2. BÖLÜM
2.4. Uzak Doğu Yazıları
2.4.1. Çin Yazıları
(OIS) RADAR DE ABERTURA SINTÉTICA (SAR) SISTEMAS DE COMUNICAÇÕES (HF, VHF, UHF E SHF) IMAGEADOR MULTIESPECTRAL SCANNER (MSS)
3.3.2.1.2 - As Aeronaves de Sensoriamento Remoto EMB-145 RS/AGS
As atividades de sensoriamento aéreo são operadas a partir da plataforma da aeronave EMB-145 RS/AGS, também produzido pela EMBRAER a partir do ERJ-145 de uso civil e denominado pela FAB como R-99B. São três aeronaves equipadas com sistemas imageadores RS (Remote Sensing – Sensoriamento Remoto) cujo trabalho é fornecer imagens e informações eletrônicas sobre objetivos no solo em tempo real e próximo a tempo real, tendo sido projetado para realizar missões de vigilância territorial e proteção ambiental na
região amazônica56. Para isso as aeronaves possuem: um Radar de Abertura Sintética (SAR),
um Imageador Multiespectral (MSS), um Sensor Ótico Infravermelho (OIS) e um Sistema de
Exploração de Comunicações57. Esses equipamentos podem ser visualizados na figura 28.
Figura 28: Aeronave de Sensoriamento Remoto EMB-145 RS/AGS (R99-B)
Fonte: EMBRAER. Disponívem em: http://mediamanager.embraer.com.br/portugues/content/busca/detalhe_ publico.asp?que_ pagina =8&pagina_ anterior=categorias.
56Ver item 3.3.1.1.2 – Sensoriamento Aéreo. 57
Apesar de já havermos comentado sobre esses sensores no item 3.3.1.1.2, consideramos importante descrever com detalhes neste item, a capacidade dos mesmos.
O Synthetic Aperture Radar (SAR) radar de abertura sintética é considerado o principal sensor instalado para coleta de dados no solo. Proporciona imagens de altíssima resolução de amplas áreas que podem ser captadas tanto durante o dia quanto a noite. Tem capacidade de mapear qualquer tipo de relevo topográfico eletronicamente em qualquer condição meteorológica, e indicar o tipo de vegetação, o traçado de rios e os contornos natural ou artificial dos acidentes topográficos. Também é capaz de “ver” através da copa das árvores e penetrar sua visão até 2 metros abaixo da superfície do solo e 50 metros na água. Pode ainda localizar e acompanhar atividades como: queimadas, abertura de clareiras, trânsito de veículos e embarcações a até 100 km de distância, plantio e colheita de safras.
As potencialidades deste sensor estão ilustradas nos anexos XIV e XV. No primeiro apresentamos um mapa temático de imagens produzidas pelo SAR. No segundo, por sua vez, apresentamos um caso concreto de operação conjunta entre o SIPAM e o Departamento de Polícia Federal (DPF) referente a um processo de localização, identificação e destruição de uma pista de pouso clandestina na região do município de Barcelos (AM) utilizada para apoio as ações ilícitas do narcotráfico.
O Imageador Multiespectral (MSS), além de identificar e mapear incêndios florestais, área desflorestadas ou em processo de desflorestamento, reservas indígenas e áreas irregulares, também pode ser utilizado na área de cartografia, com resolução muito melhor do
que de satélites58. Dessa forma, pode levantar informações ambientais e criar cartas temáticas
de toda a região, além de classificar e acompanhar o desenvolvimento de plantações e florestas. Os anexos XVI, XVII, e XVIII demonstram, respectivamente, um painel de imagens do MSS e algumas aplicações (produtos) práticas desse sensor.
O Sensor Ótico Infravermelho (OIS) consiste num sistema imageador dotado de câmeras de TV em cores para uso diurno e câmara infravermelho para uso diurno e noturno. Esses equipamentos são utilizados para a identificação, monitoramento e rastreamento de alvos a grandes distâncias. De acordo com informações técnicas do SIVAM, o sensor OIS tem capacidade de determinar a distância entre a aeronave e a cena imageada, assim como determinar as coordenadas geográficas e a elevação do terreno onde se localiza o alvo de interesse. Os anexos XIX e XX, correspondem a alguns exemplos pertinentes às imagens geradas por este sensor.
Por sua vez, o Sistema de Exploração de Comunicações instalados na aeronave são idênticos aos das aeronaves de vigilância R-99A (ver anexo XI). Conforme já apontamos nos item 3.3.1.1.6 (Rede de Exploração de Comunicações) e 3.3.1.2.4 (Vigilância do Espectro
Eletromagnático), os dados adquiridos e visualizados a bordo em tempo real podem ser armazenados e enviados aos CTO para processamento posterior. Esses dados também podem ser gravados para elaboração de análises e planejamento das ações de controle e fiscalização pelos diversos órgãos do sistema, uma vez que permitem identificar emissores irregulares (não autorizados), bem como comunicações relacionadas a atividades ilícitas. Nesse sentido o sistema faz a interceptação e análise do espectro eletromagnético, identifica atividades de comunicação e não-comunicação, elabora análise de correlação de emissões para o estabelecimento de padrões de exploração, elabora mapa de emissores homologados ou não e procede à localização de emissores. O anexo XXI apresenta, seqüencialmente, o processo de exploração e vigilância do espectro eletromagnético executado a partir do equipamento instalado nas aeronaves R99-A e R-99B.
3.3.2.1.3 - ALX: o Braço Armado do SIPAM
Esta aeronave foi projetada e desenvolvida pela EMBRAER para atuar na Amazônia. Trata-se de uma aeronave de caça, patrulha e reconhecimento adequada para missões de contra-insurgência e vigilância de fronteiras e própria para operar no cenário amazônico, em função da simplicidade para manutenção de equipamentos e sistemas resistentes a operações em áreas quentes e úmidas. Possui avançados meios de comunicações, sensores e radares e, pelo fato de poder ser equipado com uma grande quantidade de armamentos e possuir um motor potente (figura 29), pode ser empregado em combate.
Figura 29: Aeronave Leve de Ataque ALX - A9 Super Tucano Fonte: EMBRAER. Disponível em:http://mediamanager.embraer.com.br/portugues/ content/busca/ detalhe_publico.asp?que_ pagina=12& pagina_anterior=categorias
Segundo Lourenção (2003), alcançando velocidades baixas e médias é capaz de sobrepujar os pequenos mono e bimotores que costumam levantar vôo em pistas pequenas e rústicas, quase escondidas entre as árvores e trafegar ilegalmente na região amazônica. Seus aviônicos permitem-lhe executar missões noturnas de vigilância e ataque, além de proporcionar maior segurança nas missões de reconhecimento. Essas aeronaves estão integradas ao sistema de sensoriamento remoto e vigilância aeroembarcada e são acionadas sempre que necessário.
Essas aeronaves com os sensores aeroembarcados nelas instaladas estão sob a responsabilidade do Comando da Aeronáutica.