2. YERALTINDAKİ SULARIMIZ
2.2. Yeraltısularımızın sektörel tahsisleri
A razão entre o reajuste acumulado e a inflação acumulada quando se adota a regra de reajuste com base na inflação plena (Regra Comum), independentemente do cenário e para qualquer período em análise, será sempre igual a unidade. Ou seja, por essa regra o reajuste será sempre a inflação do ano anterior. O Gráfico 3 ilustra esse fato.
Gráfico 3 – Reajuste Acumulado / Inflação Acumulada de 2011 a 2070 - Regra Comum – Cenário Realista – desvio padrão 100%
Já pela regra de reajuste com base na rentabilidade acumulada dos investimentos limitada a inflação acumulada (Regra Proposta), a mesma razão apresentou diferentes intervalos de resultados possíveis para cada ano analisado nos diferentes cenários, com tendência decrescente para a média.
Os resultados, apontados no Gráfico 4, relativos ao cenário considerado mais provável, qual seja: o cenário em que a rentabilidade real anual dos investimentos possui média de 6%. e desvio padrão de 100% dessa média, abrangendo o período de 60 anos, mostram que o reajuste acumulado, em média, tende a decrescer em relação à inflação acumulada.
A curva da média nesse gráfico inicia em 2011 com 0,9866, já em 2025 encontra- se com 0,9227, atingindo em 2070 a razão de 0,8348. Ou seja, confirmado esse cenário para o período analisado, apenas com a adoção da regra de reajuste proposta deve-se esperar uma perda real do benefício da ordem de 17%, em 60 anos.
Gráfico 4 – Reajuste Acumulado / Inflação Acumulada de 2011 a 2070 - Regra Proposta – Cenário Realista – desvio padrão 100%
Fonte: Elaboração do autor
A única exceção para essa tendência decrescente para a média foi verificada no cenário otimista com desvio padrão de 20% da estimativa da média da rentabilidade real anual dos investimentos. Nesse cenário, conforme se observa no Gráfico 5, essa razão apresentou uma média inicialmente com tendência decrescente, mas já nos primeiros anos essa tendência foi revertida, assumindo tendência crescente até atingir 1,00.
Gráfico 5 – Reajuste Acumulado / Inflação Acumulada de 2011 a 2070 - Regra Proposta – Cenário Otimista – desvio padrão 20%
Fonte: Elaboração do autor
No cenário otimista – desvio padrão 100%, conforme se observa nos gráficos contidos no Apêndice B – Resultados, relativos à razão entre o reajuste acumulado e a inflação acumulada, essa média não é menor que 0,90, no período de 60 anos, enquanto que no cenário pessimista (desvio padrão – 100%) essa média se aproxima de 0,70, sendo esta a pior situação observada.
Infere-se dos resultados obtidos que a adoção da regra de reajuste com base na rentabilidade acumulada dos investimentos limitada à inflação acumulada embute a tendência de ocorrer, no longo prazo, perda de poder aquisitivo dos benefícios, algo em torno de 10% a 30%. Portanto, situação bem diversa daquela associada à regra de reajuste com base na inflação em que o reajuste não embute perda de poder aquisitivo aos benefícios.
No entanto, para se alcançar uma visão completa da situação do poder aquisitivo dos benefícios no longo prazo, quando se compara as duas regras de reajuste analisadas neste estudo, deve-se levar em conta a evolução da taxa de contribuição sobre benefícios, além do reajuste propriamente dito.
O Gráfico 6, relativo à regra de reajuste com base na inflação plena, mostra a evolução da taxa de contribuição do plano de benefícios em estudo, de acordo com o cenário considerado mais provável.
Gráfico 6 – Evolução da Taxa de Contribuição de 2011 a 2070 - Regra Comum – Cenário Realista – desvio padrão 100%
Fonte: Elaboração do autor
Nesse gráfico, observa-se uma leve tendência crescente da curva da média que evolui, em 60 anos, de 0,2017 para 0,2114. Verifica-se, ainda, que o intervalo situado entre 5% e 95% das amostras apresenta tendência de crescimento, com mínimo de 0,00 e máximo de 0,3939, ao final de 60 anos.
Correspondente evolução da taxa de contribuição sobre benefícios é apresentada no Gráfico 7, relativo à regra de reajuste proposta.
Gráfico 7 – Evolução da Taxa de Contribuição de 2011 a 2070 - Regra Proposta – Cenário Realista – desvio padrão 100%
Nesse gráfico, a curva da média apresenta tendência decrescente, evoluindo, em 60 anos, de 0,2017 para 0,1649. Além disso, observa-se significativa redução do intervalo entre 5% e 95% das amostras, com o máximo ao final de 60 anos atingindo 0,2560.
Portanto, pela comparação entre os resultados apontados nos gráficos 6 e 7, constata-se que, no cenário realista – desvio de 100%, a taxa de contribuição sobre benefícios tende a ser menor quando se adota a regra de reajuste proposta. Essa situação também se verifica em todos os demais cenários analisados, conforme pode ser observada nos gráficos relativos à taxa de contribuição contidos no Apêndice B – Resultados.
Os gráficos 8 (Regra Comum) e 9 (Regra Proposta) mostram, para o cenário mais provável, o efeito combinado da aplicação da regra de reajuste e da evolução da taxa de contribuição sobre benefícios, ou seja, percentuais que expressam a relação entre o valor líquido reajustado do benefício e o valor bruto do benefício com reajuste integral.
Gráfico 8 – (Reaj. Acumul. + Tx. Contrib)/Inflação Acumul. de 2011 a 2070 - Regra Comum – Cenário Realista – desvio padrão 100%
Gráfico 9 – (Reaj. Acumul. + Tx. Contrib)/Inflação Acumul. de 2011 a 2070 - Regra Proposta – Cenário Realista – desvio padrão 100%
Fonte: Elaboração do autor
Em relação à curva da média, enquanto que para a regra de reajuste comum, em 60 anos, praticamente não se observa inclinação, pois, a média evolui de 0,7983 para 0,7886, para a regra de reajuste proposta, nesse mesmo período, a tendência decrescente da média, embora não acentuada, fica evidente, evoluindo de 0,7983 para 0,7082.
Não obstante, em relação ao intervalo entre 5% e 95% das amostras, observa-se maior amplitude para os resultados relativos à regra de reajuste proposta, notadamente, quanto ao limite inferior que atinge 0,339, ao final de 60 anos, enquanto que para regra de reajuste comum esse limite inferior atingiu 0,6061.Ou seja, para esse cenário mais provável, o valor líquido reajustado do benefício, resultado do efeito combinado do reajuste e da taxa de contribuição sobre benefícios, tende a ser maior quando se adota, dentre as duas regras, a regra de reajuste comum.
Em todos os demais cenários analisados, os resultados apontam nessa mesma direção, sendo que no cenário pessimista se verifica uma situação muito agravada, conforme se observa nos gráficos relativos ao efeito combinado da aplicação da regra de reajuste e da evolução da taxa de contribuição sobre benefícios, identificados por Reajuste/Inflação Acumulada*, contidos no Apêndice B – Resultados.
Deve-se ressaltar, no entanto, que havendo parcela de contribuição sobre benefícios de responsabilidade do patrocinador, como é o caso do plano de benefício em estudo que adota a paridade contributiva, esta atenua o efeito nocivo da taxa de contribuição, elevando o valor líquido reajustado do benefício, especialmente, quando se adota a regra de reajuste com base na inflação plena.
Se para o participante do plano de benefícios em estudo é menos vantajosa a adoção da regra de reajuste proposta quando comparada à regra comum, resta saber quem é que se beneficia com essa diferença. Uma possibilidade seria o próprio plano de benefícios, e isso estaria refletido na sua situação atuarial, e a outra seria o patrocinador, com redução de obrigações.
A redução da obrigação do patrocinador do plano de benefícios em estudo já foi evidenciada quando se mostrou que a taxa de contribuição sobre benefícios tende a ser menor quando, dentre as duas regras, adota-se a regra proposta. Falta investigar a situação atuarial do plano de benefícios.
Os gráficos 10 (Regra Comum) e 11 (Regra Proposta) mostram, para o cenário mais provável, a evolução da situação atuarial do plano de benefícios em estudo.
Gráfico 10 – Evolução da Situação Atuarial de 2011 a 2070 - Regra Comum – Cenário Realista – desvio padrão 100%
Gráfico 11 – Evolução da Situação Atuarial de 2011 a 2070 - Regra Proposta – Cenário Realista – desvio padrão 100%
Fonte: Elaboração do autor
Os resultados mostram que, nesse cenário, no período de 60 anos, não há diferença significativa entre a evolução da situação atuarial se adotada uma ou outra regra de reajuste dos benefícios. Em 2040, quando a curva da média atinge o seu máximo, a diferença percentual entre as médias apuradas é da ordem de 0,05%, para um superávit da ordem de R$ 20 milhões.
Em todos os demais cenários analisados, os resultados confirmam essa inexistência de diferença significativa, conforme se observa nos gráficos relativos à evolução da situação atuarial contidos no Apêndice B – Resultados.
Essa ausência de diferença significativa entre as evoluções da situação atuarial demonstra indiferença para o plano de benefícios entre a adoção de uma ou outra regra de reajuste.
Portanto, se não houvesse contribuição do patrocinador, ou seja, se o participante assumisse integralmente a contribuição sobre benefícios, seria indiferente para este a adoção de uma ou outra regra de reajuste, entre as duas analisadas neste estudo, já que a perda que não teria no reajuste com base na inflação plena seria transferida para o aumento de contribuição.
No entanto, nessa situação, do ponto de vista da gestão do plano, seria melhor a adoção da regra de reajuste proposta, já que poderia evitar a necessidade de equacionamento de déficit, mediante incremento ou instituição de taxa sobre benefícios, porque seria automático o ajuste do plano de benefícios diante da ocorrência de desempenhos não negativos dos investimentos, porém, inferiores à meta atuarial.
Na prática, o que deve ser analisada em planos patrocinados é a conveniência da adoção da regra de reajuste proposta tanto para o participante como para o patrocinador, levando-se em conta, sobretudo, a volatilidade do mercado. O ponto central da questão é quanto será assumido do risco de mercado pelos participantes e pelo patrocinador.
Em relação a esse ponto, numa posição intermediária entre a regra de reajuste comum e a regra de reajuste adotada em plano sob a modalidade contribuição definida se situa a regra de reajuste proposta.
Um comentário válido para todos os gráficos apresentados neste trabalho relativos à razão entre o reajuste acumulado e a inflação acumulada necessita ainda ser adicionado, qual seja:
Todos esses gráficos mostram, com destaque em vermelho, o intervalo correspondente a +/- 1 desvio-padrão em torno da média. Merece atenção, no entanto, para se evitar erro de interpretação, o fato de que é apenas por conta da regra de construção desses gráficos que se encontram nesse intervalo valores excedentes à unidade para a razão entre o reajuste acumulado e a inflação acumulada. Pois, de fato, como não poderia ser diferente pela lógica do modelo, o máximo obtido nos cálculos simulados para essa razão foi sempre igual à unidade. Logo, devem ser desprezados na interpretação desses gráficos os valores que excederam à unidade.