FİZİKSEL AKTİVİTE
EGZERSİZ ANINDA
36. ERGEN E, ZERGERLİOĞLU AM, ÜLKAR B, DEMİREL H, TURNAGÖL H, GÜNER R, BAŞOĞLU S Egzersiz Fizyolojisi Ergen E (Ed) Nobel Yayın Dağıtım
Muito embora o item anterior já tenha mencionado algo sobre os equipamentos que serão abordados nesta parte, o fim aqui é outro, muito mais específico.
Será evidenciado sob este título mais detalhadamente sobre as principais características funcionais (o que incluem as limitações) dos equipamentos usados em nosso país para medir a irregularidade longitudinal, antes da chegada dos perfilômetros inerciais, e que justificam os esforços e os investimentos desta pesquisa.
Basicamente, os quatro equipamentos usados para medir a irregularidade longitudinal de pavimentos em nosso país até o ano de 2002 foram: medidores do tipo resposta, nível e mira (aqui incluídas as estações totais modernas), Dipstick e o Merlin.
Se fosse necessário mencionar apenas um tipo equipamento como o mais usado em nosso país, esse sem dúvida seria o tipo resposta, e é por esse motivo que este item tem um foco mais acentuado nele, embora serão abordados o Dipstick e o Merlin. O nível e mira, por ser de conhecimento geral, será mencionado apenas quando se tratar da calibração dos medidores do tipo resposta.
É possível afirmar que com poucas exceções, cada um dos equipamentos mencionados teve um papel diferente do outro, a saber: o medidor tipo resposta era usado para grandes levantamentos; o nível e mira era usado para a medição de trechos de calibração que seriam usados para os medidores do tipo resposta, e vez por outra, podia ser usado em um levantamento curto, como de uma pista aeroportuária; o Dipstick usado normalmente em pisos industriais, em pavimentos de concreto de pequenas extensões e eventualmente para medir uma base de calibração para os medidores do tipo resposta; e por fim o Merlin, usado para medição de pequenas extensões de trechos pavimentos em execução ou em restauração, e eventualmente para verificar a irregularidade de uma base de calibração dos medidores do tipo resposta.
De todos os quatro equipamentos mencionados existem em nosso país alguns exemplares espalhados por nosso território, não sendo constatada nenhuma diferença regional significativa em termos de tecnologia, até porque, a maioria deles é de propriedade de empresas de projeto e consultoria de pavimentos, que prestam serviço em qualquer ponto do Brasil.
Existe um quinto tipo de equipamento presente no Brasil que não foi mencionado no grupo anterior por não ser de grande conhecimento, nem de grande uso em termos nacionais, mas precisa ser citado por sua especificidade. Trata-se do perfilógrafo da Califórnia, equipamento de propriedade da Associação Brasileira de Cimento Portland, localizada em São Paulo. Este equipamento foi adquirido pela instituição visando aprimorar o controle da execução de pavimentos de concreto de cimento Portland.
Segundo Domingues (2004), o Perfilógrafo da Califórnia é justamente indicado para o controle da suavidade do rolamento de pavimentos rígidos em fase de construção. Este tipo de equipamento é recomendado para esses fins pelo Guia de Construções da AASHTO de 1998.
Embora seja um equipamento grande, pouco prático e de baixa produtividade, este equipamento é normalizado pela American Society of Testing and Materials (1998), e apresenta dois pontos positivos que o tornam adequado aos fins a que se propõe. O primeiro diz respeito a sua massa, pois embora com dimensões grandes, o equipamento é leve e por isso pode ser usado antes da cura completa do concreto de cimento Portland, o que permite em tese alguma intervenção visando corrigir a irregularidade antes do endurecimento completo.
O segundo ponto positivo está na possibilidade do equipamento indicar de maneira rápida e com pequeno erro em termos de deslocamento longitudinal, quais são os pontos que mais estão colaborando com a irregularidade.
Mesmo levando-se em conta os pontos positivos do equipamento, acredita-se que o seu lado negativo deve em pouco tempo ensejar sua substituição por equipamentos menores, do tipo do Walking Profiler da empresa Australiana AARB, citado no item anterior.
Uma vez explicado sobre a exceção em termos de avaliação de irregularidade no Brasil, é momento de voltar aos equipamentos mais comuns, já mencionados.
Aos técnicos da área de pavimentação, é até desnecessário dizer que o equipamento mais comum para a avaliação de irregularidade longitudinal de pavimentos no Brasil é o medidor do tipo resposta, ilustrado na figura 2.16.
É este o único tipo de equipamento específico para essa finalidade normalizado em nosso país. São quatro as normas vigentes que tratam a este respeito: a DNER- PRO 182/94, que discorre sobre a avaliação da irregularidade em si, a DNER-PRO 229/94, que trata sobre a manutenção do equipamento e a DNER-PRO 164/94 que contém o procedimento de calibração para esse tipo de equipamento, onde está prescrito o uso da última norma, a DNER-ES 173/86, onde está o procedimento para a determinação da irregularidade com o nível e mira.
Figura 2.16 – Desenho esquemático de funcionamento de um medidor de irregularidade do tipo resposta. Fonte: Sayers e Karamihas (1998).
Como foi mencionado, os equipamentos do tipo resposta realizam a avaliação da irregularidade dos pavimentos através da acumulação em um sentido, dos deslocamentos entre a carroceria e o eixo traseiro de um veículo de passeio. Como esses deslocamentos são muito sensíveis à velocidade em que o veículo está trafegando, os equipamentos do tipo resposta necessitam de uma calibração, muitas vezes chamada de calibração por correlação, onde objetiva-se estabelecer para uma determinada velocidade de operação a relação entre o valor de um índice de irregularidade e a quantidade de deslocamento vertical por deslocamento horizontal indicada pelo equipamento.
Naturalmente para obter-se uma curva de calibração para uma determinada velocidade de operação do equipamento é necessário efetuar o processo descrito acima em diversos segmentos que representem bem os diferentes valores de irregularidade que poderão ser encontrados na medição real. Isto é previsto na própria norma de calibração.
De posse do modelo de correlação, o equipamento estaria em tese habilitado a realizar medições, que posteriormente serão convertidas pelo modelo para o índice de irregularidade QI.
Em poucas palavras acabou-se de resumir o conteúdo da norma DNER-PRO 164/94. Tal documento indica que a avaliação de irregularidade nos segmentos padrão deve seguir a norma DNER-ES 173/86 que especifica como se calcula a irregularidade a partir de um perfil medido com nível e mira em um trecho de 320 m de comprimento, que é o correspondente a uma base, das 20 necessárias a uma calibração de medidor do tipo resposta, segundo a primeira norma citada.
A norma prevê que o medidor deve passar 5 vezes sobre cada base de calibração em cada uma das velocidades: 80 km/h, 50 km/h e 30 km/h. Desta maneira, obtêm- se uma curva de calibração para cada uma das velocidades.
Além de tratar dos procedimentos de calibração, a norma traz ainda recomendações sobre a verificação periódica no equipamento e em seus resultados.
Embora a norma de calibração e de utilização dos medidores do tipo resposta tenha sido bem elaborada, é possível notar que existem alguns fatores que prejudicam a exatidão e a confiabilidade de avaliações feitas com os equipamentos do tipo resposta, motivo pelo qual, a partir do ano de 2003 elas começaram a ser rejeitadas tanto por empresas privadas, quanto por órgãos públicos.
Os 3 principais fatores que ensejaram essa postura são: dificuldade de garantir que o equipamento foi recentemente e corretamente calibrado e que desde então o veículo foi bem conservado, não tendo rodado muito ou sofrido com impactos danosos à sua suspensão; garantia de que as condições em que o veículo foi calibrado são as mesmas na qual o veículo será utilizado para a medição; a garantia
que o equipamento será usado realmente na velocidade de calibração, nem mais, nem menos, e que os trechos onde a velocidade diferir sejam medidos novamente. Acerca das limitações mais facilmente observáveis nos medidores do tipo resposta pode-se dizer que elas são bastante conhecidas da maioria de seus usuários mais críticos e conscientes. Vários autores já retrataram sobre elas, a saber: Domingues (2004), Farias e Souza (2002), Pavement Tools Consortium (sem data), Karamihas (sem data), Visser et al. (1998), Sayers et al. (1986a), Sayers et al. (1986b), Gillespie (1992), Kulakowski (1986), entre outros.
Os principais pontos levantados por esses autores dizem respeito à manutenção das condições do veículo onde o equipamento está instalado, visando garantir controle sobre todas as variáveis que afetam a sua dinâmica; à dificuldade em comparar medidas feitas em períodos diferentes ou com equipamentos diferentes; e por fim em assegurar que os procedimentos de operação e calibração sejam rigorosamente observados.
Um outro aspecto que também pode ser levantado diz respeito ao custo da calibração do equipamento. O método de medição com nível e mira preconizado pela norma é custoso, não só pelo pessoal, equipamento e deslocamentos envolvidos, como também tendo em vista a localização dos trechos e o bloqueio temporário das faixas para que os trabalhos com o nível e mira e posteriormente com o equipamento possam ser realizados com a devida segurança.
Em relação à calibração, mesmo com a norma brasileira já mencionada, preconizar o uso de bases com os mais diferentes níveis de irregularidade, embora não se tenha encontrado um trabalho a esse respeito, há pessoas no meio técnico, dentre elas este autor, que acreditam que esse pode não ser o melhor método. Para garantir melhores resultados, pode ser mais adequado que a calibração do equipamento utilize bases que melhor representem o nível de irregularidade que se espera obter no trecho a ser efetivamente medido. Por exemplo, para se medir uma rodovia com irregularidade muito baixa, pode ser mais adequado que a maioria das bases de calibração usadas na elaboração do modelo de correlação para o equipamento tenham irregularidade em nível similar. Há técnicos que vão ainda além nas críticas e defendem o uso de bases em trechos de curva e greide variados.
Para uma empresa privada ou um órgão governamental que contrata determinado prestador de serviços para uma avaliação de irregularidade não é simples nem prático manter um técnico bem treinado no assunto o tempo todo com a equipe contratada para fiscalizar toda a execução do trabalho, desde a calibração até a efetiva medição.
Sobre o equipamento em si as normas não são muito detalhistas, pois focam mais nos resultados a serem produzidos pelo aparelho quando de sua calibração do que em suas características mecânicas. Nesse aspecto caberia provavelmente à norma ser mais específica em relação à resolução do sensor principal do equipamento que efetivamente fará as leituras. Dependendo do nível de irregularidade que se vai medir com um medidor do tipo resposta, essa resolução pode fazer muita diferença, conforme um dos estudos feitos durante este trabalho evidenciará.
A título de ilustração, pode-se imaginar a diferença em se usar um medidor do tipo resposta, um sensor que meça a distância entre eixo e carroceria com resolução de 1 mm, em relação a usar outro com resolução de 10 mm. Só aqui já se terá muita diferença, que deve refletir inclusive na repetitividade do equipamento.
É importante registrar que nos EUA existe uma norma que trata do cálculo do IRI a partir de um perfil longitudinal medido estaticamente, visando a calibração dos medidores do tipo resposta. Trata-se da norma ASTM E 1448-92, publicada originalmente em 1992, e que agora com o predomínio dos perfilômetros laser, já não têm a importância de outrora. Sobre a calibração de medidores do tipo resposta para determinação do IRI, Bennett (1996) traz explicações mais detalhadas.
Comenta-se no meio técnico, principalmente dentre aqueles que já usaram e já refletiram bastante sobre os resultados entregues pelos medidores do tipo resposta, que existiria uma faixa de valores de irregularidade para os quais os medidores do tipo resposta são mais adequados. Não dá para se saber ao certo como se chegou a essa conclusão, mas fato é que realmente tais equipamentos têm dificuldade maior de medir com exatidão e repetitividade os trechos com irregularidade muito baixa ou muito elevada, conforme um outro estudo realizado neste trabalho indicará.
Acerca do Merlin e do Dipstick, não obstante eles terem sido descritos razoavelmente no item anterior, cabe aqui comentar um pouco sobre suas características operacionais.
O grande mérito do Merlin é ser um equipamento simples e barato, que em tese pode ser fabricado pelo próprio usuário com base nas características existentes em documentos diversos emitidos por seus difusores. Operacionalmente é também um equipamento simples, com o qual alguém com mínimo treinamento consegue trabalhar adequadamente .
O equipamento tem ainda a vantagem de poder ser rápida e facilmente verificado, mesmo em campo, o que traz confiabilidade a seus resultados. O uso do Merlin, entretanto, é limitado por duas razões bem diferentes: nível de irregularidade e comprimento do trecho a ser medido.
A limitação em relação ao nível de irregularidade está contemplada no próprio documento de Cundill (1996), pois o modelo que correlaciona o resultado extraído da medida do equipamento só é válido para os valores de IRI compreendidos entre 2,4 e 15,9 m/km. Ou seja, trechos recém construídos com boa qualidade, necessitariam de um estudo de um novo modelo para que o equipamento possa ser utilizado.
A segunda limitação é bastante óbvia pelo tipo do equipamento. Por ser manual, ele serve apenas para medição em trechos curtos, normalmente sem tráfego, pois não é nem prático, nem seguro ou econômico, manter uma pessoa empurrando um Merlin por uma dezena de quilômetros.
Sendo assim, fica a recomendação de uso do equipamento somente em trechos curtos de restauração ou de execução de pavimentos com revestimentos asfálticos ou de cimento Portland, onde não haja tráfego e onde a irregularidade esperada esteja dentro da faixa de atuação do equipamento. Como o Merlin permite a estimação do IRI (m/km), não se recomenda que tal equipamento seja utilizado para verificar qualquer outro.
Os pontos fortes do Dipstick quando usado no setor rodoviário são: a exatidão de suas medidas e a rapidez com que elas podem ser feitas em relação à medição com
nível e mira. Não há uma limitação técnica para o uso desse equipamento. O seu maior limitante é justamente a produtividade, que é alta em relação ao nível e mira, mas muito baixa em relação aos equipamentos automáticos ou instalados em veículos, assim ele também não se presta a levantamentos longos.
Desta maneira, o uso do Dipstick é uma boa alternativa ao uso do nível e mira para a medição de bases de calibração de medidores do tipo resposta – até porque além de ser mais rápido, necessita de apenas um operador. Naturalmente, devido às suas características e seu tamanho reduzido, este equipamento também pode ser indicado para verificar medições de perfis feitas com perfilômetros inerciais.
2.4 A influência da irregularidade na vida útil do pavimento e no custo