3. TÜRKİYE'DE KORUMA
3.3 Taşınmaz Kültür Varlıkları ile İlgili Yönetimsel Yapı
3.3.2 Yerel Yönetimler
Como sugerem Alves-Mazzotti e Gewandsznajder (1999), a escolha do campo ocorreu de acordo com: (i) o interesse pelo objeto de estudo; (ii) as condições de acesso às fontes e informações disponíveis; (iii) o tempo disponível para a permanência no campo; e (iv) a disponibilidade dos participantes em efetivamente participar da pesquisa.
3.7.1 Câmara Municipal
A unidade de análise desta pesquisa são os vereadores da Câmara Municipal de uma cidade do Estado de Minas Gerais. Segundo a Constituição Federal, o número de vereadores deve ser proporcional à quantidade de habitantes do município. E pautada por este princípio, estabeleceu que, em cidades de até 1 milhão de habitantes, haja no mínimo nove e no máximo 21 vereadores, que é o caso da unidade de análise em tela. Já a quantidade exata de vereadores de cada cidade é estabelecida pela Lei Orgânica do município e estipulada pela Câmara Municipal.
Atualmente, a cidade da Câmara Municipal alvo desta pesquisa possui 15 vereadores. De 1965 até hoje, foram registradas 13 legislaturas no total, com 25 presidentes. Cada legislatura, geralmente, tem duração de quatro anos, com dois presidentes eleitos a cada dois anos. Mas houve legislaturas que duraram menos, constatando-se uma que teve apenas um presidente e outras que tiveram até três presidentes.
Segundo registra o Projeto Interlegis, a Câmara Municipal possui um Regimento Interno que estabelece as normas e princípios que fundamentam suas funções legislativa, administrativa, fiscalizadora, judiciária e política. No exercício da função Legislativa, cabe aos parlamentares a elaboração/criação, aprovação e revogação de leis sobre assuntos de competência do município. Na função Fiscalizadora, os vereadores têm como tarefa o controle dos atos do prefeito, como o julgamento das contas públicas. A função Administrativa os responsabiliza pela organização e realização de suas atividades na Câmara. A função Judiciária lhes impõe a participação no julgamento do prefeito e secretários, em caso de crimes de responsabilidade de gestão. E a função política os envolve na obrigação de representar o povo, pois o vereador fala em nome da população, cabendo ao Legislativo, portanto, dar espaço para que ela seja ouvida (INTERLEGIS, 2015).
É de competência privativa da Câmara Municipal aprovar o seu Regimento Interno, eleger a Mesa Diretora, organizar sua secretaria, formar as comissões permanentes e temporárias, dentre outros atos administrativos. Em relação à nomeação de pessoal, a Casa Legislativa em análise aprovou a Resolução nº 366, de 23 de setembro de 2015, que trata do funcionamento da instituição. Nesta constam os cargos de provimento efetivo e de provimento em comissão, a gratificação de função por atividade de gerência, a carreira e a estrutura de salários dos seus servidores. Assim, por meio da Resolução nº 366/2016, foram alterados os cargos efetivos já existentes e criados novos cargos de livre nomeação. Os quadros 1 e 2 da Análise de Resultados mostram a quantidade de servidores efetivos e comissionados, atestando a situação de desequilíbrio entre as partes.
A Resolução nº 366/2015define o servidor público, o cargo público, o cargo efetivo e o cargo em comissão:
Parágrafo único – Para os efeitos desta Resolução, considera-se:
I – Servidor Público: toda pessoa física vinculada ao Poder Público como ocupante de cargo;
II - Cargo Público: o lugar dentro da organização funcional da Administração da Câmara Municipal que, ocupado por servidor público, tem funções específicas e remuneração fixadas em lei ou diploma a ela equivalente;
III - Cargo Efetivo: aquele que se reveste de caráter de permanência, constituindo a maioria dos cargos integrantes do quadro funcional da Câmara Municipal;
IV - Cargo em Comissão: aquele de ocupação transitória (7), de livre nomeação e exoneração, cujo titular é nomeado em função da relação de confiança que existe entre ele e a autoridade nomeante;
Em sua estrutura funcional, os cargos de provimento efetivo são agrupados em três grupos de carreira, especificando-se a escolaridade, função e remuneração, sendo eles: Técnico Legislativo, Gestor Legislativo e Gestor Administrativo. A nomeação desses cargos se dá mediante aprovação em concurso público. Já os cargos em comissão são concedidos por ato do presidente da Câmara.
Quanto às particularidades de função dos cargos comissionados, os artigos 44 e 46 da Resolução 366/2015 rezam:
Art. 44. Os cargos de provimento em comissão, de livre nomeação e exoneração do Presidente da Câmara, são órgãos de apoio à atividade político-parlamentar, com a finalidade de dar sustentação técnica e burocrática ao exercício do mandato dos vereadores e ao exercício das atribuições legais e regimentais dos membros da Mesa e se destinam às atribuições de direção e de assessoramento.
Art. 46. São órgãos de apoio à atividade político-parlamentar: I - Gabinete da Presidência; II - Gabinetes dos Vereadores.
3.7.2 Cargos comissionados na unidade de análise
De acordo com informações do site oficial do órgão legislativo pesquisado, atualmente, 101 cargos comissionados e 33 efetivos estão ocupados. Dos cargos efetivos, seis são relativos a função de confiança: um advogado que exerce a função de “chefe de licitações e contratos”; um contador que exerce a função de “chefe da contabilidade”; um assistente de recursos humanos que exerce a função de “chefe de Recursos Humanos”; um agente de controle de suprimentos que exerce a função “coordenador de suprimentos e patrimônio”; um ocupante do cargo de suporte em informática que exerce a função “chefe do centro de tecnologia da informação”; e a agente de protocolo e arquivo que exerce a função de “coordenador de protocolo, fluxo e arquivo de documentos”.
Quantos aos servidores comissionados, cuja a relação profissional está vinculada ao fator confiança – como os servidores efetivos que exercem funções de confiança –, além dos secretários parlamentares, tem-se os cargos: (i) procurador geral; (ii) assessor da procuradoria geral; (iii) assessor técnico da procuradoria – apoio administrativo; (iv) diretor geral; (v) assessor de controle
interno; (vi) assessor técnico de informática; (vii) assessor do gabinete da presidência I; (viii) motorista do gabinete da presidência; (ix) chefe do setor social; (x) secretário do setor social; (xi) assessor da primeira secretaria; (xii) diretor do Centro de Atenção ao Cidadão (CAC); (xiii) diretor do Procon; (xiv) secretário do Procon; (xv) diretor da Casa da Memória; (xvi) ouvidor; e (xvii) chefe de infraestrutura e manutenção I e II.
Dentre as disfunções, ou seja, as anormalidades presentes na ocupação dos cargos comissionados, tem-se, como anteriormente citado, dois cargos de comissão que, na realidade, são de provimento efetivo, e no momento estão oficialmente vagos, a saber: técnico em informática e técnico em reprografia. O primeiro ocupado por servidores com formação e experiência na área. O segundo com formação e experiência totalmente adversas. Além desses dois cargos, observa-se que o cargo de motorista, embora restrito a uma vaga devidamente preenchida, foi expandido com a criação de uma segunda vaga de mesmo perfil para atender à presidência.
Quanto aos cargos efetivos, contata-se que as disfunções observadas são relativas às funções de confiança, como a de “coordenador de protocolo, fluxo e arquivo de documentos” e a de “coordenador de suprimentos e patrimônio”, que não admitem subalternos em sua estrutura interna, sendo esses servidores chefes de si mesmos.