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ARAŞTIRMANIN KURAMSAL ÇERÇEVESİ VE İLGİLİ ARAŞTIRMALAR 2.1 YAZMA

2.3 YAZMA ÖĞRETİMİNİN ÖNEMİ

Os vários movimentos para produções alternativas de alimentos tinham princípios semelhantes e foram reconhecidos como agricultura orgânica. Nos anos noventa, com o evento da Eco-92, esse conceito ampliou- se e trouxe uma visão mais integrada e sustentável entre as áreas de produção e preservação, procurando resgatar o valor social da agricultura e passando a ser conhecida como Agroecologia (FEIDEN, 2005).

Definida como a ciência ou disciplina científica que apresenta uma série de princípios, conceitos e metodologias para estudar, analisar, dirigir, desenhar e avaliar agroecossistemas, com o propósito de permitir a implantação e o desenvolvimento de estilos de agricultura com maiores níveis de sustentabilidade. A Agroecologia proporciona as bases científicas para

apoiar o processo de transição a estilos de agricultura sustentável nas suas diversas manifestações ou denominações. Sob esta ótica, não podemos confundir a Agroecologia, enquanto disciplina científica ou ciência, com uma prática ou tecnologia agrícola, um sistema de produção ou um estilo de agricultura (ALTIERI, 1989).

A cultura humana e o ambiente se moldam mutuamente, cada qual pressionando de forma seletiva o outro. O ecossistema inclui então, o sistema de conhecimento, de valores, de organização social e de tecnologias do povo paralelamente ao seu sistema biológico (NORGAARD, 1989).

Para Gliessman (2001) o “enfoque agroecológico corresponde à aplicação dos conceitos e princípios da ecologia no manejo e desenho de agroecossistemas sustentáveis” e, para Guzmán (2005) a “agroecologia” constitui o campo de conhecimentos que promove o manejo ecológico dos recursos naturais, através de formas de ação social coletiva que apresentem alternativas à atual crise de modernidade, mediante propostas de desenvolvimento participativo desde os âmbitos da produção e da circulação alternativa de seus produtos, pretendendo estabelecer formas de produção e de consumo que contribuam para encarar a crise ecológica e social e, deste modo, restaurar o curso alterado da co-evolução social e ecológica.

Sua estratégia tem uma natureza sistêmica, ao considerar a propriedade, a organização comunitária e o restante dos marcos de relação das sociedades rurais articuladas em torno à dimensão local, onde se encontram os sistemas de conhecimentos portadores do potencial endógeno e sociocultural. Tal diversidade é o ponto de partida de suas agriculturas alternativas, a partir das quais se pretende o desenho participativo de métodos de desenvolvimento endógeno para estabelecer dinâmicas de transformação em direção a sociedades sustentáveis (CAPORAL; COSTABEBER, 2002).

A agroecologia corresponde ao campo de conhecimentos que proporciona as bases cientificas para apoiar o processo de transição do modelo de agricultura convencional para estilos de agriculturas de bases ecológicas ou sustentáveis, assim como do modelo convencional de desenvolvimento a processos de desenvolvimento rural sustentável. Desta forma, o termo

“agroecologia" deixa de ser compreendido como uma disciplina científica que estuda os agroecossistemas, ou seja, as relações ecológicas que ocorrem em um sistema agrícola, para tornar-se mais uma prática agrícola propriamente dita, ou ainda um guarda-chuva conceitual que permite abrigar várias tendências alternativas (GOMES, 2005).

Por isso, no momento atual, é importante ressaltar que a agroecologia como um novo paradigma técnico-científico, ambiental e cultural está sendo construída de forma progressiva e desigual, com base em uma grande multiplicidade de práticas produtivas, de ecossistemas e de estratégias diversificadas de sobrevivência econômica. Essa imagem deve ser alterada e desviada para a busca do compromisso ético com a solução dos problemas ambientais e sociais. O aprendizado dessa nova maneira de pensar e fazer agricultura passa por experiências de êxito e fracasso, como todo projeto que é idealizado e realizado pela sociedade (GUZMÁN, 2005).

Com base em vários estudiosos e pesquisadores desta área, a agroecologia tem sido reafirmada como uma ciência ou disciplina cientifica, ou seja, um campo de conhecimento de caráter multidisciplinar que apresenta uma serie de princípios, conceitos e metodologias que nos permitem estudar, analisar, dirigir, desenhar e avaliar agroecossistemas (CAPORAL; COSTABEBER, 2002).

Os agroecossistemas são ecossistemas naturais modificados pelo homem e, são considerados como unidades fundamentais para o estudo e planejamento das intervenções humanas em prol do desenvolvimento rural sustentável. Quanto mais um agroecossistema se parecer com o ecossistema regional, maior será a probabilidade de ser sustentável. Sob o ponto de vista da pesquisa Agroecológica, o primeiro objetivo não é a maximização da produção de uma atividade particular, mas sim a otimização do equilíbrio do agroecossistema como um todo, o que significa a necessidade de uma maior ênfase no conhecimento, na análise e na interpretação das complexas relações existentes entre as pessoas, os cultivos, o solo, a água e os animais (FEIDEN, 2005).

O processo de difusão de sistemas agroecológicos de produção no Brasil e as perspectivas dessa alternativa de modelo agrícola, dentro de uma economia globalizada e flexível, implicam na retomada do debate sobre políticas públicas amplas e diferenciadas, reforma agrária, agricultura familiar e segurança alimentar. Fica claro, porém, que apesar de não ser pequeno, é imprescindível o esforço de toda sociedade para uma mudança de paradigma da pesquisa agrícola, principalmente, quando esta se encontra atrelada a alterações sóciopolíticos de caráter estrutural (ASSIS, 2005).

Assim, a agroecologia tem o propósito de apresentar alternativas que demonstrem ser um novo paradigma para a agricultura, uma ciência que fornece os princípios metodológicos e que propicia naturalmente a renovação do solo, facilitando a reciclagem dos nutrientes, utilizando racionalmente os recursos naturais e mantendo a biodiversidade, promovendo uma base científico-tecnológica para uma agricultura sustentável (MATTOS, 2006; CAPORAL; COSTABEBER, 2004).