2. ULAŞ İLÇESİNDEKİ TABİATLA İLGİLİ İNANIŞLAR VE DEĞERLENDİRİLMESİ
2.6. Ziyaret Yerleri İle İlgili İnanışlar ve Değerlendirilmesi
2.6.2. Ziyaret Yerleri ile İlgili İnanışların Değerlendirilmesi
Considerando a diversidade de estratégias de busca de dados, necessário se faz adequar as metodologias de análise e interpretação das informações, de acordo com os instrumentos utilizados.
De início, pensei em não analisar os encontros semanais, pois consistia, no meu entendimento, o meio pelo qual os professores não budistas teriam acesso ao budismo, porém, ao descrevê-los, acabei por analisá-los de forma genérica. Creswell (2010) considera essa abordagem uma Análise Qualitativa Básica: “nessa abordagem, o pesquisador coleta dados qualitativos, analisa-os por temas ou perspectivas, e relata entre quatro e cinco temas.” (p. 217). Nessa investigação os temas foram construídos com base nos encontros realizados.
Foram realizadas duas avaliações: uma parcial, após o quarto encontro e uma geral, ao final das atividades; nessas ocasiões, a análise, embora ainda básica, foi um pouco mais ampla. Segundo Creswell (2010) dependendo do tipo de estratégia utilizada, pode haver a análise genérica e alguns passos de análises mais específicas:
(...) os investigadores qualitativos com frequência usam um procedimento geral e comunicam, na proposta, os passos seguidos na análise dos dados. Uma situação ideal é misturar os passos gerais com os passos específicos da estratégia de pesquisa (CRESWELL, 2010, p. 218).
Assim respaldada, nesses dois momentos, os dados foram analisados seguindo algumas etapas sugeridas por Severino (2000) e por mim adaptadas:
a) Análise textual: leitura atenta buscando uma visão panorâmica e de conjunto do raciocínio da mensagem dos participantes.
b) Análise temática: compreensão da mensagem procurando ouvir os sujeitos da pesquisa, apreendendo, sem intervir no conteúdo de sua mensagem.
c) Análise interpretativa: tomada de posição própria a respeito das ideias enunciadas, superando-as, lendo nas entre linhas, para explorar a fecundidade das ideias expostas, chegando a uma crítica na qual o
pesquisador busca determinar até que ponto atingiu os objetivos que se propusera alcançar com a realização dos encontros.
Para a interpretação e discussão dos dados levantados nas entrevistas individuais semiestruturadas utilizei a metodologia da Análise Textual Discursiva35 (MORAES & GALIAZZI, 2011), atendendo as três etapas:
1) Unitarização: identificação das unidades de significado, interpretando e isolando ideias cheias de sentido.
2) Categorização: formação de um conjunto de unidades, agrupando-as de acordo com seu significado.
3) Construção do metatexto: síntese e reorganização do que emergiu das categorias.
O pesquisador necessita justificar os tipos de leituras que realiza em seu exercício de unitarização. Não há leitura neutra e objetiva. Por isso é preciso que o pesquisador defina de que perspectivas faz suas interpretações e leituras. (MOARES & GALIAZZI, 2011, p. 54)
Decidi pela categorização emergente, por utilizar o método indutivo e por não assumir nenhuma teoria específica a priori. Por serem várias as unidades de significado construídas, categorizá-las foi uma tarefa complexa, pois além da preocupação em abarcar todas as informações importantes, sabe-se que a forma em que os textos são interpretados pode lhes trazer maior ou menor sentido.
Categorias constituem conceitos abrangentes que possibilitam compreender os fenômenos que precisam ser construídos pelo pesquisador. Da mesma forma como há muitos sentidos em um texto, sempre é possível construir vários conjuntos de categorias a partir de um mesmo conjunto de informações. (...) Esse esforço não envolve apenas caracterizar as categorias, mas também estabelecer relações entre os elementos que compõem as categorias (MOARES & GALIAZZI, 2011, p. 29).
Emergiram da análise duas categorias, denominadas: (Re)descobrindo o Caminho do Meio e Trilhando o Caminho do Meio, em virtude do que se tornou mais evidente em cada um dos grupos de sujeitos. A fala comum, dos participantes, professores que não eram budistas, era relacionada a uma nova perspectiva de olhar, novas percepções e compreensões, nova maneira de se relacionar e interagir,
35 Processo integrado de análise e síntese que se propõe a fazer uma leitura rigorosa e aprofundada de conjuntos de materiais textuais, com o objetivo de descrevê-los e interpretá-los no sentido de atingir uma compreensão mais complexa dos fenômenos e dos discursos a partir dos quais foram produzidos (MORAES e GALIAZZI, 2011, p. 114).
(Re)descobrindo o Caminho do Meio, caminho que os professores budistas, entrevistados, demonstraram estar Trilhando.
A produção de um metatexto requer um esforço construtivo no intuito de ampliar a compreensão dos fenômenos investigados. (MORAES & GALIAZZI, 2011, p. 29). Com vistas à construção de validade e confiabilidade dos resultados, foram utilizadas citações dos sujeitos nos metatextos, com grifos em negrito das falas mais significativas.
Os instrumentos Formulário Ser Integral e Roda da Vida Ser Integral foram analisados segundo a metodologia da análise estatística descritiva: “que tem por finalidade descrever, resumir, totalizar e apresentar graficamente dados de pesquisa” (APPOLINÁRIO, 2006, p. 146). Embora tenha sido utilizada essa metodologia de análise, própria da pesquisa quantitativa, não a caracterizo como tal, pois não foi a intencionalidade dessa pesquisa e não há uma amostra significativa da população para que se pudesse apresentar conclusões gerais.
Como as amostras geralmente são grandes e consideradas representativas da população, os resultados são tomados como se constituíssem um retrato real de toda a população alvo da pesquisa. (...) A pesquisa quantitativa recorre à linguagem matemática para descrever as causas de um fenômeno, as relações entre variáveis, etc. A utilização conjunta da pesquisa qualitativa e quantitativa permite recolher mais informações do que se poderia conseguir isoladamente. (FONSECA, 2002, p. 20)
Reforçando essa questão da utilização de métodos quantitativos e qualitativos, Bauer & Gaskell (2002) afirmam que:
(...) diferentes metodologias têm contribuições diversas a oferecer. Necessitamos de uma noção mais clara das vantagens e desvantagens funcionais das diferentes correntes de métodos, e dos diferentes métodos dentro de uma corrente. (p. 26)
Por esse motivo as descrições obtidas com os gráficos foram complementadas e validadas pela fala dos sujeitos da pesquisa, porque “os dados não falam por si mesmos, mesmo que sejam processados cuidadosamente, com modelos estatísticos sofisticados” (BAUER & GASKELL, 2002, p. 26)
Os dados fornecidos pelos questionários dificilmente permitem que o contexto de cada resposta seja revelado, o qual somente pode ser obtido pelo uso explícito de métodos adicionais, como entrevistas complementares, para uma parte da amostra. (FLICK, 2004, p. 276)
Em razão da escolha desse método de análise, denominei-a, na fase da exploração dos dados, de Visão Gráfica Integral.
4 EXPLORAÇÃO
Ao término da nossa exploração deveremos chegar ao ponto de partida e conhecer esse lugar pela primeira vez.
T. S. Eliot
A exploração dos dados obtidos nessa pesquisa foi um exercício maravilhoso, grandes aprendizados, reflexões e a certeza de que é incompleta, pois o anseio, ao final, era de reiniciá-la.