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BÖLÜM 1: KAVRAMSAL ÇERÇEVE: BÜTÇE DENGES Đ , TASARRUF

1.2. Tasarruf ve Yatırım Dengesi

1.2.2. Yatırım Dengesi

Há um aceite geral no sentido de reconhecer nas corporações de ofício o berço do sindicalismo.

181 Mozart Victor Russomano menciona que a Lex Julia, editada pelo imperador romano Augusto, no ano de 56 a.C., organizou, em definitivo, o direito de associação entre os romanos (colégio de Roma). esta lei possui, na visão do autor, grande importância para a organização de classes da época, pois conferiu natureza de associações privadas, mas com relevante papel de utilidade pública. Esses colégios participavam da vida pública, inclusive quanto à arrecadação fiscal em favor do Império. Russomano indica que essas associações, que apresentavam caráter eminentemente mutualistas em favor do grupo que as integravam, foram extintas com o fim do Império Romano. Princípios gerais de direito sindical, pp. 5-7.

Se não é tarefa fácil apontar, com segurança, um antecedente claro dos sindicatos, ainda mais difícil é determinar qual o antecedente das referidas corporações.

Cabanellas identifica uma tese em que sustenta que as corporações de ofício foram geradas espontaneamente, uma força, sem dúvida, eficaz para se estabelecer o fim de uma discussão para encontrar o antecedente histórico de uma instituição.

“Habrian nacido por una especie de generación espontánea, sin tener ningún parentesco con el pasado. Serían hijas de la necesidad que obligó a los débiles, para poner algún remedio a los desórdenes y abusos de que eran víctimas, a estrecharse unos con otros, a coaligarse para defenderse: serían un gran movimiento asociador que, influyendo, sucesivamente, en el terreno político y en el terreno económico, hizo nacer, primero, los municípios, y créo así el medio social en el que podrian y debían brotar y vivir las corporaciones”.183

Para alguns, o surgimento das corporações está vinculado aos colégios romanos e às guildas.184Para outros, as corporações de ofício nasceram das atividades decorrentes da vida castelã, ou seja, de regiões surgidas a partir dos castelos que prosperavam, em que as atividades dos trabalhadores livres das terras, no final do século XI, determinou o surgimento das corporações que, em seus primeiros anos se juntaram aos burgos para lutar contra os senhores feudais.185

Catharino ao expor sua opinião sobre esse momento histórico afirma que

“decididamente, a corporação de ofícios, em verdade, passou a ser uma forma lavraria de sindicato patronal, segundo a feliz observação de Paul

Pic. Os mestres já tinham algo de patrões, e os aprendizes criados ou

companheiros, algo de operários. Por isso mesmo pode-se considerar as

183 Guillermo Cabanellas, Derecho sindical y corporativo, p.25.

184 Mozart Victor Russomano, Princípios gerais de direito sindical, p. 11. 185 José Martins Catharino, Tratado elementar de direito sindical, p.18.

associações de companheiros (compagnonnages) como precursoras do sindicato de trabalhadores empregados.186(itálicos no original)

As corporações de ofício foram perdendo identidade, justamente em razão deste nítido conflito de interesses entre os companheiros, aprendizes e mestre. Para proteger o mercado, passaram a criar obstáculos ao título de mestre (mestrança) a seus companheiros, dificultando a manutenção da defesa comum dos interesses nas oficinas.

O golpe de misericórdia nas corporações de ofício se deu com a Lei Le Chapelier, de 1791, ao estabelecer a proibição absoluta de toda a qualquer associação de artesãos, visando pôr fim à agitação das corporações e proteger a produção industrial que surgia com força naquele período.187

Segadas Vianna lembra que as corporações de ofício não seriam facilmente eliminadas, pois, em 1884, a Lei Waldeck-Rousseau permitiu seu aparecimento. Contudo, o esforço do Estado em exterminar essa espécie de representação e uma exagerada valorização do individualismo, causariam prejuízos profundos aos trabalhadores.188

Talvez o estudo sobre as origens remotas do sindicalismo, como conhecido atualmente, seja um clamor histórico justificável. Entretanto, para a presente pesquisa, a identificação histórica só faz sentido à medida que as conclusões futuras tenham relação com o passado, ou seja, busca-se, neste estudo, o reconhecimento da real representatividade da entidade sindical a partir do exercício do direito de ação. Portanto, aprofundar a história para antes da Revolução Industrial poderia significar uma incursão desnecessária o que, para um trabalho científico, torna-se um desperdício.

Assim, considera-se adequada a afirmação de que o fenômeno sindical ganhou importância jurídica e histórica somente a partir da primeira Revolução Industrial.189

186Ibidem, p. 19.

187 O artigo 1º. da Lei Le Chapelier estabelecia : Sendo a eliminação de toda espécie de corporações do mesmo estado social ou profissão uma das bases da Constituição, fica proibido restabelecê-las seja a que título for.

188 José de Segadas Vianna, Direito coletivo do trabalho, p. 28. 189Ibidem, p. 22.

Para o estudo que se apresenta, o essencial não é identificar as origens históricas das corporações de ofício, mas, sim, o seu reflexo no surgimento e desenvolvimento do sindicato, para entendermos, no contexto atual, qual a influência dessa incursão histórica nas conclusões a que se propõe.

Um ponto relevante no desenvolvimento sindical, fator de influência futura nesta pesquisa, é encontrarmos as tendências sindicais.

Neste sentido, importante ressaltar que o sindicalismo no mundo ocidental, pode ser dividido entre o sindicalismo europeu, com forte tendência política, e o norte-americano, com tendência eminentemente econômica, também conhecido como sindicalismo de resultados.190

Tais influências ajudam o leitor a perceber as diferenças de comportamento e os resultados a partir dessas escolhas. O associativismo europeu, mormente na Grã-Bretanha, mostrou-se muito interessado nas decisões políticas, devido aos graves conflitos envolvendo entidades sindicais na busca pela liberdade de trabalho e respeito ao trabalhador.

Enquanto isso, na evolução do sindicalismo norte-americano, verifica-se o envolvimento das entidades de representação dos trabalhadores na econômica, aceitando o capitalismo como uma realidade inevitável, mas buscando a partir dele o crescimento da representação.