1. KLASİK VE SEMBOLİK MANTIK
2.2. YENİ FİZİK VE KUANTUM FİZİĞİ TEORİSİ
Além das capacidades de (a) identificar evidências de agentes, processos e condicionantes; b) associar forma, processos e condicionantes; c) reconhecer formas resultantes de processos específicos e (d) conceber os processos que atuam, simultaneamente, logo integrados, sistêmicos e com ritmo e velocidade diferentes, de acordo com os condicionantes locais e/ou regionais, a abordagem local demanda dos sujeitos, mais uma capacidade: (e) a de observar elementos visíveis (feições do relevo, depósitos, cicatrizes erosivas, características dos sedimentos, organização espacial dos elementos observados, etc.) como referência para elaborar hipóteses e argumentos, que ajudem a explicar as formas e as feições do relevo local (a planície e o canal fluvial).
A partir dessas capacidades, tomadas como parâmetro de análise, os conhecimentos apresentados pelos sujeitos da pesquisa foram organizados em três abordagens: conhecimento microscópico; conhecimento macroscópico e conhecimento macroscópico deficiente, a partir, principalmente, das capacidades citadas acima, nas letras “d“ e “e”.
O conhecimento presente nas respostas dos grupos 1, 7, 8, 9 foi considerado microscópico, portanto, satisfatório quanto a todos os itens especificados como capacidades que os alunos devem apresentar. Além disso, os grupos apresentaram desempenho satisfatório, também, na redação, considerando o emprego adequado dos conceitos, das nomenclaturas, da ortografia, da organização das idéias, do raciocínio geomorfológico pautado na interação tempo-espaço e forma, conforme exemplificado, a partir do texto dos grupos 7 e 8. As respostas desses grupos são consideradas representativas do conhecimento microscópico e da visão sistêmica:
O Ribeirão da Areia pode ser caracterizado como um sistema fluvial meandrante em transição, tornando-se cada vez menos sinuoso ao longo do tempo. Esta afirmação é possível ao levar em conta as dimensões da planície de inundação e a ocorrência de meandros abandonados nas partes periféricas da planície. Predomina neste rio a carga de material em suspensão, nas épocas de chuva mais intensa (não observada em campo), e carga de leito, com cascalho e areia, transportados através do piso do canal. A formação dos aluviões reconhecidos no Ribeirão da Areia pode ser explicada através da construção de uma seção estratigráfica e um corte transversal de toda a planície aluvial (Grupo 7, Girassol e Pitanga, 2005).
Ao primeiro olhar, são claramente visíveis as barras arenosas nas margens convexas do ribeirão. Nas côncavas, nota-se uma suave elevação superior a das margens convexas, indicando ali se a margem erosiva, os diques marginais. [...]. Os aluviões está distribuídos de maneira particular, de acordo com a área do canal de drenagem. Quanto mais distante do talvegue, menor a energia do fluxo e menor a granulometria dos sedimentos depositados. [...] Ao verificar um perfil estratigráfico, percebe-se o ocorrência de todas as classes granulométricas nas mais variadas porções do Ribeirão da Areia. [...] A análise da seção estratigráfica nos permite compreender a dinâmica desse canal fluvial tanto no presente quanto no passado (Grupo 8, Palma e Resedá, 2005).
É importante destacar que os alunos detalham cada forma e sua gênese, como as do dique e as das barras de meandro, além de explicar as características e a causa da distribuição espacial dos materiais aluvionares, encontrados nos leitos vazantes, menor e maior.
Na abordagem conhecimento macroscópico, e sem expressar a visão sistêmica sobre os processos fluviais, encontram-se as respostas dos alunos dos grupos 2, 5, 6. As respostas desses grupos, com exceção do grupo 2, revelam deficiência na concepção dos processos que atuam, simultaneamente, portanto integrados, sistêmicos e com ritmo e velocidade diferentes, de acordo com os condicionantes locais e/ou regionais.
As respostas do grupo 2 mostraram que os alunos não utilizaram os elementos visíveis (feições do relevo, depósitos, cicatrizes erosivas, características dos sedimentos, organização espacial dos elementos observados, etc.) como referência para elaborar hipóteses e argumentos que ajudem a explicar a gênese das formas e das feições da planície e do canal fluvial local observado. Nessas respostas explicam-se a dinâmica fluvial e da planície, mas não há referência ao estudo de caso específico, mas a um caso qualquer:
Dentro de um canal fluvial há a presença das seguintes características: leito vazante — escoa o fluxo nos períodos normais; leito menor — o rio
inunda as margens e as barras de areia, no caso das mesmas existirem; leito maior — ocupado quando há extravasamento do canal fluvial além das margens, inundando parcial ou totalmente a planície de inundação. […] No ribeirão da Areia ocorre deposição de sedimentos finos (silte e argila) no leito maior devido a perda de energia e de velocidade. Isto ocorre devido ao fato de que o leito maior no Ribeirão da Areia, está numa área de maior elevação. Quando a água extravasa o leito menor, o rio consegue penetrar a planície de inundação […] haverá provavelmente uma diminuição e seguindo-se de perda total de energia […]. […] logo após o fim da chuva, a água volta para o leito vazante depositando nas barras arenosas cascalho, podendo haver por este mesmo processo a deposição de silte e argila sobre as barras arenosas (Grupo 2, Alecrim, Magnólia e Rosa, 2005).
A abordagem macroscópica deficiente está presente no grupo 4, que apresenta, inicialmente, um parágrafo desnecessário ao contexto da questão proposta; além disso, apresenta uma visão fragmentada dos fatos, ou seja, apresenta descrição de formas e de fatos pontuais, desconectados dos demais que ajudam a explicar a dinâmica fluvial local. Verificam-se, também, equívocos conceituais e de interpretação. Esse grupo não apresenta uma visão integrada da dinâmica fluvial do Ribeirão da Areia, nem no tempo nem no espaço visitado:
A depressão de Gouveia, localizada no Complexo de Gouveia, que possui essa designação graças à presença de um grupo heterogêneo de rochas compostas por granitos e migmatitos, é formada principalmente devido ao cavalgamento de blocos de Terrenos de Formação Granito- Gnaise (...). No ribeirão observado, considerado um sistema fluvial meandrante e com tendência a amenizar estas curvas devido a se localizar em uma grande planície, a formação dos aluviões pode ser explicada pelo processo de intemperismo nas vertentes de baixa altimetria e grande comprimento presentes na região.(...) O leito menor foi mais facilmente observado, pois é a calha do rio, composto pelos bancos de areia ou barras de pontal, originado da retirada de sedimentos das paredes do rio nos meandros côncavos pela água em movimento helicoidal e deposição nos meandros convexos em direção a jusante. (...) O leito maior é bem definido entre os interflúvios que o delimitam, contém também os outros leitos (vazante e menor) e apresenta na planície de inundação os sedimentos de granulometria mais fina, como a lama (Grupo 4, Narciso e Melissa).
5.2.3 Trabalho em campo: conhecimentos e dificuldades com os conteúdos geomorfológicos