• Sonuç bulunamadı

5. Anket Bulgularının Değerlendirilmesi

5.5. Yedinci Sorunun Sonuçları Üzerine Düşünceler

No Brasil a Internet sem fins exclusivamente acadêmicos deu seus primeiros passos em 1991 com a Internet discada - modem e linha telefônica - ou seja, a conexão dependia de dois fatores, ter um computador equipado com modem e ter telefone fixo. Assim naquele período o acesso era restrito a apenas uma parcela da população, aquela com poder aquisitivo para comprar computadores e ter uma linha de telefone fixo.

Na década de 1990 foi um período em que se romperam as fronteiras entre os meios antigos e novos; no interior de cada meio, entre a mídia experimental e a já estabelecida, os limites se embaçaram, da mesma forma que as linhas divisórias que separavam as estratégias de mídia nacionais dos problemas e oportunidades globais. As decisões nacionais tinham implicações globais e vice-versa. O termo gap digital não foi cunhado para descrever um abismo entre os países, mas dentro deles (BRIGGS; BURKE, 2006, p. 313).

Para se ter uma ideia da dificuldade do acesso à Internet no Brasil, na década de 1980 haviam 10 milhões de telefones fixos instalados para uma população de pouco mais de 119 milhões habitantes, segundo IBGE; o que representava 8,4% da população com telefone fixo. Em 1995 este número passou para cerca de 17 milhões para uma população de mais de 146 milhões de habitantes (IBGE), o que representava 11,6% da população com acesso ao telefone fixo. Em 15 anos o crescimento foi de 7 milhões de telefones fixos ou de apenas 3,2%, muito pouco, dado o crescimento da população e as dimensões do país (NEVES, 2002).

Com a ampliação das formas de acesso e o barateamento dos computadores pessoais, a Internet foi ganhando espaço e importância no cotidiano das pessoas.

Dados mais recentes apontam para o crescimento da Internet no Brasil, mas ainda restrita a região Sudeste e às classes de maior poder aquisitivo. Uma pesquisa realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CENTRO REGIONAL DE ESTUDOS..., 2013), com dados coletados no período de setembro de 2013 a fevereiro de 2014, tomando como base 62,8 milhões de domicílios brasileiros realizada nas cinco regiões do Brasil, mostram que 49% dos domicílios brasileiros tem computador - considerando computadores de mesa, computadores portáteis e

tablets. Na região sudeste, 57% dos lares tem computador, e na região norte, 32%

dos domicílios tem computador, representando a maior e menor concentração de computadores por região do Brasil, respectivamente.

Quase todos os domicílios (98%) da classe A brasileira tem computador enquanto apenas 10% dos lares das classes D e E tem computador. Dos domicílios sem computador (51%), 58% alega que a falta do equipamento no lar deve-se ao custo, 52% não tem interesse ou necessidade em ter o equipamento e 31% declara não ter habilidade para o uso do equipamento5 (CENTRO REGIONAL DE ESTUDOS..., 2013).

Nem todos os lares com computador no Brasil tem acesso à Internet, do total de lares pesquisados - 62,8 milhões de domicílios - 43% tem algum tipo de acesso à Internet (excluindo o acesso via telefone celular no domicílio). Na região sudeste 51% dos lares tem acesso a Internet e na região norte 26% tem acesso à Internet, representando as regiões com maior e menor acesso, respectivamente. Todos os lares da classe A, que tem computador (98%) tem acesso à Internet, já nas classes D e E, 8% dos domicílios tem acesso à Internet. Dos lares com acesso à Internet - 27,2 milhões -, 10% opta pelo acesso discado, 22% tem acesso por meio de banda larga móvel (3G) e a grande maioria (66%) tem acesso via banda larga fixa, sendo destes, 34% via cabo, 18% via linha telefônica (DSL), 11% via rádio e 4% por satélite. Estes números salientam a desigualdade entre classes sociais e entre regiões existente no país.

O principal motivo para os brasileiros com computadores não terem acesso à Internet é o custo elevado (37%), seguido pela falta de disponibilidade do serviço na área (24%) e 21% pela falta de interesse ou necessidade6.

5A questão permitia multipla escolha. 6A questão permitia multipla escolha.

O custo da Internet banda larga no Brasil foi considerado em 2013 o segundo mais caro do mundo, de acordo com um estudo realizado em que foram considerados 15 países. A pesquisa levou em conta o valor cobrado pela conexão de 1Mbps, os pesquisadores fizeram uma média considerando a renda da população do país (CAMPI, 2013).

O resultado foi que, no Brasil, os consumidores de Internet teriam que trabalhar 5,01 horas por mês para pagar pelo serviço. O valor do serviço de Internet em dólar no Brasil era de US$ 25,06 ao mês, sendo que 40% deste valor é referente ao imposto sobre o serviço de banda larga, já no Japão, o país que apresentou o menor custo do serviço de Internet, o valor era de US$ 0,27. Anteriormente no Brasil este custo era muito superior, a pesquisa menciona que de 2008 a 2013 houve uma redução do custo da banda larga de 68%. O acesso é caro e ineficiente, a Akamai - empresa de tecnologia norte americana - realizou um levantamento em 2013, que identificou que a velocidade média da Internet banda larga no Brasil é de 2,4 Mbps, cinco vezes menor que o líder - Coreia do Sul -, deixando o país como 80o no ranking mundial (AKAMAI TECHNOLOGIES, 2013).

No Brasil, como apresentado, 43% dos domicílios contam com acesso à Internet. Se compararmos com outras regiões no mundo, temos que a maior concentração de usuários está na Ásia (45,1%) e a menor na Oceania/Austrália (0,9%), como apresentado no Gráfico 2. Apesar do baixo percentual, comparado às outras regiões, 67,5% da população da Oceania/Austrália tem acesso à Internet, no Oriente Médio, 44,9% da população está conectada. A menor penetração está no continente africano, que no ano de 2013 apenas 21,3% da população tinha acesso à Internet em 2013.

Gráfico 2 - Usuários de Internet no Mundo - Distribuição por Regiões do Mundo

Nota: Base: 2.802.478.934 usuários de Internet em 31 de dezembro de 2013. Fonte: Akamai Technologies. Acesso em : 15 dez. 2014.

Em relação ao acesso mundial à Internet, como pode ser visto no Quadro 6, em dezembro de 2013, 39% da população mundial estava conectada à rede mundial de computadores (AKAMAI TECHNOLOGIES, 2013).

Quadro 6 - Uso da Internet Mundial e Estatística Populacional

Nota: Base: 2.802.478.934 usuários de Internet em 31 de dezembro de 2013. Fonte: Akamai Technologies. Acesso em: 15 dez. 2014.

Com estes dados em mãos, percebe-se que no mundo a minoria tem acesso à Internet (39%). No Brasil o número é maior que a média mundial (43%), mas o acesso é considerado caro, ineficiente e concentrado em algumas regiões do país.

Há a previsão de aumento do acesso, melhoria do serviço e barateamento. O país ainda tem muito a investir neste campo para permitir que os pontos positivos da Internet possam estar disponíveis a todos.

O acesso a Internet impacta diretamente nas ações das emissoras de rádio rumo a esta outra forma de digitalização – o rádio na Internet.