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Belgede FRENK ÜZÜMÜ (sayfa 22-40)

2.17.1.Componentes Básicos da Doutrina Marxista

Em sua crítica, o autor argumenta que há dois aspectos na economia, o aspecto científico e o aspecto doutrinário, sendo que a ciência econômica é ciência, o que dá a explicação da vida econômica, seus eventos e fenômenos econômicos, e a ligação desses eventos e fenômenos com as causas gerais e os fatores que nela governam. A doutrina econômica, para o autor, é uma expressão da maneira como uma sociedade prefere seguir em sua vida econômica, como forma de solução de seus problemas práticos209.

A linha de demarcação entre a ciência e a doutrina é a ideologia de justiça social, na opinião de Assadr, e ainda advoga que se deve buscar o equilíbrio de ideias e conceitos relacionados à sua ideia de justiça.

Para sua análise, o autor irá fazer uma divisão, na qual ele classifica a economia marxista como materialismo histórico (ciência marxista) e o socialismo e comunismo (crença marxista)210. Em sua visão, o Materialismo Histórico211 é a ciência do marxismo

que dá a explicação econômica da toda a história à luz da força produtiva.

Para o autor, se o materialismo histórico não cumprir a sua função científica e, em

209 “A ciência econômica é: a ciência que trata da exposição da vida econômica, seus eventos,

sinais externos e a conexão de ambos com as razões e fatores gerais que os controlam. Esta ciência surgiu recentemente, de fato, para tomarmos o sentido exato da palavra, ela apenas entrou em uso no início da era capitalista, por volta de quatro séculos atrás, muito embora suas raízes estejam nos tempos antigos. Toda civilização participou do pensamento econômico tanto quanto possível. Contudo, a primeira inferência científica exata na história da economia é reconhecida em séculos recentes. A doutrina econômica da sociedade é uma expressão do rumo que esta prefere seguir em sua vida econômica na resolução de seus problemas práticos. Com base nisso, não nos é possível imaginar uma sociedade sem uma doutrina econômica, pois toda sociedade que pratica a produção e distribuição da riqueza há de ter um método, o qual estuda de acordo com a organização das atividades econômicas, e é este método que determina sua posição doutrinária com respeito à vida econômica”. (ASSADR, 2012, p.20)

210 “[...] começaremos nossa pesquisa sobre o marxismo com o materialismo histórico, em seguida

nos dedicaremos à doutrina do marxismo, que se apoia nele; em outras palavras, estudaremos primeiramente, a teoria econômica marxista e a teoria marxista da história, e em seguida, a doutrina econômica do marxismo”. (ASSADR, 2012, p.48)

211 “O materialismo histórico é uma metodologia especifica de interpretação da história. Em sua

interpretação tende a (aceitar) um fator único. Essa tendência no materialismo histórico não é exclusiva, pois há um grande número de escritores e pensadores que estão inclinados à interpretação da história como a chave mágica que abre os segredos e desempenha o papel principal no processo histórico. Eles interpretam as demais influências como sendo secundárias, e seguem o que consideram o principal fator em sua existência, desenvolvimentos, transformações e sequências”. (ASSADR, 2012, p.49)

sua análise, for provado que não explica as leis das sociedades humanas, toda estrutura do credo marxista entrará em colapso, já que a fundação do credo marxista repousa sobre o materialismo histórico.

2.17.2 O Materialismo Histórico como Fator Único

Segundo Assadr, o Materialismo Histórico é a interpretação da história em termos de fator único, de acordo com a teoria a formação econômica que determina as manifestações sociais, políticas, religiosas, e ideológicas. Quanto à formação econômica212, tem sua causa nas forças produtivas213 e nos meios de produção214.

Para o autor, não há um fator único que move a história da humanidade. Não se pode, segundo sua crença, ter um fator único como economia, raça, geografia, para se interpretar o movimento da história.

Há certo incômodo por parte de Assadr sobre a questão do conflito entre forças de produção de propriedade e o conflito de classes. Também buscará debater que os fênomenos históricos, sendo parte de uma totalidade dos fênomenos naturais, estão sujeitos às leis que governam o universo inteiro. A lei da causalidade seria uma destas que, segundo o autor, qualquer discurso da história que não admita a aplicação desse princípio da lei da causalidade em seu campo seria sem sentido.

Assadr afirma que, para cada ocorrência social e histórica, muitos fatores, incluindo social, política, econômica, cultural e psicológica, também estão operando. Portanto, a interpretação da história em termos de fator único não pode resistir ao teste da

212 “[...] o marxismo crê que é a formação econômica que determina a estrutura social, política,

religiosa, ideológica e as demais manifestações da existência social. Quanto à formação econômica, também, que há uma causa como há para todas as coisas materiais e que a principal coisa da mudança social coletiva e subsequentemente para todos os movimentos históricos na vida humana é modo (que se apresentam) as forças produtivas e os meios de produção”. (ASSADR, 2012, p.50)

213 “As forças produtivas geraram o movimento histórico de acordo com as mudanças e com o

que surgia com as mesmas; e explica isto dizendo que as forças produtivas continuam se desenvolvendo e se ampliando constantemente como temos visto. E que para cada estágio definido de desenvolvimento dessas forças produtivas e meios de produção, e os produtos que dependem de ferramentas simples de pedra se diferenciam dos que dependem do arco e flecha e de outras armas semelhantes de caça; e os produtos de caça se diferenciam daqueles do pastor, do rebanho ou do agricultor”. (ASSADR, 2012, p.51)

214 “Os meios de produção são as ferramentas que o homem emprega para a produção daquilo que

necessita, pois o homem está obrigado a lutar com a natureza para sua existência e esta luta exige força psíquica e determinados tipo de instrumentos que o homem emprega no manejo da natureza para fazê-la produtiva para o seu benefício”. (ASSADR, 2012, p.51)

razão e da ciência em sua visão.

2.17.3 O Materialismo Histórico à Luz da Filosofia

Para o autor, o marxismo considera necessários os meios de produção para interpretar a história e, de acordo com isso, o materialismo é necessário para se interpretar a existência do homem em geral. Já a história é apenas uma parte desta existência215.

Assadr não concorda com o marxismo. Argumenta que o materialismo, na sua concepção filosófica, significa que a matéria, com suas múltiplas manifestações, é a única realidade que inclui todos os fenômenos da natureza dentro dela. Uma visão tão filosófica não faz diferença se o homem é considerado como sendo o produto das condições materiais e as forças de produção ou as condições de produção e suas forças são o produto do homem. Em outras palavras, o materialismo histórico e o materialismo filosófico são duas teorias independentes. O autor também não concorda com o marxismo na aplicação de método dialético216 na investigação da história. Assadr observa que os resultados a que

se chega são contrários à lei da dialética217.

Segundo Assadr, o marxismo é de opinião, com base na lei da dialética, que a contradição de classe é a única causa principal dos conflitos internos na sociedade e todas as outras contradições apenas surgem a partir dela. Mas, ao mesmo tempo, estabelece que

215 “A filosofia do materialismo marxista crê que a característica distintiva da nova filosofia do

materialismo é a sua interpretação material da história, uma vez que sem isso não é possível dar uma correta interpretação da história que se conforme inteiramente à filosofia do materialismo e que coincida com a concepção material da vida em todos seus procedimentos. Desde que a interpretação material é verdadeira – na opinião do marxismo – no caso da existência em geral, será verdade no caso da história também) já que a história é apenas uma parte da existência.” (ASSADR, 2012, p.57)

216 “Leis da dialética são as leis que interpretam todo o desenvolvimento e que o convenciona em

termos de conflito entre os opostos no conteúdo interno das coisas, pois tudo carrega dentro de si um germe oposto que se empenha na luta com seu contrário e desenvolve-se em conformidade com as condições da contenda”. (ASSADR, 2012, p.60)

217 “[...] em sua capacidade dialética afirmou que crescimento e desenvolvimento surgem de

contradições internas e que a contradição interna é suficiente para explicar todo o fenômeno natural sem a necessidade de qualquer outra força ou causa externa, enquanto que por outro lado reconheceu as relações de causa e seu interior. Essa vacilação também se reflete em sua análise histórica, pois, quando insiste sobre a existência de contradições enraizadas no âmago de todo fenômeno social como suficiente para seu surgimento e movimento e, por outro lado, reconhece que o imenso edifício social, em sua integridade e modo particular, se encontra sobre uma fundação, e que as forças produtivas, as formas ideais, econômicas, políticas, etc. são apenas superestruturas deste edifício e reflexos em outra forma do modo de produção sobre o qual este está erigido”. (ASSADR, 2012, p.61)

a “caravana da humanidade” esteja viajando inevitavelmente em direção a uma única classe. O autor pergunta, como pode explicar o marxismo o movimento dialético em uma sociedade de classes, desde que a contradição de classe tenha encontrado seu fim inevitável218 e desde que o movimento dialético não pode surgir, exceto com base em

contradição?

Assadr observa que existem três tipos de argumentos apresentados pelo marxismo em favor do materialismo histórico. Estes incluem argumento filosófico, argumento psicológico e argumento científico.

Segundo o autor, o argumento filosófico é baseado no princípio de causa e efeito. Neste princípio, nada ocorre por acaso e que, para cada ocorrência há uma causa. Para o autor o marxismo é de opinião que as idéias e opiniões não podem ser consideradas como a causa básica por trás dos acontecimentos históricos e sociais porque essas idéias também estão sujeitas a causas particulares e da sua vinda à existência. Portanto, é necessário interpretar a história em termos de meios de producão. Por isso o marxismo critica a filosofia idealista. Assadr (p.72) cita Plekhanov:

“Hegel viu-se caído no mesmo círculo vicioso em que os sociólogos e historiadores franceses haviam caído, pois explicavam as formas sociais pela condição existente das ideias; a condição existente das ideias pelas formas sociais...e o problema permanece sem solução até que a ciência se liberta desse círculo vicioso “b” sendo causa de “a” que ao mesmo tempo especifique “a” como causa de “b”.(A Filosofia da História)

De acordo com Assadr, o marxismo explica a história das forças de produção e sua evolução em termos de meios de produção. Sua teoria argumenta que as forças de produção são as forças que mudam a sociedade e, posteriormente, a sociedade muda o

218 “[...] a contradição de classes que reflete as contradições dos meios de produção e as relações

de propriedade é a única e essencial causa dos conflitos internos na sociedade e que todas as outras contradições apenas derivam dela, ao mesmo tempo estabelece que a “caravana da humanidade” viaja inevitavelmente na estrada da obliteração das classes sócias para sempre e que isto ocorrerá quando os sinos da vitória soarão para o proletariado e a sociedade sem classes terá nascido e a humanidade adentrará o estágio do socialismo e do comunismo. Quando as classes e as suas contradições tiverem desaparecido da sociedade, então naquele estágio a maré do processo revolucionário terá chegado ao fim, a chama do eterno e dinâmico movimento terá sido extinta e o milagre que retirará o encargo das leis dialéticas terá ocorrido. Ou, então de que outra maneira o marxismo explica o movimento na sociedade sem classes, já que as contradições classistas encontraram seu inevitável fim e desde que o movimento dialético não pode surgir exceto com base na contradição?”(ASSADR, 2012, p.65)

todo para entrar em conformidade219. Isso pode explicar por que as forças de produção,

no curso da interação do homem com a natureza, dão à mente do homem ideias reflexivas e conhecimento. Através destas idéias e conhecimento, o homem faz invenções de novos meios de produção e assim o desenvolvimento e renovações das forças produtivas acontecem.

O desenvolvimento das forças de produção é realizado em correspondência com o desenvolvimento reflexivo e científico e o desenvolvimento reflexivo e científico é formado por essas forças de produção durante o decurso da sua experimentação. Deste modo, afirma Assadr, segue um curso circular na explicação das forças de produção e desenvolvimento científico.

O autor argumenta que se tal curso circular é possivel do lado filosófico, então também é possivel dizer que a formação social resulta de experimentos sociais que os homens conduzem durante o curso de sua interação com outros indivíduos. Isso ocorre da mesma forma como o homem realizou experimentos com a natureza das forças produtivas, durante o curso de suas operações produtivas.

As ideias práticas da sociedade desenvolvidas sob o abrigo desses experimentos sociais, assim como a mente do homem que se desenvolveu durante o curso de sua experimentação com a natureza, são o resultado de experiências sociais que dão origem a novas experiências, consequentemente, levam ao desenvolvimento da totalidade da sociedade. Desta forma, Assadr fornece a possibilidade de uma explicação alternativa da história220: o autor se refere à justificação dessa possibilidade pela lei de causa e efeito

219 “Assim sendo, a interpretação da história não pode livrar-se do círculo vicioso no campo da

investigação, a menos que aponte os meios de produção como a causa principal. Isso é o que é denominado de argumento filosófico e foi nosso vivo desejo apresenta-lo da melhor maneira possível.[...] Com o intuito de preparar o caminho para a resposta à questão adotamos um ponto ligado aos meios de produção que o marxismo diz ser a verdadeira causa da história e esse ponto é que: os meios não são inertes ou estáticos, mas por seu turno também mudam e se desenvolvem com a passagem do tempo,da mesma maneira que as ideias e pontos de vista do homem como também as formas da sociedade mudam com o tempo. Consequentemente, um meio de produção morre e outro nasce. Assim podemos perguntar sobre a causa mais profunda que produz o desenvolvimento dos meios de produção e que se mantém fora da visão, oculta ao curso da história; como também perguntamos sobre os fatores e causas que seguem na direção da criação das ideias e das formas sociais”.(ASSADR, 2012, p.73)

220 “Com tal base não há nada que impeça que o marxismo explique a formação social por

intermédio dos pontos de vista práticos e que em seguida explique as mudanças e o desenvolvimento dos mesmos por meio da experiência social, como exemplificado nas formações econômicas, políticas etc... visto que tal explicação alternativa se assemelha inteiramente à explicação marxista de que cada fase histórica da força de produção e da mente científica se torna igual à outra fase pouco a pouco”. (ASSADR, 2012, p.76)

em que o marxismo acredita.

De acordo com Assadr, o argumento psicológico proposto pelo marxismo e a ascensão do pensamento na vida da humanidade resultam de fenômenos e formas de uma sociedade específica. Pensamentos aparecem na história como um resultado de fenômenos sociais na vida da humanidade. Isso significa que os fenômenos sociais são anteriores ao pensamento. Consequentemente, não é possível explicar qualquer fenômeno social na sua primeira formação por fatores ideais. Em apoio a este argumento, o marxismo tem a ajuda da linguagem221.

Em outras palavras, pensamentos não podem surgir sem linguagem e a linguagem é nada além de um fenômeno social. O autor ainda contesta este argumento e afirma que o pensamento tem sua existência independente de comunicar suas idéias aos outros. Para o autor, o homem é um ser pensante, sem linguagem. Não é a linguagem que, ao entrar em sua vida, fez dele um ser pensante222.

Assadr procura destacar sua visão de que a linguagem aparece na vida do homem e não em outros seres, porque só o homem é capaz de pensar e refletir e só é possível para ele perceber e mudar a realidade existente223. Se a linguagem é assumida como sendo o

resultado de forças produtivas, então essa linguagem deveria passar por uma mudança com a mudança nas forças produtivas224.

221 “Isso torna evidente a ênfase marxista no fato de que os pensamentos nasceram com a

linguagem e a linguagem nada mais é do que um fenômeno social. Stalin diz: “ Diz-se que as ideias vêm à mente dos homens antes deles se expressarem com a fala e que as ideias são originadas sem o meio da linguagem, isto é, sem a estrutura da linguagem ou em outras palavras elas estão estocadas na mente. Porém isso é um completo equívoco. Quaisquer que sejam os pensamentos, passam a existir somente com base no meio de linguagem, ou seja, com base nas palavras e sentenças linguísticas, e não existem pensamentos isentos de palavras ou livres de meios de linguagem ou de seu revestimento material natural que é a linguagem, pois a linguagem é a realidade direta da ideia, assim não é possível falar uma ideia sem a linguagem para ninguém exceto para os idealistas”. (ASSADR, 2012, p.77)

222 “Assim, Stalin correlaciona palavras a pensamentos por consequência de que não é possível

expressar um pensamento sem os meios de linguagem”. (ASSADR, 2012, p.77)

223 “Foi porque o homem se tornou capaz de pensar, refletir, que foi possível que ele, e ele

somente, transcendesse os limites da percepção e mudasse a realidade existente que apreende, e consequentemente alterasse as próprias percepções, em correspondência com a realidade tangível. Isto não foi possível para nenhum outro animal possuindo a faculdade do pensamento, posto que não é capaz de compreender nada ou pensar sobre nada, exceto a realidade tangível em suas formas específicas., de modo que não é possível para ele alterar a realidade existente para uma outra coisa.

224 “Portanto, é o pensamento que reserva ao homem o poder de mudar a realidade tangível num

modo possível. E desde que a operação de mudança da realidade existente exige em várias ocasiões uma numerosa e variada sorte de esforços, a efetuação disto assume a marca coletiva, vários indivíduos se unindo neste empenho de acordo com a natureza do mesmo e de acordo com

Para Assadr, a linguagem mantém o seu próprio ritmo de desenvolvimento e mudança que está nos pensamentos e necessidades dos seres humanos em vez de nas forças produtivas. Desta forma, o autor refuta o argumento psicológico do marxismo, segundo o qual, o pensamento não pode ser a causa de qualquer fenômeno social.

Voltando-se para a questão da argumentação científica, Assadr vê no marxismo uma explicação dos fenômenos históricos e sociais em termos de materialismo dialético, mas parece não considerar isso como uma explicação científica da história225.

O autor argumenta que qualquer explicação hipotética atinge o grau científico somente quando a evidência científica é capaz de estabelecê-la como a única explicação possível dos fenômenos e negar as possibilidades de outras explicações. E, para Assadr, tal explicação é possível no campo das ciências físicas e não no das ciências sociais226.

Para o autor, quando “um investigador da história obtém a totalidade dos fenômenos e das ocorrências históricas, ele não possui diante dele a direção das possibilidades que o investigador dos fenômenos físicos possui”. O autor aborda as possibilidades que estão diante dele a respeito do átomo, seu núcleo, suas cargas elétricas, seus raios, Assadr acredita que o físico pode submeter o material em que está trabalhando a vários experimentos, tirando ou acondicionando a ele qualquer coisa do jeito que desejar (ASSADR, 2012,p. 86).

Assadr conclui que não é possivel aceitar o fator econômico como uma causa inevitável por trás de todos os eventos históricos e sociais como outros fatores, como social, religioso, politico e ideológico. Fatores psicológicos, ateístas, também possuem a

a extensão dos esforços requeridos para sua efetuação. Assim, a relação social se verificou entre os homens. Não é possível encontrar a existência de relações dessa natureza entre os animais de outras espécies visto que outros animais não são seres pensantes, não são capazes de realizar operações para criar mudanças positivas na realidade tangível, e assim, consequentemente, não surgem entre eles relações coisas dessa natureza”. (ASSADR, 2012, p.82)

225 “[...] é o caso da explicação marxista da história (o materialismo histórico, o fato de não

podermos considerá-la uma explicação adequada da história emerge de sua condição de história e de atingir o grau de teoria cientifica ou o grau certeza científica e confiabilidade, pela obtenção de evidência científica que repudie todas as demais hipóteses. Tomemos, por meio da ilustração, a explicação do materialismo histórico a respeito do estado. [...] Essa explicação marxista do estado ou do governo não pode adquirir valor científico seguro exceto se houver alguém que possa

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