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3. YAPAY SİNİR AĞLARI

3.6 Yapay Sinir Ağlarının Yapısı

A globalização, juntamente com as tecnologias de informação, é um agente catalisador no processo de formação do paradigma pós-fordista. Há uma relação de

causa-efeito mútua entre o processo de internacionalização das economias e mudanças sociais, como veremos adiante.

A análise de fatores macroeconômicos ajuda a entender as mudanças que ocorrem em uma sociedade, o porquê do desenvolvimento de certas formas de gestão de negócios e qual a correlação entre os dois: quanto as oscilações de aspectos sociais podem influenciar nas formas de gestão.

Um dos importantes impulsos que estimulou o aprofundamento dos estudos da macroeconomia moderna foi “a cuidadosa identificação do ciclo de negócios como fenômeno econômico repetitivo (SACHS e LARRAIN, 1995:12)”. As influências das forças externas às organizações puderam ser teorizadas. O aperfeiçoamento na coleta e análise de dados macroeconômicos proporcionou um aprimoramento no entendimento do ciclo de negócios. Desta forma, foi possível estabelecer uma ligação direta entre fatores macroeconômicos, comportamento de uma sociedade, de suas organizações e conseqüentes formas de gestão de negócios.

Variáveis econômicas fundamentais, como estoques, produção e preços, tendem a sofrer alterações sistemáticas no decorrer de um ciclo. Oscilações nestas variáveis podem gerar inúmeras equações, inúmeros cenários, representando possíveis períodos de expansão ou recessão econômica. Portanto, o reflexo prático e direto seria, por exemplo, importantes variações nas taxas de inflação e desemprego. As políticas fiscal, monetária e de câmbio também oferecem a pressão necessária sobre a sociedade quando afetam a oferta e a demanda.

O ciclo de uma economia, de forma simplificada, pode ser compreendido da seguinte forma: (a) a sociedade é formada por indivíduos; (b) estes indivíduos trabalham em organizações; (c) as organizações, públicas e privadas, produzem bens e serviços que são consumidos pela sociedade; (d) as organizações pagam salários aos indivíduos, que devolvem estes recursos em parte - podem formar

poupança - ou integralmente ao mercado; (e) as políticas governamentais orientam os fluxos de disponibilidades através de ferramentas como empréstimo compulsório ou variações de taxas de juros, determinando o ritmo de consumo e crescimento econômico. Uma sociedade com este ciclo equilibrado pode apresentar um padrão comportamental bastante distinto de uma sociedade com problemas de controles de preços e pagamentos. As teorias organizacionais surgem como uma resposta ou meio de sobrevivência diante de um ambiente hostil, desequilibrado.

Quanto maior a abertura de uma nação para as relações externas, mais difícil se torna o controle do seu comportamento macroeconômico, maior é o número de variáveis de comportamento independente influenciando a economia interna. A multiplicação de relações externas de várias nações provoca um entrelaçamento de forças econômicas bastante complexo, que tende ao desequilíbrio.

A Grande Depressão da década de 1930 foi o maior choque econômico dos tempos modernos. A produção industrial sofreu uma contração mundial, caindo quase 50% no Estados Unidos, cerca de 40% na Alemanha, quase 30% na França e ‘apenas’ 10% na Inglaterra, onde o declínio econômico havia começado na década de vinte.

As nações industrializadas também presenciaram uma deflação sem paralelos, com os preços despencando em quase 20% no Reino Unido, um pouco mais de 30% na Alemanha e Estados Unidos, e mais de 40% na França. O maior custo humano refletiu-se no desemprego, que chegou a níveis espantoso, até trágicos, chegando a 25% nos Estados Unidos.

A Grande Depressão foi um fenômeno global, que se espalhou das nações desenvolvidas para as nações em desenvolvimento. Na América Latina, África e Ásia, economias entravam em colapso conforme o preço das matérias-primas exportadas caía no mercado internacional. Depois do colapso econômico veio a instabilidade política. Surgiram ditaduras em muitas nações da Europa, Japão e nas nações em desenvolvimento, pois as democracias não conseguiram enfrentar o caos econômico.

As principais nações industrializadas reagiram à crise impondo barreiras sobre as importações, pretendendo com isso aumentar a demanda de bens internos e criar novos empregos. Essas política, no entanto, tinha um sério erro de orientação, pois causava indiretamente o desemprego no exterior. Quando praticamente todas as principais nações seguiram o mesmo rumo, o comércio internacional entrou em colapso, foram rompidas as eficientes ligações econômicas entre as nações e, no final, o desemprego estava espalhado por toda a parte (SACHS e LARRAIN, 1995:14).

Atualmente surge uma preocupação global sobre a possibilidade de que fatos semelhantes possam voltar a ocorrer. Nesse sentido, o que se vê são

freqüentes jogos de alianças e formação de blocos econômicos, exercendo um poder de fiscalização global, que busca a determinação de um padrão global de comportamento para qualquer fator interno de uma nação que possa desequilibrar o sistema mundial. Com isso, cresce um complexo sistema de interdependência das nações, resultante de transações internacionais: fluxo de dinheiro, bens, pessoas e informação. (IANNI, 2001)

Dois fatores contribuem para a aceleração deste processo: o intenso uso de tecnologias de informação e a integração financeira internacional.

As conseqüências da implementação dessa idéia de "economia-mundo" são restrições de autonomia dos Estados-nação, que ficam sujeitos a transações que ocorrem não somente entre nações, mas também sobre elas, ou seja, o mapa geopolítico tem pouca influência sobre o vetores mundiais.

A internacionalização do capital tem estreita ligação com a internacionalização do processo produtivo. A imposição entre nações de processos produtivos padronizados visa, por um lado, a previsibilidade do comportamento das economias, e, por outro, a necessidade que têm as nações em desenvolvimento de integração ao sistema mundial: "as unidades que estruturam a interação de política global são as grandes potências mundiais, que estabelecem as condições da ordem do sistema global; organizam e mantêm coalizões; suas ações e reações definem o estado da política em nível global (MODELSKI apud IANNI, 2001:78)". A exportação do modelo fordista, posteriormente o toyotismo com maior ênfase tecnológica, tornaram-se os grandes padrões mundiais de processo produtivo.

A internacionalização do processo produtivo leva à internacionalização das questões sociais, porque com o processo produtivo também caminham as relações oriundas do trabalho, que rapidamente influenciam mudanças de comportamento na

sociedade. Desta forma, os padrões de consumo também ficam sensíveis às mudanças.

No caso do pós-fordismo, a internacionalização de comportamentos sociais levou à mundialização da inversão do comando fornecedor-consumidor (power-shift). Assim, a manutenção da competitividade das organizações obrigatoriamente teve que apoiar-se na intensificação do uso de tecnologias de informação e na formação de mão-de-obra qualificada, polivalente e cooperativa. Mesmo as organizações que não atuam globalmente necessitam adaptar-se ao novo sistema (flexibilização), pois as sociedades adaptam-se mais rapidamente aos padrões globais.

Um exemplo de globalização de casos jurídicos é o famoso ‘Tobacco Case’, ações judiciais movidas pelo governo dos Estados Unidos contra os fabricantes de cigarros, buscando indenizações pelos elevados gastos da Saúde Pública em tratamentos de pacientes com câncer e outras doenças causadas pelo uso do cigarro. Apesar das diferenças de sociedade, legislação, princípios jurídicos e formas de governo, há um sentimento mundial favorável à sustentação de ações deste gênero, já ocorrendo em vários outros países, mesmo contra o poder econômico dos fabricantes.

Benzer Belgeler