• Sonuç bulunamadı

YENİ MADDE 4 - MAKSAT VE MEVZU

 

4.1.  Animais         

Os  experimentos  foram  realizados  em  ratos  Wistar  machos,  com  peso  oscilando entre 180 ­ 220g, provenientes do Biotério Central da Universidade Federal  do Ceará – UFC, e mantidos na sala de experimentação do Núcleo de Estudos em  Microscopia  e  Processamento  de  Imagens  –  NEMPI  em  gaiolas  de  polipropileno  recebendo água e comida ad libitum, em sala climatizada, com exaustão de gases e  redução de ruídos. Os protocolos experimentais estão de acordo com os Princípios  Éticos na Experimentação Animal adotados pelo Conselho Nacional de Controle de  Experimentação Animal (CONCEA). O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética no  Uso de Animais (CEUA) da UFC através do protocolo 35/15 (Anexo A).    4.2.  Indução da artrite experimental 

Os  animais  foram  sensibilizados  com  500  µg  de  mBSA  em  200  µL  de  uma  emulsão  contendo  100  µL  de  solução  salina  tamponada  com fosfato (PBS) e 100 µL de CFA administrado por injeção subcutânea no dorso.  As injeções de reforço de mBSA dissolvido em IFA foram administradas 7 e 14 dias  após a primeira imunização, em diferentes locais no dorso do animal. Vinte e um dias  após a injeção inicial, os animais foram anestesiados com quetamina 2% (100 mg/Kg)  e  xilazina  10%  (10  mg/Kg),  por  via  intraperitoneal,  e  a  artrite  na  ATM  esquerda  foi  induzida  nos  animais  imunizados  por  injeção  intra­articular  de  mBSA  (10  µg/articulação) dissolvido em 10 µl de PBS. Injeções de reforço na ATM foram dadas  nos dias 28 e 35. Os animais foram eutanasiados 7 dias após a primeira indução, 24  horas após a segunda e a terceira indução e 7 dias após a segunda e terceira indução.     4.3.  Grupos Experimentais  •  Grupo Controle: Grupo constituído por 6 animais não submetidos a indução  da AR.   •  Grupo mBSA (1) 7d: Grupo constituído por 6 animais submetidos à indução  da  AR  com  1  injeção  intra­articular  de  mBSA  na  ATM  esquerda  (10 

µg/articulação) no dia 21. Esse grupo foi eutanasiado 7 dias após a injeção de  mBSA na ATM.  

•  Grupo mBSA (2) 24h: Grupo constituído por 6 animais submetidos à indução  da AR por mBSA na ATM esquerda (10 µg/articulação) e solução salina 0,9%  na  ATM  direita  (10  µl/articulação),  nos  dias  21  e  28  (após  a  primeira  sensibilização  subcutânea  com  CFA).  Esse  grupo  foi  eutanasiado  24  horas  após a segunda injeção de mBSA na ATM.  

•  Grupo mBSA (2) 7d: Grupo constituído por 6 animais submetidos à indução  da AR por mBSA na ATM esquerda (10 µg/articulação), que receberam duas  injeções  intra­articulares  nos  dias  21  e  28  (após  a  primeira  sensibilização  subcutânea  com  CFA).  Esse  grupo  foi  eutanasiado  7  dias  após  a  segunda  injeção de mBSA na ATM. 

•  Grupo mBSA (3) 24h: Grupo constituído por 6 animais submetidos à indução  da AR por mBSA na ATM esquerda (10 µg/articulação) e solução salina 0,9%  na  ATM  direita  (10  µl/articulação),  nos  dias  21,  28  e  35  (após  a  primeira  sensibilização  subcutânea  com  CFA).  Esse  grupo  foi  eutanasiado  24  horas  após a terceira injeção de mBSA na ATM.  

•  Grupo mBSA (3) 7d: Grupo constituído por 6 animais submetidos à indução  da AR por mBSA na ATM esquerda (10 µg/articulação), nos dias 21, 28 e 35  (após  a  primeira  sensibilização  subcutânea  com  CFA).  Esse  grupo  foi  eutanasiado 7 dias após a terceira injeção de mBSA na ATM. 

O  protocolo  experimental  de  indução  da  AR  por  mBSA  na  ATM  pode  ser  observado na figura 4 abaixo:                  

Figura 4 – Protocolo de indução da AR por mBSA na ATM de ratos      Fonte: Próprio autor.    4.4.  Parâmetros avaliados    4.4.1.   Hipernocicepção mecânica (teste nociceptivo)  O limiar de nocicepção do animal foi obtido através do registro da intensidade  de força aplicada na região da ATM, através de uma resposta reflexa (movimento de  retirada da cabeça). Para isso, o aparelho Von Frey eletrônico (Analgesímetro Digital,  Insight,  São  Paulo,  Brasil),  que  é  um  transdutor  de  força  que  mede  o  limiar  de  nocicepção em gramas (g), foi aplicado perpendicularmente na região avaliada.  

Os  animais  foram  submetidos  a  sessões  de  condicionamento  ao  teste  de  hipernocicepção  mecânica  durante  os  5  dias  que  antecediam  a  realização  do  experimento.  Os  animais  foram  mantidos  durante  20  min  em  caixas  plásticas  e  submetidos a aplicação do aparelho Von Frey na região da ATM esquerda (Gondim  et al., 2012). 

Um observador foi treinado para a aplicação gradual de pressão na região da  ATM do animal. O aparelho era automaticamente removido e o registro da pressão  obtido assim que o animal realizasse o movimento de retirada da cabeça. É importante  ressaltar  que  o  observador  não  teve  conhecimento  do  tipo  de  tratamento  que  os  animais receberam (Gondim et al., 2012). 

No sexto dia, antes do início da avaliação da hipernocicepção, os animais foram  tricotomizados na região ao redor da ATM esquerda e mantidos em repouso durante 

20 min em caixas plásticas. Os testes foram realizados nos dias 0, 1, 3, 6, 8, 11, 13,  15, 18 e 20 após a indução subcutânea de mBSA e Adjuvante de Freund, e nos dias  20, 21, 24, 28, 31, 35 e 42 após a injeção intra­articular de mBSA.    4.4.2.  Coleta da ATM, líquido sinovial e tecidos periarticulares  Para a coleta da ATM, líquido sinovial e tecidos periarticulares, os ratos foram  eutanasiados por uma alta dosagem de anestésico e relaxante muscular (quetamina  300 mg/kg e xilazina 70mg/kg).   A pele ao redor das ATMs foi retirada e o músculo temporal cuidadosamente  dissecado.  Uma  agulha  de  calibre  30  foi  inserida  através  da  região  posterior  da  membrana sinovial e a cavidade articular lavada por injeção e imediata aspiração de  10μl de um tampão fosfato­salino (PBS) adicionado a 10mM de ácido etilenodiamino  tetra­acético (EDTA). O procedimento de lavagem foi executado por duas vezes e 20  µl do líquido sinovial foi coletado para a contagem de células. (Denadai­Souza et al.,  2009).  

As  ATMs  e  tecidos  periarticulares  foram  removidos  e  fixados  em  solução  de  formol  tamponado  a  10%  durante  24  h  e  desmineralizados  em  solução  de  EDTA  a  10%  por  40  dias.  Após  a  desmineralização,  as  peças  foram  desidratadas  e  parafinizadas para posterior realização de analise histopatológica e imunoistoquímica  (Gondim et al., 2012).    4.4.3.   Análise histopatológica da ATM  Secções de 4 μm, que incluíam o côndilo, cartilagem articular, disco articular,  membrana sinovial e tecido periarticular foram examinados através da microscopia de  luz  (microscópio  Leica  DM  2000).  Os  espécimes  foram  corados  por  hematoxilina­  eosina  (HE)  e  os  cortes  foram  avaliados  por  um  examinador  que  desconhecia  os  grupos  experimentais.  Escores  foram  dados  de  maneira  semi­quantitativa  para  os  parâmetros avaliados: infiltrado inflamatório da membrana sinovial, espessamento da  membrana  sinovial  e  destruição  da  cartilagem  articular.  As  secções  foram  classificadas numa escala de 0­3 para infiltrado inflamatório, onde: 0 = sem infiltrado;  1 = infiltração leve na sinóvia; 2 = infiltrado sinovial moderado; 3 = intensa infiltração 

sinovial. Para espessamento da membrana sinovial, uma escala de 0­3, onde: 0 = sem  espessamento;  1  =  discreto  espessamento  da  membrana  sinovial;  2  =  moderado  espessamento  sinovial;  3  =  intenso  espessamento  da  membrana  sinovial.  Já  para  destruição  articular,  uma  escala  de  0  a  2,  onde:  0  =  sem  destruição;  1  =  discreta  destruição articular; 2 = destruição articular moderada a intensa (Williams et al., 1996).   

As  células  inflamatórias  na  membrana  sinovial  (macrófagos,  linfócitos  e  plasmócitos) foram analisadas quantitativamente em 10 campos de magnitude 1000x  e em 6 animais por grupo, no mesmo microscópio.   Foi feita análise histopatológica da ATM esquerda, que recebeu as induções  por mBSA (v. intra­articular; 10 µg/articulação), bem como da ATM direita que recebeu  injeção salina a 0,9% (v. intra­articular; 10 µl/articulação).    4.4.4.  Imunoistoquímica para TNF­α, IL­1β e IL­6 

Imunoistoquímica  para  TNF­α,  IL­1β  e  IL­6  foi  realizada  pelo  método  de  streptavidina­biotina­peroxidase  em  cortes  de  parafina.  O  tecido  extraído  e  parafinizado foi cortado em secções de 4 μm de espessura e montados em lâminas  para microscopia revestidas em poli­L­lisina. Os cortes foram desparafinizados com  xileno,  reidratados  com  gradações  decrescentes  de  etanol  e  depois  água.  Após  recuperação antigênica, com tampão de citrato (pH 6,0, tempo: 30 min.) a 75º C, a  peroxidase endógena foi bloqueada uma vez (20 min) com 3% (v/v) de peróxido de  hidrogênio e em seguida lavadas em PBS. As secções foram incubadas overnight (4º  C) com os seguintes anticorpos primários feitos em coelho: anti­TNF­α, anti­ IL­1β, de  rato  e  com  o  anticorpo  primário  feito  em  cabra:  anti  IL­6  de  rato  (Santacruz  Biotechnology,  Califórnia,  Estados  Unidos)  na  diluição  1:100  em  PBS  acrescido  de  soro diluente (Dako).  

As  lâminas  foram  lavadas  em  PBS  e  incubadas  durante  30  min  com  os  anticorpos  biotinilados  anti­IgG  de  coelho  ou  de  cabra  (Santacruz  Biotechnology,  Califórnia,  Estados  Unidos),  na  diluição  de  1:400  em  soro  diluente  (Dako).  Após  lavagem,  as  lâminas  foram  incubadas  durante  30  min  com  complexo  ABC,  um  conjugado  de  avidina­peroxidase  (Strep  ABC  complex,  Santa  Cruz  Biotechnology,  Califórnia,  USA),  de  acordo  com  as  instruções  do  fabricante.  A  imunocoloração  foi  visualizada  com  o  cromógeno  3,  3’­diaminobenzadina  (DAB)  (DAKO­EUA)  com 

peróxido de hidrogênio. Foi realizado a contra­coloração com hematoxilina de Mayer,  e  em  seguida  os  cortes  foram  desidratados  em  uma  série  graduada  de  álcool,  diafanizados em xilol e cobertos com lamínula. Secções de controle negativo também  foram realizadas simultaneamente, de acordo com o protocolo descrito, porém com o  anticorpo primário substituído por soro diluente (Dako) (Gondim et al., 2012).  

A análise imunoistoquímica consistiu da marcação positiva para TNFα, IL­1β e  IL­6  determinada  pela  coloração  marrom  ao  nível  do  citoplasma  das  células.  Cada  grupo  foi  composto  por  6  animais.  Os  cortes  foram  avaliados  por  examinador  que  desconhecia os grupos experimentais. Escores de 0­4 foram dados de maneira semi­ quantitativa,  de  acordo  com  a  marcação  na  camada  de  sinoviócitos,  membrana  sinovial  e  tecido  cartilaginoso:  0­  ausência  de  marcação;  1­  discreta  marcação;  2­  fraca marcação; 3­ moderada marcação; 4­ intensa marcação. 

 

4.4.5.  Avaliação  da  migração  de  células  para  a  cavidade  articular  (contagem de células)  Para contagem de células, 20 μl do lavado articular foi coletado e diluído em  380 μl de solução de Turk. O número total de leucócitos foi determinado através de  um hemocitômetro (câmara de Neubauer). O lavado articular coletado foi previamente  descongelado, e em seguida, diluído em solução fosfato (pH 6,0) contendo brometo  de hexadecil­trimetilamônio e centrifugado em 12,000 x g durante 2 min. (Gondim et  al., 2012).