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BÖLÜM 1 GİRİŞ

1.6 Tanımlar

1.6.1 Yeni Medya ve Gündem Belirleme Kuramı

1.6.1.2 Yeni Medyanın Özellikleri

O Brasil vivenciou parte desse processo histórico da educação. Em resposta aos desafios e  tendências  trazidas  por  esse  processo,  foram  desenvolvidas,  ao  longo  da  construção  da  nação  brasileira, diversas Estruturas e Sistemas Educacionais. 

Atualmente, a estrutura educacional brasileira, presente na LDB é dividida em dois níveis:  I.  educação  básica,  formada  pela  educação  infantil,  ensino  fundamental  e  ensino  médio;  II.  educação  superior.  Sendo  que,  dentro  dessa  estrutura,  as  exigências  para  a  formação  de  profissionais para  o  mercado de  trabalho  recaiu  sobre o  ensino  superior  (CASALI,  1997). Tal  exigência foi normatizada pelo ordenamento jurídico do País, a partir da Constituição Federal de  1988:  Composição dos Níveis Escolares  Educação Básica ·  Educação Infantil ·  Ensino Fundamental ·  Ensino Médio  Educação Superior ·  Cursos Seqüenciais por Campo do Saber ·  Cursos de Graduação ·  Cursos de Pós­graduação ·  Cursos de Extensão  Quadro 6 ­ Estrutura dos níveis educacionais do Brasil  Fonte: Valente, 2001. Adaptado pelo autor.  A partir dos princípios gerais e da estrutura do ensino estabelecidos pela Constituição ter­  se­á a sua normatização realizada nas Leis de Diretrizes e Bases da Educação. Essa Lei regula o  sistema  educacional  especificando  as  atribuições  e  os  desdobramentos  dos  princípios  de  cada  nível de  ensino.  A  Lei  Nº  9.394/96, no seu  Capítulo  I,  Da  Composição dos  Níveis  Escolares,  estabelece, no artigo 21, que: A educação escolar  compõe­se de:  I ­ educação básica,  formada  pela  educação  infantil,  ensino  fundamental  e  ensino  médio;  II  ­  educação  superior.  O  ensino  superior  no  Brasil  tem  por  objetivo  o  aperfeiçoamento  da  formação  cultural  do  jovem,

capacitando­o para o exercício da profissão, para o exercício da reflexão crítica e a participação  na  produção  e  sistematização  do  saber.  Além  disso,  a  LDB  trouxe  uma  série  de  avanços  e  mudanças por conta dos princípios estabelecidos na Constituição Federal. 

Especificamente, quanto à natureza jurídica das instituições de ensino superior, estas são  classificadas como públicas por serem  mantidas e administradas pelo  Poder Público; privadas,  por serem mantidas e administradas por pessoas físicas ou jurídicas de direito privado, que por  sua vez, são divididas em: a) Particulares, quando instituidas e mantidas por uma ou mais pessoas  físicas ou jurídicas de direito privado; b) Comunitárias aquelas mantidas por grupos de pessoas  físicas ou por uma ou mais pessoas jurídicas e que incluam representantes da comunidade na sua  entidade mantenedora; c) Confessionais as mantidas por grupos de pessoas físicas ou por uma ou  mais  pessoas  jurídicas  que  atendem  à  orientação  confessional  e  ideologia  específicas;  d)  Filantrópicas  as  mantidas  de  acordo  com  as  Leis  Federais  Nº.  7644/87,  8512/91,  8742/93,  8909/94 e o Decreto Federal Nº. 752/93. Essas instituições podem ser representadas e sintetizadas  conforme representação do Quadro 7. 

Natureza juridical  Tipo  Característica  I. Particulares  Pessoas jurídicas ou físicas  II. Comunitárias  Representantes da comunidade  III. Confessionais  Orientação confessional  Privadas ­  Artigo 20 da LDB  IV. Filantrópicas  Cooperativas ou grupos  Instituições  de  Ensino  Superior  Públicas ­ 

Artigo 19 da LDB  Estatal  Administração pública 

Quadro 7 ­ Sistema Brasileiro de Ensino Superior I  Fonte: Valente, 2001 

Quanto  à  sua  organização  acadêmica,  as  instituições  de  ensino  superior  do  Sistema  Federal de Ensino classificam­se em: 1) Universidades, que se caracterizam por oferecer ensino,  pesquisa e extensão, ter autonomia didática, administrativa e financeira, abrir e fechar cursos e  vagas sem autorização, excetuando­se os cursos da área de saúde, segundo o Decreto Federal Nº  2306/97; 2) Centros universitários, que se caracterizam por oferecer ensino de excelência, atuar

em  uma  ou  mais  áreas  do  conhecimento,  abrir  e  fechar  cursos  e  vagas  de  graduação  sem  autorização,  excetuando­se  os  cursos  da  área  de  saúde;  3)  Faculdades  integradas,  que  se  caracterizam por aglutinar faculdades de diferentes áreas do conhecimento, por oferecer ensino e  às  vezes  pesquisa  e  extensão  e  depender  de  autorização  do  Conselho  Nacional  de  Educação  (CNE)  para  criar  cursos  e  vagas;  4)  Institutos  ou  escolas  superiores  e  faculdades,  que  se  caracterizam  por  atuar  em  uma  área  do  conhecimento,  poder  fazer  pesquisa  ou  extensão,  depender de autorização do Conselho Nacional de Educação  (CNE)  para  expandir  sua área de  atuação. 

Dessa  forma,  pode­se  sistematizar  a  organização  acadêmica  das  instituições  de  ensino  superior no Brasil. Essa organização está representada no Quadro 8: 

Tipo  Característica 

Universidades  Autonomia total (administrativa, acadêmica e financeira)  Centros universitários  (administrativa, acadêmica e financeira) Autonomia parcial  Faculdades integradas  Instituições de  Ensino  Superior  a  partir da Lei  9394/96 e  Decreto Lei  2306/97  Institutos de ensino superior  e escolas superiores  Autonomia controlada  Quadro 8 ­ Sistema Brasileiro de Ensino Superior II  Fonte: Valente, 2001 

Porém,  essas  estruturas  carecem  de  maior  mobilidade  estratégica  para  fazer  frente  às  necessidades de formação profissional requeridas pelo Estado em um país continental. Para se ter  noção do problema, recorre­se à história da educação (GHIDARELLI, 2006) que informa que as  universidades no Brasil surgiram somente no século XX pela ação do Estado. Até 1968, início da  grande Reforma  Universitária  que  implantou o sistema  atualmente  vigente,  impulsionado  pelo  regime  militar,  o  sistema  universitário  brasileiro  estava  dividido  entre  universidades  públicas  financiadas pelo Estado (31 universidades) e universidades privadas de caráter confessional. O  chamado setor privado era composto por 12 universidades confessionais.

O  regime  militar  implantou  uma  política  de  modernização  e  reestruturação  do  sistema  universitário  (SAMPAIO,  2000,  p. 44­100).  A  reforma  universitária  optou  pelo  fortalecimento  das instituições educacionais de nível superior ao decretar que o ensino deveria ser ministrado em  universidades  e  excepcionalmente  em  estabelecimentos  isolados.  Tal  dispositivo  dificultava  a  democratização e o acesso ao ensino superior a todos os brasileiros. Por esse motivo, o Conselho  Federal  da  Educação  adotou,  ao  longo  do  tempo,  medidas  que  possibilitavam  a  expansão  do  ensino privado por meio de estabelecimentos isolados. Esses esforços visavam atender à pressão  social por vagas no ensino universitário. 

Em 1960 eram aproximadamente 28.728 alunos excedentes; em 1968, início da Reforma  Universitária,  o  número  subiu  para  125.414  alunos;  em 1971  alcançou  161.176  alunos.  Como  afirma  Martins  (1981.  p.  94):  “o  problema  dos  excedentes  foi  contornado  através  de  uma  avalanche de autorizações para abertura de novas escolas e, ao mesmo tempo, a permissão para  as  instituições  já  existentes  aumentarem  suas  vagas  sem  atender  a  grandes  exigências 

burocráticas”. Ao contrário dos outros países da América Latina, que optaram por massificar as 

universidades públicas, o regime militar optou por um modelo de universidade pública de elite.  Paralelamente, optou­se por incentivar a criação de um sistema de ensino superior de massa que  atendesse à elevada demanda social, por meio de uma rede de estabelecimentos isolados sob a  iniciativa  privada.  Os  empresários  da  educação  investiram  na  criação  de  estabelecimentos  isolados de pequeno porte. De 1968 até 1971 havia 463 estabelecimentos isolados, e entre 1971 e  1975 foram criadas mais de 162 instituições educacionais universitárias particulares. A respeito  dessas instituições, Martins (1981, p. 80) aponta que: 

a  esmagadora  maioria  dessas  instituições  privadas  que  surgiram  após  o  ano  de  1968  se  constituíram  como  empresas  privadas  capitalistas;  ou  seja,  estavam  voltadas para a procura de rentabilidade, utilizando a área educacional como um  campo fértil para investimentos [...] com a finalidade de obtenção de lucro e de  acumulação de capital. 

Tomando como  referência  o Município de  São  Paulo, pode­se  dizer que  em  termos  de  instituições de elite, até o final da década de 1980, havia poucas opções. No vestibular de 1979  foram  oferecidas  6.700  vagas  na  rede  particular  e  mais  6.240  vagas  oferecidas  pela  USP.

Segundo Almeida (1997), novas universidades surgiram somente no final da década de 1980. No  Município de São Paulo foram criadas dez universidades particulares e uma universidade pública  (a Escola  Paulista de Medicina que  se  transformou na Universidade Federal  de São  Paulo) no  espaço de nove anos, entre 1988 e 1997. Se for considerado que até 1988 existiam em São Paulo  somente  quatro  universidades,  até  1997  houve  um  crescimento  de  250%,  totalizando  15  universidades. Em 2000, existiam dez universidades particulares e cinco centros universitários.  Pode­se  afirmar  que,  em 2000,  a  oferta  de ensino universitário  foi  ampliada  de  tal  forma  que  passou  a  ser  oferecida  por  20  instituições  universitárias.  Para  uma  metrópole  de  mais  de  20  milhões de habitantes, caracterizada pelas grandes distâncias, trânsito e congestionamento, ainda  assim,  todo  o  crescimento  registrado  é  insuficiente  (JARDILINO,  1999,  p.129­144).  Por  esse  motivo,  fazem­se  necessários  investimentos  estratégicos  inovadores  que  respondam  à  necessidade de  formação dos brasileiros,  investimentos  que sejam  de  fácil acesso,  de  flexíveis  possibilidades e que respondam em tempo real às necessidades do mercado e da formação para ao  trabalho. 

Assim, com a gigantesca proporção da educação universitária na cidade de São Paulo, há,  por outro lado, o olhar para cidades no interior do estado sem qualquer oferecimento de ensino  profissionalizante  ou universitário. O  mesmo acontece em  vários estados da nação. É  possível  encontrar diversas regiões geográficas sem instituições escolares, seja da educação básica ou do  ensino superior. É com o olhar para esse foco que a educação a distância se apresenta como a  dinâmica que vem sendo utilizada para chegar aos diversos cantos do país, viabilizando o acesso  a  estudos  diversificados  e  de  qualidade.  Não  obstante,  a  educação  a  distância  também  é  uma  modalidade  de  ensino  utilizada  nos  grandes  centros,  principalmente  entre  os  cursos  de  Pós­  graduação, em diversas áreas. Para profissionais que atuam em cidades como São Paulo e Rio de  Janeiro,  constituídas  de  grandes  espaços  geográficos,  de  grande  acumulo  de  pessoas  e,  principalmente,  de  trânsitos  intensos,  a  educação  a  distância  torna­se  uma  oportunidade  de  retorno aos estudos. Também existe, hoje, um grande número de profissionais que, por conta das  características  de  seus  trabalhos,  passam  boa  parte  de  seus  dias  em  viagem  fora  de  seus  domicílios, de forma que a educação a distância também se apresenta como uma oportunidade  educacional.