3.2 Ulusal Genel Çerçevenin Çizilmesi
3.3.2 Yaygın Eğitimde Endüstri 4.0’ın Eğitime Yansımaları
O Ministério da Saúde por meio do Conselho Nacional de Saúde (CNS) aprovou a resolução nº 196, em 10 de outubro de 1996, que orienta quanto às diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Esta resolução incorpora, sob a ótica do indivíduo e das coletividades, os quatro referenciais básicos da bioética: autonomia, não maleficência, beneficência e justiça, entre outros, e visa assegurar os direitos e deveres que dizem respeito à comunidade científica, aos sujeitos da pesquisa e ao Estado (CNS, 1996).
Esta resolução criou a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa – CONEP, que se constitui em “uma instância colegiada, de natureza consultiva, deliberativa,
normativa, educativa, independente, vinculada ao Conselho Nacional de Saúde”, e
que tem por atribuições o exame dos aspectos éticos da pesquisa envolvendo seres humanos, bem como a adequação e atualização das normas, o estímulo à criação de Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs) institucionais; o registro dos CEPs institucionais e de outras instâncias; a aprovação no prazo de 60 dias, e o acompanhamento dos protocolos de pesquisa em áreas temáticas, entre muitas outras funções. Cabe ao Ministério da Saúde adotar as medidas necessárias para o funcionamento pleno da Comissão e de sua Secretaria Executiva.
De acordo com a resolução nº 196 de 1996, a CONEP tem composição multi e transdiciplinar e é composta por treze membros titulares e seus respectivos suplentes, sendo cinco deles personalidades destacadas no campo da ética na pesquisa e na saúde e oito personalidades com destacada atuação nos campos teológico, jurídico e outros, assegurando-se que pelo menos um seja da área de gestão da saúde – indicado pelo Departamento de Ciência e Tecnologia em Saúde do Ministério da Saúde (DECIT).
As instituições nas quais se realizam pesquisas envolvendo seres humanos devem constituir um ou mais de um Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), conforme suas necessidades (CNS, 1996). Na impossibilidade de se constituir CEP, a instituição ou o pesquisador responsável deve submeter o projeto à apreciação do CEP de outra instituição, preferencialmente dentre as indicadas pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP).
O Ministério da Saúde (2004) exige a presença do CEP (Comitê de Ética em Pesquisa) em instituições que desenvolvem pesquisas com seres humanos, mas a organização e criação do comitê é de competência da instituição hospitalar. Por isso, foi interesse deste trabalho, identificar a presença ou ausência dos CEPs nos hospitais participantes da pesquisa.
2.2.2 ENSINO EM SAÚDE
É pertinente conhecer o arcabouço teórico do ensino no setor saúde, para possibilitar a comparação com os discursos apresentados pelos hospitais estudados.
Para ser profissional de saúde é preciso estar legitimado por um processo de habilitação formalizado em regras educacionais (formação) com capacidade de reprodução social. Cada projeto formalizado de habilitação configura um rol de saberes e práticas técnicos, mas também carreia um perfil de atuação sócio-
institucional. Pode-se dizer que a formação habilita trabalhadores (operadores) para determinado ofício em diferentes níveis de operação do trabalho (generalistas, especialistas ou pesquisadores), mas ela não assegura a qualificação permanente para o enfrentamento da inovação tecnológica, superação de paradigmas, novas descobertas ou a multidimensionalidade das necessidades individuais e coletivas de saúde ou a abertura para novos perfis de atuação sócio-institucional. Assim, programas de desenvolvimento profissional são determinantes da manutenção e melhoria da qualidade das ações e serviços de saúde (Pierantoni, França e Varella, 2003) (Dussault, 1992).
Vecina Neto e Terra (1998) atribuem ao ensino voltado aos recursos humanos internos a responsabilidade para superar a ineficiência e a baixa qualidade dos serviços de saúde hoje oferecidos à população.
Cecílio (1999) ressalva que as necessidades em saúde são extremamente
dinâmicas, social e historicamente construídas, não são estruturas fisiopatológicas ou anátomo-clínicas biologicamente determinadas e, portanto, exigem que os serviços de saúde desenvolvam dispositivos também dinâmicos, também extremamente flexíveis, para traduzir e trabalhar as necessidades.
Vecina Neto, Terra (1998), McKinlay e Taylor (1998) afirmam que as organizações de saúde e as pessoas que nelas trabalham precisam desenvolver uma dinâmica de aprendizagem e inovação, cujo primeiro passo deve ser a capacidade crescente de adaptação às mudanças observadas no mundo atual .
Quanto à formação profissional e à capacitação dos trabalhadores em saúde, Teixeira e Paim (1996) referem a identificação de um número significativo de estudos e pesquisas realizados na área de formação de recursos humanos em saúde no Brasil que, prolongando-se dos aspectos relacionados ao processo educacional às práticas educativas, apontam uma crise da formação e do desenvolvimento, decorrente tanto de determinantes externos (interesses
capitalistas médicos-industriais, organização dos serviços de saúde, mercado de trabalho e política de saúde do Estado) como de determinantes internos
(“conservadorismo docente, desarticulação ensino-serviço”).
Zucchi (1998) e Santana (1996) afirmam que, no Brasil, os recursos humanos em saúde são caracterizados por graves insuficiências qualitativas, o que impõe a um número cada vez maior de gestores o envolvimento com tal questão. Essa temática reveste-se de especial importância dada a natureza das organizações de saúde, fortemente dependentes de seus operadores, já que são classificadas como organizações profissionais.
As questões que hoje são objeto de debates e mesmo de intervenções
governamentais relativas à formação e qualificação profissional representam, no entanto, a desarticulação acumulada na implementação de políticas sociais envolvendo o setor educacional e o de prestação de serviços na área da saúde. (Pierantoni, França e Varella, 2003)
As instituições de ensino vêm estimulando modelos conservadores, dependentes de equipamentos e tecnologias altamente especializadas, centrados
essencialmente em procedimentos de apoio diagnóstico e terapêutico (Ferrinho, 2003).
Merhy (1997) declara que um dos maiores problemas dos planos de melhoria do modelo tecnoassistencial em saúde no Brasil é a forma como são gerenciados e se estruturam os processos de formação, que estão voltados a diversos interesses individuais, excluindo-se a saúde pública.
Ceccim e Feuerwerker (2004) declaram que se o papel dos serviços de saúde no processo de transformação das práticas profissionais e das estratégias de organização da atenção à saúde é promover o ensino como um recurso estratégico para a gestão do trabalho e da educação na saúde, não é adequada a organização de cursos ou “pacotes programáticos pontuais”, e sim a organização do processo formativo e a promoção da educação permanente em saúde.
A lógica da educação permanente é descentralizadora, cuja política pública orienta a construção de espaços locais, microrregionais e regionais com “capacidade de desenvolver a educação das equipes de saúde, dos agentes sociais e de parceiros intersetoriais para uma saúde de melhor qualidade”. (Ceccim e Feuerwerker, 2004)
As instituições formadoras, bem como o SUS, têm o papel de coletar, sistematizar, analisar e interpretar constantemente informações da realidade da saúde, organizar o trabalho e as instituições de ensino e de saúde e construir significados e práticas com orientação social, mediante participação ativa dos gestores setoriais, formadores, usuários e estudantes (Ceccim e Feuerwerker, 2004).
A qualificação dos recursos humanos em saúde deveria ser realizada segundo a problematização do processo de trabalho, com o objetivo de alteração das atividades profissionais e da organização do trabalho, considerando essencialmente, as necessidades de saúde da comunidade, da gestão setorial e do controle social em saúde (Haddad, Roschke e Davini, 1994).
Ceccim e Bilibio (2002) afirmam que no processo de formação brasileiro atual, encontra-se o registro sobre a relevância da integração ensino – serviço, praticamente inexistindo a integração ensino – serviço – gestão – controle social e a articulação com a graduação nas profissões da saúde. Além disso, os autores defendem que as experiências de integração entre gestores, formadores, usuários e estudantes são inovadoras, com o objetivo de estreitar a formação dos trabalhadores às reais necessidades do setor saúde.
Campos (2003) acredita que o trabalho das equipes e das organizações de saúde deve apoiar os usuários para que ampliem sua capacidade de pensar-se em um contexto social e cultural, tanto por meio das práticas clínicas quanto pelas de saúde coletiva. O autor defende repensar modelos de atenção que reforcem a educação em saúde, objetivando com isto ampliar a autonomia e a capacidade de intervenção das pessoas sobre suas próprias vidas.
Segundo Ceccim e Feuerwerker (2004), a atualização técnico-científica é apenas um dos aspectos da qualificação das práticas e não seu foco central. A produção de subjetividade, de habilidades técnicas e o adequado conhecimento do SUS compõem a formação desejada para os profissionais da área da saúde. Os autores defendem um plano estratégico que contribua para a transformação e organização dos serviços e dos processos formativos, cujas práticas de saúde e pedagógicas resultariam da articulação entre o sistema de saúde (em diferentes esferas) e as instituições formadoras, colocando em evidência a formação para a área da saúde, focando a interação ente o desenvolvimento individual e institucional, entre serviços e gestão setorial e entre atenção à saúde e controle social.
Vecina Neto e Terra (1998) afirmam que o novo profissional do setor saúde deve dominar uma gama de conhecimentos e habilidades das áreas de saúde e de administração, assim como deve ter uma visão geral do contexto em que essas estão inseridas e um forte compromisso social.
Dentro dessa lógica, deve-se pensar também na necessidade das organizações de saúde (não importando se públicas ou privadas) adaptarem-se a um mercado que vem se tornando mais competitivo e às necessidades de um país em
transformação, onde a noção de cidadania amplia-se dia a dia (Vecina Neto e Terra, 1998).
Nota-se que há várias críticas sobre a situação atual da formação dos recursos humanos em saúde, e algumas ações foram apresentadas, como necessárias para a reformulação do ensino em saúde. É possível comparar tais declarações com o discurso que sustenta as práticas de ensino e pesquisa nos hospitais gerais, de grande porte, associados à ANAHP, no município de São Paulo, instituições participantes do presente trabalho.
3 METODOLOGIA
Este capítulo apresenta a metodologia utilizada para o desenvolvimento do
trabalho, descrevendo a revisão bibliográfica, a pesquisa, as considerações éticas, o universo / a amostra estudados, a seleção dos entrevistados, os instrumentos de investigação, os procedimentos de coleta e a análise dos dados.
3.1 Metodologia de Pesquisa
No cenário acadêmico atual, as pesquisas quantitativas são consideradas de maior precisão, pois seus resultados são alcançados através de fórmulas matemáticas, sendo citadas, por alguns autores, como estudos de “peso”, enquanto que as pesquisas qualitativas são referidas como “leves”, devido à sua alegada falta de confiabilidade (Guba, Lincoln, 1994).
Para Denzin e Lincoln (1994), defensores da pesquisa qualitativa, enquanto os estudos quantitativos focam medidas e análises de relacionamentos casuais entre variáveis, os de natureza qualitativa enfatizam os processos e seus significados. No entanto, as pesquisas qualitativas podem produzir resultados em abundância, divergindo da opinião geral. As informações são coletadas de notas de campo, da transcrição de entrevistas ou grupos focados e de observações do pesquisador. (Pope, Ziebland, Mays, 2000).
Nos estudos organizacionais, pesquisas qualitativas têm sido mais realizadas atualmente, utilizando uma abordagem interpretacionista, com o objetivo de
entendimento e interpretação dos fenômenos. Interpretar implica na consciência de que, durante a geração de conhecimento, existem elementos importantes que devem ser considerados, como: o objeto de estudo, as técnicas de observação, as evidências, o ambiente, o intérprete e todas as relações que lhe sejam inerentes (Leininger, 1992, Malhotra, 1999).
Neste trabalho foi utilizada a metodologia qualitativa. Para o desenvolvimento do referencial teórico, realizou-se um levantamento bibliográfico em literatura
administrativa, sites na internet e publicações relacionadas ao assunto, com o propósito de identificar a base conceitual do ensino e pesquisa em saúde. As palavras-chave utilizadas foram: administração hospitalar; gestão de saúde; conhecimento organizacional; estratégia competitiva; organizações de saúde acadêmicas; ensino e pesquisa em saúde; recursos humanos em saúde; formação em saúde.
A coleta dos dados foi feita por meio de entrevistas com roteiros semi-estruturados, para identificar atitudes e opiniões, produzindo resultados significativos para a pesquisa. Os resultados foram divididos em quatro seções diferentes:
1. Identificação dos entrevistados;
2. Existência de Programa de Ensino e Pesquisa nas Organizações
Estudadas;
3. Resultados das organizações que declararam desenvolver atividades de
ensino e pesquisa: esta seção subdivide-se em:
a. Objetivos das Atividades de Ensino e Pesquisa declarados pelas
Lideranças Corporativas e pelos Responsáveis por essas Atividades;
b. Resultados Alcançados pelas Atividades de Ensino e Pesquisa
Declarados pelas Lideranças Corporativas e pelos Responsáveis por essas Atividades;
c. Resultados Referentes aos Conceitos de Ensino e de Pesquisa
Declarados pelos Representantes dessas Atividades nos Hospitais Estudados;
d. Resultados referentes aos Programas de Ensino e Pesquisa nos
Hospitais Estudados.
4. Resultados da organização que declarou não desenvolver atividades de
3.2 Considerações Éticas
Para ampliar o acesso a informações e proporcionar maior liberdade aos
entrevistados, a pesquisadora assumiu com os responsáveis pelos hospitais que nem as organizações, nem os entrevistados seriam identificados.
3.3 Campo de estudo
A escolha dos hospitais estudados começou com a decisão de focar a pesquisa no mercado brasileiro privado. Posteriormente foi feita a escolha por hospitais gerais e de grande porte, vinculados à Associação Nacional de Hospitais Privados - ANAHP, localizados na cidade de São Paulo, para a viabilização deste estudo. A escolha de organizações gerais e de grande porte ocorreu a partir do interesse inicial da
pesquisadora em estudar dois hospitais específicos que desenvolvem programas de ensino e pesquisa constantemente expostos na mídia, utilizados como
ferramenta de marketing institucional.
“Essa é uma proposta ousada não apenas pelo conceito, pelo investimento e pelo momento do país, mas porque acreditamos que instituições não
universitárias podem ter configuração acadêmica e contribuir
substancialmente para a melhoria da medicina e da ciência brasileiras.”
(Cutait, 2003) – Folha de São Paulo de 17 de dezembro de 2004, Caderno Opinião, p. 4.
“...o banco público de células-tronco está nas mãos do Instituto de Ensino e Pesquisa (IEP), criado há três anos atrás.” (Centofanti, 2004) – Revista Veja São
Paulo de 11 de agosto de 2004, p. 14-20.
Essas duas organizações são hospitais gerais de grande porte. Portanto, decidiu-se adotar os critérios que valorizassem essas características, para as demais
Os dados apresentados no Quadro 3, obtidos junto à ANAHP e ao Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (2004) referem-se ao universo dos
hospitais privados, gerais e de grande porte no Brasil, no Estado de São Paulo, no município de São Paulo e, no âmbito do município de São Paulo, associados à ANAHP.
QUADRO 3 - Universo dos hospitais privados, de grande porte e gerais no Brasil, no Estado de São Paulo, no município de São Paulo e, no âmbito do município de São Paulo, associados à ANAHP.
BRASIL ESTADO DE SÃO PAULO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO E ASSOCIADOS À ANAHP hospitais privados 3434 567 121 11
hospitais privados, gerais e de grande porte
233 74 20 7
Proporção dos hospitais gerais e de grande porte na esfera privada
6,7% 13% 16% 63%
Fonte: CNES / ANAHP – outubro/2004
Segundo dados do Departamento de Informática do SUS – DATASUS (2004), existem no Brasil, 3.434 estabelecimentos assistenciais de saúde com internação e privados, dos quais 567 encontram-se no Estado de São Paulo, 121 no município de São Paulo e 11 no âmbito do município de São Paulo, associados à ANAHP. Dos 3.434 hospitais privados no Brasil, 233 são gerais e de grande porte, dos quais 74 encontram-se no estado de São Paulo, e 20 no município de São Paulo.
Atualmente, a ANAHP tem como associados, 7 hospitais privados, gerais e de grande porte, na cidade de São Paulo.
A proporção dos hospitais gerais e de grande porte na esfera privada aumenta conforme se restringe a localização. No Brasil, apenas 6,7% dos hospitais privados são gerais e de grande porte. Já no Estado de São Paulo, o resultado observado é quase o dobro (13%). No município de São Paulo, a proporção aumenta para 16%.
Critérios de Inclusão
Os hospitais incluídos na pesquisa, além de serem privados, associados à ANAHP e localizados no município de São Paulo, deveriam atender aos requisitos de ser de grande porte e hospitais gerais1. Dos 11 hospitais privados associados à ANAHP, na cidade de São Paulo, 7 são de grande porte e gerais. Dos 4 estabelecimentos excluídos, 3 são especializados e 1 é de médio porte.
O Quadro 4 apresenta a caracterização das 7 instituições estudadas, segundo suas naturezas administrativas, tempo de existência do hospital e número de leitos em operação, com o intuito de identificar as organizações estudadas.
QUADRO 4 – Natureza administrativa, tempo de existência e número de leitos em operação, dos hospitais estudados entre julho e outubro de 2004.
ATRIBUTO/ ORGANIZAÇÃO
NATUREZA ADMINISTRATIVA TEMPO DE EXISTÊNCIA DO HOSPITAL
NÚMERO DE LEITOS EM OPERAÇÃO Org. 1 hospital filantrópico sem fins lucrativos 2 81 anos 220 leitos
Org. 2 hospital filantrópico sem fins lucrativos 33 anos 371 leitos Org. 3 hospital com fins lucrativos 49 anos 250 leitos Org. 4 hospital filantrópico sem fins lucrativos 110 anos 186 leitos Org. 5 hospital com fins lucrativos 98 anos 241 leitos Org. 6 hospital com fins lucrativos 66 anos 220 leitos Org. 7 hospital filantrópico sem fins lucrativos 39 anos 277 leitos Fonte: CNESNet /Os hospitais estudados / ANAHP – outubro/2004
1
De acordo com publicação do Ministério da Saúde (2001), hospital geral é todo aquele que atende as 04 (quatro) especialidades médicas básicas: Clínica Médica, Clínica Círúrgica, Ginecologia-Obstetrícia e Pediatria e hospital especializado é o estabelecimento de saúde destinado a prestar assistência médica em uma ou mais especialidades. A mesma publicação classifica os hospitais quanto ao porte: hospital de pequeno porte –capacidade de até 50 leitos; hospital de médio porte - capacidade de 51 a 150 leitos; hospital de grande porte - capacidade de 151 a 500 leitos e hospital de porte especial –capacidade acima de 500 leitos.
2 Pode-se identificar três tipos principais de organizações hospitalares no Brasil: hospitais públicos, filantrópicos sem fins
lucrativos e hospitais com fins lucrativos (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2001). Esta classificação considera o caráter de propriedade da organização, sendo o primeiro grupo ligado ao poder público de qualquer instância, o segundo ligado a instituições mantenedoras sem fins lucrativos e o terceiro ligado à iniciativa privada e cujos proprietários têm interesse econômico.
Desta estratificação foi possível verificar que, dos sete hospitais filiados à ANAHP, portanto privados, quatro são hospitais filantrópicos sem fins lucrativos (1, 2, 4 e 7) e três têm finalidade lucrativa (3, 5 e 6 ). Quanto ao tempo de existência do hospital, houve grande diversificação: o mais recente (organização 2) tem menos de 1/3 do tempo do mais antigo (organização 4). Os resultados variaram de 33 a 110 anos, sendo três instituições com mais de 80 anos. Isso significa que a ANAHP têm como associados, hospitais gerais de grande porte, situados no município de São Paulo, que diversificam quanto ao tempo de existência.
A variabilidade identificada acima, se repete quanto ao número de leitos dos hospitais estudados. Os dados quanto aos leitos em operação variaram de 186 a 371. A organização 4, que possui a menor quantidade (186), representa menos da metade da organização 2, com o maior número de leitos (371). Mesmo todas instituições estudadas atendendo ao requisito de grande porte, houve grande diversidade quanto ao número de leitos.