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Yayınlanmış Arşiv Defterler

84 İshak Sunguroğlu, Harput Yollarında, c 1, s 189.

Yaş 60 II Ahmed(Emoş) Yaş 48 III Emin Yaş 57 IV Bekir Yaş 55 I.A Osman

III. CUMHURİYET DEVRİNDE SARIYAKUP KÖYÜ 3.1 Nüfus

4. Yayınlanmış Arşiv Defterler

A evolução do fazer jornalístico aliou-se às possibilidades tecnológicas para produzir os mais variados resultados nas relações sociais, principalmente com o advento da Revolução Industrial, que propiciara a velocidade na impressão dos jornais. Já não se encontravam em evidência apenas as informações de cunho político ou religioso, como ocorrera nos séculos anteriores, pois o trabalho do jornalista ganhou força na sociedade e estava sendo aceito como uma referência de fatos reais e verdadeiros que circundavam a vida das pessoas, aproximando-se cada vez mais dos elementos que caracterizam a atividade jornalística: atualidade, periodicidade, universalidade de assuntos e publicidade.

No século XIX, faziam muito sucesso na França os “canards”, jornais populares de

apenas uma página, impressos na parte frontal e que comportavam título, ilustração

e texto. Os “canards” mais procurados, segundo Seguin, eram os que relatavam fait

divers criminais: crianças martirizadas ou violadas, parricídios, cadáveres cortados

em pedaços, queimados, enterrados. Assim como eclipses, cometas, grandes catástrofes, tremores de terra, inundações, desastres de trem, naufrágios. Os vendedores de “canards” saíam às ruas aos gritos, chamando a atenção do público

para suas manchetes e irritando os mais sensíveis: “De manhã à noite, o canardeiro

percorre todas as ruas da capital, gritando com todos os pulmões em sem-número de acontecimentos [...] e tudo com a autorização do senhor chefe de polícia”. Além de

“pato”, o termo “canard” significa também conto absurdo, fato não-verídico,

cambalacho e, posteriormente, folhetim ilustrado.78

Nessa condição, percebe-se que a construção da notícia envolvendo eventos criminosos data de mais de um século. Essa constatação é importante por referenciar historicamente a prática do jornalista e sua fonte mais próxima: a autoridade policial. O envolvimento entre os responsáveis pela publicação do periódico e a autoridade policial seguiam além da notícia,

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78 ANGRIMANI, Danilo. Espreme que sai sangue: um estudo do sensacionalismo na imprensa. São Paulo:

quando da necessidade de autorização policial, à época, para a comercialização das publicações contendo informações acerca dos fatos criminosos narrados.

A norma constitucional é instrumento basilar para compreensão e alcance necessário das condições que aproximam a atividade profissional da notícia do campo jurídico. Nesse mesmo diapasão, encontra-se a produção e difusão de conteúdo informacional da mídia. A notícia não encerra em si mesma a sua condição jurídica única, mas se ramifica e se desdobra em outras condições de notícia na comunicação de massa. Essa natureza constitucional da notícia passa pelo direito à informação – de onde aquela se corporifica como uma condição mais elaborada, sua espécie de caráter técnico e bastante utilizada pelos profissionais de mídia para com o trato dos fatos ocorridos e que ocorrerão na vida dos sujeitos que convivem socialmente.

Percebe-se que o direito à informação é tendente a se aproximar dos conceitos jurídicos indeterminados, pois de aplicação abrangente e que serve a uma gama muito vasta de encaixe que se amolda às várias necessidades da vida cotidiana. A Constituição Federal não limita ou exemplifica que informações serão ajustadas ao termo; do contrário, permite que a sua terminologia se transfira – a depender da ocasião e dos fatos que a compõem –, em garantia constitucional que deve ser concretizada nas situações cotidianas.

Com o propósito de aproximar-se da condição esclarecedora de termos genéricos utilizados pelo legislador brasileiro, Barroso79 preleciona que

A técnica de legislar por via das cláusulas gerais não constitui, a rigor, uma novidade do Direito contemporâneo, embora o seu uso tenha se expandido ao longo da segunda metade do século XX. O recurso a essa forma de enunciação das normas jurídicas não é privativo do direito constitucional, encontrando-se disseminado pelos diferentes ramos jurídicos. A característica essencial das cláusulas gerais é o emprego de linguagem intencionalmente aberta e vaga, de modo a transferir para o intérprete o papel de completar o sentido da norma, à vista dos elementos do caso concreto. [...] Conceitos jurídicos indeterminados são expressões de sentido fluido, destinadas a lidar com situações nas quais o legislador não pôde ou não quis, no relato abstrato do enunciado normativo, especificar de forma detalhada suas hipóteses de incidência ou exaurir o comando a ser dele extraído. Por essa razão, socorre-se ele de locuções como as que constam da Constituição brasileira de 1988, a saber: pluralismo político, desenvolvimento nacional, segurança pública, interesse público, interesse social, relevância e urgência, propriedade produtiva, em meio a muitas outras. Como natural, o emprego dessa técnica abre para o intérprete um espaço considerável – mas não ilimitado ou arbitrário – de valoração subjetiva.

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79 BARROSO, Luís Roberto. Curso de direito constitucional contemporâneo: os conceitos fundamentais e a

Essa observação hermenêutica de Barroso corrobora com a linha argumentativa que fixa a notícia como sendo espécie do gênero informação, e nessa escala a sua aproximação com o campo jurídico tem-se necessária obrigatoriedade, permitindo que se vislumbrem a abrangência legal e jurídica de seu conteúdo midiático. Em seu outro aspecto, a notícia, ao produzir efeitos na vida prática das pessoas, passa a atender, no aspecto do Direito, aos princípios constitucionais que visam a garantir o bem-estar social, o desenvolvimento e o progresso, o que torna seu aspecto acessório também importante para ser analisado no contexto jurídico.

Entre os aspectos jurídicos e profissionais, a notícia cumpre um papel fundamentalmente importante – suas raízes estão fincadas na técnica, mas, sobretudo na vigorosidade dos fatos que se sucedem na sociedade. Ao traduzir o sentimento da narrativa, o efeito noticioso não se encerra naquele instante, mas se desencadeia em vários outros instantes a partir da leitura, da escuta, do entendimento, da memória, da observação e de outros tantos canais que garantem a elasticidade de seu alcance – assim considerando essa (des)territorialização das fronteiras, conquanto ainda avaliando a importância que se propaga no tempo. Fatos noticiados pela mídia ganham notoriedade através da relação cronológica e se renovam através do resgate da memória, mostrando-se vivos – mesmo considerando o distanciamento das circunstâncias e do momento em que estabeleceu o seu registro na comunicação de massa e sua (re)utilização como base informativa.

Ao interferir no mundo jurídico, provocando alterações e, às vezes, desencadeando consequências que lesam o direito alheio, o campo da notícia midiática merece maior atenção. O seu estudo proporciona o entendimento e alcance de seus efeitos sociais, tanto aqueles que promovem o crescimento coletivo quanto os demais que promovem ameaças jurídicas –, e fortalecerá as decisões jurisdicionais no que tange a um julgamento necessário e justo. Tendo clarificada sua condição jurídica, a notícia ganha destaque no mundo jurídico e existência enquanto espécie de informação.

Notória é a interferência da mídia, que altera com frequência a ordem natural das coisas estabelecidas no âmbito coletivo. Na seara econômica, religiosa, política, cultural, trabalhista e até jurídica. Essa capacidade de manifestação de poder exige do corpo profissional um dever de cuidado, tendo não somente o campo ético como norteador das suas ações, mas também a observância dos postulados constantes no ordenamento jurídico.

5.2 DIGNIDADE HUMANA E A PRODUÇÃO DA NOTÍCIA NA FASE DO INQUÉRITO

Benzer Belgeler