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YAYGIN MESLEK‹ E⁄‹T‹M‹N KAYNAK VE HARCAMA YAPIS

KAYNAK VE HARCAMA YAPIS

MESLEK‹ ÖRGÜN E⁄‹T‹M‹N F‹NANSMAN YAPISI

B. Genel Ortaö¤retim 723 949 972 1.164 1.255 1.620 1.731 1.681 1

IV.3 YAYGIN MESLEK‹ E⁄‹T‹M‹N KAYNAK VE HARCAMA YAPIS

O Território, nas representações sociais dos entrevistados do Ecojovem, é uma porção do espaço, uma área demarcada que ora se apresenta como espaço ocupado: apropriado, ressignificado e reconstruído socialmente; ora como espaço de proteção ambiental, que deixa mais evidente as relações entre sociedade e natureza.

Algumas ideias que relacionam o território a espaço ocupado ou, apropriado por determinado grupo social, chamam atenção para os processos de mudança e a construção de uma consciência em relação ao uso deste espaço, como exemplifica o trecho de entrevista a seguir:

Território é um espaço que a gente ocupa e que a gente molda de acordo com as nossas ideias, nosso ideal, assim. A gente é capaz de mudar qualquer território desde que a gente ocupe de uma forma... Conscientizada, sabe? É um espaço de mudança, eu acho (Renata de Souza Gomes, agricultora e organizadora do Ecojovem, em entrevista realizada em nov. 2010).

Há também a ideia de espaço ocupado que chama a atenção para a posse sobre determinada área:

É uma parte que é dividida e tem um dono específico. Mas no Território da Serra do Brigadeiro, acho que não é um dono especifico, todo mundo tem voz. Pra mim é como se eles dividissem e pegassem as terras pra cada um. Esse é o meu território. Mas na Serra do Brigadeiro, acho que lá não tem um dono específico (Rúbia de Souza Pereira, estudante e organizadora do Ecojovem, em entrevista realizada em nov. 2010).

Sendo espaço de proteção ambiental, o território é considerado um lugar onde há uma relação de respeito e equilíbrio das pessoas com o meio ambiente, uma ideia que muitas vezes se confunde com a de Unidade de Conservação, haja vista a existência do PESB e de vários trabalhos relacionados à preservação e conscientização ambiental que envolvem estes sujeitos, suas comunidades e as organizações de agricultores.

Território seria proteção, ou aproveitar da natureza sem prejudicá-la, viver em bom convívio... Tem várias diversidades de plantas, de animais. Sei que a Serra do Brigadeiro pega alguns municípios... (Gilvane D. de Amorim, agricultor e organizador do Ecojovem, em entrevista realizada em nov. 2010).

Em outros momentos a ideia de espaço de proteção ambiental se mistura ao espaço de identidade, com o qual se criam vínculos simbólicos, o que poderia ser inclusive, um espaço onde a identidade, o sentimento de pertencimento ao lugar está ligado à proximidade e ao convívio com a natureza.

Um lugar que a gente mora. Meu território. Já ouvi falar no Território da Serra do Brigadeiro. Uma área de vegetação. Não sei. Primeira palavra: Parque. Uma área onde é cercada, seja mapeada e tem, sei lá, algum privilégio. Ser diferente do outro. Voltado pra roça (Juscelio Lauriano de Souza, agricultor e participante do Ecojovem, em entrevista realizada em nov. 2010).

Percebemos, portanto, uma tendência em representar o território como espaço demarcado, mas, sobretudo, um espaço onde estão marcadas as relações entre sociedade e natureza, onde

existe consciência sobre as formas de ocupação e uso; uma ideia que se confunde com a de Território da Serra do Brigadeiro que, por sua vez, se ancora na representação de parque, como área de preservação ambiental.

5.2.3 REPRESENTAÇÕES SOCIAIS SOBRE TERRITÓRIO EDUCATIVO

Assim como ocorrido entre os sujeitos da EFA Puris, no Ecojovem, as ideias sobre Território Educativo tomam como base as ideias de Educação do Campo e Território e acabam enfatizando dois principais aspectos: a relação entre sociedade e natureza e o espaço vivido.

O aspecto da relação sociedade-natureza chama a atenção para o Território Educativo como espaço onde existe a preservação ambiental, a utilização sustentável da natureza e a agricultura ecológica; mais uma vez associado à ideia de Território (ou Parque) da Serra do Brigadeiro, como exemplificam os trechos a seguir:

Agroecologia, tirar proveito... (Gilvane D. de Amorim, agricultor e organizador do Ecojovem, em entrevista realizada em nov. 2010).

Território da Serra do Brigadeiro. Ninguém é dono dele, todo mundo vive, onde come um come dois. Um território mais organizado, onde existe educação do campo, conscientização do meio ambiente, preservar o meio ambiente... (Rúbia de Souza Pereira, estudante e organizadora do Ecojovem, em entrevista realizada em nov. 2010).

O Território Educativo é também considerado como espaço vivido, destacando as relações sociais, comunitárias, e os espaços de convivência, como espaços de conhecimentos, aprendizados e de educação, onde se constroem valores como a simplicidade, a vivência em comunidade, o respeito às pessoas e à natureza:

Comunidade. Quando você vive na comunidade, vive a comunidade, você aprende demais, demais mesmo. Eu falo isso com toda certeza do mundo. Porque eu fico mais na casa dos outros do que na minha casa. “Dá” de tarde, eu vou pra casa de um vizinho qualquer, aí a gente começa a contar caso, vai contando caso, desde receita de bolo até o significado da estrela tal que está lá no céu, o significado do eclipse que dá de tanto em tanto tempo... Educação do campo, assim, comunidade, de ver a comunidade, porque é uma sabedoria que impressiona! Um território educativo, seria onde existissem pessoas com essa consciência de que a educação não se limita só ali, que ela vai mais além (Renata de Souza Gomes, agricultora e organizadora do Ecojovem, em entrevista realizada em nov. 2010).

Onde as pessoas respeitam, educam... (Juscelio Lauriano de Souza, agricultor e participante do Ecojovem, em entrevista realizada em nov. 2010).

É uma forma de entendimento que situa o Território Educativo e, em específico, a Educação do Campo como educação não-formal e até mesmo informal, que se realiza para além das esferas institucionais da educação formal, que enfatiza a dimensão educativa das relações sociais do campo e da organização camponesa e que nos chama para a escala local: o território camponês que se espacializa nas comunidades e nos grupos de formação e de organização popular dos agricultores.

6. REPRESENTAÇÕES SOCIAIS SOBRE TERRITÓRIO, EDUCAÇÃO DO CAMPO E

Benzer Belgeler