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KAR VEYA ZARAR TABLOSUNA İLİŞKİN AÇIKLAMA VE DİPNOTLAR (Devamı) 2. Faiz Giderleri (Devamı)

KONSOLİDE OLMAYAN FİNANSAL TABLOLARA İLİŞKİN AÇIKLAMA VE DİPNOTLAR I. BİLANÇONUN AKTİF HESAPLARINA İLİŞKİN AÇIKLAMA VE DİPNOTLAR

IV. KAR VEYA ZARAR TABLOSUNA İLİŞKİN AÇIKLAMA VE DİPNOTLAR (Devamı) 2. Faiz Giderleri (Devamı)

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA – ANVISA

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária foi criada pela Lei nº. 9.782, de 26 de janeiro de 1999. É uma autarquia sob regime especial, ou seja, uma agência reguladora caracterizada pela independência administrativa, estabilidade de seus dirigentes durante o período de mandato e autonomia financeira. No Quadro 3.1, é apresentado, cronologicamente, as resoluções da ANVISA que tratam dos resíduos sólidos, inclusive os de serviços de saúde.

Quadro 3.1 – Evolução das Resoluções da ANVISA referentes aos RSS. RESOLUÇÃO DESCRIÇÃO

RDC nº. 50 (21 de fevereiro de 2002)

Trata-se de um regulamento técnico para orientar os estabelecimentos de saúde no planejamento, programação, elaboração e avaliação dos estabelecimentos assistenciais de saúde.

RDC nº. 305 (14 de novembro de 2002)

Relacionando pela primeira vez os resíduos de serviços de saúde, pode ser considerada como o ensaio da RDC nº. 33 (1ª resolução específica para aos RSS). Estabeleceu que ficam proibidos em todo o território Nacional, enquanto persistem as condições que configurem risco a saúde, o ingresso e a comercialização de matéria-prima e produtos acabados, semi-elaborados ou a granel para uso em seres humanos, cujo material de partida seja obtido a partir de tecidos/fluidos de animais ruminantes, relacionados às classes de medicamentos, cosméticos e produtos para a saúde.

RDC nº. 33 (25 de fevereiro de 2003)

Primeira RDC restrita aos RSS. Estabeleceu diretrizes para Instituições Hospitalares e Similares, normatizou todos os processos de gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde e estabeleceu classificações dos RSS quanto ao seu potencial infectante.

RDC nº. 306 (07 de dezembro de 2004)

Trata-se de uma revisão da RDC anterior. Esta resolução surgiu em 2004 a partir da necessidade de harmonização com outra norma federal a respeito dos RSS, a do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA. Esta estabelece regulamentos técnicos para gerenciamento dos RSS e define o prazo de 180 dias para todos os estabelecimentos de saúde se adequarem aos

CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE – CONAMA

O Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA é o órgão consultivo e deliberativo do Sistema Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA foi instituído pela Lei 6.938/81, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, regulamentada pelo Decreto 99.274/90. O CONAMA é composto por Plenário, CIPAM, Grupos Assessores, Câmaras Técnicas e Grupos de Trabalho. O Conselho é presidido pelo Ministro do Meio Ambiente e sua secretaria executiva é exercida pelo Secretário Executivo do Ministério do Meio Ambiente. O Quadro 3.2, a seguir, apresentada a evolução cronológica das resoluções do CONAMA que dispõe sobre os resíduos sólidos, inclusive os resíduos de serviços de saúde.

Quadro 3.2 – Trajetória das Resoluções do CONAMA referentes aos Resíduos Sólidos, inclusive os de

Serviços de Saúde.

RESOLUÇÃO DESCRIÇÃO

Resolução nº. 6 (19 de setembro de 1991)

Dispõe sobre a incineração de resíduos sólidos provenientes de estabelecimentos de saúde, portos e aeroportos.

Resolução nº. 5 (05 de agosto de 1993)

Estabelece definições, classificação e procedimentos mínimos para o gerenciamento de resíduos sólidos oriundos de serviços de saúde, portos e aeroportos, terminais ferroviários e rodoviários.

Resolução nº.237 (22 de dezembro de 1997)

Regulamenta os aspectos de licenciamento ambiental estabelecidos na Política Nacional do Meio Ambiente.

Resolução nº. 257 (30 de junho de 1999)

Estabelece que pilhas e baterias que contenham em suas composições chumbo, cádmio, mercúrio e seus compostos, tenham procedimentos de reutilização, tratamento ou disposição final ambientalmente adequados. Resolução nº. 275

(25 de abril de 2001) Estabelece código de cores para diferentes tipos de resíduos na coleta seletiva. Resolução nº. 283

(12 de julho de 2001)

Dispõe sobre o tratamento e a destinação final dos resíduos de serviços de saúde

Resolução nº. 316

(29 de outubro de 2002) Dispõe sobre procedimentos e critérios para o funcionamento de sistemas de tratamento térmico de resíduos. Resolução nº. 358

(29 de maio de 2005) Dispõe sobre o tratamento e disposição final dos RSS. Resolução nº. 386

(27 de dezembro de 2006)

Revisão do artigo 18 da Resolução nº.. 316 de 29 de outubro de 2002, sobre os novos limites e parâmetros ambientais em operações do sistema de crematórios.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT

Fundada em 1940, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o órgão responsável pela normalização técnica no país, fornecendo a base necessária ao desenvolvimento tecnológico brasileiro. É uma entidade privada, sem fins lucrativos, reconhecida como único Foro Nacional de Normalização, através da Resolução n.º 07 do CONMETRO, de 24.08.1992. É membro fundador da ISO (International Organization for Standardization), da COPANT (Comissão Panamericana de Normas Técnicas) e da AMN (Associação Mercosul de Normalização).

O Quadro 3.3 apresenta as normas da ABNT para os resíduos sólidos de acordo de acordo com a trajetória cronológica.

Quadro 3.3 – Trajetória das Normas da ABNT referentes aos Resíduos Sólidos, inclusive os RSS. NORMA DESCRIÇÃO

NBR 12.235

(Abril de 1992) Armazenamento de resíduos sólidos perigosos. NBR 12.808

(Janeiro de 1993) Resíduos de serviços de saúde. NBR 12.810

(Janeiro de 1993) Coleta de resíduos de serviços de saúde. NBR 12.809

(Fevereiro de 1993) Manuseio de resíduos de serviço de saúde. NBR 13.853

(Maio de 1997)

Coletores para resíduos de serviços de saúde perfurocortantes ou cortantes.

NBR 7.500

(Março de 2000) Símbolos de risco e manuseio para Transporte e Armazenamento de material. NBR 9191

(Julho de 2000)

Sacos plásticos para acondicionamento de lixo – Requisitos e métodos de ensaio.

NBR 14.652

(Abril de 2001) Coletor – transportador rodoviário de resíduos de serviços de saúde. NBR 14.725

(Julho de 2001) Ficha de informações de segurança de produtos químicos – FISRQ. NBR 15.051

(Março de 2004) Laboratório clínico - Gerenciamento de resíduos. NBR 10004

(30 de novembro de 2004) Resíduos Sólidos – classificação. NBR 10.005

(30 de novembro de 2004) Extrato lixiviado de Resíduos. NBR 10.006

(30 de novembro de 2004) Extrato solubilizado de Resíduos. NBR 10.007 Amostragem de Resíduos.

As resoluções e normas a respeito dos Resíduos de Serviços de Saúde determinadas pela ANVISA, CONAMA e ABNT respectivamente, possuíam, a princípio, algumas divergências já que cada órgão elaborava sua resolução e/ou norma isoladamente um do outro. Considerando a classificação dos RSS, no ano de 2003, tinha-se a Resolução nº. 5 do CONAMA que classifica os RSS em 4 grupos de risco; na mesma época a RDC nº.33 da ANVISA classificava os RSS considerando 5 grupos de risco e por fim a NBR 12808 da ABNT que classifica os resíduos em 3 grupos de risco.

Já em se tratando de orientações para o gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde, a Resolução nº. 283/2001 do CONAMA estabeleceu um modelo de gerenciamento destes resíduos que passou a possuir pontos divergentes com o lançamento da RDC nº.33/2003 da ANVISA que também estabeleceu um modelo de gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde.

Em virtude de destoarem e divergirem em aspectos importantes, as resoluções referentes aos RSS tornaram-se foco de discussão, e a necessidade de adaptação para se evitarem discordância foi percebida como necessária. A partir dai surgiu a criação de um regulamento técnico para o gerenciamento dos resíduos de saúde que foi submetido aos órgãos federais de saúde e do meio ambiente (ANVISA e CONAMA) para que estes harmonizassem as resoluções já existentes em relação aos RSS.

O resultado foi a criação de duas novas regulamentações a respeito dos RSS, RDC 306/2004 e CONAMA 358/2005, resultado da revisão da Resolução 283/2001 do CONAMA e da RDC nº. 33 da ANVISA, que se tornaram a partir dai harmônicas no que diz respeito à classificação dos resíduos de saúde, nos aspectos que definem regulamentos para o gerenciamentos dos RSS com vistas a preservar a saúde humana e ambiental, e em relação aos princípios de segurança e medidas administrativas e normativas para prevenir acidentes em estabelecimentos prestadores de serviços de saúde.

A RDC nº. 306 da ANVISA, de 10 dezembro de 2004, observada em todo o território nacional, na área pública e privada, que respeitando a legislação em vigor, passou a regulamentar, controlar e fiscalizar os produtos e serviços que envolvam risco à saúde

pública conforme a Lei 9782/99, cap. II, art. 8º. Em conseguinte o CONAMA publicou a Resolução nº. 358, em 29 de maio de 2005, que passou a regulamentar sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos de serviços de saúde dando outras providências, sem destoar da RDC nº. 306/2004 da ANVISA