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3.9. Yenilikçiliğin İşletme Performansı Üzerine Etkisi

3.9.3. Yenilik Performansının İşletme Performansı Üzerine Etkisi

Projetada pelo engenheiro Aarão Reis, entre 1894 e 1897, Belo Horizonte seguiu os ideais positivistas e republicanos vigentes à época. Como foi desenhada para ser o novo centro político-administrativo do Estado e símbolo da oposição aos antigos preceitos monarquistas, desde suas origens, sua ocupação fora marcada pela forte presença da elite mineira.

Em 12 de dezembro de 1897 Belo Horizonte tornou-se oficialmente a capital do Estado de Minas Gerais. Segundo Paula e Monte-Mór (2004, p.9), esse primeiro momento marca a “[...] forte presença do Estado tanto na construção da capital, quanto em sua grande reestruturação, no final dos anos 40 e início dos anos 50”. Importantes elementos de seu traçado urbano original conformam a estrutura da área central, denominada à época, zona urbana, como ruas e avenidas que se cruzam de forma perpendicular e em diagonal, circundadas por uma grande via denominada Avenida do Contorno. Mas a expansão urbana extrapolou, e muito, o projeto original da cidade que, em grande parte, desconsiderava a topografia

acidentada do relevo da região, bem como o leito natural de muitos cursos d’água (FIG. 1).

FIGURA 01 – Mapa: Evolução da mancha urbana de Belo Horizonte

No começo da construção da cidade os projetistas previam que ela alcançaria no máximo 200 mil habitantes, conforme Paula e Monte-Mór (2004, p.6). Em 1997, ano do seu centenário, Belo Horizonte já possuía uma população de mais de dois milhões de habitantes. Atualmente a capital mineira é considerada a 6ª maior cidade brasileira em termos populacionais e, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, em 2008, a população de Belo Horizonte era de aproximadamente 2.413.000 habitantes.

Desde o início, devido às próprias condições impostas pelo projeto de cidade, a ocupação foi regida pela decisão de abrigar, tanto as sedes administrativas dos governos municipal e estadual, como as residências dos principais funcionários públicos pertencentes à elite política local e proprietários de imóveis de Ouro Preto42. A forte atuação do Estado naquele período, não só demarcou os limites da valorização dos terrenos e imóveis, como também, a produção de moradia em função dos fatores simbólicos e locacionais. Segundo Costa (1994, p.52), “[...] a maior parte dos terrenos foi objeto de leilão público, o que define o caráter da seleção da ocupação pelo critério da renda, fato que possibilitou a concentração de lotes e a consequente especulação com os (já então altos) preços dos terrenos urbanos.” Desde então, o preço dos imóveis inseridos na porção planejada da cidade e as imposições do projeto urbano, impuseram à maioria da população, principalmente aos operários de sua construção e imigrantes, a ocupação de áreas localizadas fora desse perímetro, denominadas zonas suburbana e rural, destinadas à expansão urbana e ao desenvolvimento do “cinturão verde,” para plantio de hortifrutigranjeiros, respectivamente.

Mas a ocupação informal da zona urbana também ocorreu “[...] em 1895, dois anos antes de ser inaugurada, pois Belo Horizonte já contava com duas áreas de invasão — a do Córrego do Leitão e a da Favela ou Alto da Estação — com aproximadamente três mil pessoas [...].” Incomodada com a presença da população pobre na parte nobre da cidade, a prefeitura, em 1902, designa um local para a moradia do trabalhador — a Área Operária — e promove a primeira remoção de favelas, (GUIMARÃES, 1992, p.12) apud (MELLO, 2005, p.65).

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Maiores detalhes sobre a transferência da capital mineira de Ouro Preto para Belo Horizonte em Penna (1997).

A autoprodução de moradias formal e informal expandiu-se significativamente fora dos limites da zona urbana. Nesse contexto, para Monte-Mór (1994, p.15), “[...] foi a população trabalhadora, excluída do espaço central da cidade, do poder, da cidadania, da ágora extendida, que de fato determinou a produção da cidade”, que cresceu ao contrário do planejado, ou seja, da “periferia para o centro.”

A população de menor renda passou a ocupar as áreas sem infraestrutura urbana adequada, porém mais baratas. E são justamente nas “áreas rejeitadas pelo mercado imobiliário privado” e nas áreas públicas situadas em regiões desvalorizadas que a população trabalhadora pobre vai instalar-se (MARICATO, 1982).

A partir da década de 1940, dois importantes vetores de expansão urbana foram planejados pelo poder público na tentativa de ordenamento da cidade segundo Andrade (2003): um na direção oeste, impulsionado pela instalação do parque industrial do município de Contagem, em 1946, e o outro na direção norte, com a abertura da Avenida Antônio Carlos para acesso à Região da Pampulha. O entorno do Complexo Arquitetônico e de Lazer da Pampulha, também ordenado e dotado de boa infraestrutura, passou a concentrar tanto moradias de elevado padrão construtivo via autoconstrução horizontal, na maioria das vezes incentivada pelo poder público, como a produção empresarial para a venda. Agregavam valor, os terrenos e imóveis situados o mais próximo possível da área central da cidade e da Região da Pampulha.

Já na direção oeste do município, nessa mesma época, começava a se estruturar o eixo metropolitano industrial, ocupado por uma população operária, onde a produção de moradias, na sua maioria, horizontal e de baixo padrão construtivo, ocorria via autoconstrução para consumo próprio. Esse tipo de ocupação até a aprovação da primeira legislação referente à ocupação e uso do solo municipal43, não seguia normas urbanísticas específicas. As condições para a aquisição de terreno e para a autoconstrução habitacional eram regidas pela correlação entre o fator locacional, preço da terra, facilidade de acesso ao local de trabalho ou, em raras exceções, por favorecimento do poder público. Nesse último caso, a

produção de vilas residenciais horizontais e operárias serve de exemplo como estratégia capitalista para o controle do operariado e da produção industrial: concentradas em áreas ao norte e, principalmente, na porção oeste de Belo Horizonte.

No contexto da formação e estruturação da cidade, a produção de moradias abrange o parcelamento do solo, que se também favorece a produção capitalista do espaço.

Benzer Belgeler