3.3. XMPP
3.3.3. XMPP paket yapıları
Discurso I – Maria (Supervisora da ECO)
Ah...o projeto é tudo, né? É... dá a oportunidade de crianças, né? a...a... utilizar
o lazer, né? Como forma de integração social, trabalhar o conhecimento de si, né? E também
conseguir trabalhar coletivamente um com o outro, respeitando, respeitando o coleguinha,
respeitando os professores, funcionários, né? (EI-A1) E, nessa oportunidade deles estar assim
fazendo um projeto, saindo da rua... é... vejo tudo de bom, né? (EI-D2) Que aí... tem aquela
coisa... no período contrário ao da escola, eles vem no projeto e a gente tá com este projeto
desde 2002, né? E é fascínio, desde 2002 eu tenho fascínio pelas crianças. É uma turminha
difícil de trabalhar, é, né? Mas, com o sacrifício, vai superando, né? (EI-C3) Igual a gente vê
crianças, que antes entrou no projeto, nem falava, agora hoje tá falando, tá sendo estimulada e
depois teve mais crianças novas entrando, mas a gente também tem criança que tá desde 2002
com a gente, que é o Rafael, a Denise, o Pereira, o Itamar, o Márcio que era nenenzinho, que
ficava na ECO do campinho, o Ramiro que tinha dois anos e não falava, hoje é um tagarela. É
só que o mal que eu vejo, as brigas deles, né? Sempre... sempre aquela coisa, refletiu o que a
família passa, precisa saber o que a família tem, né? Bate e, então, bate no colega também!
(EI-A4) Ah... mas eu acho... a criança sempre brincando, assim,...tudo que a gente propõe,
eles aceitam, né? E o projeto foi muito melhorado desde 2002, passou pelo campinho, depois
passou pra chácara, depois a gente foi lá pro centro comunitário que era um centro
comunitário que era da Laura, não era nosso muito, né? Então, a gente tinha aquela liberdade...
aí a gente veio pra ECO pensando que a gente ia ter liberdade com as crianças, né? E a gente
se esbarra no posto de saúde, comissão de moradores e na prefeitura. Mas, na medida do
possível, a gente vai passando por cima (risos). (EI-B5)
Tem festa que o povo não aceita, mas a gente vai lá, faz a festa, depois
aconteceu aí. Aí a gente quer voltar a festa pro projeto, né? Aí vem a comunidade inteira, a
festa que é pra cem crianças, de repente tem trezentas pessoas aí, mas a gente vai indo aos
trancos e barrancos, vai fazendo e tudo que a gente puder fazer pra melhorar pras crianças, a
gente vai fazer, pra melhorar, não o projeto em si... pra melhorar a vida delas, né? (EI-C6)
Que a gente foi.... de uma certa forma, a criança foi que... passou pra gente, ela vai dando uma
melhorada, só que a gente sabe que o bairro não oferece muitas coisas de bom que, se for pro
lado de ser bandido, que seja um bandido bonzinho, né? (risos) Que seja um bandido
bonzinho, né?!? Porque os valores que a gente tenta passar, é de ser um bom cidadão, né? O
jeito que eles vão usar depois no futuro... ainda mais que... das estruturas que fornece o bairro
é...um ou outro que vai, né? No caminho. Destes que tão no projeto, hoje já chegou na fase de
dezoito, dezenove anos, a gente tem o Humberto que tá trabalhando na área azul, né? E
também a gente tem o Vanderlei, né? Que trabalha no gesso, aí temos também o Marquinhos
que tá trabalhando no gesso, né? Mas tem outros que a gente sente muito, né? Que é o Mala,
que já passou por uma Febem, né? Que é o Edmundo também, que já passou pela liberdade
assistida e a gente vê a situação e fica triste; e também tem o Souza que foi por um caminho
das drogas, hoje é um viciado, né? E... a gente não vê... a gente fica triste, queria que partisse,
né? Mas, na medida do possível, a gente vai tentando conversar, né? Aí... a gente teve
também uma situação trágica com a Marília, que chegou totalmente dopada, né? Aqui... aí
conversei... que eu cuido da vida dos outros mesmo que (risos), é como se fosse filho da gente,
né? (EI-C7) Aí... tá morando com o irmão agora, né? Aí também tivemos a situação da
Marisa, né? Pousou uma noite fora, depois acha no dia seguinte... dizem que era com um
menino de onze anos mas não acredito, né? E... tivemos também meninas também no projeto
hoje que são mães que também partiram pro mundo da... da exploração infantil, né? Que a
gente não diz mais prostituição, me corrigiram um dia... exploração infantil, né? E que tão aí
hoje, né? Com crianças, sendo crianças e sofrendo pela situação, né? Porque ser mãe com
quatorze, quinze anos, é criança, né? Uma criança cuidando de outra criança! Às vezes, a
gente esbarra nessas coisas.
Mas... ah... eu sou assim nem muito amada, nem muito querida em algumas
partes, porque eu,.... é meu mal,... eu vou... se eu ver uma coisa errada, eu vou bater de frente,
eu vou... não importa a conseqüência, né? Porque eu quero o bem dessas crianças, né? Apesar
que eles.... tem hora que pensam que a gente não quer o bem, mas a gente quer o bem deles,
né? (EI-C8) Igual, se comportar... assim... vai comer... tem que respeitar o coleguinha, não
tem que bater no colega, né? As leituras que a gente vai tentando fazer, só que tem um porém,
né? Antes era o Adônis, o Adônis, o Matheus, eu e... a gente se juntava; a Mônica também...
era outro perfil. Tudo mundo participa, todo mundo se mata, mas aí a gente vê as ACTs
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Embora que a gente fala, que o projeto tá trabalhando lazer, um lazer dirigido... não é só dar
as coisas pras crianças, tem que estar junto... se você separar os maiores dos menores, você
tem então um professor pros maiores, outro pros menores, né? Que tem que fazer uma coisa
dirigida... não é só dar o material e a criança fazer o que quer, né? A gente desde o ano
passado, quando voltamos pra ECO, tive essas dificuldades, né? Tanto no período da manhã
como a tarde, mas na medida do possível tem hora que a gente tem que puxar a orelha do
professor só que não pode ficar puxando assim direto, né? Tem que dar um toque “Ó... vamos
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