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Âşık Ummanî Erden’in Ozan ve Âşıklık Mesleği İle İlgili Düşünceleri

1.3. ÂŞIK UMMANÎ ERDEN’İN ÂŞIKLIK MESLEĞİ İLE İLGİLİ

1.3.3. Âşık Ummanî Erden’in Ozan ve Âşıklık Mesleği İle İlgili Düşünceleri

Os distritos industriais europeus, particularmente os italianos, talvez sejam a expressão mais evidente de um modelo de organização produtiva que se destaca pelo desenvolvimento de caráter regional que se sustenta em uma malha de cooperação sócio-econômica formada por unidades produtivas predominantemente pequenas capazes de, simultaneamente, prover o mercado com variedade e quantidade, qualidade e presteza na renovação de produtos, estilo refinado e custo mais acessível. Envolvendo empresas de setores econômicos tradicionais e maduros, esses distritos se destacam por terem se estabelecido com a produção de especialidades em hiatos de mercado “negligenciados” pela massificação fordista, desenvolvendo uma dinâmica de produção que os autores denominam de especialização flexível. São grandes redes manufaturas que combinam o uso de técnicas de produção manuais/artesanais (craft) com elevada sofisticação tecnológica, que têm como principais alicerces:

a) orientação para a inovação constante; b) equipamentos flexíveis e de uso múltiplo; c) trabalhadores habilidosos, e

d) formação de uma comunidade industrial que define a competição dentro de formas favoráveis à inovação (PIORE e SABEl, 1994).

Beccattini (1990) acrescenta que estes distritos não são uma multiplicidade acidental de empresas, mas uma expressão elaborada da divisão do trabalho que nem é diluída em forma de um mercado genérico nem tampouco concentrada em uma ou poucas firmas, mas que se homogeneíza em sistemas de valores comuns que regulam o trabalho ético, a importância da família, a reciprocidade.

Quanto ao desenvolvimento das regiões que sediam estes distritos de pequenas empresas, Bagnasco (1999) afirma que isso ocorreu sem uma política econômica especial para tais

regiões. Existem leis que são favoráveis à pequena empresa, mas os subsídios disponíveis não representam uma parte importante das transferências do Estado para as empresas. Outros aspectos da política governamental podem ter favorecido as pequenas empresas de alguns setores, mas de nenhuma maneira foi responsável por propiciar essa forma de desenvolvimento. Os poderes locais elaboraram formas de incentivo para promover a pequena indústria, mas intervieram num momento em que o crescimento já tinha sido iniciado e as regiões não foram capazes de aplicar uma verdadeira política econômica regional. Em algumas regiões mais do que em outras, as MPE predominaram e para entender isso deve-se considerar os particularismos sociais e culturais. Beccattini (1999) identificou que os setores industriais mais sujeitos ao agrupamento na Itália são em ordem decrescente: vestuário, móveis, calçado e têxtil. Mas a organização eventual do processo sob a forma de distrito depende menos do produto comercializável do que das características do processo de produção. A concentração das empresas em distritos especializados permite que todos os processos e serviços necessários sejam ali disponíveis. Mas, os distritos se caracterizam por uma proximidade que não é só geográfica, mas social e institucional que atua na difusão de idéias e inovações técnicas, tipos de colaboração, coesão social e consciência coletiva, facilidade e velocidade nas transações entre empresas (SENGERBERGER e PIKE, 1999).

Cocco, Galvão e Silva (1999) destacam a importância do pertencimento regional. Nos distritos industriais italianos, firmas e comunidade formam um conjunto simbiótico no qual há possibilidades de cooperação competitiva. O espaço da produção deixa de ser a fábrica e passa a ser a região, assim como o trabalhador não se sente parte de uma empresa, mas do distrito. Assim, a relação individual com a produção ganha uma conotação pública e traz desdobramentos importantes para o plano da cidadania e do próprio processo cooperativo.

A produção nesses distritos substitui a produção em massa característica do modelo fordista por uma organização que privilegia a diversificação dos produtos finais, a desverticalização da atividade produtiva e o surgimento de novos padrões de divisão de trabalho. Este é o modelo conhecido por especialização flexível, segundo denominação de Piore e Sabel (1994).

A especialização flexível é baseada no uso de equipamento versáteis, no emprego de trabalhadores especializados e na criação de políticas que restringem as formas de competição para aquelas que favorecem a inovação. De certa forma, a disseminação da especialização flexível se assemelha às formas artesanais de produção que foram marginalizadas na 1 ª

divisão industrial. Com isso, a produção assegura rápidas respostas às flutuações quantitativas e qualitativas na demanda, bem como a consolidação do conhecimento tácito endógeno à região e a desconcentração produtiva com a difusão dos pequenos e médios empreendimentos (PIORE e SABEL, 1994).

Porter (1999) também valoriza os distritos industriais italianos como exemplos de clusters de pequenas e médias empresas especializadas e ressalta aspectos culturais do povo que sente a necessidade de trabalharem em unidades produtivas que se pareça a uma família, onde mantém sua identidade. Porter (1998, 1993, 1999) usa o termo cluster para referenciar as aglomerações industriais geográficas que oferecem condições particulares de estímulo aos fatores de vantagem competitiva das empresas. Essas concentrações comportam uma gama de empresas e outras entidades relacionadas à “vocação” regional, como por exemplo, fornecedores de insumos especializados e de infra-estrutura, componentes, máquinas, serviços e firmas em setores relacionados ou complementares, firmas de indústrias a jusante e outras instituições especializadas em treinamento, educação, informação, pesquisa e suporte técnico. Finalmente, muitos clusters envolvem associações de comércio e outros corpos coletivos de representação dos seus membros. Mas para o autor, a importância dessas aglomerações surge do favorecimento que a interconexão entre esses agentes oferece à competição entre as firmas nelas situadas.

A competitividade para Porter (1998, 1993, 1999) se fundamenta na interação de quatro elementos: condições dos fatores de produção (inputs básicos); condições da demanda e indústrias de suporte relacionadas e o ambiente empresarial. É o modelo do “diamante” conforme ilustrado no Esquema 2. A interconexão desses fatores cria o ambiente nacional em que empresas surgem e desenvolvem sua competitividade. Para Porter (1993) a vantagem competitiva é criada e se alimenta da rivalidade. A prosperidade não surge de dotações naturais de um país ou região, nem de sua força de trabalho, condições macro-econômicas, mas da capacidade da indústria de se inovar e de se aperfeiçoar. Segundo este modelo, a competitividade é determinada pela interação dos quatro elementos determinantes do ambiente no qual a empresa opera, como resumido a seguir.

As condições dos fatores de produção, tais como trabalho, terra, recursos naturais, capital, infra-estrutura, etc determinam o fluxo do comércio. Uma nação vai exportar os bens que mais utilizam os fatores que ela é relativamente bem dotada e que são criados na dinâmica de

interação com os demais fatores. As condições de demanda são importantes na medida em que oferecem definição clara sobre as necessidades emergentes dos clientes e em que compradores exigentes pressionam as empresas a acelerar as inovações e a atingir vantagens competitivas mais sofisticadas que seus concorrentes. Indústrias correlatas e de apoio, tais como fornecedores domésticos, centros de pesquisa e desenvolvimento, proporcionam sinergias vantajosas que podem ser auxiliadas pela proximidade. E, por fim, o ambiente empresarial que dão contexto para estratégia e rivalidade das empresas. A rivalidade doméstica tem um poderoso efeito estimulante sobre todas as outras condições, pois rivais locais disputam sistematicamente em direção a aperfeiçoamentos variados que representem a excelência dentro da indústria. O êxito de um concorrente doméstico estimula os demais e também, ironicamente, empurra as empresas locais a avançar em outros mercados. (PORTER, 1993).

Esquema 2: Modelo do diamante de Porter

As unidades pertencentes a um cluster estão geralmente ligadas através de relações verticais (comprador/fornecedor) ou horizontais (clientes, tecnologia, canais comuns, etc). Subjacente à operação do diamante e ao fenômeno do agrupamento está o intercâmbio e fluxo de informações sobre necessidades, técnicas e tecnologia entre compradores, fornecedores e indústrias correlatas. Quando esse intercâmbio ocorre ao mesmo tempo em que é mantida a rivalidade intensa em cada indústria separadamente, as condições de vantagem competitiva são as mais férteis. Formam-se externalidades, ou seja, fatores de vantagem que se situam fora

CONDIÇÕES DE

Benzer Belgeler