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BÖLÜM 6. YENİ YASANIN DEĞERLENDİRİLMESİ

6.2. Yeni Yasanın Sağladıkları

6.2.5. Yapılan Diğer Değişmeler

Com base na análise das variáveis que compõem o CAPEX da receita de equilíbrio para os períodos tarifários, esta será então calculada para a simulação pretendida neste capítulo, considerando os seguintes critérios:

1) a BRR foi estimada em 30%84 superior ao Ativo Imobilizado em Serviço - AIS

líquido da depreciação, tomando como referência o ano de 2002, que apresenta um saldo líquido de R$ 860.000,00;

2) o WACC utilizado foi o aprovado pela Aneel para o primeiro ciclo de revisão tarifária, de 11,26% depois de impostos;

3) para cálculo da quota de reintegração regulatória foi utilizado a média da taxa média de depreciação encontrada para o primeiro ciclo de revisão tarifária, conforme quadro 11 deste trabalho, de 4,5%;

4) para cálculo do OPEX foi utilizado o mesmo valor com as despesas operacionais, supondo que a distribuidora tem valor de custos operacionais idênticos aos do benchmarking fixado pela Aneel como Empresa de Referência: valor de R$ 20.000,00.

Assim sendo, podemos observar o cálculo da receita de equilíbrio a ser fixada para o primeiro ciclo tarifário (correspondente ao período de 2003-2007), conforme quadro abaixo.

84 Foi utilizado esse percentual porque ele equivale a média apurada considerando a superioridade da Base de Remuneração Regulatória em relação ao Ativo Imobilizado publicado pelas demonstrações financeiras, para o segundo ciclo tarifário, conforme quadro 9 deste trabalho.

Quadro 12 – Receita de equilíbrio - primeiro ciclo tarifário Receita de Equilíbrio - Primeiro ciclo de Revisão

Tarifária R$ mil 1) BRR (860.000*1,30) 1.118.000 2) WACC( real) 11,26% 3)Subtotal (1x2) 125.887 4) TMD 4,50% 5)QRR (4 x 1) 50.310 6) CAPEX (3+5) 176.197

7) OPEX = despesas operacionais 20.000

Receita total (6+7) 196.197

De acordo com os parâmetros e critérios utilizados para o cálculo da receita de equilíbrio listados acima, essa resulta em um valor de R$ 196.197,00 a ser aplicada durante o período 2003-2007 na simulação a ser realizada neste trabalho. Ou seja, esse é o montante fixado como receita teto para cobrança de tarifas.

A relação entre a Receita de Equilíbrio – RE fixada e o valor de Base de Remuneração Regulatória – BRR, para o primeiro ciclo tarifário é de 17,55% (R$ 196.197/R$1.118.000), ou seja, é possível afirmar que um indicador de rentabilidade fixado no processo de revisão tarifária pode ser expresso por essa equação, chamada, a partir de agora, de indicador de rentabilidade regulatório (IRreg):

IRreg = RE/BRR

Esse indicador será utilizado na análise das simulações apresentadas neste trabalho. Para cálculo da receita de equilíbrio a ser aplicada no segundo ciclo tarifário (correspondente ao período 2008-2012), são considerados os parâmetros fixados pela Resolução Aneel 234/2006, apresentados a seguir:

1) A BRR aprovada no primeiro ciclo passa a ser chamada de base blindada. Esse nome deve-se ao fato de que os bens que compõem essa base são fixados, não passando novamente pelo processo de avaliação de ativos, sofrendo somente os efeitos de depreciação ou alguma baixa ocorrida. Para a simulação em questão, o investimento realizado em 2004 foi considerado prudente e foi considerada a baixa de ativo ocorrida no período.

Depois disso, a base blindada85 é adicionada aos investimentos incrementais a custo de reposição86. O cálculo da BRR do segundo ciclo está detalhado e analisado no

item seguinte.

Sendo assim, a BRR teve a formação conforme quadro abaixo.

Quadro 13 – Formação da base de remuneração regulatória do 2o ciclo revisório

1) Base Blindada (BRR fixada no 1o ciclo) R$1.118.000

2) Depreciação e baixas do período R$ (195.650)

3) Base depreciada (1-2) R$ 922.350

4) BRR líquida R 922.350

5) Estimação dos investimentos Incrementais

à custo de reposição (30% superior ao contábil) R$ 130.000

BRR 2o CICLO (5+4) R$1.052.350

2) O WACC utilizado foi o aprovado pela Aneel para o segundo ciclo de revisão tarifária, de 9,95% depois de impostos.

3) Para cálculo da quota de reintegração regulatória foi utilizada a média da taxa média de depreciação encontrada para o segundo ciclo de revisão tarifária, conforme quadro 11 deste trabalho, considerando o arredondamento de 4,47% para 4,5%.

4) Para cálculo do OPEX, no segundo ciclo tarifário, foi utilizado o mesmo valor com despesas operacionais, supondo que a distribuidora tem valor de custos operacionais idênticos aos do benchmarking fixado pela Aneel como Empresa de Referência: valor de R$ 30.000,00.

Com base nessas premissas foi calculada a receita de equilíbrio para o segundo ciclo tarifário (2008-2012) que resultou num valor de R$ 182.065,00.

85 A base blindada é corrigida pelo IGP-M, no entanto, como nas simulações realizadas neste trabalho desconsidera-se os efeitos da inflação, esta atualização não é realizada.

86 Foi utilizado o mesmo critério para fixação da BRR do primeiro ciclo tarifário dessa simulação, ou seja, a avaliação à custo de reposição para a simulação em questão resulta em um valor de 30% superior em relação ao valor do imobilizado contábil.

Quadro 14 – Receita de equilíbrio - segundo ciclo de revisão tarifária Receita de Equilíbrio - Segundo ciclo de Revisão

Tarifária

1) BRR= R$1.052.350

2) WACC antes de impostos 9,95%

3)Subtotal (1x2) R$104.709 4) TMD 4,50% 5)QRR (4 x 1) R$47.356 6) CAPEX (3+5) R$152.065

7) OPEX = despesas operacionais R$30.000

Receita total (6+7) R$182.065

O cálculo do indicador de rentabilidade regulatório – IRreg, (RE/BRR) apresenta

percentual de 17,30% (R$ 182.065/R$ 1.052.350), para o segundo ciclo tarifário. Esse indicador teve uma ligeira redução, ao considerar os efeitos da depreciação, baixa da BRR e a redução do WACC de 12,26%, no primeiro ciclo, para 9,95%, no segundo ciclo.

Na formação da receita de equilíbrio do segundo ciclo tarifário observa-se a superioridade da base de ativos em comparação com o declínio do valor dos bens do imobilizado registrados a valor de aquisição (custo histórico).

Quadro 15 – Extrato do balanço da concessão - 1998 e 2003-2007

*Período Inicial 1 Ciclo Revisório

BALANÇO CONCESSÃO 1998 2003 2004 2005 2006 2007

Ativo Imobilizado 1.000.000 1.000.000 1.070.000 1.070.000 1.070.000 1.070.000 Depreciação acumulada - (140.000) (175.000) (213.500) (252.000) (290.500) Saldo líquido do AIS 1.000.000 825.000 856.500 818.000 779.500 741.000

Nota: - Item analisado: Saldo líquido do Ativo Imobilizado em Serviço. *o período inicial foi compactado somente para efeito de simplificação.

Enquanto a base de ativos regulatórios apresenta patamares relativamente próximos nos ciclos, R$ 1.118.000,00 e R$ 1.406.311, para primeiro e segundo ciclo tarifário, respectivamente, o ativo imobilizado líquido vai sendo depreciado, conforme os critérios de depreciação, e apresenta em 2007 um saldo de: R$ 741.000,00. O WACC regulatório em função dos ajustes comentados no item 3.3.4.2.2 apresenta redução de, aproximadamente, 1,31 pontos percentuais.

Os OPEX estimados como empresa de referência apresentam saldo estimado de R$ 30.000,00 e para a análise do trabalho representa o mesmo valor como despesas operacionais incorridas.

A formação da receita de equilíbrio nos dois ciclos tarifários, apresentada acima, demonstra a formação de uma base de ativos regulatórios diferente do ativo imobilizado apresentado pelos demonstrativos financeiros publicados, e uma taxa média de depreciação diferente da apresentada nas notas explicativas às demonstrações financeiras.

Esses ajustes são feitos para atender aos objetivos da regulação tarifária sendo realizados de acordo com o estabelecido nas normas que sustentam o modelo de regulação adotado no Brasil.

Sendo assim, uma vez fixada a receita que confere equilíbrio econômico-financeiro ao contrato, em forma de CAPEX e OPEX, surge a seguinte questão: é possível identificar esse equilíbrio via demonstrações financeiras? Para essa análise, a seguir apresenta-se a simulação do contrato de concessão de acordo com o modelo societário atual.