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ZARF FİİLLER (GERİNDİUMLAR)

II. BÖLÜM

2.2. ŞEKİL BİLGİSİ

2.2.7. FİİLİMSİLER

2.2.7.2. ZARF FİİLLER (GERİNDİUMLAR)

Tirando o foco do caráter do ente moral, o utilitarismo visa a ação em si e a extensão de seus efeitos a partir do cálculo entre bons e maus efeitos. O objetivo é a produção da melhor ação possível para o maior número possível de sujeitos. Para Driver (2009), o utilitarismo pode ser compreendido como uma forma de consequencialismo:

[...] Utilitarismo é geralmente considerado como sendo a visão de que a ação moralmente correta é a ação que produz o maior bem. Há muitas maneiras de entender esta alegação geral. Uma coisa a notar é que a teoria é uma forma de consequencialismo: a ação correta é compreendida inteiramente em termos de consequências produzidas. O que distingue o utilitarismo do egoísmo tem a ver com o escopo das consequências relevantes. Na visão utilitarista deve-se maximizar o bem geral - isto é, considerar o bem dos outros tanto como o seu próprio bem. 33 (DRIVER, 2009)

Martin e Schinzinger (2005, p. 55) observam a frequente associação feita entre utilitarismo e análise de custo-benefício, devido às grandes semelhanças entre elas, mas apontam algumas diferenças, que neste trabalho são expostas na tabela abaixo para melhor compreensão:

Análise de custo-benefício Utilitarismo  Foco em custos e benefícios para um

determinado grupo

 Foco em custos que podem ser monetariamente quantificados sem levar em conta consequências como a felicidade humana

 Cálculo de curto prazo

 Consideração dos custos e benefícios para todos os afetados

 Balanço entre todos os interesses de cada pessoa afetada igualmente, sem preferência por membros de um grupo

 Visão de longo prazo

 Não classificação de algo com bom ou mau em termos de mero valor monetário

David Hume (1711-1776) e Jeremy Bentham (1748-1842), autores do século XVIII, e John Stuart Mill (1806-1873), do século XIX, são algumas das principais figuras. Para Hume, utilidade e simpatia são os fundamentos das normas e juízos de valor. Simpatia, aqui, diz respeito à aprovação suscitada pelos atos do sujeito.

Rawls (2005), destaca a parcialidade e subjetividade que o conceito de simpatia tem, para Hume:

33 Tradução livre. Original: ... utilitarianism is generally held to be the view that the morally right action is the action that produces the most good. There are many ways to spell out this general claim. One thing to note is that the theory is a form of consequentialism: the right action is understood entirely in terms of consequences produced. What distinguishes utilitarianism from egoism has to do with the scope of the relevant consequences. On the utilitarian view one ought to maximize the overall good — that is, consider the good of others as well as one's own good. (DRIVER, 2009)

[...] simpatizamos mais com as pessoas que são como nós, próximas a nós, semelhantes a nós em cultura e língua, e assim por diante. A simpatia não deve ser confundida com o amor pela humanidade como tal – não existe tal coisa – e se estende para além de nossa espécie, uma vez que simpatizamos com animais. (RAWLS, 2005, p. 102)

Assim, a simpatia ocorre entre semelhantes e ignora os estranhos ao convívio, o que fortalece os vínculos sociais existentes, mas dificulta a construção de uma moralidade que vá além do grupo social ao qual pertencem os agentes morais.

Bentham descreve as ações humanas como guiada por dois parâmetros: prazer e dor. Todos os seres humanos buscam ter prazer e evitar a dor, (cfe. Driver, 2009), e por isso propôs uma métrica para o prazer. A medição quantitativa dos prazeres proposta por Bentham parte de critérios como intensidade, duração, proximidade e segurança, de forma a possibilitar a comparação entre diferentes pessoas e o cálculo para obtenção de um máximo total de prazer.

Stuart Mill, inicialmente seguidor de Bentham, difere do seu mestre em alguns pontos, mas rejeita mensurar quantitativamente os prazeres por considerar que diferem uns dos outros em termos qualitativos e pela atribuição de diferentes pesos às sanções internas. Para Mill, o ser humano é dotado de sentimentos sociais e se importa com os demais seres humanos, e o dano ao outro é também uma experiência dolorosa para o agente do dano. A culpa é uma sanção interna de grande importância para a regulação da ação, com uma espécie de punição interna. Senso de justiça, consciência, também são características naturais do ser humano, assim como o impulso autodefesa e o sentimento de simpatia, embora separados da justificativa da ação. Como aponta Driver (2009): “O sentimento está lá naturalmente, mas é nosso ‘alargado’ senso, nossa capacidade de incluir o bem-estar de outros em nossas considerações, e fazer decisões inteligentes, que lhe dá a força normativa correta”.34

O utilitarismo busca uma abordagem realista dos dilemas morais, na medida em que não universaliza soluções, mas busca a maximização do benefício para o máximo

34 Tradução livre. Original: “The feeling is there naturally, but it is our ‘enlarged’ sense, our capacity to include the welfare of others into our considerations, and make intelligent decisions, that gives it the right normative force”έ (DRIVER, 2009)

de pessoas envolvidas com o mínimo de dados. Todos os que forem afetados por uma ação devem ser considerados igualmente, mas não é possível que todos sejam beneficiados igualmente. É possível utilizar variáveis objetivas para o cálculo de benefícios e danos, da extensão dos efeitos de uma ação, mas algumas questões permanecem para deliberação, como a definição do que é o bem a ser maximizado, a ênfase a ser adotada – se no indivíduo ou na sociedade e suas regras gerais e utilização ou não de regras. As respostas definem diferentes abordagens utilitaristas, utilitarismo de ato e utilitarismo da regra: o utilitarismo de ato foca em cada ação e recomenda o julgamento da moralidade da ação caso a caso, enquanto o utilitarismo de regra recomenda o ajuste a regras previamente ajustadas em função da comprovação da utilidade das consequências – ideia que se aplica aos códigos de ética.

Benzer Belgeler