Aos Supervisores de Ensino, lotados nas Diretorias de Ensino Regionais, compete assessorar, orientar e acompanhar o planejamento, desenvolvimento e avaliação do processo ensino e aprendizagem nas escolas públicas e privadas, tendo como referência o contexto das escolas, as teorias e as práticas educacionais, além das normas legais pertencentes à educação nacional e à educação básica do Sistema de Ensino da rede estadual de São Paulo. A este profissional cabe a participação na organização, desenvolvimento e avaliação dos trabalhos e ações na Diretoria de Ensino direcionado às escolas.
O Supervisor de Ensino é um dos responsáveis pela consolidação de políticas públicas e programas do Sistema de Ensino, devendo realizar ações coletivas, as quais abranjam um movimento de ação-reflexão-ação, sendo ainda um dos partícipes do processo de construção de identidade da Diretoria de Ensino e da escola, tendo em vista contribuir para o envolvimento da equipe técnico e pedagógica da Diretoria e das escolas nos processos de ensino e de aprendizagem dos alunos e também o compartilhamento de responsabilidades sobre a efetividade das propostas pedagógicas relativas ao acompanhamento, intervenção e avaliação da implementação de ações integradas nas escolas da rede pública do estado.
Ao Supervisor compete, ainda, orientar, embasado na percepção de gestão democrática e participativa, a promoção de uma educação de qualidade para todos os alunos e, por conseguinte, à melhoria do desempenho das escolas (SÃO PAULO, 2013).
De acordo com a Resolução SE 52/2013, a qual dispõe sobre o perfil, competências e habilidades requeridos dos profissionais da educação que atuam na rede estadual de ensino, é exigido do Supervisor de Ensino, dentre outras competências e habilidades, algumas habilidades específicas para as diferentes áreas de atuação, conforme quadro abaixo:
Quadro 13 – Anexo B – Competências e habilidades (Supervisor de Ensino)
Sistema de Ensino Público de São Paulo: Educação Básica
Equipe de supervisão de instância regional – Diretoria de Ensino
Unidades escolares da rede pública estadual
a) Assessorar, acompanhar, orientar e avaliar os processos educacionais nas diferentes instâncias do sistema de ensino, para: • identificar os aspectos a serem aperfeiçoados ou revistos no desenvolvimento de políticas educacionais, bem como de diretrizes e procedimentos delas decorrentes;
• propor alternativas para superação de aspectos a serem aperfeiçoados e/ou revistos;
• orientar os
estabelecimentos de ensino em relação à legislação vigente;
• representar, aos órgãos competentes, quando constatar indícios de irregularidades. b) Assessorar e/ou participar, quando necessário, de comissões de apuração preliminar e/ou sindicâncias, com suporte técnico de assessoria jurídica. a) Participar do processo coletivo de construção do plano de trabalho da Diretoria de Ensino. b) Realizar estudos, pesquisas, pareceres e propor ações voltadas para o desenvolvimento do sistema de ensino.
c) Atuar, articuladamente, com o Núcleo Pedagógico na elaboração de seu plano de trabalho, na orientação e no acompanhamento do desenvolvimento de ações, voltadas à melhoria da atuação gestora, docente e do desempenho dos alunos, em vista das reais
necessidades e
possibilidades das escolas. d) Diagnosticar as necessidades de formação continuada e propor ações formativas para a melhoria da prática gestora, docente e do desempenho escolar dos alunos.
e) Participar da elaboração e do desenvolvimento de programas de educação continuada propostos pela Secretaria para melhoria da gestão escolar.
a) Analisar com a equipe escolar as metas e os projetos da SEE-SP, frente às necessidades da escola, com vistas a sua implementação.
b) Participar na formulação da Proposta Pedagógica da escola, acompanhar sua execução e adequações, quando necessárias, e, avaliar os resultados.
c) Orientar a equipe escolar na formulação de metas voltadas à melhoria do ensino e da aprendizagem dos alunos.
d) Analisar, com a equipe escolar, o currículo em desenvolvimento na sala de aula e promover a apropriação do currículo oficial da SEE-SP pelos professores; acompanhar e avaliar sua execução e orientar o redirecionamento de rumos, quando necessário.
e) Acompanhar e avaliar o desempenho da equipe escolar, buscando, numa ação conjunta, soluções e formas adequadas à melhoria do trabalho pedagógico e administrativo da escola.
resultados do processo de avaliação institucional, de modo a permitir a verificação da qualidade do ensino e orientar os gestores da escola, na proposição de medidas direcionadas à superação de suas fragilidades. g) Identificar as necessidades de formação continuada, para proposição de ações formativas, com o objetivo de melhorar o ensino e a aprendizagem dos alunos, a partir dos resultados de avaliações internas e externas.
h) Participar do trabalho coletivo na escola, acompanhando as ações desenvolvidas nas Aulas de Trabalho Pedagógico Coletivo (ATPC), os estudos e pesquisas sobre temas e situações do cotidiano escolar e a implementação das propostas da Secretaria de Estado da Educação. (SEE-SP)
i) Orientar a equipe gestora das unidades escolares na organização dos colegiados, em especial do Conselho de Escola e Conselho de Classe/Ano/Série/Termo e das instituições auxiliares das escolas, visando ao
envolvimento da comunidade. j) Acompanhar a atuação do Conselho de Classe/Ano/Série/Termo, analisando os temas tratados, o encaminhamento dado às situações e às decisões adotadas. k) Assessorar as equipes escolares na interpretação e cumprimento dos textos legais e na verificação de documentação escolar. l) Orientar a organização e o funcionamento da escola, nos aspectos administrativos
e pedagógicos, bem como o uso dos recursos financeiros e materiais, para atender as necessidades pedagógicas e aos princípios éticos que norteiam a aplicação de verbas públicas.
m) Informar ao Dirigente Regional de Ensino, por meio de termos de visita/acompanhamento registrados junto às unidades escolares e de relatórios, a respeito das condições de funcionamento pedagógico, administrativo, físico e material, bem como das demandas das escolas, sugerindo medidas para a superação dos problemas, quando houver.
Fonte: (SÃO PAULO, 2013) Org: (CLEMENTE, 2014)
A Resolução acima se refere, ainda, a atuação do Supervisor de Ensino nas escolas das redes municipal e particular, contudo, estas não são objeto de análise do presente trabalho.
No texto legal pode-se verificar que existem pressupostos inovadores nas atribuições do Supervisor, numa relação mais próxima com a gestão da escola, com sua identidade, proposta pedagógica, com vistas à qualidade do processo ensino- aprendizagem.
A legislação supra, que define o perfil do Supervisor atualmente, refere-se à atuação deste profissional tanto nas escolas do PEI como nas escolas regulares. .
São inúmeras as demandas atuais da supervisão da PEI, pois as escolas deste Programa exigem um acompanhamento mais sistemático da supervisão, tendo em vista ser um modelo implantado há pouco tempo e com inúmeras especificidades, o que pode claramente ser visto nos documentos que norteiam o PEI. Para o Supervisor de Ensino se faz necessário cumprir as determinações emanadas dos órgãos centrais, somando-se a isso o fato deste profissional ainda ser responsável por conciliar a supervisão de uma escola do PEI com a de outras escolas (particulares e municipais) que constam do seu setor de trabalho.
Além das atribuições acima mencionadas na Resolução SE nº 52/13, o Supervisor de Ensino também possui uma atribuição específica determinada pela Resolução SE nº 84/13 que é a de proceder à avaliação de desempenho dos servidores do Quadro do Magistério, em Regime de Dedicação Plena e Integral, que atuam nas escolas estaduais participantes do PEI, a fim de definir critérios para a permanência, ou não, desses profissionais no referido Programa. Esta avaliação é realizada mediante a definição de macroindicadores, desdobrados em microindicadores, para cada cargo/função, observado o constante no quadro a seguir:
Quadro 14 – Anexo I – Competências exigidas e macroindicadores
Fonte: (SÃO PAULO, 2013)
Outra ação específica do Supervisor de Ensino numa escola do PEI refere-se à Sessão de Acompanhamento do Ciclo Formativo, em que se utiliza a metodologia do PDCA, num momento utilizado para reflexão da equipe escolar a respeito da execução das ações propostas nos documentos de gestão utilizados na escola
(Plano de Ação, Programa de Ação dos profissionais e Guias de Aprendizagem) e, em seguida, propor os reencaminhamentos necessários.
As sessões de acompanhamento ocorrem em 02 (dois) momentos: no primeiro momento, o Supervisor de Ensino, juntamente com o PCNP, realiza reuniões com a equipe gestora da escola, com os líderes de turma, com os presidentes dos clubes juvenis e com os professores; no segundo, o Supervisor e o PCNP reúnem-se com a equipe gestora para refletirem sobre os focos de atenção assinalados nas reuniões realizadas no primeiro momento, relacionando tais focos com as informações constantes das planilhas16 (Procedimentos Passo a Passo e Informações da Escola) que foram previamente preenchidas pela escola, além de estimular a equipe na definição de ações/encaminhamentos/responsáveis/prazos a fim de superar as principais dificuldades da escola. Ainda neste momento, é realizado o alinhamento entre a equipe escolar e a equipe da Diretoria de Ensino para ratificar e/ou retificar as planilhas preenchidas pela escola e os encaminhamentos que foram propostos em conjunto (equipe) (SEE/SP, 2014).
A seguir, encontram-se nos quadros 15 e 16 modelos das planilhas supramencionadas:
Quadro 15 – Planilha “Procedimento Passo a Passo (PPP)”
Fonte: (SEE/SP, 2014)
16 Numa preparação para a Sessão de Acompanhamento do Ciclo Formativo, são preenchidas previamente pela
Quadro 16 – Planilha “Informações da Escola”
3 TRAJETÓRIA METODOLÓGICA