• Sonuç bulunamadı

UYGUN BİREYLER ( n=49)

D. Denge Değerlendirmes

4. BULGULAR 1 Tanımlayıcı Bulgular

5.2. Zemin ve Çanta Taşıma Faktörü

O presente capítulo propôs uma abordagem integrada sobre questões relativas a aprendizado e a conhecimento que influenciam o desenvolvimento das memórias organizacionais. A revisão de literatura não pretendeu esgotar todas as iniciativas dos campos científicos citados, mas mostrar uma visão abrangente das questões que envolvem aprendizado, conhecimento e memória organizacional. A idéia de propor tal abordagem integrada baseou-se na proximidade, nas interseções entre os temas e na diversidade de pesquisas de diferentes áreas cientificas que tratam do assunto.

Partindo da metáfora da cognição organizacional, que integra os três temas em discussão, o capítulo apresentou pesquisas centradas no indivíduo (processamento da

informação e paradigma estimulo-resposta, teoria sistêmica, premissa situacional), pesquisas centradas na sociologia (sociologia, teoria sistêmica aplicada à teoria social) e pesquisas centradas na teoria das organizações (economia, gestão estratégica).

Finalmente, cabe reunir idéias dos autores apresentados e listar as contribuições do capítulo para a presente pesquisa. Para tal, apresenta-se uma lista dos aspectos mais relevantes para o contexto em que se pretende estudar a MO no próximo capítulo:

ƒ Existem mecanismos de memória nas organizações e eles são de vários tipos; ƒ A memória da organização se compõe não apenas de conhecimento técnico,

mas, também, de conhecimento apreendido na vida cotidiana;

ƒ O aprendizado, o conhecimento e a memória organizacionais estão relacionados ao contexto social da organização, sendo necessário o consenso obtido em comunidades de interesses comuns;

ƒ O aprendizado, o conhecimento e a memória individuais se tornam organizacionais através de processos dinâmicos de socialização;

ƒ A criação de uma linguagem comum é essencial para geração de conhecimento e de memória na organização;

ƒ A tecnologia pode auxiliar na composição da memória das organizações.

A FIG. 3 apresenta um quadro sinótico das linhas de pesquisa, autores e suas principais orientações, citadas no presente capítulo.

Linha de pesquisa Sub-linha de pesquisa Autores pesquisados Orientação / idéias Processamento de informação e inspiração behaviorista Simon (1970); Cyert e March (1963); Huber (1990); Weick (1973); Fiol e Lyles (1985); Cohen e Levinthal (1990).

ƒ Organizações são entidades processadoras de informação, que respondem a estímulos externos do ambiente.

ƒ O mundo é pré-concebido e representado por um sistema cognitivo. O conhecimento é livre de contexto.

ƒ A racionalidade humana é limitada e carece de mecanismos do tipo “entrada e saída” para reduzir incerteza.

ƒ As organizações se adaptam às representações do ambiente, o que evidencia o aprendizado.

ƒ A memória é natural ou artificial, sendo acionada quando um problema se repete. Consiste de regras baseadas em experiências passadas registradas.

ƒ A memória individual é limitada e precisa ser assistida por tecnologia.

Teoria sistêmica Argyris (1999); Senge (1990).

ƒ Intervenção é necessária para solução de erros; erros são aspectos que inibem o aprendizado.

ƒ O aprendizado ocorre em dois níveis: solução de problemas rotineiros e solução de problemas considerando o contexto. ƒ O aprendizado organizacional é paradoxal: a empresa precisa

aprender, mas impõe barreiras para que ele ocorra.

ƒ A solução de problemas de aprendizado ocorre no nível individual, com a mudança de mentalidade e uma abordagem sistêmica. Pesquisas centradas no indivíduo Premissa situacional Lave (1988); Wenger (1998); Brown e Duguid (2001)

ƒ Aprendizado organizacional é parte integrante do contexto social e impelido pela demanda.

ƒ O aprendizado ocorre em experiências da vida diária e está inserido em comunidades de prática.

ƒ O conhecimento organizacional é contextualizado; o acúmulo de informações não gera conhecimento.

ƒ Os indivíduos reunidos em comunidades de prática criam vocabulários, estilos e dispositivos de comunicação comuns. ƒ A tecnologia apresenta boas possibilidades para integração de

indivíduos isolados. Figura 3 (a) – Quadro sinótico (indivíduo)

Linha de pesquisa Sub-linha de pesquisa Autores pesquisados Orientação / idéias

Sociologia

Durkheim (1968);

Fleck, Trenn e Merton, (1979); Douglas (1998);

Berger e Luckmann (1973); Giddens (1989).

ƒ Não é possível explicar a sociedade sem explicar o indivíduo, mas também não se pode explicar os indivíduos sem considerar o contexto social em que estão inseridos.

ƒ O papel do indivíduo em relação à sociedade é menor; sua mente é culturalmente definida.

ƒ A vida social não pode ser explicada por fatores puramente cognitivos; teorias e conceitos são culturalmente condicionados; ƒ O conhecimento não consiste de uma estrutura teórica, mas de um

condicionamento social, cultural e histórico; a base do conhecimento é coletiva;

ƒ O conhecimento não é apenas técnico e está também inserido na vida quotidiana.

ƒ Estudar o conhecimento é fazer uma análise da construção social da realidade.

ƒ As instituições e, portanto, as organizações são atividades humanas objetivadas.

Pesquisas centradas na sociedade

Teoria sistêmica aplicada à teoria social

Bertalanffy (1975); Parsons (1964); Katz e Kahn (1973).

ƒ O conhecimento está distribuído na rede social.

ƒ As organizações são sistemas abertos e estruturas sociais interativas onde a ação ocorre.

ƒ As organizações correspondem a sistemas de energia insumo- produto.

ƒ Para sobreviver, os sistemas abertos precisam se mover para deter o processo entrópico: adquirem entropia negativa do ambiente (estimulo-resposta); essa entropia negativa pode se manifestar como informação.

Linha de pesquisa Sub-linha de pesquisa Autores pesquisados Orientação / idéias

Economia Penrose (1959); Nelson e Winter (1982)

ƒ A informação é um dos recursos mais importantes para o crescimento da empresa e significa redução de incerteza. ƒ As empresas executam tarefas a partir do conhecimento e da

experiência acumulados.

ƒ As empresas devem se desenvolver através de recursos internos. Como utilizam recursos internos, é importante saber como a empresa aprende, gera conhecimento e o armazena.

ƒ Aspectos individuais são relevantes para acesso ao nível de conhecimento organizacional: conhecimento tácito e rotinas. ƒ Rotinas descrevem padrões de comportamento e são as estruturas de

retenção.

Pesquisas centradas na teoria das organizações

Gestão estratégica

Hamel e Prahalad (1995); Holan e Phillips (2004); Nonaka e Takeuchi (1997); Von Krogh e Roos (1995); Eccles e Nohria (1994).

ƒ As empresas devem se desenvolver através de recursos internos. ƒ Depreciação do conhecimento, falta de habilidade em aprender e

reter conhecimento caracterizam uma empresa retardatária. ƒ Desaprender é tão importante para a empresa quanto aprender. ƒ Criação do conhecimento na empresa depende de interações entre

conhecimento tácito e conhecimento explícito; o conhecimento não é abstrato e descontextualizado, mas “incorporado”.

ƒ A linguagem é uma questão central para o aprendizado, conhecimento e memória organizacionais; deve ser uniforme o suficiente para suscitar ação.

ƒ È necessário esforço para criar uma linguagem organizacional comum, que permita a comunicação entre as várias instâncias sociais no interior da organização.

Figura 3 (c) – Quadro sinótico (teoria das organizações)