arquitetos era quase nula.

Em alguns casos, essa produção foi tratada com os mesmos parâmetros utilizados na investigação da ha ada difusão/re epção da arquitetura moderna brasileira, ora como parte integrante da produção arquitetônica de determinada cidade ou região – sem uma análise crítica da qualidade arquitetônica –, ora como uma produção meramente des ualifi ada, de mau gosto . Esta segunda abordagem torna-se ainda mais problemática quando pertencente às cidades ditas perif ri as , afastadas do debate arquitetônico nacional, uma vez que sua produção está em grande parte, ou na quase totalidade, associada a profissionais não formados em arquitetura.

Grosso modo, dois estudos mais gerais sobre o tema parecem ter norteado os trabalhos em questão: o livro Arquitetura Kitsch: suburbana e rural, publicado por Dinah

173 Extraído do prefácio do livro The rise of popular modernist architecture in Brazil, de Fernando Lara (2008,

p.xiv). De certa maneira, o trecho de Holston retoma o argumento proposto por Giedion (1956) no prefácio ao livro de Mindlin (1956), que ressaltamos em alguns momentos da tese, sobretudo no segundo capítulo.

Guimaraes e Lauro Cavalcanti (1982[1979]); e, mais recentemente, o livro The Rise of

Popular Modernist Architecture in Brazil, de Fernando Lara (2008), resultado de sua tese

de doutorado defendida nos EUA em 2001. No Brasil, os resultados e questionamentos de Lara foram apresentados em seminários específicos da área ou em artigos publicados em periódicos.174

Figura 4.1: Capa do li ro ár uitetura Kitsch: su ur a a e rural , de Di ah Gui arae s e Lauro Cavalcanti.

Figura 4.2: Capa do livro The rise of popular

modernista architecture in Brazil, de Fernando Lara.

Apesar dos diferentes pontos de vista, a identificação recorrente e ampla desse tipo de produção em diversas localidades do país tem confirmado a hipótese de se tratar de um fenômeno de abrangência nacional que precisa ser compreendido nas suas múltiplas relações. Além da diversidade de produções – que varia desde casas projetadas por engenheiros ou desenhistas para famílias com maior poder aquisitivo até pequenas casas construídas pelo proprietário ou por um mestre de obras – há que se levar em consideração também a variedade de meios de circulação dessas ideias ou imagens: contatos pessoais, revistas especializadas e populares, edifícios construídos, viagens etc.

Benzer Belgeler