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Yeni Normalde Çalışma Düzeni

Covid-19 Etkileri

3. Yeni Normalde Çalışma Düzeni

7.1. A presente assinatura VIGORARÁ por tempo INDETERMINADO, permanecendo válido enquanto o Assinante manter [sic] seu currículo cadastrado no

site.

7.2. O Assinante PODE SOLICITAR O CANCELAMENTO DE SUA ASSINATURA, A QUALQUER MOMENTO com a Catho. Para isso basta que o Assinante faça a solicitação de cancelamento pela sua Área de Assinantes, clicando no botão “Quero cancelar minha assinatura”, respondendo a pesquisa de qualidade e clicando novamente em “Cancelar Assinatura” no site.

7.3. Caso queira solicitar o cancelamento de sua assinatura, mas tenha optado pelo plano trimestral, semestral ou anual e tenha escolhido o parcelamento como forma de pagamento, fica de responsabilidade do Assinante liquidar as parcelas seguintes,

até que o valor total do plano escolhido seja quitado, ou seja, a desistência antes do

término do plano não implica no cancelamento das parcelas restantes. [grifo

meu].

Se o usuário não tiver lido corretamente o contrato vai realmente estranhar que, ao cancelar sua assinautra no primeiro mês continue, por mais dois meses a pagar por ela. Mas está no contrato. A lei nada pode fazer nesses casos. Em muitos dos processos o banco do assinante e a operadora do cartão de crédito também são levadas à justiça por não atenderem aos pedidos de cancelamento dos seus usuários, mas é uma prática legalizada e, portanto, não condenável. A única saída seria a alegação de má fé, que não tem onde se firmar nesses casos, dado que é dever do usuário ler e aceitar, ou não, os termos do contrato. A questão toda está no vínculo indeterminado e na renovação automática da assinatura, bem como no comprometimento do usuário que afirma que irá pagar por serviços que poderão ser utilizados ou não, caso ele os cancele antes do término do primeiro prazo. No máximo, a Catho pode ser acusada de “esperteza”, de ter uma política de vendas “oportunista”, mas nunca de, já que o contrato a respalda, estar agindo contra a lei.

Da mesma forma, por não existirem legislações claras sobre os direitos autorais na internet o “roubo do robô” pode ser explicado, e vários argumentos podem ser utilizados para justificar essa prática, até mesmo o fato de os funcionários da Catho terem tido a “infelicidade” ou a “infantilidade” de escolher como título do programa responsável pelos acessos aos bancos de dados dos concorrentes de rouba.phtml.

Quanto à legislação, existem algumas providências governamentais sendo tomadas, desde 2002, há seis anos, sem que, no entanto, resultem em Lei. Odisseu encontra um artigo (Nomura 2007) sobre elas e a partir daí inicia uma “prospecção” nos arquivos da Câmara.

2.3. A CÂM ARA “CHIARO SCURA”

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Esse item tem como foco as questões legislativas, os projetos de lei que há seis anos tramitam na Câmara dos Deputados e que estão indexados sob as palavras-chave:

agência de emprego, anotação, aplicação, atividade, cadastramento, cadastro, candidato, CLT, cobrança, colocação, crime, dados pessoais, desconto, desempregado, empresa, experiência, garantia, honorários, infrator, interessado, manutenção, mão-de- obra, mercado de trabalho, multa, penalidade, preenchimento, privacidade, proibição, qualificação profissional, regulamentação, ressarcimento, salário, seleção, taxas, trabalhador, treinamento e vaga.

O Projeto de Lei nº 6.787, do deputado Neuton Lima PFL/SP, apresentado à Câmara dos Deputados em 14/05/2002 e despachado à Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público – CTASP e à Comissão de Constituição, Justiça e Redação – CCJR181 em 28/05/2002, tinha como objetivo “regulamentar as atividades de agências de empregos”. Um dos mais radicais entre os projetos propostos à Câmara sobre o assunto, considerava crime a cobrança de qualquer valor aos candidatos a emprego por parte das agências. Segundo o texto do projeto principal de Neuton Lima,

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º É reconhecida em todo o território nacional a atividade empresarial de

seleção, intermediação e treinamento de mão-de-obra.

Parágrafo único. As agências de empregos podem manter cadastros de candidatos a emprego, bem como de vagas a serem preenchidas.

Art. 2º As agências de empregos não podem cobrar qualquer valor dos candidatos a

emprego, devendo arcar com todos os custos de sua atividade empresarial. Parágrafo único. A infração do disposto no caput deste artigo constitui ccrriimme. e Pena: detenção de 6 meses a 1 ano e multa.

Art. 3º Esta lei entra em vigor na data da sua publicação182.

No dia 29/05/2002 a abertura do projeto foi publicada no Diário de Câmara dos Deputados, na página 8. No dia 31/01/2003 a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados – MESA, arquivou o projeto nos termos do Art. 105183 do Regimento Interno da Câmara e três meses depois o projeto foi desarquivado com base no mesmo artigo.

181 A Comissão de Constituição, Justiça e Redação analisa o aspecto constitucional, legal, regimental e de técnica legislativa. Por ela passam todos os assuntos atinentes aos direitos e garantias fundamentais que regem as Constituições Estadual e Federal. Todos os projetos passam obrigatoriamente por essa Comissão, com exceção da Lei Orçamentária.

182 Disponível em: <http://www.camara.gov.br/sileg/MostrarIntegra.asp?CodTeor=34429>.

183 Art. 105. Finda a legislatura, arquivar-se-ão todas as proposições que no seu decurso tenham sido submetidas à deliberação da Câmara e ainda se encontrem em tramitação, bem como as que abram crédito suplementar, com pareceres ou sem eles, salvo as: I - com pareceres favoráveis de todas as Comissões; II - já aprovadas em turno único, em primeiro ou segundo turno; III - que tenham tramitado pelo Senado, ou dele originárias; IV - de iniciativa popular; V - de iniciativa de outro Poder ou do Procurador-Geral da República. Parágrafo único. A proposição poderá ser desarquivada mediante requerimento do Autor, ou Autores, dentro dos primeiros cento e oitenta dias da primeira sessão legislativa ordinária da legislatura subseqüente, retomando a tramitação desde o estágio em que se encontrava. Regimento Interno da Câmara dos Deputados. Id. Ibid.

Designado como relator em maio de 2003, cinco meses depois, no dia 29/10/2003 o deputado Leonardo Picciani PMDB/RJ apresenta, em nome da CTASP, um substitutivo, por entender que o texto original exige aperfeiçoamentos. Seriam eles: 1) o termo “intermediação” pode levar a interpretações errôneas, no sentido de que estaria sendo legitimada a nefasta prática da locação de mão-de-obra, condenada, inclusive, por resolução da OIT. 2) o projeto apresenta evidente erro de técnica legislativa: refere-se a agências de emprego sem, anteriormente, conceituá-las; e 3) a imperfeição de técnica pode levar à má interpretação do próprio mérito, tal vício pode e deve, desde já, ser sanado.

No início de dezembro o parecer, reformulado do deputado, Picciani é aprovado por unanimidade pela CTASP e encaminhado para a Comissão de Constituição e Justica e de Cidadania – CCJC, sendo então nomeada como relatora, em 14/07/2004, a deputada Dra. Clair PT/PR, que no dia 1º de outubro de 2004 aprova o projeto.

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COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA – CCJC