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4. ARAŞTIRMA SONUÇLARI VE TARTIŞMA

4.2. Barınakların Teknik Özellikleri

4.2.3. Yardımcı Tesisler

Segundo PÓVOAS (1985), em consonância com a promulgação do ERISA (Employee Retirement Income Security Act), a lei americana de 02 de setembro de 1974 sobre a previdência privada, na necessidade de regulação do crescente mercado nacional de previdência privada, no fomento as companhias de capital aberto e na experiência de funcionamento de algumas entidades fechadas ligadas ao setor estatal, efetivou-se a regulamentação com a Lei n 6.435, de 15 de julho de 1977, que dispôs sobre as entidades abertas e fechadas de previdência privada.

Juntamente com essa legislação, o Decreto n 81.240, de 20 de janeiro de 1978, que regulamentou as disposições legais relativas às entidades fechadas, o Decreto n 81.402, de 23 de fevereiro de 1978, que regulamentou os preceitos legais relativas às entidades abertas e as Resoluções do CMN-Conselho Monetário Nacional formaram a base legal do regime de previdência privada no país.

Por esse arcabouço legal, as entidades abertas e fechadas de previdência privada tinham por objeto instituir planos privados de concessão de pecúlios ou de rendas, de benefícios complementares ou assemelhados aos da previdência social, mediante contribuição de seus participantes, dos respectivos empregadores ou de ambos. Foram

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Ainda que consolidado pelo uso corrente, o termo “fundo de pensão” é incorreto, uma vez que se refere ao termo “pension fund”, em que a primeira palavra, por uma tradução literal, tem o significado de “aposentadoria” e não de “pensão”. Como “pensão” é o benefício pago aos sobreviventes do participante (cônjuge, filhos), a melhor interpretação, em inglês, é “survivor’s benefit”.

organizadas em sociedades anônimas, quando tinham fins lucrativos e sociedades civis ou fundações quando sem fins lucrativos.

Em princípio, a previdência aberta e fechada têm o mesmo objetivo e se baseiam em fundos constituídos pela contribuição dos participantes que depois de um determinado tempo, ao se aposentarem, devem ser suficientes para garantir o pagamento de um benefício, geralmente, complementar ao do regime geral da previdência social. O que diferenciava esses dois grandes grupos de previdência privada era a forma como cada um estava constituído.

As EAPP-Entidades Abertas de Previdência Privada estavam organizadas na forma de sociedades anônimas e seguradoras, integrando o Sistema Nacional de Seguros Privados, cujo órgão normativo era o Conselho Nacional de Seguros Privados e tendo por órgão executivo e fiscalizador a SUSEP-Superintendência de Seguros Privados, órgãos circunscritos à área de competência do Ministério da Fazenda. As EAPP eram destinadas a uma clientela de caráter individual, sem quaisquer outras exigências que não a adesão ao plano de benefícios através do aporte regular das contribuições requeridas.

Já as EFPP-Entidades Fechadas de Previdência Privada estavam organizadas na forma de fundações ou sociedades civis, sendo equiparadas às entidades assistenciais e integrando o Sistema Oficial de Previdência Social, cujo órgão normativo era o Conselho de Previdência Complementar e tendo por órgão fiscalizador a SPC-Secretaria de Previdência Complementar, um órgão executivo do Ministério da Previdência e Assistência Social. As EFPP foram, inicialmente, acessíveis aos empregados de uma empresa ou ao grupo de empresas, denominadas patrocinadoras.

Nota-se, que a criação dos montepios e dos seguros privados no Brasil antecedeu a institucionalização da previdência social pelo governo e que a previdência complementar somente se constituiu enquanto sistema organizado a partir do ordenamento jurídico da Lei n 6.435/77.

Como o objeto principal deste trabalho é estudar as entidades fechadas, podemos aqui identificar, nesses vinte e sete anos de existência regulamentada, algumas fases do desenvolvimento da previdência fechada complementar no país.

A primeira fase ocorreu durante a década de 70, época em que se formaram os primeiros fundos de pensão vinculados às empresas estatais e foram promulgadas a Lei 6435/77 e o Decreto 81.240/78.

Na década de 80, sucedeu-se a criação dos fundos de pensão das empresas privadas, principalmente as empresas nacionais e o período de acumulação de recursos,

principalmente no segmento de aplicação de renda fixa por conta do processo inflacionário vivenciado pela economia brasileira.

Durante a primeira metade dos anos 90, o sistema de previdência complementar vivenciou um terceiro período, marcado pelas privatizações das empresas estatais federais, que acabaram contando com a participação decisiva dos recursos financeiros dos fundos de pensão.

Na segunda metade da década de 90, passa a acontecer a migração de planos de

benefícios da modalidade de planos de benefício definido3 para os planos de contribuição

definida, tendo também ocorrido a aprovação da Emenda Constitucional n 20, de 15 de dezembro de 1998, que visou adequar atuarialmente os planos previdenciários das entidades fechadas de previdência privada ligadas às empresas estatais federais e estaduais.

Na presente e atual fase, realizou-se alterações importantes na legislação da previdência complementar, com a aprovação das Leis Complementares ns 108 e 109, em maio de 2001, que focalizaram os planos de benefícios, ao contrário da legislação anterior (Lei n 6.435/77), cujo centro era a entidade fechada de previdência complementar.

Em consonância com a dinâmica do mercado de trabalho, essa legislação

regulamentou novos institutos4, tais como portabilidade, benefício proporcional diferido ou

vesting, auto-patrocínio e resgate da reserva de poupança, além de viabilizar a formação de

planos de benefícios por entidades de caráter profissional, classista ou setorial, os chamados Instituidores.

A seguir, discutiremos a situação atual da previdência complementar no Brasil.

3 O plano de benefício definido proporciona, a partir de definição da fórmula de cálculo expressa no

regulamento, benefícios de aposentadoria e pensão aos participantes. O plano de contribuição definida, por sua vez, estipula, em regulamento, a forma de contribuição da empresa patrocinadora e de seus empregados para o plano, cujos valores que serão contabilizados, junto com o rendimento das aplicações financeiras, numa conta individual de aposentadoria de cada participante.

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Pela Resolução do Conselho de Gestão da Previdência Complementar do Ministério da Previdência Social n° 04/2003, entende-se por portabilidade o instituto que faculta ao participante do plano de benefícios transferir os recursos financeiros correspondente ao seu direito acumulado para outro plano de benefícios de caráter previdenciário operado por entidade de previdência complementar; por vesting o instituto que faculta ao participante, em razão da cessação do vínculo empregatício ou associativo com o patrocinador e ou instituidor antes da aquisição do direito ao benefício pleno, optar por receber, em tempo futuro, o benefício decorrente dessa opção; por auto-patrocínio a faculdade do participante manter o valor de sua contribuição e a do patrocinador dentro do plano de benefícios, no caso de perda parcial ou total da remuneração recebida, para assegurar o direito a percepção dos benefícios; e por resgate da reserva de poupança, o instituto que faculta ao participante o recebimento dos valores acumulados por ele durante a permanência no plano de benefícios do fundo de pensão.

Benzer Belgeler