BARO HAKEM KURULLARININ ANAYASAL DAYANAĞI I-GENEL GİRİŞ
III- YARGILAMA MAKAMI OLARAK BARO HAKEM KURULLARI
Tendo como objetivo principal a análise dos determinantes da relação receita/custo da FSA, faz-se necessária a especificação de um modelo econométrico que relacione essa variável às variáveis gastos com propaganda, tecnologia, treinamento e uma variável dummy que capte o efeito do programa de incentivo salarial.
Neste sentido, estabeleceu-se uma relação linear entre essas variáveis na forma:
lg(Receita/Custo)t =β0+β1dumt +β2llgtreint +β3lgpropt +β4lgtecnt +εt (1) onde:
¾ A variável dependente do modelo: a relação Receita/Custo foi obtida através do logaritmo natural do faturamento bruto como proporção do custo variável. A variável dependente será representada no modelo pela seguinte notação:
t Custo ceita/ )
lg(Re ;
¾ As variáveis explicativas do modelo:
Gastos com propaganda: é evidente que quanto maior o gasto com propaganda dentro de uma empresa maior deve ser o custo envolvido. No entanto, é de se esperar que o seu faturamento também aumente. Obviamente, o objetivo da empresa é que o faturamento aumente proporcionalmente mais do que o custo. Assim sendo, espera-se que esta variável influencie a relação Receita/Custo da FSA positivamente. Ela é representada no modelo por lgpropt;
Gastos com treinamento: tendo um corpo docente e um quadro técnico- administrativo mais qualificado em função dos gastos com treinamento, espera-se que o produto final (ensino) seja de melhor qualidade. Nesse sentido espera-se que a demanda por este produto aumente o que implica em aumento de receita para a empresa. Naturalmente, a empresa espera que o efeito final seja também um aumento da relação Receita/Custo. Portanto, esta correlação deve ser positiva. Como essa variável é medida em logaritmo, ela é representada no modelo por
t
trein lg ;
Gastos com tecnologia: quanto maior o investimento em tecnologia espera-se que a qualidade do produto (ensino) aumente. Como conseqüência, uma maior demanda pelo produto irá aumentar sua receita. Por outro lado, quanto maior o investimento em tecnologia espera-se que menor seja a redução de custos da empresa. O resultado final esperado é que esta variável influencie positivamente a relação Receita/Custo. Sua representação no modelo é lgtecnt;
Gastos com incentivo salarial: Ela assume valor 0 (zero) antes do período da implantação desse plano de incentivo e 1 (um) após. Espera-se que em função da satisfação de seus funcionários o produto (ensino) ofertado pela FSA tenha melhor qualidade. O resultado final esperado é o aumento da relação Receita/Custo. Essa variável no modelo 1 é representada por dum . t
A Figura 1 mostra as correlações simples entre a série lg(Receita/Custo)te as séries de variáveis explicativas dum , t lgtreint, lgpropt e lgtecnt da Faculdade Santo
Agostinho. Observe que a relação entre lg(Receita/Custo)t e a variável que capta o efeito do plano de incentivo salarial (dum ) é inclinada positivamente embora não significativa. No t entanto, vale salientar que na presença de outras variáveis de controle essa relação poderá se tornar significativa.
A correlação com a variável lgtreinté positiva e significativa. Esse resultado parece em princípio confirmar a hipótese do impacto positivo dessa variável sobre
t Custo ceita/ )
lg(Re . De qualquer maneira, tem-se que levar em consideração o efeito das
outras variáveis para verificar a robustez desse resultado.
Em relação à variável lgpropt, a relação é ligeiramente negativa ao contrário do que se esperava; mas não significativa. Como se verá no capítulo seguinte, quando se considera o efeito das outras variáveis, esse efeito também é não significante.
Por último, a correlação com a variável lgtecnt também é positiva e significativa como era a princípio esperado. Nos resultados estimados do modelo 1 verifica-se que essa correlação também permanece positiva e significativa quando o efeito das demais variáveis explicativas é considerado.
-1 -. 5 0 .5 1 R e ce it a /C u st o -.6 -.4 -.2 0 .2 .4 e( dum | X ) coef = .2457788, (robust) se = .16043579, t = 1.53 -. 5 0 .5 1 R e ce it a /C u st o -1 0 1 2 e( lgtrein | X ) coef = .1337862, (robust) se = .05638149, t = 2.37 -. 5 0 .5 1 Re c e it a /Cu s to -.5 0 .5 e( lgprop | X ) coef = -.16973792, (robust) se = .11625003, t = -1.46 -1 -. 5 0 .5 Re c e it a /Cu s to -1 0 1 2 e( lgtecn | X ) coef = .16167456, (robust) se = .04735327, t = 3.41
Faculdade Santo Agostinho
Relações entre a série Receita/Custo e as séries de variáveis explicativas
FIGURA – 1 – Relações entre a série receita / custo e as séries de variáveis explicativas da Faculdade Santo Agostinho.
Fonte: Construído com base nos dados do Balanço Social da Empresa FSA, obtidos pelo autor através do programa Stata 8.2.
As correlações apresentadas na Figura 1 parecem evidenciar que os dados mostram relações coerentes com a expectativa teórica entre a variável Receita/Custo e cada um de seus determinantes (variáveis explicativas), exceto a variável gastos com propaganda.
Sabe-se que séries financeiras e econômicas, em geral, apresentam períodos de grande volatilidade para em seguida apresentar períodos de “tranqüilidade” ou vice-versa. Esse parece ser o caso da série Receita/Custo. Assim sendo, para estimação do modelo econométrico verificar-se-á se os resíduos do modelo seguem um modelo autoregressivo de heteroscedasticidade condicional (ARCH). Assim sendo, realizou-se um teste de máxima verossimilhança. A tabela 1 mostra os resultados desse teste de máxima verossimilhança para o ARCH.
TABELA – 1 – Teste de Máxima Verossimilhança para o ARCH
Defasagens (p) x2 gl Valor-p
1 11,00 1 0,0009
H0 : sem efeitos ARCH HA : distúrbios ARCH(1)
Fonte: resultados obtidos pelo autor através do programa Stata 8.2.
Observa-se, através do valor-p, a rejeição da hipótese H0, ou seja, que não há
efeitos ARCH. Então, aceita-se a hipótese de um ARCH(1).
Em função desses resultados, estimou-se o modelo supondo que a variância condicional de lg(Receita/Custo)t não é constante e que segue um processo ARCH(1). Fazendo y =t lg(Receita/Custo)t no modelo (1), de acordo com Enders (2004), pode-se verificar que a variância de yt+1 condicionada ao vetor de variáveis exógenas x =(t dum , t
t
trein
l lg , lgpropt, lgtecnt) é igual a:
2 1
1/ ) ( )
(yt+ xt =Et t+
Var ε
onde, E , é o operador esperança condicional ao conjunto de informação em t. t
Além do mais, se supormos que esta variância condicional em t+1 possa ser estimada através da equação:
εˆt2 =α0+α1εˆt2−1+α2εˆt2−2+β3εˆt2−3+...+αqεˆt2−q+ut (2) onde u é um ruído branco, diz-se que t εˆt2 segue um processo autoregressivo de ordem q.
Desse modo, pode-se afirmar que os resíduos da equação (1) seguem um modelo autoregressive conditional heteroskedasticde ordem q (ARCH(q)) (WOOLDRIDGE, 2006). Os parâmetros das equações (1) e (2) são estimados simultaneamente através do método da máxima verossimilhança (PINDYCK & RUBINFELD, 2001).
TABELA – 2 - Resultados estimados do Modelo 1 através de um ARCH(1)
t
Custo
ceita/ )
lg(Re Coeficientes. Desvio padrão z P> z Intervalo de
Confiança ( 95%) t dum 0,445 0,061 7,17 0,000 0,320 0,561 t trein lg 0,079 0,020 4,00 0,000 0,040 0,118 t prop lg - 0,081 0,067 -1,25 0,210 -0,215 0,047 t tecn lg 0,234 0,024 9,72 0,000 0,186 0,281 constante -1,247 0,575 -2,17 0,030 -2,374 -0,119 ARCH (1) α1 1,352 0,486 2,78 0,005 0,399 2,304 constante 0,010 0,007 1,44 0,150 -0,004 0,024
Log. da máximaverossimilhança = 1,56 Número de obs. = 72 Wald χ2(4)= 87,60 Prob > χ2(4)= 0,0000 Fonte: resultados obtidos pelo autor através do programa Stata 8.2.
Estimando (1) e (2) por máxima verossimilhança supondo um ARCH (1), ou seja, fazendo q=1 em (2), obteve-se os resultados apresentados na Tabela 2.
De acordo com esses resultados, exceto para a variável gastos com propaganda, todas as demais variáveis apresentaram sinais esperados e foram estatisticamente significativas. Ou seja, como discutido nos capítulos 2 e 3, eram esperados que o aumento dos gastos com treinamento, tecnologia e o programa de incentivo de salarial elevasse a relação Receita/Custo da FSA.
Em relação aos gastos com propaganda, o impacto positivo ou negativo sobre a relação Receita/Custo é inconclusivo. De fato, a sua contribuição para explicar essa relação foi não significativa. Observa-se que a correlação isolada entre essas variáveis já era verificada, de acordo com o que se apresenta a Figura 1. Assim sendo, a política de propaganda da FSA não alcançou o seu objetivo de aumentar a relação Receita/Custo. Neste sentido, esta política teria que ser melhor analisada no intuito de verificar em que pontos ocorreram falhas.
Em termos de contribuição para o aumento da Receita/Custo, observa-se que o maior impacto em relação às elasticidades foi os gastos com tecnologia. De fato, para cada aumento de 1% dos gastos com tecnologia, a relação estimada da Receita/Custo aumenta
0,234%; enquanto essa mesma relação aumenta apenas em 0,079% quando os gastos com treinamento aumentam em 1%.
O plano de incentivo salarial, captado pela variável dummy, não só apresentou sinal esperado como também foi significativo para explicar a variável receita/custo. Observa- se que a magnitude do seu parâmetro estimado, na ordem de 0,44, influencia razoavelmente a relação Receita/Custo da FSA. Observa-se que antes da implementação do plano de incentivo o impacto estimado era na ordem de -1,25 (valor estimado da constante na Tabela 2).
Por último, a hipótese de um ARCH (1) parece razoável, pois o coeficiente do termo autoregressivo de ordem 1 foi significativo. O teste de Wald aponta que conjuntamente os parâmetros do ARCH (1) são significativos. Além do mais, o termo autoregressivo de ordem 1 apresentou um valor estimado maior do que um o que faz com que os resíduos sejam persistentes e explosivos.
5 CONCLUSÃO
Os resultados estimados do modelo econométrico apontam que os determinantes da relação Receita/Custo da FSA se comportaram de acordo com a teoria discutida no capítulo 2.
De fato, os gastos com tecnologia e treinamento impactaram positivamente a relação Receita/Custo da FSA. O programa de incentivo salarial através de um plano de saúde para os funcionários influenciou positivamente a relação Receita/Custo da FSA. A exceção ocorreu com os gastos em propaganda, que estatisticamente não apresentou nenhuma influência sobre esta última.
Em termos de elasticidade, para cada aumento de 1% dos gastos em tecnologia a relação Receita/Custo da FSA aumenta em 0,234%. Já o gasto com treinamento apresenta um impacto de apenas 0,079%, portanto, bem menor do que o impacto dos gastos com tecnologia.
Este resultado possivelmente pode ser justificado em função dos altos investimentos em tecnologia realizados pela Faculdade Santo Agostinho – FSA na compra de servidores de aplicativos (e-mail, web, sistema acadêmico, antivírus, controle de usuários internos); roteadores; muitos computadores; diversos equipamentos gerais de informática; softwares de gestão administrativa, financeira e contábil; diversos equipamentos para recursos audiovisuais; equipamentos para a operacionalização do ensino à distância – EAD; equipamentos tecnológicos para total suporte dos cursos oferecidos pela instituição. É importante evidenciar o crescimento da FSA nos últimos nove anos, necessitando assim, de investimentos maciços em tecnologia. Por outro lado, os investimentos realizados para treinamento dos funcionários da FSA foram menores do que os de tecnologia.
Em relação a variável gastos com o programa de incentivo salarial, embora não se possa fazer a mesma comparação em termos de elasticidade, verifica-se que sua contribuição na relação Receita/Custo foi bastante razoável quando comparado antes da implementação do programa. Também é importante frisar que a implantação do incentivo salarial na forma de um plano de saúde aconteceu no mês de janeiro do ano de 2006. Esse incentivo foi bastante esperado pelos colaboradores da faculdade, sendo motivo de contentamento e consequentemente, motivo de melhora qualitativa no ambiente de trabalho.
Em relação aos gastos com propaganda, o impacto positivo ou negativo sobre a relação Receita/Custo é inconclusivo. Sua contribuição para explicar essa relação foi não significativa. A correlação isolada entre essa variável e a Receita/Custo já apontava uma relação não significante, de acordo com o que se apresenta na Figura 1. Assim sendo, a política de propaganda da FSA não alcançou o seu objetivo de aumentar a relação Receita/Custo.
É importante dizer que a Faculdade Santo Agostinho – FSA investiu cerca de 60% de sua verba para propaganda na mídia televisiva, ou seja, uma mídia cara em comparação com os outros tipos de mídias existentes. Apesar dos altos investimentos neste tipo de mídia, a instituição não conseguiu aumentar sua relação receita/custo, já que sua contribuição foi não significativa. Ressalta-se que o restante da verba foi destinado para propaganda em outdoor fixo e móvel, impressos, rádio e camisetas de campanha de vestibular e projetos da instituição. Uma análise mais aprofundada deve ser feita para identificar o porquê do não alcance da política de propaganda da empresa.