3.3. Veri Toplama Araçları
3.3.3. Yazılı Anlatım Değerlendirme Formu
Sendo a segunda maior área metropolitana (IBM, 2014), a seguir a São Paulo, o Rio de Janeiro teve uma população estimada em 2014 de 6.453,682 milhões de habitantes numa área territorial de 1.197,463 km² (IBGE, 2014). O seu estudo é relevante, visto que se trata da Smart City modelo do Brasil (Payão, 2015). Sendo esta cidade também distinguida com o prémio de melhor Smart City de 2013, na terceira edição da Smart City Expo World Congress, organizada pela Fira de Barcelona (Smart City Expo, 2015).
A origem do RJ Smart City deve-se sobretudo a acontecimentos de ordem natural, que ocorreram em 2010 colocando os habitantes da cidade em risco. Logo, para prevenir e responder de forma célere neste tipo de emergências efetuou-se uma parceria com a IBM, que desenhou e criou um edifício para permitir a recolha, processamento e análise de dados e supervisão dos eventos a ocorrer na cidade (Matheus e Ribeiro, 2014; Schneider Electric, 2013; Copenhagen Cleantech Cluster,
18 Empresas empreendedoras e baseadas em tecnologias, ainda na fase de desenvolvimento e estudo de
55 2012). Assim, desenvolveu-se o COR, o Centro de Operações Rio (Figura 2.4), apesar de que, inicialmente a sua construção estava prevista para a altura dos Jogos Olímpicos de 2016 (Buscher e Doody, 2013).
Figura 2.4 – Sala do Centro de Operações do Rio de Janeiro Fonte: Perfeitura do Rio de Janeiro (2014)
Após a sua inauguração, na Cidade Nova, no dia 31 de Dezembro de 2010, este centro conta com mais de 400 colaboradores que monitorizam a cidade 24 horas por dia através de imagens captadas em tempo real por 560 câmaras, localizadas em diversos pontos da cidade (Perfeitura do Rio de Janeiro, 2015b). Desde a sua existência têm sido desenvolvidas rotinas operacionais de manutenção e de otimização de recursos para serem obtidas soluções mais eficazes. Por exemplo os camiões de recolha de resíduos urbanos passaram a estar munidos de GPS, de modo que, em situações que seja necessário possam alterar a sua rota (Buscher e Doody, 2013).
Existe também, uma sala de crise, onde é possível efetuar videoconferências com a residência oficial do perfeito e com a sede da Defesa Civil, de forma a serem tomadas resoluções e decisões atempadamente (Perfeitura do Rio de Janeiro, 2015b). Esta sala também é utilizada para proceder à integração da informação proveniente dos diferentes departamentos governamentais e instituições públicas (Roche, Nabian, Kloeckl e Ratti, 2012).
O COR também está presente nas redes sociais, através do Twitter, Facebook e Youtube, contando ainda com um portal que disponibiliza informações tais como: as condições meteorológicas, boletins diários, onde são divulgados os números de ocorrências registadas pela defesa civil e alterações no trânsito, devido a obras ou interdições (Prefeitura do Rio de Janeiro, 2015a).
56 O RJ também disponibiliza dados abertos aos seus cidadãos e se estes assim pretenderem podem obter dados gerais sobre o desenvolvimento social, receitas e despesas, saúde, transportes e mobilidade, educação, impostos e taxas (Perfeitura do Rio de Janeiro, 2015a). Porém, caso pretendam aceder a dados geográficos poderão consultar o portal da SIURB (Sistema Municipal de Informações Urbanas) onde estão incluídas informações sobre ciclovias, estações de metro, escolas municipais, federais ou estaduais e dados relativos ao censo de 2010, por exemplo (Perfeitura do Rio de Janeiro, 2015d).
Na temática de dados abertos, também se encontra o “Rio Apps 450” (lançado pela ocasião da comemoração dos seus 450 anos) tratando-se de um concurso lançado com a finalidade de incentivar os cidadãos a desenvolverem aplicações inovadoras, baseando-se em três principais objetivos: o melhoramento do acesso à informação; incentivo à inovação e tornar o RJ uma cidade mais inteligente Algumas categorias dos aplicativos são por exemplo: o “Rio + Social” para apoiar a qualificação imediata dos serviços de conservação urbana, iluminação pública, limpeza e recolha de resíduos; Habitação e Urbanização para tornar os bairros mais inteligentes e Empreendedorismo, para novas possibilidades de negócios nos mais diversos setores (Perfeitura do Rio de Janeiro, 2015c).
Buscher e Doody (2013) verificam que o RJ se tem tornado num núcleo importante para acolher startups digitais, pretendendo obter, no futuro, uma cidade mais coesa e equitativa com uma economia mais criativa.
Acerca de projetos na área da mobilidade verifica-se que desde 2013, existe uma parceria com a Waze, fornecedora de uma aplicação de navegação onde a informação enviada pelos seus utilizadores é utilizada em mapas que são atualizados em tempo real. Através da mesma procedeu-se à instalação de vinte painéis eletrónicos em zonas com grande afluência de trânsito (Copacabana, Ipanema e Lagoa), com o objetivo de serem disponibilizados dados em tempo real, como o tempo previsto para a deslocação para os bairros principais, o encerramento das vias e acidentes. As localizações dos painéis foram estudadas por uma equipa da prefeitura especializada em big data, o Grupo PENSA (Olhar Digital, 2014). Também neste tema verificam-se custos que as fraudes em transportes públicos acarretam, por este motivo estão a ser efetuados testes para a inclusão da biometria. Deste modo, o cartão dos passageiros apenas será validado após a sua identificação digital (Pereira, 2014).
Na Figura 2.5 é possível ver um exemplo da utilização da aplicação, num evento de grande relevância no Brasil, onde constam as ocorrências que os utilizadores encontraram no trajeto efetuado, permitindo assim a atualização do mapa em tempo real.
57 Figura 2.5 – Exemplo aplicação Waze no Rock in Rio 2013
Fonte: Waze (2013)
Em relação à utilização de tecnologias, em 11 de Junho de 2014 foi lançado o programa “Rio Smart City” onde adesivos inteligentes, colocados em 5 mil estações de autocarro, com o código QR e a tecnologia NFC foram utilizados. As informações dos trajetos dos autocarros e a sua localização em tempo real estão disponibilizadas em português, espanhol e inglês para consulta através da utilização destes adesivos (G1 Rio, 2014).
Na área da participação e com a função de atenuar o digital divide foi criado o programa “Rio Digital 15 Minutos”, com a finalidade de melhorar a integração dos membros da comunidade e serviços públicos prestados em determinado local. Este programa também conta com a rede das Naves do Conhecimento, onde existem cursos tecnológicos para instruir e alfabetizar digitalmente os cidadãos, através do primeiro contacto com a história, conceitos básicos de software, hardware, pesquisas na Internet e utilização dos computadores. As temáticas dos cursos incluem ainda a robótica e web design (Prefeitura do Rio de Janeiro, 2015b).
Em 2014, Prado e Santos abordam no seu trabalho alguns dos principais desafios da cidade do RJ, bem como as possíveis soluções para os mesmos: (i) – O RJ ainda tem comunidades onde não existem infraestruturas de saneamento básico, e algumas das redes de abastecimento de ádua encontram-se em mau estado. De forma a poupar água, podem ser utilizados sensores que controlem as fugas de água, sendo remotamente ligados a centros de monitorização; (ii) – Redução do consumo da energia elétrica através da utilização de sistemas inteligentes de iluminação; (iii) – a mobilidade, que é considerada, pela CNN Money, a terceira pior do mundo, devido à falta de segurança, cultura automóvel e precaridade dos tranasportes públicos (gestão privada), algumas das soluções são os semáforos inteligentes, que utilizando uma rede de sensores sem fios, avalia e determina as ações a tomar consoante a informação de trânsito (fluxos e velocidades); utilizar transportes públicos, ou bicicletas; (iv) – melhorar a segurança e operações policiais através dos SIG, já que possibilita o georreferenciamento de locais complexos e registo das ocorrêcias; (v) – maior
58 amplificação da rede Wi-Fi, em universidades públicas e outras instituições para além da existente na faixa de Copacabana.
Por último, importa saber que o RJ tem um programa estratégico na área da urbanização, com o auxílio das finanças públicas para urbanizar os bairros de favelas até 2020, tendo especial atenção às zonas mais sensíveis e carenciadas, onde exista também um risco acrescido para fenómenos naturais extremos (Buscher e Doody, 2013).