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YATIRIM ORTAMI İYİLEŞTİRME ve TANITIM HEDEFLERİ

Scales of Psychological Well-Being foi desenvolvida por Carol Ryff (University of Wisconsin). A versão portuguesa, Escala de Bem-Estar Psicológico, foi adaptada por Novo, Silva e Peralta (1997, cit. in Pais-Ribeiro, 2007).

Este instrumento de avaliação primordialmente foi desenvolvido com o intuito de avaliar a saúde mental com base num critério normativo sustentado segundo Kafka e Kozma (2002, cit. in Fernandes, 2007), num modelo alternativo e mais abrangente do conceito de bem-estar durante a vida adulta e a velhice.

Existem três formas de apresentação da EBEP: a forma original construída por Ryff, composta de 20 itens por subescala, totalizando 120 itens; posteriormente em 1992, Ryff e Essex apresentam uma outra escala composta de 14 itens, ou seja, 84 itens no total e em 1995 surge, a partir de Ryff, a forma reduzida que é composta de 3 itens por subescala sendo o conjunto das escalas composto por 18 itens (Couto, 2005).

A EBEP (18 itens) que é de auto-avaliação e constituída por seis dimensões que correspondem a seis subescalas: Aceitação de Si (AS), Crescimento Pessoal (CP), Objetivos na Vida (OV), Relações Positivas com os Outros (RPO), Domínio do

Meio (DM) e Autonomia (AUT), (Couto, 2005). Estas dimensões identificam respetivamente as seis caraterísticas do bem-estar (Pais-Ribeiro, 2007).

Ryff construiu as seis subescalas da EBEP como medidas independentes e autónomas. No caso de serem aplicadas em conjunto, elas são apresentadas como um inventário único de autoavaliação que apresenta os itens de cada uma das escalas de forma alternada (Couto, 2005).

Ryff (1989 cit. in Rodrigues, 2010, p.30) descreve cada uma das subescalas:

- Aceitação de Si: dimensão que diz respeito à manutenção de atitudes positivas para com o self, a aceitação dos seus múltiplos aspetos, bons e maus e sentimentos positivos acerca da vida passada. É considerado como um dos critérios centrais de saúde mental.

- Relações Positivas com os Outros: definida por relações interpessoais marcadas pelo afeto, confiança, empatia e intimidade. Capacidade de criar amizadas e de se relacionar com os outros.

- Autonomia: dimensão caracterizada pela independência, autodeterminação, regulação interna do comportamento e locus de controlo interno.

- Domínio do Meio: relativa à capacidade para escolher e criar um meio envolvente adequado às condições física e psíquica.

- Objetivos de Vida: respeitante à existência de objetivos que contribuam para direcionar o comportamento e atribuir sentido à vida.

- Crescimento Pessoal: capacidade para abertura à experiência e ao desenvolvimento do potencial próprio

.

A busca de crescimento pessoal, ou ainda capacidade de lidar com os diversos desafios de cada período da vida.

No presente estudo, será utilizada a forma reduzida da EBEP (de 18 itens). Cada um dos itens da EBEP é mensurado numa escala de concordância tipo Likert de 6 pontos (1 - Discordo completamente a 6 - Concordo completamente). O resultado final obtido em cada subescala corresponde ao nível de bem-estar no domínio avaliado (Couto, 2005 e Novo, 2003). A EBEP fornece resultados totais por escala (resultantes da soma das cotações obtidas pelos sujeitos nos respetivos itens) e um resultado total de bem-estar psicológico para o conjunto das escalas (Silva, 2010).

Na tabela 17, é efetuada uma síntese de estudos realizados, utilizando o EBEP de 18 itens (3 itens por escala), as respetivas caraterísticas e valores de consistência interna.

Tabela 17:

Síntese de vários estudos que utilizaram a EBEP de 18 itens respetivas caraterísticas e consistência interna

Estudo Amostra

Idade/

Faixa Etária Subescalas da EBEP (Alpha De Cronbach)

AUT DM CP RPO OV AS Ryff e Keyers (1995) 1108 indivíduos: - 133 jovens - 805 adultos - 160 idosos - Jovens: entre 25 e 29 - Adultos: entre 30 e 64 - Idosos: > 65 0,34 0,49 0,40 0,56 0,33 0,52 Marmot et al. (1998) Keyers et al. (2002) 3032 indivíduos: - 33,2% jovens - 46,0% adultos - 20,8% idosos - Jovens: entre 25 e 29 - Adultos: entre 30 e 59 - Idosos: entre 60 e 74 Variações entre 0,37 e 0,59 Presente Estudo* (2011) 50 indivíduos: - 41 mulheres - 9 homens Idosos ≥ 65 M=78,10; DP=6,47 0,03 0,62 0,55 0,62 0,57 0,64

LEGENDA: AUT: Subescala Autonomia da EBEP; DM: Subescala Domínio do Meio da EBEP; CP: Subescala

Crescimento Pessoal da EBEP; RPO: Subescala Relações Positivas com os Outros da EBEP; OV: Subescala Objectivos de Vida da EBEP; AS: Subescala Aceitação de Si da EBEP. * Valor de Alpha de Cronbach para EBEP Total – 0,85.

FONTE: Adaptado de Fernandes (2007, p.190-192).

Os valores de consistência interna para os diferentes estudos realizados com a EBEP (18 itens) variaram entre 0,33 a 0,59. No presente estudo os valores variam entre 0,55 a 0,64 (excluindo o valor de 0,03 para a subescala AUT).

Na forma de 18 itens, as subescalas apresentam coeficientes de correlação com as escalas originais (20 itens). Novo (2003) refere ainda que a consistência interna apresenta resultados entre 0,74 e 0,86, para as seis subescalas e 0,93 para o conjunto das escalas. Avaliou também a estrutura interna das seis escalas através de intercorrelações entre elas cujos coeficientes, todos significativos (p<0,05) variaram entre 0,28 e 0,74.

No presente estudo, a consistência interna da EBEP Total foi de 0,85. Boa consistência, em consonância com o valor da consistência interna da escala original, que varia entre 0,70 e 0,89 (Novo, 2003).

A subescala AUT (Tabela 17), apresenta no presente estudo o valor de Alpha de Cronbach de 0,03. Observando os valores de consistência interna para a

mesma subescala verifica-se que nos vários estudos referenciados evidenciam valores baixos - variam entre 0,34 e 0,48, embora nenhum tenha apresentado um valor tão reduzido como no presente estudo. Pelo valor baixo de Alpha (0,03) é prudente utilizar os resultados com esta subescala como mero indicador.

Ryff e Keyes (1995, p.721), alertam para:“… the modest alpha coefficients likerly reflect the small number of indicators per scale and the fact that items were chosen to represent the conceptual breadth within each construct”.

Neste estudo, verifica-se que para as restantes subescalas o Alpha de Cronbach varia entre 0,55 e 0,64. Valores similares aos obtidos nos estudos apresentados na tabela 17, sendo por isso valores aceitáveis. Destacando-se o facto de no presente estudo se ter obtido valores superiores para as escalas DM e OV.

De acordo com a tabela 17, o estudo realizado por Ryff e Keys em 1995, onde se utilizou a versão de 18 itens da EBEP, verifica-se que este apresentou coeficientes de Alpha de Cronbach, variando entre 0,33 a 0,56, relacionando-se esta evidência segundo Fernandes (2007), com o facto de se ter utilizado uma versão reduzida dos itens.

Benzer Belgeler