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3.4. Verilerin Çözümü ve Yorumlanması

4.1.1. Yeni İlköğretim 1.,2 ve 3 Sınıf Hayat Bilgisi Programının

MONTE CARMELO PATROCÍNIO ABADIA DOS DOURADOS COROMANDEL R I O P A RA N A Í B A R I O A D O U R D O S R IO D D O O U R A I NH ROMARIA R I O B A G A G E M R S I O A N T O I N A C IO R I O PA R AN A Í B A 47ºW

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47º30’W 18ºS 18º30’S 0 5 10 15 20 km

FORMAÇÃO MATA DA CORDA BACIA DO PARANÁ

GRUPO BAMBUÍ

GRUPOS CANASTRA E IBIÁ GRUPO ARAXÁ EMBASAMENTO CRISTALINO Contato geológico Falha de empurrão Lineamento estrutural Drenagens Estradas LEGENDA

Figura 14: Mapa geológico da região da Província Diamantífera Alto Paranaíba. Modificado

Grupo Ibiá

O Grupo Ibiá (Barbosa et al. 1970), é normalmente considerada como mais nova que o Grupo Canastra. Na região de Coromandel, entretanto, a situação tectônica peculiar desta unidade, “embutida” entre os grupos Araxá e Canastra, não permite qualquer definição quanto ao seu posicionamento estratigráfico. Além disto, a presença de “lascas” de material idêntico ao do Grupo Ibiá, dentro do Grupo Araxá, permite uma associação das duas unidades, pelo menos localmente. Esta unidade aflora na área como uma faixa de direção aproximadamente NW-SE, interceptada a oeste de Coromandel pela Formação Capacete. As rochas presentes incluem filitos amarelo-esverdeados, micro-dobrados, localmente com níveis ferruginosos, e clorita-muscovita xistos esverdeados com “núcleos” de carbonato envolvidos pela xistosidade (Barbosa et al. 1970).

É conflitante a situação do ambiente de sedimentação do Grupo Ibiá. Barbosa et

al. (1970) admitem que são sedimentos marinhos, enquanto Dardenne et al. (1978),

correlacionam a unidade ao horizonte glacial “Jequitaí-Macaúbas”, presente na borda ocidental do Cráton São Francisco. De outra forma, Ferrari (1981) associa a Formação Ibiá a metavulcanitos de composição andesítica. Na região de Coromandel em si em direção a sul, não ocorrem os meta-paraconglomerados de matriz carbonática, de origem glacial atribuída por Dardenne et al. (1978), limitando assim este tipo de ambiente.

Grupo Canastra

Esta sequência metapsamítica, está representada aproximadamente nas regiões central e oeste da área. Na parte sul da região mapeada, o Grupo Canastra apresenta um trend NW-SE que, porém, na porção norte da mesma, inflete-se para N-S (Barbosa et al. 1970). Existem duas sub-unidades, mapeáveis na escala utilizada, no âmbito do Grupo Canastra. A primeira, constituída por filitos cinza-esverdeados, predomina na área de estudo, e outra, composta de quartzitos finos, ocorre intercalada à outra, em sua porção basal.

Os filitos, de coloração cinza ou levemente esverdeada, apresentam intercalações de meta-ritmito com níveis de granulometria silte (esverdeados) e níveis argilosos (esbranquiçados). Este bandeamento composicional revela que o acamamento é paralelo à foliação principal, orientada entre N10W-N20E, com mergulhos fortes para NW ou SW. Os filitos apresentam ainda clivagem ardosiana e de fratura, tornando-se mais “xistosos” e crenulados nas partes mais próximas do contato, tectônico, com o Grupo Bambuí.

Localmente, ocorrem intercalações centimétricas de quartzito micácio e/ou ferruginoso. Dobras em chevron estão presentes na sub-unidade, mostrando vergência para NE (nos níveis metapelíticos). Nos níveis quartzíticos, as dobras são mais suaves e abertas, com eixo N-S e caimento suave para sul.

Na estrada em direção ao rio Santo Inácio, próximo à ponte com o córrego Buriti, ocorrem blocos de metaconglomerado polimítico, com seixos milimétricos à centimétricos de quartzo e quartzito (Barbosa et al. 1970). Estruturas primárias marcantes em quartzitos, como marcas onduladas e estratos cruzados, não foram observadas, indicando que a deformação foi intensa. Por este motivo, torna-se impossível estimar a espessura da sequência, certamente superior a 1.000 m. O ambiente de sedimentação mais provável para o Grupo Canastra é o marinho raso, a nível regional, mas a sub-unidade metapelítica presente na área indica que devem existir porções mais profundas da bacia (Barbosa et al. 1970).

Grupo Bambuí

O Grupo Bambuí aflora em extensa área dominando toda parte central e leste da região de Coromandel. Litologicamente constitui-se de calcários dolomíticos de coloração acinzentada, localmente ricos em estruturas estromatolíticas. Estas mostram feições arredondadas (em planta) de aproximadamente 3 cm de diâmetro. São poucos os afloramentos do Grupo Bambuí na região, sendo a maioria destes observados em lavras de calcário aí existentes. Nos cortes das lavras, são encontrados níveis de metassiltito, com até 5 m de espessura, intercalados aos calcários. Afloramentos esparsos, bastante alterados, de metassiltitos, ocorrem em toda área de distribuição da sequência. Desta forma, acredita-se que os calcários constituem grandes lentes no interior do pacote metapelítico. A sedimentação do Grupo Bambuí ocorreu em mares fechados não muito profundos (mares epicontinentais), conforme corroborado pelas litologias e estruturas presentes na área (Dardenne 1978).

Grupo Mata da Corda

Este grupo, representado por sua Formação Capacete (Rimann 1917), aflora na parte mais alta da chapada que domina a sede do município de Coromandel, e em pequenas “manchas” a sudeste da exposição principal, na chamada “serra” das Mesas. Recobre em discordância angular e erosiva a Formação Ibiá e o Grupo Canastra. Na porção basal da unidade, ocorre um conglomerado polimítico de até 1 m de espessura. A matriz é argilosa, de

coloração esverdeada, com clastos arredondados de quartzo, quartzito, xisto e filito. Estudo de minerais pesados de material recolhido da matriz, indicou a presença de magnetita (50%), perovskita (25%), magnetita martitizada (20%) e ilmenita (5%), denotando a proveniência a partir de produtos de vulcanismo alcalino e ultrabásico.

Estratigraficamente acima dos conglomerados, aparecem arenitos esverdeados, com estratos de espessura entre 20 e 30 cm em média, e granulometria média. Intercalam-se a estes, argilitos vermelhos e esbranquiçados, de espessura decimétrica. A espessura total da unidade pode ser estimada, na área de estudo, em aproximadamente 40 m (espessura mínima, já que o topo está erodido), conforme definido no morro situado logo a sudeste da cidade de Coromandel. A sedimentação desses depósitos deve ter ocorrido em pequenos leques aluviais torrenciais, conforme as feições erosivas observadas entre os conglomerados e nos filitos do Grupo Canastra subjacentes. Tais depósitos são típicos de clima semi-árido e provavelmente são contemporâneos do magmatismo alcalino-ultrabásico-kimberlítico. O conglomerado basal da unidade provavelmente é diamantífero (Barbosa et al. 1970).

A sequência como um todo, está coberta por um estreito, mas resistente nível de laterita ferruginosa e/ou solo aluvionar argiloso avermelhado (Terciário?), que sustenta os topos das superfícies mais altas e são recortados, nos bordos, pela erosão.

Sedimentos Recentes

Os depósitos aluvionares, de idade quaternária, ocorrem na região de Coromandel principalmente ao longo do curso do rio Santo Inácio. Revestem-se de importância econômica, pois são sempre diamantíferos e ainda pouco explorados. Constituem-se de areia e pouca argila, com um cascalho basal formado principalmente por seixos de quartzo, quartzito e sílex. Os minerais “acompanhantes” do diamante no rio Santo Inácio, conforme observado no Garimpo da Charneca, são ilmenita (80%), opacos diversos (10%), magnetita (5%) e o restante contendo zircão (às vezes, mais que 2%), turmalina, estaurolita, cianita, monazita e piropo, indicando origem mista de rochas xistosas e de possíveis pipes ultrabásicos. Grandes diamantes já foram aí encontrados, com 400, 228, 141, 105 e 92 ct. A espessura do cascalho varia entre 0,2 e 2,0 m, onde o capeamento arenoso pode alcançar até 8 m (Barbosa et al. 1970). Na área da Fazenda Vargem, Svisero et al. (1986) mencionam uma espessura de 3 m para esses depósitos.

5.3.2 - Depósitos Diamantíferos

Os depósitos portadores de diamantes na região da Província do Alto Paranaíba correspondem a rochas kimberlíticas, conglomerados cretácicos e sedimentos colúvio- aluvionares recentes.

Kimberlitos

A ocorrência de kimberlitos é bastante disseminada por toda a região da Província do Alto Paranaíba. Diversos desses corpos já foram alvo de pesquisas por empresas mineradoras, que ainda hoje são proprietárias dos direitos minerários de muitos destes, cujos resultados entretanto não são divulgados. Entre esses corpos, destaca-se o Kimberlito Régis (Foto 6), localizado na Fazenda Abel Régis, município de Carmo do Paranaíba. Seus direitos minerários pertencem à companhia canadense Brazilian Diamonds - SAMSUL Mineração, e informações obtidas in locu ressaltam a presença de diamantes em seus depósitos superficiais. De acordo com Cookenboo et al. (2006), o Kimberlito Régis é um corpo complexo de cratera multifase de porte muito grande (>120 ha em superfície). O kimberlito foi descoberto em meados dos anos 1970, intrudindo filitos e metassiltitos do Grupo Bambuí, do Neoproterozóico. Embora os diamantes tenham sido alegadamente minerados em uma pequena porção do corpo por garimpeiros, uma amostragem de 1.200 m , a maior parte na porção exposta em uma das margens do corpo não resultou em diamantes.

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Considerado um dos maiores kimberlitos de todo país, em área superficial, ressalta-se que tal dimensão é incomum para kimberlitos, assemelhando-se bem mais à de intrusões de natureza lamproítica. O kimberlito foi objeto de pesquisa pela SAMSUL Mineração e os resultados preliminares mostraram que é um corpo fértil. Informações adicionais são mantidas em sigilo, portanto não é possível concluir se o mesmo é economicamente viável à exploração. Entretanto, na atualidade as pesquisas exploratórias encontram-se paralisadas.

Ainda segundo Cookenboo et al. (2006), uma reavaliação do kimberlito foi retomada devido à química favorável dos minerais indicadores, considerada comparável ao do kimberlito diamantífero Canastra-1 e de outros corpos diamantíferos da Faixa de Dobramentos Brasília. Esta fase de reavaliação integrou-se de mapeamento detalhado da superfície, análises de minerais indicadores, perfurações a trado e geofísica. Um corpo central

em forma de pipe, previamente não testado e com indicadores de química mineral favorável, foi interpretado a partir desses dados integrados.

Benzer Belgeler