2.5.9.3.Özelliklerin sıralanması tekniğ
2.6. Yaratıcılığın gerekler
Nesta segunda parte é realizado um tratamento as primeiras e principais traduções da Bíblia, haja vista que o presente trabalho versa sobre trechos de textos extraídos dessas fontes.
A etimologia da palavra bíblia nos diz que esta é originária do grego biblos e do hebraico tanakh. O nome é utilizado por judeus e cristãos para o cânon de seus textos sagrados, diferindo, entretanto, quanto à adoção de livros em cada uma de suas compilações.
Segundo o dicionário Houaiss (2001), em sua acepção de número um e a que aqui melhor se inscreve, o verbete bíblia pode ser descrito como sendo a “compilação
das Sagradas Escrituras (livro sagrado dos cristãos e, parcialmente, dos judeus), que compreende o Antigo e o Novo Testamento”.
Sabe-se que a Bíblia foi um dos primeiros livros a serem compilados na história da humanidade. Suas traduções estiveram vinculadas a impérios, cujas línguas distintas foram dadas de acordo com a importância que desempenhavam em sua época, na qual teve, provavelmente, o original do Antigo Testamento escrito a maior parte em hebraico e, posteriormente, o do Novo Testamento escrito em grego, também passou por algumas traduções que ficaram conhecidas pela história. Segundo Schultz (1995):
Até 1488, quando a primeira Bíblia em hebraico foi impressa, em Soncino, Itália, cada cópia era escrita à mão. Embora tivessem surgido cópias particulares, tanto em pergaminho como em forma de livro (códice), os textos usados nas sinagogas usualmente se restringiam a textos de pergaminho, sendo copiados com extremo cuidado. (SCHULTZ, 1995, p.2)
O material empregado mais freqüentemente no Antigo Testamento foi o pergaminho, preparado à base de pele de animais, uma vez que este apresenta uma maior durabilidade do que o papiro, embora o papiro tenha sido na época mais abundante e comercialmente aceitável. A língua utilizada era o hebraico. De acordo com Schultz (1995):
No início da Era Cristã os escribas judeus mostravam-se profundamente cônscios da necessidade de transmitir com exatidão o texto hebraico. Os especialistas particulares devotados a essa tarefa, em séculos subseqüentes vieram a tornar-se conhecidos como massoretas. (SCHULTZ, 1995, p.2).
Um trabalho importante realizado por eles foi, com o passar do tempo, o de inserir símbolos vocálicos no texto, de modo a tornar menos complicada a leitura. Foi somente no segundo século que passou a ser utilizado o formato de códice. Evidências arqueológicas identificadas após os descobrimentos dos Pergaminhos do Mar Morto confirmam a realização de trabalhos sem grandes alterações pelos massoretas desde o primeiro século a.E.C.
A primeira tradução do Antigo Testamento foi na língua grega e se deu por volta do século 3 a.E.C., sendo nomeada de Septuaginta. Este nome se deu devido a um grupo de aproximadamente setenta tradutores realizarem a referida tradução. Acredita-se que esta tradução começou a circular no Egito nos dias de Filadelfo (285-246 a.E.C.). Segundo Santo Agostinho (1964):
Um dos Ptolomeus, rei do Egito, empenhou-se em conhecer e possuir as Sagradas Letras. Após a morte do admirável colosso Alexandre da
Macedônia, cognominado o Grande, que subjugava toda a Ásia e quase o orbe inteiro, parte pela força e pelas armas e parte pelo terror, conquistando entre outras regiões do Oriente, a Judéia, seus capitães dividiram o reino, não para governarem em paz, e sim para desfazerem-no em guerras. Justamente nesta época principiava no Egito o reinado dos Ptolomeus. O primeiro deles foi o filho de Lago, que levou cativos para o Egito muitos judeus. Ptolomeu Filadelfo, sucessor dele deu-lhes a liberdade e permitiu-lhes voltarem para sua terra. E, o que é mais, enviou presentes para o templo de Deus e pediu ao então pontífice Eleazar que lhe mandasse as Escrituras, pois sem dúvida ouvira, nas asas da fama, serem divinas e desejava, por isso, dar-lhes lugar de destaque em sua famosa biblioteca. O sumo sacerdote envio-lhas em hebraico e o rei pediu tradutores para traduzi- las. Enviaram-se-lhe setenta e dois homens, seis de cada tribo, muito versados na língua hebraica e na grega. O costume logrou chamar a essa versão dos Setenta. (AGOSTINHO, 1964, p.118 – 119)
Foi uma versão utilizada pelos judeus que falavam grego na época do domínio desse império em Jerusalém, e adotada posteriormente, pela igreja cristã. Devido ao uso pelos cristãos, os judeus acreditavam que essa versão seria afetada pelos seus pensamentos e foi a partir daí que os judeus aderiram ao texto na sua versão original. Devido a isso, a igreja cristã tornou-se a guardadora da versão em grego da qual seria utilizada por longos séculos nos cultos cristãos. Quando o latim tomou o lugar do grego como língua comum e oficial do mundo mediterrâneo, tornou-se necessária uma nova tradução. Segundo Schultz (1995):
Embora uma versão Velha Latina da Septuaginta tenha circulado antes na África, foi através dos esforços eruditos de Jerônimo que apareceu uma tradução latina do Antigo Testamento hebraico, já perto do fim do século IV d.C. Durante o milênio seguinte, essa versão, mais conhecida pelo nome de Vulgata, com a adição dos apócrifos, que haviam sido rejeitados por Jerônimo, continua sendo a tradução oficial da Igreja Católica Romana. (SCHULTZ, 1995, p.3).
Santo Agostinho (1964) faz referência à Bíblia e suas traduções e critica o cômputo dos anos nos códices judeus e cristãos:
E é que não se alhanam a negar fé aos códices pela Igreja recebidos como mais autênticos e acham mais fácil estejam errados os dos judeus que esses. Não admitem fora mais fácil se introduzisse neles algum erro dos interpretes que naquela língua a falsidade, língua original de que a Escritura, passando pelo grego, foi traduzida para a nossa [o latim]. Não é crível, acrescentam que os Setenta, que interpretaram simultaneamente no mesmo sentido, se equivocaram ou quiseram mentir em coisas que não os interessavam. E afirmam haverem os judeus, invejosos de nós, porque a Lei e os Profetas nos chegaram através desta tradução, variado seus códices, para menos cabarem a autoridade dos nossos. (AGOSTINHO, 1964, p.306, 2.v.)
Com o início do período da Renascença e o interesse pelo estudo bíblico e pelos idiomas originais do Antigo Testamento, iniciaram-se várias traduções em alemão, francês, italiano e inglês. Entretanto, nenhuma dessas traduções pode ser comparada a de Martinho Lutero para o alemão que data de 1522. Ademais, com o advento da imprensa por Guttemberg foi propiciada uma grande circulação das Sagradas Escrituras. A Lei de Moisés e as Haftarot é a primeira tradução completa da Torá (cinco livros da Lei de Moisés) para a língua portuguesa. Esta tradução foi efetuada pelo Rabino Meir Matzliah Melamed e a primeira edição foi lançada em 1962 em São Paulo23. A versão
Revista e Corrigida da tradução da Bíblia de João Ferreira de Almeida surgiu em 1898
como resultado da compilação de duas versões anteriores em português: Revista e Correcta (1873) e Revista (1894). No Brasil, sua primeira publicação remonta aos anos quarenta, pela Imprensa Bíblica Brasileira, ligada à Convenção Batista Brasileira, sendo a primeira Bíblia em português totalmente editada no país. Antes da II Guerra Mundial, o livro que era produzido na Europa ou Estados Unidos e importado passou por uma nova revisão pela Sociedade Bíblica do Brasil em 1995, conhecida como "Edição de 1995".
O que fica evidenciado por meio das diversas traduções é o crescimento e procura das Sagradas Escrituras para a leitura, lembrando que não havia leitura realizada por toda a comunidade religiosa, até o fim da Idade Média, mas apenas pelos altos sacerdotes da Igreja Católica. Todavia, o livro sagrado dos hebreus, diferentemente dos cristãos, sempre foi aberto à leitura e não restrito somente ao sacerdote.
Podemos concluir que são consideradas duas as principais traduções para a Bíblia, a primeira tradução realizada do hebraico para o grego, que ficou conhecida como Septuaginta e, posteriormente, a tradução para o latim, também conhecida como Vulgata. Além disso, considera-se de grande importância a tradução de Martinho Lutero para o alemão.