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ZARARLANMA DURUMUNDA YÜKÜMLÜLÜK / SORUMLULUK DURUMU

A estatística da regressão explicita que apenas 9,52% da variância dos dados são explicados pela reta de regressão – R múltiplo. Os coeficientes Razão Sexo, Razão Noturno e Remuneração Média são bem fracos e Razão Sexo indica correlação negativa entre as variáveis. Os p-valores altos demonstram que nenhuma das variáveis

explicativas tem coeficiente estatisticamente significativo.

Tabela 5 – Estatística da Regressão – Razão de Cotista / Remuneração Média, Razão de Sexo, Razão de Noturno.

Estatística de regressão R múltiplo 0,095201366 R-Quadrado 0,0090633 R-quadrado ajustado -0,006339861 Erro padrão 0,156645525 Observações 197

Coeficientes valor-P 95% inferiores 95% superiores

Interseção 0,0958 0,0009 0,0398 0,1518

Razão Sexo -0,0102 0,3763 -0,0329 0,0125

Razão Noturno 0,0170 0,5783 -0,0432 0,0771

Rem IBGE 0,0000 0,2547 0,0000 0,0000

Fonte: Software Excel.

A análise dos resíduos ou erros sugere que seus comportamentos são aproximadamente normais, embora estejam mais concentrados (ou com cauda mais curta) à esquerda do gráfico.

Gráfico 12 – Gráfico de Dispersão dos Resíduos da Razão de Cotista como função da Remuneração Média, Razão de Sexo, Razão de Noturno.

Fonte: Software Excel.

5.2.5 Razão de Cotista Em Função da Remuneração Média, Razão de Sexo, Razão de Noturno, IES e Tempo de Vigência da Política

Na regressão foram inseridas dummies para as instituições de ensino superior e para o tempo em que a política de cotas foi implantada na tentativa de criar um modelo que

fosse estatisticamente significativo. A Uerj foi considerada a dummy de controle para as IES e o ano de 2013 para o tempo.

Como resultado, a estatística da regressão explicita que 88% da variância dos dados são explicados pela reta de regressão – R múltiplo, ou seja, a regressão demonstra uma forte correlação entre as variáveis independentes e a dependente. Nesse caso os coeficientes de Razão Sexo e Razão Noturno são negativos indicando que impactam negativamente a Razão Cotista, enquanto a Remuneração aparece de forma positiva indicando o impacto positivo entre ela e a Razão Cotista, embora os coeficientes sejam bem fracos. Os coeficientes das IES e do Tempo aparecem com maior significância e os p-valores, de uma forma geral, mais próximos do zero, ou seja, indicam que existe significância

no teste.

Como as universidades, em sua maioria demonstram relacionamentos mais fortes sejam positiva ou negativamente, indicam que a IES tem forte influência sobre a Razão Cotista, possivelmente porque apresentam políticas ou implementações diferenciadas das cotas no tempo, conforme mostra o ano de implementação da política com coeficientes altos e p-valores próximos do zero. Além disso, a Razão de Sexo também influencia, mas de forma negativa e a Remuneração Média de forma positiva. A Razão de Noturno não se apresentou estatisticamente significativa e, portanto, não tem poder explicativo no modelo.

Tabela 6 – Estatística da Regressão – Razão de Cotista / Remuneração Média, Razão de Sexo, Razão de Noturno, IES e Tempo de Vigência da Política.

RESUMO DOS RESULTADOS Estatística de regressão R múltiplo 0,884138 R-Quadrado 0,781699 R-quadrado ajustado 0,762134 Erro padrão 0,075205 Observações 198

Coeficientes valor-P Interseção 13,6900 0,0000 Razão Sexo -0,0125 0,0283 Razão Noturno -0,0138 0,3959 Rem IBGE 0,0011 0,0190 Ano_Cota 2003 22,2583 0,0000 Ano_Cota 2009 14,9817 0,0000 D_CEFET -13,7874 0,0000 D_IFRJ -4,3034 0,1396 D_IFF -14,5182 0,0000 D_UENF -5,2599 0,0866 D_UNIRIO -12,9170 0,0000 D_UFRJ - 0,0000 D_UFF -14,9923 0,0000 D_UFrRJ -13,9592 0,0000

Já a análise dos resíduos ou erros sugere que seus comportamentos são aproximadamente normais.

Gráfico 13 – Gráfico de Dispersão dos Resíduos – Razão de Cotista / Remuneração Média, Razão de Sexo, Razão de Noturno, IES e Tempo de Vigência da Política.

6 CONCLUSÃO

A pesquisa buscou verificar se os estudantes que ingressam por reserva de vagas, ou seja, cotistas, escolhem carreiras de menos prestígio ou remuneração com o objetivo de sugerir política(s) complementar(es) que venha(m) a alavancar o resultado da política de cotas. Buscou também observar e gerar conclusão sobre as diferenças entre cotistas do sexo feminino e masculino na tentativa de mostrar que cotistas do sexo feminino optam por carreiras de menor prestígio se comparados com os do sexo masculino, a fim de sugerir política complementar de forma específica para o sexo feminino. Uma última análise abordou o turno escolhido. Buscou-se verificar se os cotistas optam pelo turno noturno a fim de conjugar trabalho integral e renda e se também optam pelas carreiras menos prestigiadas com o mesmo objetivo, ou seja, sugerir política complementar.

Vale ressaltar que a pesquisa teve como estudo de caso as universidades, centros e institutos universitários públicos localizados no estado do Rio de Janeiro. E, portanto, para que seu resultado possa ser inferido para a política de cotas como um todo são necessários estudos complementares. Além disso, o estudo utilizou apenas os dados dos alunos que estavam cursando o ensino superior no ano de 2013 e para as relações em que a remuneração média foi incluída, só foram considerados os dados em que a relação entre as carreiras do Inep e do IBGE era clara.

Primeiramente vale destacar que as vagas oferecidas para cotistas não foram totalmente preenchidas o que corrobora com a pesquisa de Amadei (2008) sobre a Uerj que conclui que em 2003 havia uma demanda reprimida que foi atendida em 2004 e que a partir daí houve uma tendência de redução daqueles que procuravam as vagas reservadas.

Quanto às análises das escolhas das carreiras verificou-se que, ao contrário do que se imaginava, cotistas escolhem carreiras de maior prestígio, ou grupo 1, seguida das carreiras do grupo 3 e por fim do grupo 2, sendo a diferença entre os grupos 2 e 3 de apenas 0,28 pontos percentuais.

A análise também demonstrou que a maior parcela de estudantes que estavam cursando o ensino superior no ano de 2013 é do sexo feminino, que cotistas são em sua maioria do sexo feminino e que suas escolhas preferenciais são em ordem decrescente pelos grupos 3, 1 e 2, diferentemente do sexo masculino que opta por carreiras mais

valorizadas. É importante destacar que essa não é uma característica observada apenas entre os cotistas, os não cotistas também se comportam da mesma forma.

Além disso, também demonstrou que ambos os estudantes, cotistas ou não, estão mais presentes no turno diurno, mas que os cotistas têm uma representação maior do que não cotistas nesse turno sugerindo que pode haver necessidade de seu trabalho na composição da renda familiar. Verificou-se que os cotistas que cursam o ensino superior no turno noturno escolhem carreiras de menos prestígio ou remuneração, ou seja, carreiras do grupo 3 e que o mesmo acontece com não cotistas. O resultado confirma a hipótese de que estudantes do turno noturno optam por carreiras de menor prestígio.

O resultado das análises, portanto, sugere que política complementar seria necessária, quer tenha como público-alvo os estudantes de ensino médio do sexo feminino de forma a encorajá-los em suas escolhas, quer seja junto às instituições de ensino superior no oferecimento de mais cursos e vagas de maior prestígio no turno noturno, pois os cursos de turno noturno representam apenas 33,6% do total de cursos oferecidos e elencados pelo Inep.

Com o objetivo de verificar as correlações foram geradas regressões. A análise das regressões simples demonstrou que existe uma correlação positiva bem fraca, mas não estatisticamente significativa, entre as variáveis: Razão Cotista em função da Remuneração Média e Razão de Cotista em função da Razão de Sexo. Já para Razão de Cotista e Razão de Noturno a regressão aponta uma correlação negativa bem fraca, mas também não estatisticamente significativa. Os modelos, portanto, não são indicados para explicar as correlações.

A primeira análise de regressão múltipla demonstrou que existe uma correlação positiva bem fraca, da Razão de Cotistas em função da Remuneração Média e Razão de Noturno e negativa entre a Razão de Cotista e a Razão de Sexo, mas todas não estatisticamente significativas. O modelo, portanto, também não é indicado para explicar as correlações.

Já a análise da segunda regressão múltipla sinaliza significância estatística com correlações negativas para Razão de Sexo, Razão de Noturno e para a maioria das IES, e positiva para a Remuneração Média e para o Tempo, embora a Razão de Noturno não tenha poder explicativo no modelo. O modelo, portanto, é o que melhor explica as

relações objeto da pesquisa. A demonstração da forte influência das IES sobre a Razão de Cotista pode ter como explicação o fato de apresentarem políticas ou implementações diferenciadas das cotas no tempo, o que pode ser comprovado pelos altos coeficientes e baixos p-valores da variável Tempo na regressão.

Desta forma, utilizando-se a variável proxy remuneração média na carreira como preferência de escolhas, e as universidades, centros e institutos públicos situados no estado do Rio de Janeiro como estudo de caso, acredita-se que a política de cotas caminha na direção de seu objetivo de forma a minimizar as dívidas racial e social existentes, pois as preferências dos cotistas são pelas carreiras de maior prestígio ou remuneração.

Por fim, a pesquisa indica que, para que a política de cotas obtenha melhores resultados e mais rapidamente alcance seus objetivos, seria pertinente a implementação de política complementar tendo como público-alvo os cotistas do sexo feminino e estudo complementar que avalie as carreiras oferecidas no turno noturno com o mesmo objetivo.

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APÊNDICE 1 – Relação Adotada entre as Carreiras do Inep e do IBGE

Carreiras Inep Carreiras IBGE Carreiras Inep Carreiras IBGE

Administração Comércio e Administração(Curso Gerais)/Gerenciamento e Administração Gastronomia Desconsiderado Agronomia

Agricultura, Silvicultura (Cursos Gerais)/Produção Agrícola e

Pecuária

Geofísica Ciência da Terra Análise/Computação Ciência da Computação Geografia Ciência da Terra Antropologia Sociologia e Estudos Culturais Geologia Desconsiderado

Arquitetura Arquitetura e Urbanismo Gestão Serviços de Segurança (Curso Gerais) Arquivo Biblioteconomia, Informação,

Arquivos Gestão Viagens, Turismo e Lazer Artes Artes (Curso Gerais) História História e Arqueologia Artes Música Música e Artes Cênicas Hotelaria Hotelaria, Restaurantes e Serviços

de Alimentação Astronomia Desconsiderado Jornalismo Jornalismo e Reportagem Automação Eletrônica e Automação Letras

Humanidades e Letras (Curso Gerais)/Língua Materna

(Vernácula) Belas Artes Belas Artes Línguas Línguas e Culturas Estrangeiras Biblioteconomia Biblioteconomia, Informação,

Arquivos Línguas Línguas e Culturas Estrangeiras Biomedicina/Biologia Biologia e Bioquímica Línguas Línguas e Culturas Estrangeiras

Bioquímica Biologia e Bioquímica Manutenção Desconsiderado Ciência Biologia e Bioquímica Matemática Matemática Ciência Contabilidade e Tributação Medicina Medicina Ciência Estatística Meteorologia Desconsiderado Ciência/Ciência Desconsiderado Multimídia Desconsiderado Ciência/Medicina Desconsiderado Museologia História e Arqueologia

Cinema Jornalismo e Reportagem Música Música e Artes Cênicas Comunicação Jornalismo e Reportagem Nutrição Desconsiderado Conservação/Artesanato Artesanato Oceanografia Desconsiderado Construção Veículo Desconsiderado Odontologia Odontologia

Dança Desconsiderado Paisagismo Desconsiderado Decoração Design e Estilismo Pedagogia Formação de Professores de

Educação Infantil Desenho/Design Desconsiderado Polímeros Desconsiderado

Design Design e Estilismo Produção Engenharia e Profissões de Engenharia (Cursos Gerais)

Direito Direito Produção Desconsiderado

Distribuição Elétrica Desconsiderado Psicologia Psicologia Economia Economia/Finanças, Bancos,

Seguros Química Química

Economia Economia/Finanças, Bancos,

Seguros Relações Desconsiderado

Educação/Saúde Desconsiderado Relações Marketing e Publicidade Empreendedorismo Desconsiderado Saúde Saúde (Curso Gerais)

Enfermagem Enfermagem e Atenção Primária Segurança Serviços de Segurança (Curso Gerais)/Setor Militar e de Defesa Engenharia Engenharia Florestal / Silvicultura Sem Informação Desconsiderado Engenharia Engenharia Civil e de Construção Serviço Saúde Serviço Social e Orientação Engenharia Eletricidade e Energia Sociologia Sociologia e Estudos Culturais Engenharia Eletrônica e Automação Teatro Música e Artes Cênicas Engenharia Engenharia e Profissões de

Engenharia (Cursos Gerais) Tecnologia Desconsiderado Engenharia Engenharia Mecânica e

Metalurgia Tecnologia Desconsiderado Engenharia Química e Engenharia de

Processos Tecnologia Desconsiderado Engenharia Química e Engenharia de

Processos Tecnologia Desconsiderado Engenharia Veículos a Motor, Construção

Naval e Aeronáutica Telecomunicação Desconsiderado

Estatística Estatística Teologia Religião

Farmácia Farmácia Terapia Terapia e Reabilitação Filosofia Filosofia e Ética Tradução Humanidades e Letras (Curso

Gerais) Física Física Turismo Viagens, Turismo e Lazer Fisioterapia Terapia e Reabilitação Veterinária Veterinária Fonoaudiologia Desconsiderado Zootecnia Desconsiderado Formação/Educação Formação de Professores da

APÊNDICE 2 – Grupos de Carreiras e respectivas Remunerações Médias segundo IBGE 2010.

Não estudante, curso mais elevado concluído, superior de graduação, espécie Rendimentos Médios do Trabalho Principal Grupos Medicina 6.638,47

Engenharia Civil e de Construção 5.417,72

Engenharia Mecânica e Metalurgia 5.161,81

Eletricidade e Energia 4.972,96

Química e Engenharia de Processos 4.603,39

Engenharia e Profissões de Engenharia (Cursos Gerais) 4.576,14

Finanças, Bancos, Seguros 4.563,81

Setor Militar e de Defesa 4.447,49

Veículos a Motor, Construção Naval e Aeronáutica 4.332,97 Engenharia Florestal / Silvicultura 4.071,79

Direito 3.760,96

Economia 3.674,04

Eletrônica e Automação 3.589,13

Odontologia 3.581,36

Estatística 3.515,28

Serviços de Segurança (Curso Gerais) 3.473,38

Arquitetura e Urbanismo 3.460,23

Produção Agrícola e Pecuária 3.394,55

Veterinária 3.148,21

Comércio e Administração(Curso Gerais) 3.075,68

Ciência da Computação 3.035,77 Gerenciamento e Administração 2.847,55 Marketing e Publicidade 2.821,81 Física 2.799,36 Química 2.591,85 Contabilidade e Tributação 2.565,25 Jornalismo e Reportagem 2.541,86 Farmácia 2.385,42

Sociologia e Estudos Culturais 2.297,92

Psicologia 2.184,14

Agricultura, Silvicultura (Cursos Gerais) 2.155,14

Design e Estilismo 2.042,02

Belas Artes 2.010,48

Matemática 2.009,09

Biblioteconomia, Informação, Arquivos 2.008,03 Hotelaria, Restaurantes e Serviços de Alimentação 1.957,69

Ciência da Terra 1.929,56

Saúde 1.803,37

Música e Artes Cênicas 1.780,90

Terapia e Reabilitação 1.731,94

Enfermagem e Atenção Primária 1.731,51