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BÖLÜM II 8

2.2. İlgili Araştırmalar

2.2.1. Yurt İçinde Yapılan Araştırmalar

O conceito ecológico da Floresta Estacional Semidecidual está condicionado pela dupla estacionalidade climática: uma tropical, com época de intensas chuvas de verão seguidas por estiagens acentuadas; e outra subtropical, sem período seco, mas com seca fisiológica provocada pelo intenso frio de inverno, com temperaturas médias inferiores a 15°C.

Este tipo de vegetação é constituído por fanerófitos com gemas foliares protegidas da seca por escamas (catáfilos ou pêlos), tendo folhas adultas esclerófilas ou membranáceas deciduais. Em tal tipo de vegetação, a porcentagem das árvores caducifólias, no conjunto florestal e não das espécies que perdem as folhas individualmente, é de 20 e 50%.

Nas áreas tropicais, é composta por mesofanerófitos que revestem, em geral, solos areníticos distróficos. Já nas áreas subtropicais, é composta por macrofanerófitos, pois revestem solos basálticos eutróficos.

O critério estabelecido com a finalidade exclusiva de propiciar um mapeamento contínuo de grandes áreas foi o das faixas altimétricas, utilizado para diferenciar as formações vegetacionais desta formação, como na Tabela 3.2.

Tabela 3.2 – Informações sobre a Floresta Estacional Semidecidual e as principais formações florestais encontradas no Brasil. Tabela 7

Formação Aluvial Apresenta-se sempre nos terraços mais antigos das

calhas dos rios.

Formação das Terras baixas Ocorrem entre 5 a 100 m de altitude situadas entre os 4° de latitude N e os 16° de latitude Sul; de 5 a 50 m quando localizados nas latitudes de 16° a 24° Sul; e de 5 a 30 m nas latitudes de 24° a 32° Sul Formação Submontana Situa-se na faixa altimétrica que varia de 100 a 600

m de acordo com a latitude de 4° N até 16° S; de 50 a 500 m entre os 16° até os 24° de latitude S; e de 30 a 400 m após os 24° de latitude Sul. Na sub- bacia do Rio Maynart esta tipologia pode ser encontrada em altitudes acima de 600m.

Formação Montana Está situada nas faixas altimétricas acima desses níveis, nas seguintes áreas: na Amazônia entre 600 e 2000 m de altitude e acima dos 16° de latitude. No Sul entre os 400 e 1500 m de altitude. Na bacia do Rio Maynart esta tipologia pode ser encontrada em altitudes acima de 900m.

Estas quatro formações são encontradas no País: Aluvial, Terras Baixas, Submontana e Montana. Isso porque este tipo florestal é bastante descontínuo e sempre situado entre dois climas, um úmido e outro árido, sendo superúmido no Equador, árido no Nordeste e úmido no Sul. No Centro-Oeste, ocorre o clima continental estacional, em que predomina a Savana (Cerrado), que é um tipo de vegetação de clímax edáfico.

Floresta Estacional Semidecidual Aluvial é uma formação encontrada com maior freqüência na grande depressão pantaneira mato-grossense do sul, sempre margeando os rios da bacia do rio Paraguai.

Já a Floresta Estacional Semidecidual das Terras Baixas é encontrada revestindo tabuleiros do Pliopleistoceno do Grupo Barreiras, desde o sul da cidade de Natal até o norte do Estado do Rio de Janeiro, nas proximidades de Campos até as proximidades de Cabo Frio, aí já então em terreno quaternário.

A Floresta Estacional Semidecidual Submontana ocorre freqüentemente nas encostas interioranas das Serras da Mantiqueira e dos Órgãos, nos planaltos centrais capeados pelos arenitos Botucatu, Bauru e Caiuá dos períodos geológicos, Jurássico e Cretáceo. Distribui-se desde o Espírito Santo e sul da Bahia até o Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, sudoeste do Paraná e sul do Mato Grosso do Sul.

A Floresta Estacional Semidecidual Montana ocupa poucas áreas se estabelecendo acima de 500 m de altitude. Situa-se principalmente na face interiorana da Serra dos Órgãos, no Estado do Rio de Janeiro; na Serra da Mantiqueira, nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais –- Itatiaia; e no Espírito Santo - Caparaó. Outras áreas ainda menores são as dos pontos culminantes dos planaltos areníticos. Esta tipologia foi descrita para as áreas de Mata de Galeria e Capões nos Campos Rupestres.

Pode-se encontrar espécies de todas estas formações nas Matas desta Sub-Bacia, como também pode-se encontrar espécies de outros biomas, como do Cerrado e dos Campos Rupestres, sendo que as Florestas desta bacia apresentam características conforme as fisionomias Submontana e Montana já descritas.

3.1.2.1 Floresta Estacional Semidecidual Submontana

Na Sub-Bacia do Rio Maynart a fisionomia Floresta Estacional Semidecidual Submontana está situada desde os morros e seus contrafortes na região sul, até as áreas rochosas com suas fendas, numa altitude variando de 690 a 1.500 m acima do nível do mar.

Os solos são geralmente profundos e sobre eles ocorrem uma camada de matéria orgânica que varia de 10 a 30 cm de espessura. A chuva no verão e a neblina do inverno garantem uma umidade constantemente alta durante o ano. Estes fatores edafoclimáticos permitiram o estabelecimento de uma vegetação de porte arbóreo com altura variando de 4 a 15m.

A composição florísticas destas áreas possui variações, principalmente quanto à altitude, disponibilidade de água e nível de interferência antrópica. Em porções mais altas dos perfis, com menor disponibilidade de água observa-se a dominância de algumas espécies, principalmente Eremanthus erythropappus, além de Roupala

brasiliensis (Carne de Vaca), Vochysia tucanorum (Pau Tucano) e Hyptidendron asperrima (Carrapateira). Essas espécies têm um porte que varia de 3 a 8 m, e nos seus

galhos e troncos surgem grandes quantidades de líquens filamentosos – Usnea barbata e Usnea strigosella. O sub-bosque é bastante ralo e possui pouquíssima serrapilheira.

Existem áreas bem preservadas geralmente em locais de difícil acesso, tais como vales e grotas onde pode-se encontrar trechos florestais em estágio sucessional mais avançado.

Dentro destas tipologias são frequentes espécies que apresentam características marcantes. Isso ocorre em função das diferenças de porte, floração e folhagem entre as espécies florestais.

As espécies como as Quaresmeiras (Tibouchina estrellensis, Tibouchina

semidecandra, Tibouchina grandifolia e Tibouchina ochypetala) que apresentam flores

rochas e róseas, contrastam com estas espécies de flores amarelas como a Cassia

ferruginea (Canafístula), Senna multijuga, Senna macranthera (Fedegoso) e Vochysia tucanorum (Pau Tucano). Também contranstando aparece o prateado das folhas da Cecropia hololeuca (Embaúba) e o vermelho do Croton exuberans (Sangue de Drago).

phalerata e Dicksonia sellowiana), Palmeiras como Attalea sp, Geonoma brevispata e

Euterpe edulis, além de representantes herbáceos como o Coccocypsellum

erythrocephalum, com seus frutos azulados.

Pode-se encontrar plantas epífitas de diferentes famílias como: Araceae, Orquidaceae, Generiaceae, Cactaceae e Bromeliaceae. Também pode-se encontrar algumas Lianas como a Lundia umbrosa, Clematis dioica e Anchietea salutaris.

Pode-se encontrar nestas matas espécies como a Braúna, Cedro, Pindaíba, Unha de Vaca, Camboatá, Copaíba, Angico Jacaré, Ipê Amarelo, Tamanqueira e a Maminha de Porca. Pela composição florística pode-se notar que estas formações apresentam identidade com o Bioma chamado de Mata Atlântica, porém por estar numa zona de transição entre biomas recebe influência dos biomas marginais como o Cerrado e os Campos Rupestres.

3.1.2.2 Floresta Estacional Semidecidual Montana

A Floresta Estacional Semidecidual Montana foi descrita anteriormente sendo considerada uma fisionomia do Complexo Campos Rupestres, determinada como Mata de Galeria ou Capões, pois sofre todos os fatores edafoclimáticos pertinentes a esta tipologia.

Esta formação vegetacional apresenta características similares a Floresta Estacional Semidecidual Submontana, com a ressalva da sua extensão, relativamente menor, formando ilhas de matas, comumente denominadas de capões. Estas florestas estão situadas nas galerias, cílios fluviais e junto aos capões, sempre em permeio aos Campos Rupestres, nesta região sempre presente nas altitudes superiores a 900m.

As principais espécies arbóreas que podem ser encontradas nesta fisionomia são: - Canela, Copaíba, Candeia, Ipê Amarelo, Maminha de Porca, além de espécies como a Braúna e o Cedro.

Também são encontradas diversas espécies no sub-bosque principalmente de Samambaias e Lianas. Já as espécies de Orquídeas e Bromélias, são encontradas principalmente nos fragmentos mais conservados desta fisionomia, localizados

De maneira geral esta tipologia apresenta identidade com o Bioma Mata Atlântica, porém está situada numa área de transição de biomas onde os fatores edafoclimáticos influenciam de forma decisiva a localização das tipologias florestais. Isto pode ser visualizado na capacidade volumétrica destas tipologias florestais que apresentam menor taxa de incremento do que as florestas típicas do bioma Mata Atlântica.

Benzer Belgeler