4. YELKENLİ TEKNE STABİLİTESİ
4.2 Yelkenli Tekne Stabilitesi Bileşenleri
Época de desencontro, então é importante destacar a Esperança. E que tipo de sentimento desperta o pensamento esperançoso?
E Tu Belém Efrata (Beit lehem Efratah). Essas palavras têm um sentido muito especial para a intenção do Profeta Miquéias (5, 2); o novo libertador viria de um lugar marginal na sociedade. Belém era um a pequena vila de poucos recursos,
mas, na concepção do povo, essa cidade fazia referência à Casa de Davi, que simbolizava o ungido de Deus.
A Palavra Belém quer dizer “Casa do Pão” e essa ideia salienta o anseio do povo de que o libertador traria a solução para a sua fome e sede de paz e justiça. Efrata fazia referência a um lugar pequeno e desprezado.
É o nome de uma localidade que provém da palavra “efer”, que significava pó, cinza, (torrões) de terra de cinza, reforçando a ideia de um lugar pobre e marginalizado; essa expressão enfatiza que o libertador seria alguém que conhecesse o sofrimento do povo e, portanto agiria a favor dele.
Em Miquéias vê-se que os profetas vendidos são os principais corruptos195. A cidade submetia os camponeses explorando os seus produtos. Eles tinham controle de suas terras e trabalho, mas o problema advindo com a perda da herança (nahalah)196faz com que a terra passe a ser algo que foi gerado dentro do próprio tribalismo, e uma antiga Lei os protege. (Lv 25, 8-17).
195 Jovanir Lage, Livro de Miquéias, Revista Teoria & Pratica Ano II Jul./Ago. 2008 Livro de Miquéias. 196 Carlos Dreher afirma que a origem de grupos mercenários esta na escravidão por dividas e sito é
CONCLUSÃO
Não é possível dissociar os movimentos Messiânicos e a importância da religiosidade que os impulsionou e os impulsiona: atitudes cúlticas que não se parecem com os cultos formais, interpretações que não combinam com a teologia oficial da igreja, prática social que fere a sociedade tradicional.
No entanto, nenhumas destas imposições puderam impedir de reconhecer que o culto, a teologia, a sociedade e outros aspectos desses movimentos estavam plenamente dentro dos padrões e das expectativas do povo e de suas práxis, que viam na busca das coisas sagradas uma maneira de encontrar e, assim por dizer, renovar o humano, religando o homem a Deus.
Entre os dias atuais de Brasil, e os dias de muita agressividade e corrupção gerada pela maldade de homens inescrupulosos do tempo de Juízes, narrados em Rute, nada há de diferente. O que muda é só a geografia e a terminologia dos nomes, ora a história acontece em tempos da monarquia ora em tempos de democracia; ora em Israel Antigo, ora no Brasil contemporâneo.
Portanto, são somente maneiras diferentes de dar nomes aos mesmos erros. Depois de estudarem-se todas as colocações dos estudiosos sobre o fenômeno Messiânico chega-se à conclusão de que se se fizer uma retrospectiva por todos esses séculos em que a humanidade tem se desenvolvido, sempre se encontrará esse paralelo entre o sistema político social e religioso: um esperando do outro a solução para o desespero e a angústia do ser humano.
O poder continua nas mãos de Juízes, religiosos e autoridades monárquicas ou democráticas corruptas, que usam o sistema jurídico e o sistema religioso, para explorar o trabalhador, tomando–lhe a terra e usurpando os seus direitos roubando- lhe a dignidade.
O dinheiro continua sendo emprestado com usura pelas mãos poderosas do sistema e não só pelos bancos privados ou estatais, mas as próprias gentes entre si se exploram. São os funcionários públicos que vão enriquecendo, com a cobrança pesada de tributos e empréstimos ao pequeno latifundiário que, não podendo pagar pelos empréstimos, literalmente perde seu chão.
dos dias de Neemias (Ne 13) ou dos filhos Eli (1Sm 6) , ou de muitos outros semelhantes a esses.
São “Cenas Padrão”197, como essas, que percorrem toda a Biblia, e os dias atuais. Como nos dias em que os Juízes julgavam Israel são os dias de hoje. Está- se atrás de um Messias, de um “Salvador da Pátria” para se deixar de viver no exílio.
Entretanto, a angústia do ser humano ainda é a mesma. Pode soar irônico da parte do redator de Rute, mas ele sabia muito bem o recado que queria entregar: ... Havia fome na terra e um homem de Belém... Traduzindo, em Belém que significa a “Casa do Pão” também havia fome. O vocábulo fome tem, na Língua Portuguesa, diversos significados. Denomina-se fome “a sensação fisiológica que o corpo passa a ter quando necessita de alimentos para manter suas atividades vitais”.
Parece, para a autora deste estudo, que a fome citada pelo redator ultrapassa a questão de natureza física; é uma fome de “falta de fé”. Essa incredulidade levou um individuo como Elimeleque, que tem como significado de seu nome, “Meu Deus é Rei”, a ir para uma região onde o deus não era Yahweh. Se não fosse assim,a fome do Meu Deus é Rei, a imigração teria sido um escoamento em massa, possivelmente a população de Belém não caberia em Moabe. Não teria sido uma família, e sim, muitas famílias a mais.
Hoje, nos canais de televisão e na telecomunicação da mídia brasileira, entendendo essa necessidade do povo brasileiro de “alguém que o salve, que o resgate”, trabalha cada dia mais, com temas e filmes novelescos, satirizando essa questão de Messianismo; a exemplo temos a novela “O Bem Amado”, que acaba de virar filme, em lançamento nacional, ou uma anterior com o nome “O Salvador da Pátria”. Gerenciados por marqueteiros sagazes, a máquina mortífera da mídia avança a cada dia, produzindo informações que afastam as gentes da “real Verdade” e de Deus.
Falta para os dias contemporâneos, surgir a “Voz do Profeta”. A voz profética! Para acordar os verdadeiros homens, e os sacerdotes de Deus? Onde estão os remanescentes da tribo de Judá! Onde estão os Boazes, os Pela Força?
A Palavra, no Novo Testamento (Mt 11,12) diz que “o Reino de Deus é adquirido à força”!
O profeta Joel deixou uma palavra profética de arrependimento conclamando Sião, que nos dias atuais “o povo de Deus”, deve se converter de todo o coração a Deus com jejum e choro, e com pranto. O profeta continua aconselhando a santificação e que se juntem: o povo, os anciãos e os ministros para uma assembléia solene. “Chorem os sacerdotes, Ministros do Senhor, entre o pórtico e o altar, e orem: Poupa o teu povo, ó Senhor e não entrega a tua herança, para que as nações façam escárnio dele” (Jl 2, 12-17).
[... Saga, estória, ficção, romance ou fato histórico o que importa é que o
livro pequeno e de tão poucos capítulos abrange o panorama completo do mundo tenebroso sobre o qual viviam os israelenses durante os tempos pré
monárquicos de juízes, morte, invasões, guerras entre nações e tribos, além do panorama o livro analisa o caráter psicológico dos personagens, o brio, a masculinidade o honor, o livro mostra a aplicabilidade Na dinâmica do livro pudemos resgatar a figuras de homens que nos mostram a possibilidade de viver uma masculinidade mas humanizada e mais humana como também nos permiti trabalhar com os antítipos que expressam um a vivência hemogênica de sua masculinidade ...]198
Quero, para concluir, explorar uma das frases desse parágrafo: [...abrange o panorama completo do mundo tenebroso sobre o qual viviam os israelenses durante os tempos...]
Entendo que esse panorama ainda não mudou. O mundo ainda é tenebroso para Israel, que anda às cegas e de maneira preconceituosa, como nos tempos da volta do exílio. Casamentos mistos ainda nos dias de hoje é tido como afronta ao monoteísmo judaico. A religiosidade é cumprida sob o jugo da lei. Quem levará o verdadeiro Messias a Israel? Hoje já não existem vozes proféticas que se levantem em Sião e conclamem a nação ao Jejum e Choro. A Israel de hoje vive como os tempos de Juízes, em que cada um fazia o que queria, não existindo uma harmonia entre Israel e Deus. A Israel contemporânea precisa ser cuidada e resgatada. Quem levará o verdadeiro Messias a Israel?
Malaquias, profeta do pós-exílio, escrito no IV sec. a.C. e último profeta do Antigo Testamento, deixa uma palavra de consolo e ânimo: “Eis que vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor”. (Ml 4,5). O que precisamos para dias atuais, nos quais o clamor pela justiça grita, é de homens e
mulheres com o “espírito valente” do profeta Elias (1 Rs 17). Homens como Boaz e mulheres como Rute.
Boaz (pela Força), que tomou para si a alcunha de resgatador, e re- integralizou pelo resgate de vidas, uma família na história. Por meio de um casamento misto, Boaz constituiu uma família, que gerou um monarca para a História de Israel e desse, uma enorme genealogia de Judá, que perdurou até os dias atuais. Boaz venceu as barreiras do preconceito, usou novas estratégias e a força da perseverança. Graças a ele, ainda hoje, existem “os da Tribo de Judá” e esses são muitos.
E Rute (“Saciada”) não se importando em sacrificar seus desejos e sonhos, afinal ela era plena, toma para si a viúva Noemi amarga e rancorosa com o seu passado. Rute ao dizer: “Teu Deus é meu Deus,...” (Rt. 1, 16) assumiu o que a antiga e a velha tradição de Noemi não poderia mais executar. Rute, a nova tradição, se tornou a “Noiva de Boaz” e gerou filhos, para e por Noemi, filhos para Israel. O Messias esperado chegou para Rute É a nova aliança que chegou a Israel por meio de Rute. A estrangeira prosélita vem carregando, desde Moabe, a bagagem cheia, pesada e abarrotada com as experiências do antigo, representadas em Noemi (“Graça”).
Nessa bagagem tem ensinos que Noemi transmitiu para Rute e para todas as gerações vindouras. E o maior dos ensinos é que pela obediência aos princípios deuteronomisticos houve a restauração e a bênção do profético. “De ti, farei uma grande nação, e te abençoarei e te engrandecerei, sê tu uma bênção (Gn 12) Essa bênção Abrâmica, “...Serão benditas todas as nações”, “alcançou Rute, e nos alcançará”!
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