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3.4. YATIRIM FONLARI PERFORMANS ÖLÇÜM YÖNTEMLERİ

4.1.3. Yatırım Fonlarının Performans Değerlendirmeleri

Entre os objetivos corporativos da HP também se encontra o Comprometimento do funcionário, visto como ajudar os funcionários da HP a usufruir do sucesso para o qual contribuem; proporcionar às pessoas oportunidades de emprego baseadas em desempenho; formar com eles um ambiente de trabalho seguro, motivador e inclusivo que valorize suas diversidades e reconheça contribuições individuais; e finalmente ajudá-los a obter um sentimento de satisfação e cumprimento de seu trabalho (SOBRE HP, 2006).

Também se encontra a Capacidade de liderança, que significa “desenvolver líderes em cada nível, que sejam responsáveis por alcançar resultados de negócios e exemplificar nossos valores” (SOBRE HP, 2006).

Portanto, para finalizar as dimensões da orientação para o mercado, questionou-se como a integração entre setores influencia a criatividade em novos produtos da HP.

Segundo o Gerente do Laboratório de Impressoras, existe na empresa uma forte orientação para a integração entre os setores, porém o tamanho da empresa não permite que isso aconteça sempre. “[...] a gente tenta fazer uma integração, mas é claro, que como são unidades de negócios muito grandes e principalmente é uma linha de produtos muito vasta, a especialização é inevitável.”

Já em relação às equipes da unidade, ele afirma que “[...] a gente tenta, dentro da medida do possível, fazer esse balanço e essa troca, a gente tenta promover alguns momentos onde a gente consiga fazer essa troca, nem sempre é possível, mas a gente tenta fazer”.

Essa impossibilidade se deve ao fato de muitas equipes trabalham com equipes de fora e não com as internas. Por outro lado, a grande demanda de trabalho, aliada a prazos curtos de desenvolvimento, também colabora para que essa integração não aconteça sempre.

[...] diria que no papel é muito bacana essa história de integração... mas na prática, no dia-a-dia é uma coisa bem trabalhosa de fazer (a integração entre os setores), e a gente vê algumas pessoas fazendo. Tu orientar toda a empresa para uma horizontalidade é uma coisa um pouco complicada, e em determinados momentos você tem que escolher. Você não consegue ser completamente vertical ou horizontal o tempo todo. Então o que a gente vê isso é eventualmente a HP mudando um pouco ou para o horizontal ou para o vertical dependendo do caso.

Percebe-se que o primeiro entrevistado usa diversas vezes a palavra “tenta”, para mostrar que existe um esforço, mas outros fatores, como tempo, distâncias geográfica, número de funcionários, tamanho da empresa podem se tornar elementos complicadores da integração.

Por outro lado, existe todo um movimento que incentiva a troca de informações, como, por exemplo, workshops de tecnologia, durante os quais pequenos grupos apresentam o que eles estão desenvolvendo para o grande grupo.

[...] hoje estamos com uma equipe de 250 pessoas, é muito comum que o cara que está na sala do lado não saiba o que o colega do outro lado está fazendo. Então a gente traz esse momento, onde um apresenta qual é a linha de produto, a tecnologia em que está trabalhando, e permite essa troca.

Além disso, existe a intranet. Porém, segundo o Gerente do Laboratório de Impressoras, ainda é um espaço que deve evoluir muito, principalmente porque envolve a cultura.

[...] a gente tem trabalhado com algumas coisas de base de conhecimento, a gente vem evoluindo esse conceito, mas nada substitui o contato pessoal. Existe é claro um grande volume de troca pela internet, mesmo assim, esse tipo de navegação, a cultura pra fazer isso é uma coisa um pouco mais complicada.

Com relação a essa cultura, ele afirma que:

[...] não adianta apenas a informação estar disponível, eu posso jogar toda a informação lá, mas o que eu vou fazer com ela? Eu vou pegar uma hora do meu dia para ficar pesquisando? Provavelmente não. Então, precisam ter alguns estímulos que não são apenas a existência da informação, meios que facilitem a entrada e meios que despertem o interesse de chegar nessa informação.

Para entender melhor a relação entre o gigantismo da empresa HP e a integração entre setores, foi novamente questionado, ao Gerente do Laboratório de Impressoras, como essa integração entre os setores influencia a criatividade: “[...] acho que porque daí você olha outras pessoas que estão pensando em coisas diferentes do seu lado, duas cabeças juntas pensam melhor que duas separadas”.

Já na área de pesquisa, essa integração não acontece de forma diferente e também sofre o impacto da empresa ser tão grande. Segundo o Gerente de Programas de Engenharia, na pesquisa, às vezes, ocorrem reuniões no estilo brainstorm, sendo que essa prática é mais comum quando um determinado núcleo está tentando pesquisar algo diferente.“[...] não existe uma regra, acontece quando se precisa: vamos sentar pra discutir isso aqui, pois veio essa encomenda lá de fora. Então a gente senta pra fazer um brainstorm, mas também não é algo corriqueiro.”

Outras vezes são realizadas videoconferências “[...] mas isso é complicado quando é via vídeoconferência, ou via teleconferência, ou seja, com a equipe global tem que acertar o fuso, os horários, o tempo delas, mas com a equipe interna é fácil, rapidamente”. Além disso,

ele salienta o uso constante da intranet e do e-mail. “[...] o e-mail fica aberto o dia inteiro, é mais fácil falar comigo por e-mail do que por telefone”.

Na área do Gerente de Projetos, essa integração se processa de várias maneiras. Ocorrem diversas reuniões entre integrantes de um mesmo projeto, com diferentes formas de reuniões (presenciais, videoconferência), que tanto podem ser internas quanto externas, com os parceiros. Cada área tem pessoas-chave dentro do projeto que conversam com pessoas de outras áreas. “[...] são os Technical Leaders, que conversam para ver como andam as áreas, como uma tecnologia pode ser conectada a outra, ver o andamento dos processos, as tecnologias que cada equipe de projeto está implantando.”

Também realizam-se reuniões semanais onde cada gerente de projeto explica para os demais como está indo o seu projeto. Em relação às demais ferramentas, também são utilizados: e-mail, uma espécie de programa interno de mensagens instantâneas e a intranet.

Dessa forma, os resultados parecem indicar que a integração entre os setores é bem incentivada na empresa analisada, tanto que os entrevistados ressaltam as diversas maneiras com que eles interagem: reuniões, workshops, conferências, teleconferência, videoconferência; e as diversas ferramentas disponíveis, como msn, e-mail, equipamentos para teleconferência, videoconferência, intranet, o que pode sinalizar um investimento da corporação para que a informação seja constantemente disseminada.

A informação gerada na integração entre os setores parece ser o elemento que auxilia o surgimento de diferentes formas de ver um mesmo problema. Assim, os resultados sugerem que na HP o conhecimento interno é utilizado como fonte de valor superior para os consumidores (NARVER; SLATER, 1990; BARNEY, 1991; HUNT; MORGAN, 1995; AYERS; DAHLSTROM; SKINNER, 1997; LUKAS; MAIGNAN, 1998; JONASH; SOMMERLATTE, 2001; DAY; SCHOEMAKER; GUNTHER, 2003; MATTOS; GUIMARÃES, 2004; REIS, 2004). Embora a empresa tenha um porte muito grande, o que poderia dificultar a troca de informações, na HP a própria cultura da empresa incentiva e cria espaços para que essa integração/disseminação de informação aconteça (SLATER; NARVER, 2000; HURLEY; HULT, 1998; MARTINS; TERBLANCE, 2003; MALAVIYA; WADHWA, 2005).

Os resultados também sugerem que na HP tanto as capacidades relevantes específicas estão presentes, quanto as capacidades criativas relevantes parecem ser incentivadas e valorizadas na hora de escolher equipes para realizarem determinada Pesquisa ou Desenvolvimento:

[...] a gente busca trabalhar o enlace desses talentos de pesquisa do país com as estratégias globais de pesquisa da HP. Então são esses dois pólos, geração de produto propriamente dito e a geração de tecnologia de uma forma mais básica ligada às universidades.

[...] Então a gente faz assim, por exemplo, uma impressora laser ela é desenvolvida por centenas de pessoas ao mesmo tempo, então determinados componentes, determinadas funcionalidades dessa impressora são desenvolvidas pelos engenheiros daqui do Brasil de acordo com suas capacidades específicas.

Dessa forma, percebe-se que o fator talento humano impulsiona o caminho que é desenvolvido pela experiência, o que constitui a componente da expertise ou das capacidades relevantes específicas. Já com relação à Motivação, os resultados parecem indicar que na HP ocorre a motivação intrínseca (AMABILE, 1998; 1997).

Benzer Belgeler