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Kolon yeni bir tüpe yerleĢtirildi ve 14000 rpm‟ de 1 dakika santrifüj yapıldı 11) Kolonlar 1.5 ml lik temiz tüplere aktarıldı ve 200 μl “AE buffer” pipetlendi

Tendo em vista nossas constantes inquietações e angústias no que se refere ao processo de ensino e aprendizagem de matemática, buscamos embasamento teórico entre autores como, Nacarato e Lopes, Smole e Diniz, Curi, Machado, Freire, Solé, D’Ambrósio, entre outros. Com isso, constatamos que hoje se busca vê a matemática com outros olhos, associa-se como uma disciplina capaz de se integrar com outras áreas do conhecimento e que podemos sim fazer do ensino da matemática um momento de interação, observação, associação, ludicidade, criatividade, entre outros. No entanto, sabemos que, para que isto ocorra, o professor deve fazer de sua prática uma constante busca de conhecimento, para que esta não resgate a memória da matemática descontextualizada, tradicional, repetitiva e cansativa.

Assim, considerar o uso de Obras Complementares nas aulas de matemática como potencializador do processo de ensino e aprendizagem dos conteúdos matemáticos, fazendo uso da leitura, respondeu-nos positivamente as questões abordadas durante o processo de construção deste estudo.

Foi possível constatarmos em nossa pesquisa, as dificuldades dos docentes em relação ao conhecimento do conteúdo matemático e a metodologia de ensino destes, como também a falta de estratégia que possibilitem o uso dos paradidáticos

para o ensino da matemática que fosse além do uso das atividades previstas nos encartes desses e, principalmente, a ausência da preocupação em incentivar a leitura na e da matemática.

O uso da leitura como recurso que possibilita a aprendizagem de conteúdos matemáticos ainda é percebido de forma desassociada pelos docentes. O uso de recursos literários ainda é muito limitado a questões de interpretação textual e sem articulação com a resolução de situações problemas ou mesmo de relação com a linguagem matemática.

Percebemos que as principais dificuldades que os professores que ensinam matemática possuem durante sua prática, são as mesmas que tinham enquanto alunos da educação básica. Vale ressaltar o desconhecimento que estes docentes possuem no que tange ao uso de obras literárias como recursos didáticos nas aulas de matemática. Por isso, é de fundamental importância que haja uma profunda reflexão e análise sobre este aspecto, buscando compreender o processo de ensino, para intervir de forma clara e objetiva, preparando o conhecimento teórico e prático do futuro educador.

Então, ao longo destes dois anos de estudo buscamos responder nossas questões de pesquisa e chegamos as seguintes conclusões:

Durante este processo fizemos um levantamento bibliográfico em busca de um conceito específico sobre o que eram as Obras Complementares, no entanto, não conseguimos nada que subsidiasse teoricamente esta caracterização. Então, ao analisarmos cada uma destas obras chegamos à conclusão de que se tratavam de obras de diferentes gêneros textuais, já inseridas nas instituições de ensino, nomeadas nestas de acordo com seu gênero textual. Mas, o MEC em busca de realizar sua seleção e tratá-las didaticamente, denominando-as de Obras Complementares, montou os chamados Acervos de Obras Complementares, de modo a enriquecer as bibliotecas escolares, bem como as possibilidades metodológicas e de conhecimento para a prática docente. Analisamos cada uma das cento e cinquenta Obras Complementares inseridas nas escolas através do PNLD/2010, de modo a destacar todas as que tinham potencial para a exploração de conteúdos matemáticos para os três primeiros anos do Ensino Fundamental, chegando a um total de vinte e sete obras com possibilidades de exploração de nossos objetivos de estudo. Então conseguimos responder a questão inicialmente levantada, a caracterização destas obras.

Com relação a tentativa de responder a questão de pesquisa referente a que nível as Obras Complementares permitem ao professor ampliar as possibilidades didáticas e conceituais para a apreensão da leitura e da escrita matemática, realizamos primeiramente um levantamento bibliográfico de autores que tratavam deste assunto, tais como: Smole e Diniz, Nacarato e Lopes, Curi e Machado, os quais permitiram enriquecer as atividades propostas no Guia de Orientações.

Em busca de atendermos aos nossos questionamentos e alcançarmos o objetivo desse estudo, desenvolvemos Guia de Orientação de uso das Obras Complementares para Professores que Ensinam Matemática, como forma de mostrar possibilidades de exploração das Obras Complementares no desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita matemática de seus alunos.

Assim, com base no suporte teórico, com a análise destas obras e com o produto gerado a partir desse estudo, pudemos proporcionar aos professores que ensinam matemática alternativas de ensino da matemática, apoiadas no uso das Obras Complementares, potencializando o processo de ensino e aprendizagem desta disciplina, fazendo uso de recursos como escrita, resolução de problemas e, principalmente, utilizando a leitura como o principal mediador deste processo.

Assim, almejamos com o resultado deste trabalho, contribuir para um ensino de matemática em que a leitura possa ocupar um papel significativo na atuação desse docente e, consequentemente, na formação escolar, de modo que o estudante deste nível de ensino possa desenvolver uma visão ampliada da situação problematizada, possibilitando que este tenha um número significativo de informações que o ajudarão a compreender e construir conceitos e soluções matemáticas.

Esperamos que este Produto Educacional seja uma contribuição principalmente na tentativa de formar alternativas para abordagem dos temas que vemos frequentemente relacionados com o ensino de matemática. Esperamos também que, este recurso didático que desenvolvemos possa ser um facilitador da proposta de trabalho interdisciplinar.