5. KURUMSAL SÜRDÜRÜLEBİLİRLİK İLE YENİLİK ARASINDAKİ
5.3. YENİLİKTEN ÇOK DAHA FAZLASI: SÜRDÜRÜLEBİLİR YENİLİK
Neste tópico, o objetivo é estabelecer uma linha dos principais pensamentos a respeito da gestão da cadeia de suprimentos, não tendo intenção de discutir divergências de conceitos ou de interpretações. Para tanto, o estudo apresenta três conceitos: Council of Supply Chain
Management Professional (CSCMP, 2009); Global Supply Chain Forum (CROXTON et al.,
2008; LAMBERT, 2004; LAMBERT; COOPER, 2000; LAMBERT; COOPER; PAGH, 1998) e Mentzer et al. (2001). Estes conceitos não são mais importantes que tantos outros, mas que resumem muitas das ideias apresentadas na literatura. O objetivo é que estes conceitos contribuam para o entendimento da gestão da demanda como um processo ou componente da gestão da cadeia de suprimentos, como também destacar a necessidade de estabelecer relacionamentos colaborativos inter e intraempresas para a gestão da cadeia de suprimentos.
A década de 1980 marca o início de significantes transformações políticas e tecnológicas: mudanças na regulamentação do transporte, comercialização do microcomputador, revolução da informação, adoção dos movimentos de gestão da qualidade e desenvolvimento de parcerias e alianças estratégicas (BOWERSOX; CLOSS, 2001). Surge então o termo ‘cadeia de suprimentos' (COOPER; LAMBERT; PAGH, 1997; HARLAND, 1996; LAMBERT e COOPER, 2000; NEW, 1997).
Uma cadeia de suprimentos envolve o fluxo desde a extração da matéria-prima, passando pelos fabricantes, atacadistas, varejistas e usuários finais (CROOM; ROMANTO; GIANNAKIS, 2000; NEW; PAYNE, 2000), é uma rede de organizações que produz bens e serviços requeridos pelos clientes finais (CHRISTOPHER, 1997).
Em 1998, o Council of Logistics Management Professionals (CLMP) definiu que a cadeia de suprimentos é uma cadeia que inclui várias empresas e os relacionamentos que ocorrem entre elas (BALLOU, 2006; GUDLACH et al., 2006; LAMBERT; POHLEN, 2001; LAMBERT, 2008). Para o Council of Supply Chain Management Professional (CSCMP, 2009) a gestão da cadeia de suprimentos, também chamada de Supply Chain Management (SCM), engloba o planejamento e a gestão de todas as atividades envolvidas com aquisição e suprimento, transformação e atividades de gerenciamento logístico. Isso inclui a coordenação e colaboração com membros da cadeia, que podem ser fornecedores, intermediários, provedores de serviços de terceira parte e clientes.
Mentzer et al. (2001) definem a gestão da cadeia de suprimentos como a coordenação sistêmica e estratégica das funções tradicionais e táticas de negócio dentro de uma empresa e entre empresas ao longo da cadeia de suprimentos, com o objetivo de melhorar os resultados
de longo prazo da firma individualmente e da cadeia de suprimentos como um todo. A gestão da cadeia de suprimentos envolve várias funções organizacionais, incluindo a Logística, Marketing, Vendas, Pesquisa e Desenvolvimento, Previsão, Produção, Compras, Sistema de Informação, Finanças e Serviço ao Consumidor.
A gestão da cadeia de suprimentos para o Global Supply Chain Forum (GSCF) significa a integração dos processos-chave de negócio desde o usuário final até o fornecedor original que provê produtos, serviços e informações que agregam valor para os clientes e outros stakeholders (CROXTON et al., 2008; LAMBERT, 2004; LAMBERT; COOPER, 2000; LAMBERT, COOPER, PAGH, 1998). Um processo de negócio é um conjunto de atividades com resultados específicos para o cliente, é utilizado para estruturar as atividades entre os membros de uma cadeia de suprimentos. O foco não está na sua automação, mas no redesenho e na gestão dos relacionamentos da cadeia de suprimentos (LAMBERT, 2008).
O modelo de gestão da cadeia de suprimentos proposto pelo GSCF é baseado na integração de oito processos-chave de negócios das empresas, por meio de suas cadeias de suprimentos: Gestão do Relacionamento com Clientes; Gestão de Serviço ao Cliente; Gestão da Demanda; Processamento de Pedidos; Gestão do Fluxo de Manufatura; Gestão do Relacionamento com Fornecedor; Desenvolvimento do Produto e Comercialização; Gestão de Retorno (LAMBERT, COOPER, PAGH, 1998). O Quadro 16 descreve as características destes processos.
Assim, a gestão da demanda é um dos oito processos da gestão da cadeia de suprimentos. Os processos Gestão do Relacionamento com Clientes e Gestão do Relacionamento com Fornecedor formam os links críticos na cadeia de suprimentos que coordenarão os demais processos (LAMBERT; GARCÍA-DASTUGUE; CROXTON, 2005). Cada processo-chave tem sub-processos operacionais (passos detalhados para a implantação) e estratégicos (estrutura de como o processo será implantado). Cada processo é liderado por uma equipe de gerenciamento que é composta por gerentes de cada função de negócios, incluindo Marketing, Vendas, Finanças, Produção, Compras, Logística e Pesquisa e Desenvolvimento. Os times são responsáveis por desenvolver os procedimentos no nível estratégico e implantá-los no nível operacional (LAMBERT, 2008).
Para Mentzer et al. (2001), ao implantar uma gestão da cadeia de suprimentos, as empresas devem ter primeiramente uma orientação para cadeia de suprimentos. Esta consiste no estabelecimento de esforços cooperativos para sincronizar e convergir operações inter e intraempresas, tendo como estratégia o foco no valor observado pelo cliente final. Segundo Lambert (2008), o sucesso da gestão da cadeia de suprimentos consiste na integração
interfuncional da empresa e intraempresas que fazem parte da cadeia de suprimentos. O desafio é determinar como alcançar com sucesso esta integração.
Processos Características
1- Gestão do
relacionamento com clientes
- Fornece a estrutura de como os relacionamentos com clientes serão desenvolvidos e mantidos.
- Permite identificar os consumidores-chave que serão direcionados como parte da missão de negócio da empresa. O objetivo é segmentar clientes e aumentar sua lealdade oferecendo produtos e serviços customizados.
- Equipes focadas trabalham com os clientes-chave para melhorar processos, reduzir a variabilidade da demanda e atividades que não agregam valor. - Acordos de níveis de serviço e produto são desenvolvidos para atender às necessidades dos clientes.
2- Gestão do
relacionamento com fornecedores
- Fornece a estrutura de como os relacionamentos com fornecedores serão desenvolvidos e mantidos.
- Relações de parceria são desenvolvidas com um número menor de fornecedores baseadas no valor que fornecem para a organização e um relacionamento tradicional é mantido com os demais fornecedores.
- Acordos de níveis de serviço e produto são negociados com fornecedores- chave definindo os termos do relacionamento. Para os fornecedores menos críticos, um acordo padrão é estabelecido e não negociado.
3- Gestão de serviço ao cliente
- Atendimento ao cliente. Fornece informações em tempo real ao consumidor sobre datas de entregas, disponibilidade do produto com o auxílio da Manufatura e Logística.
- Ponto de contato para a gestão dos acordos de nível de serviço e produto. - Gerentes de serviço ao cliente monitoram estes acordos e fazem uma intervenção proativa, buscando resolver problemas antes de afetar o cliente.
4- Gestão da demanda - Além da previsão de demanda, este processo inclui a sincronização da oferta
com a demanda, aumentando flexibilidade e reduzindo variabilidade com objetivo de reduzir incertezas.
- Coordena os requerimentos de marketing e os planos de produção. 5- Processamento de
pedidos - Atender aos pedidos dos clientes sem erros e dentro do prazo acordado, buscando o menor custo. - O processo precisa ser implantado com integração de outras áreas e coordenado com fornecedores e clientes-chave.
6- Gestão do fluxo de manufatura
- Relaciona-se com todas as atividades para obter, implantar e gerenciar a flexibilidade da manufatura na cadeia de suprimentos e mover produtos ao longo e fora da planta.
- Flexibilidade para produzir uma grande variedade no tempo e ao menor custo possível.
7- Desenvolvimento de produtos e
comercialização
- Fornece uma estrutura para desenvolver e lançar no mercado novos produtos em conjunto com clientes e fornecedores.
- A implantação efetiva deste processo permite a coordenação do fluxo de novos produtos na cadeia de suprimentos e fornece suporte a outros membros para agilizar a produção, logística, marketing e outras atividades necessárias para a comercialização do produto.
- Coordenação integrada com os times de gestão do relacionamento com os clientes (identificar as necessidades dos clientes), gestão do relacionamento com os fornecedores (selecionar materiais e fornecedores), gestão do fluxo de manufatura (desenvolver tecnologia de produção e implantar o melhor fluxo de produção).
8- Gestão de retorno - Envolve identificar formas de reduzir o retorno dos produtos. Pode
representar uma vantagem competitiva para a empresa, pois o excesso de retorno de produtos, pelos mais diversos motivos, gera custos diversos. Quadro 16 - Os oito processos essenciais para a gestão da cadeia de suprimentos
Neste sentido, faz-se necessário compreender quais são os elementos da colaboração que influenciam na gestão da cadeia de suprimentos, como também os seus principais benefícios para os agentes da cadeia. Estas questões relacionadas à cadeia de suprimentos colaborativa são temas do próximo tópico.