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Yapay Sinir Ağları Tabanlı Model Referans Kontrol Yöntemi

4.1 Model Referanslı Uyarlamalı Kontrol

4.1.2 Uyarlamalı Kontrol ve Kontrol Bloğunun OluĢturulması

4.1.2.1 OluĢturulan Plant Modelinin Farklı Kontrol Yöntemler ile Kontrolü

4.1.2.1.3 Yapay Sinir Ağları Tabanlı Model Referans Kontrol Yöntemi

A questão central deste estudo foi analisar o processo de gestão de Alianças Estratégicas tendo como base um estudo de caso realizado na Braskem S.A. Baseando-se no problema de pesquisa e nos objetivos propostos, um conjunto de conclusões foi desenvolvido, tomando por base os resultados apresentados e discutidos.

Em relação aos objetivos desta pesquisa, considera-se que foram plenamente atingidos. Considerando-se o objetivo geral formulado, verificou-se que, mediante o uso de método adequado, ele foi atingido como resultado final de todo o processo de pesquisa, conforme apresentado no capítulo 7.

Com relação ao primeiro objetivo específico deste trabalho, que é de caracterizar as alianças constituídas pela empresa estudada quanto aos objetivos e motivos para sua formação, verificou-se primeiramente que as razões que levam a Braskem a constituir alianças baseiam-se notadamente na: a) redução de riscos e custos nos investimentos feitos em pesquisa e desenvolvimento (PETT; DIBRELL, 2001; ELMUTI; KATHAWALA, 2001; HITT; IRELAND; HOSKISSON, 2001; WILDEMANN, 1998), que por características próprias deste setor demandam altos investimentos; b) complementação das lacunas de

competências que a empresa não possui (DOZ; HAMEL, 2000), a fim de permitir o desenvolvimento de novas formulações que possibilitem a diversificação de produtos que vão inovar a aplicação de polímeros no mercado das empresas de terceira geração; c) busca de oportunidades no mercado de clientes (KOZA; LEVIN, 2000), por meio da inovação em produtos e serviços, cujo propósito é deslocar a demanda de produtos concorrentes e; d) rapidez no desenvolvimento de produtos para a entrada em novos mercados (HITT; IRELAND; HOSKISSON, 2001).

Em relação aos objetivos da Braskem na formação das alianças, constatou-se que eles podem estar voltados para a exploração de mercados existentes, por intermédio da maximização das oportunidades com a utilização de capacidades e recursos específicos de cada parceiro, como também podem ser de prospecção de novos mercados, por meio do desenvolvimento de novas competências oriundas de esforços em projetos de inovação (KOZA; LEWIN, 2000; GOMES-CASSERES, 1999).

Desta forma, dado que o estabelecimento de alianças estratégicas é uma importante forma das empresas alcançarem vantagem competitiva, principalmente para aquelas que atuam em setores dinâmicos e competitivos como é o petroquímico, é possível supor que as razões e objetivos que levam a Braskem a desenvolver alianças são apropriados ao seu contexto de atuação e devem ser mantidos, principalmente, porque são condizentes com os elementos que orientam seu modelo de negócios e a estratégia de Gestão da Inovação.

No que se refere ao segundo objetivo específico, que é de identificar o processo de gestão das alianças estratégicas na empresa estudada, conclui-se que foram encontradas evidências de que todos os fatores apontados na revisão da literatura como sendo críticos para esta atividade fazem parte do processo de gestão das alianças estabelecidas pela empresa, embora não reflitam na prática todas as características enfatizadas pelos autores como apropriadas ao exercício deste processo.

Salienta-se, no entanto, que mesmo tendo sido apontadas e debatidas condições relativas à sua realização, abrangência e fase de desenvolvimento no qual se manifestam os fatores mencionados, verificou-se que elas possuem peculiaridades no caso analisado, principalmente no que diz respeito à ênfase dada a alguns fatores - o que varia conforme o parceiro - bem como à abrangência da gerência dedicada à aliança. Estas alterações motivaram ajustes na estrutura das categorias de análise propostas, conforme apresentado no capítulo 7.

Entende-se também que o conhecimento obtido por meio deste estudo auxilia os profissionais da empresa a lidar com os aspectos relacionados à gestão de alianças estratégicas

em suas diferentes fases: formação, operação e avaliação, na medida em que os fatores selecionados representam um caminho para a condução adequada dos processos de gestão de alianças.

Os resultados do estudo sugerem a importância de desenvolver o processo de gestão de alianças observando os fatores mencionados, e permitem supor que as contribuições obtidas com sua utilização podem ser benéficas à parceria como um todo. Neste sentido, recomenda- se que as organizações se apropriem dos fatores identificados neste estudo na gestão de suas alianças estratégicas, a fim de obterem melhores resultados neste processo.

Finalmente, no terceiro objetivo específico, procurou-se verificar como os fatores críticos dificultam ou facilitam a gestão das alianças estabelecidas pela empresa. A partir desta investigação, percebeu-se que haviam variações tanto na maneira como eles são praticados, quanto à importância dispensada a cada um deles por parte da empresa. Esta verificação resultou na classificação de alguns fatores como facilitadores, enquanto outros foram classificados como dificultadores do processo de gestão das alianças.

No tocante aos fatores que facilitam a gestão das alianças na Braskem destacaram-se: a) A gerência dedicada às alianças (DYER; KALE; SINGH, 2001), que mostrou possuir papel de destaque na gestão de assuntos relacionados à estratégia das alianças firmadas, como também aos aspectos operacionais do dia-a-dia da parceria (GNYAWALI; MADHAVAN, 2001; ERTEL; WEISS; VISIONI, 2001); b) A negociação do acordo, que é conduzida com uma atitude que confirma a opinião de Ertel, Weiss e Visioni (2001), pois visa a aproximação transparente e o estímulo à geração da confiança, assim como a elaboração do contrato que engloba de maneira clara o conjunto de premissas que norteiam a parceria (ZAWISLAK, 2002; DOZ; HAMEL, 2000); c) A confiança, considerada uma das responsáveis pelas parcerias de longo prazo existentes (AUSTIN, 2001; SILVA JÚNIOR; RIBEIRO, 2001), que permite o compartilhamento de ativos (FAULKNER, 1995), bem como é estabelecida em termos de confiança nas capacidades e de reputação (DAS; TENG, 2001); d) A comunicação, que proporciona meios de interação (DOZ; HAMEL, 2000) que permitem o pleno trânsito de informações e conhecimento relacionado à parceria; e) A colaboração que, assim como explica Silva Júnior e Ribeiro (2001), mostrou facilitar o espírito de comunidade para o trabalho conjunto, tanto no âmbito da empresa quanto do parceiro; f) O aprendizado de novos conhecimentos de propriedade do parceiro ou gerados pela aliança (DOZ; HAMEL, 2000), e que fomentam atividades de inovação e; g) A avaliação dos resultados e do andamento do projeto (ZAWISLAK, 2002; WHIPPLE; FRANKEL, 2000), que são procedimentos sistematicamente executados e definem a continuidade, realinhamento ou extinção do projeto.

Em relação aos fatores que dificultam a gestão das alianças na Braskem destacam-se: a) Seleção do parceiro para as parcerias, que são analisados mais em função de aspectos tangíveis como: complementaridade de recursos, capacidades disponíveis (ZAWISLAK, 2002; DAS; TENG, 2003; GOMES-CASSERES, 1999) e reputação no mercado (CHILD; FAULKNER, 1998), e menos em aspectos intangíveis como: compatibilidade cultural, confiança, transparência (RODRIGUEZ, 1999; DYER; KALE; SINGH, 2001; ERTEL; WEISS; VISIONI, 2001; WILDEMAN, 1999); b) A falta de um procedimento sistemático e formal para a definição de regras necessárias ao trabalho conjunto o que, pode, assim como argumentam Doz e Hamel (2000), criar lacunas de compreensão das orientações à parceria e prejudicar seu desempenho; c) A transferência de conhecimento se opõe aos argumentos de Herrmann e estes (2001), pois é incompatível com as exigências de disseminação do conhecimento gerado e demandado pelas alianças para inovação, e carece de ações que, segundo Argote e Ingram (2000), estimulem as conexões de conhecimento e experiências que ampliem as interações cotidianas. Igualmente, a gestão do conhecimento não conta com sistemas adequados para o armazenamento e recuperação conhecimento gerado e; d) Avaliação da colaboração e contribuições do parceiro, ao contrário do que comentam Doz e Hamel (2000), são realizados informalmente e sem um procedimento sistemático e estruturado, o que pode representar uma falha no processo de avaliação global da aliança.

Dado que a Braskem não pratica integralmente os fatores considerados dificultadores em suas alianças, infere-se que ela possa reduzir os ganhos obtidos por meio de uma gestão eficaz das parcerias, quando comparados a casos em que os tivesse aplicando totalmente. Da mesma forma, o não cumprimento dos requisitos expressos para o adequado exercício dos fatores que dificultam o processo, pode exigir dos gerentes da aliança um esforço adicional no sentido de planejar e realizar estas atividades, o que pode afastá-los de atividades mais importantes, reduzindo a efetividade na sua atuação.

Entende-se que os executivos da empresa devem evitar em conservar o desatendimento à realização dos fatores dificultadores frente à gestão das alianças, pois, mesmo que hoje esta não pareça ser uma prática que imponha prejuízos ao processo de gestão, pode vir a representar uma barreira ao desenvolvimento e sustentação das alianças em vigor ou aquelas a serem constituídas, ao suprimir ou deixar incompletas etapas importantes do processo de gestão das alianças.

A seguir, são feitas algumas considerações sobre as limitações desta pesquisa e, posteriormente são feitas sugestões para futuras pesquisas.

Benzer Belgeler