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2.2. İLGİLİ ARAŞTIRMALAR

2.2.2. Yurt Dışında Yapılan Çalışmalar

O grupo de profissionais que acompanha o processo de inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais consiste de 22 professores especialistas, que contam com a coordenação da ATP. O CAPE foi apresentado aos professores como um espaço possível e viável de parcerias junto ao processo de formação continuada e informação sobre recursos da atualidade.

O papel da ATP – Assistente Técnica Pedagógica da educação especial foi decisivo para a estruturação do trabalho. Por ser uma profissional competente e envolvida com as questões relacionadas à deficiência, em seu currículo oculto já se inscrevia não só a formação acadêmica com habilitação em Deficiência Mental, mas também a experiência de alguns anos como professora acompanhando alunos com deficiência visual. Tendo construído seu referencial em relação ao trabalho com esses alunos, há algum tempo, por disponibilidade pessoal, já havia realizado o curso de LIBRAS, compreendendo, pois, a cultura das pessoas surdas e, portanto, tendo facilidade em acompanhar esse processo. Além disso, sendo reconhecida profissionalmente na cidade por seu trabalho com alunos com dificuldades de aprendizagem, sempre foi referência para muitos pais que a procuravam para trabalhos de

acompanhamento para seus filhos; nesse rol, incluíam-se alunos psicóticos, autistas e com outros comprometimentos.

De sorte que sua escolha por parte da gestão da Diretoria de Ensino Regional para assumir essa empreitada foi carregada de intencionalidade; ao mesmo tempo, creditava-se a essa profissional a ‘aposta de realizações e mudanças na rede estadual’. Transitando com propriedade e autoridade do saber e do conhecimento em relação às questões da deficiência, teve legitimidade para conduzir as várias etapas do processo de planejamento e, quando necessário, propor o redirecionamento de ações.

Uma atuação diferenciada que se observou refere-se às verbas que são destinadas à educação especial. Anteriormente, cada escola que apresentasse em seu quadro classes especiais ou salas de recursos – SAPE, recebiam do governo estadual um determinado valor em dinheiro para ser utilizado em gastos com materiais, equipamentos e/ou aquisição de recursos para essa modalidade de ensino.

Visando distribuir eqüitativamente os mesmos recursos para todos os alunos da educação especial, a nova gestão entendeu que esse deveria ser um processo centralizado e essa função foi redirecionada à ATP, que tem como encargo administrar essa verba mediante a demanda dos professores especialistas53.

Nas entrevistas com os profissionais envolvidos nesse processo desde 2004, seu nome, sua postura e seu profissionalismo são citados como imprescindíveis aos acontecimentos da realidade atual. Demonstra ser uma profissional presente nas unidades escolares, reconhecendo todos os casos que estão em processo de inclusão. Com sutileza, mas eficácia, questiona os professores especialistas sobre os acompanhamentos dos alunos que estão em processo de inclusão nas salas regulares. Durante a pesquisa de campo, acompanhamos a visita dessa profissional a algumas escolas que estão em processo de inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais. Seu trânsito é livre entre os professores, gestores e funcionários, tendo sido bastante requisitada para informações e dúvidas que surgem no dia-a- dia da escola em relação ao trabalho de inclusão.

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Realiza um processo de licitação (conforme orientações de editais públicos). Quando do recebimento do material, faz a divisão dos mesmos e solicita a presença dos responsáveis pela unidade escolar para a retirada, que é devidamente registrada.

No que tange à equipe gestora, caberia a ela sustentar e subsidiar todas necessidades surgidas durante esse processo, facilitando e promovendo as ações coletivas da escola.

No caso das unidades escolares que incluíssem alunos sem terem em sua organização a classe especial em seu prédio, o mesmo acompanhamento seria realizado pelo professor da SAPE, ficando aberta a possibilidade de apoio-extra a esse aluno nas referidas salas de recursos em horários alternados ao seu da escola regular. “O apoio tornou-se um empreendimento fundamental. Nenhuma publicação ou nenhum documento sobre inclusão está completo sem referências freqüentes à palavra ‘apoio’, a qual possui muitos significados e diversas implicações” (MITTLER: 2000, p. 170).

Observamos diante dessas ações que existiram proposituras para que o processo pudesse ser iniciado; ao mesmo tempo, as reuniões periódicas na Diretoria de Ensino Regional, as participações nos trabalhos oferecidos pelo CAPE e as visitas constantes da ATP nas unidades escolares permitiram uma avaliação do processo e dos reais acontecimentos nas unidades escolares.

...O grande desafio – tanto para programas de formação de professores quanto para a investigação de processos de pensamento do professor – está em, configuradas as histórias de fachada, chegar às histórias sagradas e tentar apreender as relações dessas histórias com as demais, tanto na prática declarada quanto na prática desenvolvida pelos professores (p.54).

Essa questão acima explicitada por MIZUKAMI (2002) tem sido uma constante preocupação por parte da equipe da Diretoria de Ensino Regional, ou seja, até que ponto esse trabalho tem se efetivado nas bases das unidades escolares?

Atuar com alunos com necessidades educacionais especiais não tem sido uma prática comum na escola regular.

Nos relatos dos professores que estão inseridos nesse processo, as dificuldades se evidenciam em alguns casos pela ‘fragilidade do conhecimento teórico a despeito das deficiências, outros por preconceitos concebidos historicamente’. Embora pré-exista uma

organização, formas de acompanhamento e apoio da gestão regional, a construção do processo é lenta, gradual, merecendo atenção especial em todos os momentos.

Uma das questões levantadas pela Diretoria de Ensino Regional e que merece destaque se relaciona à inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais nas Escolas de Ensino Fundamental Ciclo II e Ensino Médio. Como a classe especial e a sala de apoio se localizam na Escola de Ensino Fundamental Ciclo I, para este nível o processo de inclusão acontece de maneira mais fácil; os professores especialistas estão nessas escolas e transitam por elas com facilidade. No caso do Ciclo II e Ensino Médio, ao serem incluídos e ingressarem nessas escolas, não existe a presença desses especialistas; adiciona-se a isso o tempo de aula de cada professor, que é menor54, e a troca consecutiva dos docentes de várias sub-áreas do conhecimento, dificultando ainda mais a possibilidade de sucesso no processo de inclusão desses alunos.

O aluno com Deficiência Mental/Intelectual, embora tenha cronologicamente a idade dos demais, ou seja até ‘mais velho’, tem a necessidade de pessoas de referência no espaço que freqüenta; necessita estabelecer vínculos, laços efetivos e afetivos, e essa rotina do Ciclo II e do Ensino Médio não colabora para essa ocorrência.