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BÖLÜM 3: ANALİZLER VE BULGULAR

3.4. Yetkinlerin Önem Derecesi

É a fase em que a "matéria-prima" (informação relacionada com as necessidades de inteligência do tomador de decisão) do processo de IC é coletada, organizada, arquivada e estrutura-se a informação que será analisada para produzir inteligência. A IC faz uso de diversas fontes de informações, é fundamental conhecer seus conceitos, sua tipologia e onde são geradas, e é na Ciência da Informação que são encontrados, uma disciplina que faz da informação o seu objeto de estudo, considerando a sua produção, análise, transferência e absorção (BATAGLIA, 1999).

As fontes de informação designam todos os tipos de meios (suportes) que contêm informações suscetíveis de serem comunicadas. O conceito de fonte de informação é muito amplo, somado ao crescente aumento do volume de informações, da diversificação das áreas de conhecimento e de interesses, tornam a recuperação da informação extremamente complexa. Para facilitar esta tarefa as fontes de informação passam a ser classificadas de acordo com os elementos utilizados no seu processo de comunicação e temática (CAMPELLO e CALDEIRA, 2005; GESTÃO, 1997; CAMPELLO e CAMPOS, 1993):

• A forma de veiculação (suporte):

o Fontes verbais: oriundas da comunicação oral; o Fontes impressas; Fontes audiovisuais;

o Fontes computadorizadas: bases de dados pela internet, outros arquivos eletrônicos, comunicações interpessoais via correio eletrônico ou tele- conferências;

• A facilidade de obtenção:

o Fontes convencionais: formalmente publicadas, com ampla divulgação;

o Fontes semi-convencionais: podem ter caráter sigiloso/confidencial ou não, normalmente não são disseminadas com fins comerciais, mas obtidas por solicitação direta aos geradores da informação, sejam indivíduos ou organizações (relatórios industriais, anuários);

o Fontes não convencionais: de caráter informal, podem não ser publicadas através dos meios convencionais, mas mesmo quando publicadas, são de difícil obtenção (trocas de e-mails);

• O tipo de informação:

o Fontes bibliográficas: quando fornecem informações que permitem a identificação da literatura impressa, por exemplo: título e resumo da obra, nome(s) do(s) autor(es), tipo da publicação (livro, periódico, manual, anais de eventos), número de páginas e ano de publicação, nome do editor ou da editora e local da edição, outras referências bibliográficas;

o Fontes cadastrais: também designadas por "diretórios" ou "referenciais", quando fornecem perfis descritivos de indivíduos, produtos, equipamentos, publicações, editores, empresas fabricantes, fornecedores/distribuidores, indústrias, bibliotecas, universidades, instituições de pesquisa, agências, associações de classe e outras organizações, normalmente citando nomes e endereços para contato e obtenção de informações mais detalhada sobre os assuntos de interesse;

o Fontes textuais: quando contêm textos completos, original ou não;

o Fontes numéricas: quando informam sobre grandezas físicas, propriedades de materiais e produtos, preços, estatística de mercado e outros valores ou dados numéricos, temporais ou não;

o Fontes gráficas: quando contém desenhos, esquemas, figuras, fotografias, gráficos, ilustrações, imagens, mapas ou quaisquer outros tipos de representação;

• A origem da informação:

o Fontes Primárias: Novas informações ou novas interpretações de idéias e/ou fatos acontecidos, se caracterizam por ser uma fonte de informação "dispersa e original", sendo muitas vezes o primeiro registro formalizado de alguma informação, situando-se, em fontes bastantes diversas (dispersas);

o Fontes Secundárias: facilitam o conhecimento e o uso da informação dispersa nas fontes primárias, organizam, sob forma de índices e resumos, ou compilam uma variedade de dados extraídos das fontes primárias. As fontes secundárias também são conhecidas como fontes de referência, indicam e/ou endereçam à informação primária;

o Fontes informais: Detêm as informações informais que são consideradas temporárias, ainda não formalizadas, que não possuem caráter oficial. Este tipo de informação tem como característica a desestruturação, as informações são

comunicadas pelos canais informais – contatos interpessoais entre pares: conferências; fornecedores; clientes; equipe de vendas; entre outras;

o Fontes formais: fazem uso de canais formais de comunicação: livros; periódicos; banco de dados; entre outros.

• Fontes de informação específicas: contêm informações voltadas para uma temática bem definida:

o Fontes de informação científicas: são as que disponibilizam informações da ciência, dos seus vários ramos e áreas de conhecimento.

o Fontes de informação tecnológicas: são as que disponibilizam as informações tecnológicas, que são as informações geradas nos procedimentos de aquisição, inovação e transferência de tecnologia, nos procedimentos de metrologia, certificação de qualidade e normalização e nos processos de produção, entre outras;

o Fontes de informação para negócios: são as fontes que disponibilizam informações que subsidiam o processo decisório de gerenciamento das empresas industriais de prestação de serviços e comerciais;

o Fontes de informação jurídicas: são as fontes que disponibilizam informações sobre a legislação (formada pelos diversos tipos de normas e regulamentos e suas atualizações), a jurisprudência (que se constitui pelas decisões dos juízes e tribunais) e os documentos oficiais relativos a atos normativos ou administrativos;

o Fontes de informação sociais: são as fontes que disponibilizam informações que envolvem a realidade social de uma região, estado ou país, abrangendo informações sobre educação, trabalho e rendimento, domicílios, famílias, grupos populacionais específicos e trabalho de crianças e adolescentes, entre outros.

Fuld (1995) classifica as fontes de informação como Criativas quando sua utilização se dá de maneira não usual, por exemplo, um artigo de periódico pode ser considerado uma fonte criativa se for utilizado não pelo seu conteúdo, mas para se obter uma lista de especialistas sobre o assunto de interesse. Sendo assim, os coletores precisam estar habituados a manipular as diferentes fontes, necessárias aos diferentes trabalhos de inteligência, com propriedade, rapidez e diferentes olhares sobre a mesma fonte.

Os profissionais envolvidos na coleta de informações desenvolvem um processo contínuo de "ação-reflexão-ação", compreendendo uma série de julgamentos e decisões relativos à informação a ser coletada. Fuld (1995) e McGonagle (2007) destacam a necessidade de uma grande proximidade entre os analistas e os coletores, de forma a se manter o foco durante a coleta, garantindo assim a qualidade da informação coletada e a brevidade das fases do ciclo, subsequentes a essa. Na verdade, essa diretriz antecipa uma verdade observada na prática: o trabalho de coleta é entrecortado por momentos de análise das informações obtidas, até que os dois processos, de análise e coleta, se sobrepõem, tornando-se paralelos e interdeterminantes (NIT, 2004). Vale ressaltar que esse é um trabalho muito técnico, o qual exige sólida formação e experiência prática do profissional no estudo e uso das fontes.

O princípio fundamental da IC é o de que todas as transações internas e externas geram informações, cuja maior parte se propaga até os meios públicos. Um processo de IC deve ser operacionalizado com base nessa afirmação, o que exige da equipe de inteligência a escolha e o uso dos métodos mais adequados para a coleta lícita dessas informações, e sua subsequente análise (FULD, 1995). Brody (2003) apresenta alguns métodos de coleta: busca em base de dados, consulta a documentos, participação em eventos, monitoramento de web site, entrevistas, questionários, observação, engenharia reversa, encontros com os representantes de vendas. Já Awazu (2004) considera as pessoas (fontes primárias) repositórios de inteligência, sendo assim, a entrevista pessoal é reconhecida como o principal método de coleta (Calof, 1999). A informação secundária é usada tipicamente para ajudar a identificar fontes primárias e preparar para a entrevista.

É fundamental planejar a coleta e conhecer o tomador de decisão que demanda por IC antes de iniciar a busca pela informação, que poderá levar um tempo excessivo quando não for realizada de maneira objetiva (ORNELAS, 2008a). O planejamento também irá orientar a escolha das fontes de informação mais adequadas ao trabalho de inteligência e controlar o fascínio que a busca ad infinitum pode exercer sobre o grupo de coleta (HOFFMANN; FARIA e GREGOLIN, 2008).

Após a coleta de informações é preciso organizá-la e armazená-la. Esta parte do processo de IC tem sido negligenciada pela literatura de IC, possivelmente porque a informação é vista como algo que apresenta um "tempo de vida" muito curto (BRODY, 2003), a sua organização e armazenamento é crucial para facilitar a sua recuperação. Para arquivá-las, as informações precisam ser indexadas de acordo com tópicos relevantes, como por exemplo, competidor, produto, consumidor, fornecedor e data de coleta. A principal

atividade na organização da informação é gerar categorias apropriadas de tópicos que irão ser significativos e consistentes com as necessidades de inteligência. Adicionalmente os relacionamentos que serão gerados entre os registros e arquivos são determinantes para a recuperação da informação. As ferramentas de apoio a IC precisam ter a capacidade de armazenar a informação em uma variedade de formatos, tais como, dados, texto, imagens, e potencialmente outros formatos (mídias) (BRODY, 2003).

Uma alternativa para organizar a diversidade de fontes de informação, é a elaboração de um guia de fontes, ferramenta que relaciona fontes de informação sobre determinado assunto, tema ou área de conhecimento, incluindo comentários a respeito do material citado e apresentando uma visão geral da produção bibliográfica da temática em questão. Essa informação pode estar relacionada a entidades associativas, empresas de consultoria, institutos de pesquisa, órgão ligados à política referente ao tema coberto, instituições de ensino, projetos de pesquisa, bibliotecas/serviços de documentação especializados, bases de dados e algumas publicações (literaturas comerciais) relevantes para as atividades desenvolvidas na área de assunto coberta. Assim, sua principal função é reunir as principais fontes para facilitar seu uso. Os Guias de Informação como ferramenta de apoio não tem como finalidade servir de repositório de informações, mas sim de referencia para que a equipe de IC encontre a informação certa, no tempo certo, quando demandada.

Finalizando a discussão sobre fontes, o relatório de pesquisa sobre a prática da IC elaborado por Fehringer, Hohhof e Johnson (2006), denominado State of the Art: Competitive Intelligence indicou segundo a percepção dos profissionais envolvidos com IC (associados à SCIP), as fontes de informação mais utilizadas para a prática da IC: Primarias – Trabalhadores da organização, clientes, experts da indústria, conferencias (eventos) e fornecedores; e Secundarias – publicações impressas e on-line, internet web sites (livres), base de dados comerciais, serviços de notícias e base de dados interna. Os mesmos autores afirmam que as fontes publicações, internet (web sites) e trabalhadores da organização são as mais utilizadas e ainda que as fontes secundaria são utilizadas com maior frequência e reconhecidas como mais relevantes do que as fontes primarias (pessoas).

Benzer Belgeler