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1.7. Kavram Öğretiminde Kullanılan Yöntemler

1.7.5. Yapılan Çalışmalar

VISTAS URBANAS, OS PASSANTES NÃO ERAM REGISTRADOS EM VIRTUDE DO LONGO TEMPO DE EXPOSIÇÃO REQUERIDO, QUE FAZIA OS TRANSEUNTES INVISÍVEIS PARA A CÂMERA OU TRANSFORMAVA-OS EM ‘FANTASMAS’, COMO ALGUNS QUE PODEM SER VISTOS NESTA FOTOGRAFIA.

Esse correr de prédios, compreendendo seis blocos no total, congregava os maiores edifícios brasileiros da época. Infelizmente, apesar de Salvador ter conservado parte significativa de seu patrimônio

arquitetônico, esses belos edifícios foram demolidos nas primeiras décadas do século XX.” (prancha 3/23 in: Caixa de Cultura Fotografia/História e Técnica, 2000 )

Essa fotografia é do inglês Benjamin R. Mulock, que trabalhou em Salvador (BA), entre 1858 e 1862, e que foi um paisagista urbano da fotografia

oitocentista no Brasil. Ela se chama O Novo Cais de Salvador. Data de cerca de 1860 e é da coleção da Biblioteca Nacional.

É de Marc Ferrez, fotógrafo brasileiro, nascido no Rio de Janeiro, em 1843, e “filho e sobrinho de escultores membros da Missão Artística Francesa”. Integrou “a Comissão Geológica do Império, responsável pela exploração do interior do país entre 1875 e 1876, sob o comando do geólogo e geógrafo Charles Frederick Hartt. (...) Aliando um profundo conhecimento técnico à sua grande sensibilidade artística, INOVOU AO UTILIZAR O FLASH DE MAGNÉSIO PARA FOTOGRAFAR AS MINAS DA REGIÃO DE MORRO VELHO (MG). Apesar de sua predileção pela paisagem, foi importante retratista, em virtude dos registros informais dos membros da família imperial brasileira, bem como da ousada série de retratos de vendedores ambulantes de origem européia que começaram a substituir a mão-de-obra escrava nas ruas do Rio de Janeiro em fins da década de 80 do século XIX.” (prancha 9/23 in: Caixa de Cultura Fotografia/História e Técnica, 2000 ) “Ferrez foi precedido na documentação do trabalho escravo no Brasil por Victor Frond (fotógrafo francês, importante no registro de paisagem no Rio de Janeiro e do trabalho escravo e da vida rural no país), que focalizou o assunto em 1858. Contudo, as limitações do processo de colódio úmido tornaram as imagens de Frond demasiadamente rígidas e esquemática. TRABALHANDO JÁ COM AS PLACAS SECAS , MARC FERREZ PÔDE REGISTRAR O TRABALHO NA LAVOURA DO CAFÉ COM MAIS DINAMISMO E NATURALIDADE, legando para a posteridade um precioso registro a respeito do cultivo da ‘preciosa rubiácea’que assegurou a riqueza do país durante décadas.

Notar que o fotógrafo se preocupou em posicionar os dois trabalhadores de forma a deixar perfeitamente visíveis tantos as peneiras nas quais os frutos caíam inicialmente quanto os cestos – levados nas costas dos escravos – nos quais eram acumulados em seguida. Notar também que a condição servil do homem da direita é comprovada por seus pés descalços.”(prancha 9/23 in: Caixa de Cultura Fotografia/História e Técnica, 2000 )

Figura 58 a 60 - Fotografias analisadas usadas na aula virtual. Disponível em: http://www.ccsfr.org.br/chaoverdesite/setor_educ/canalprof/sm_canal_aula01_jan.php?id=2

Acesso em: 07.08.2010.

Em Os diversos olhares, foram apresentadas sugestões de atividades extraídas também do kit educativo: Caixa de Cultura Fotografia/História e Técnica194, que se referiam ao fotojornalismo - gênero fotográfico que faz registros de um fato, de valor informativo e de cujo interesse jornalístico - com o objetivo de se trabalhar como o fotógrafo pode ser o responsável pela construção de diversos olhares numa fotografia, já que seu ponto de vista é presente em qualquer que seja a imagem que produz. (mostradas a seguir)

194 Ver: Caixa de Cultura Fotografia/História e Técnica. São Paulo: Itaú Cultural, 2000.

Essa fotografia, cujo título é Colheita de Café, data de cerca de 1880 e é pertencente à coleção do Museu de Arte Moderna – MAM do Rio de Janeiro

A nossa problemática agora É PERCEBER COMO NUMA IMAGEM, PODE-SE HAVER DIVERSAS CONSTRUÇÕES DE OLHARES. Daí a importância tanto da produção quanto do consumo consciente e crítico de imagens. Daí a importância de habilitar o aluno a absorver criticamente as informações contidas numa imagem.

Em se tratando de fotojornalismo, Peter Burke , em seu texto Como Confiar em Fotografias , nos chama à atenção para o fato de que “os mentirosos podem fotografar” e diz: “Eles podem retocar as fotos ou manipulá-las de outras maneiras – montagem, por exemplo – para enganar o observador: “Os fotógrafos que não desejam enganar os observadores podem entretanto desejar incentivá-los a assumir certas posições. Por exemplo, podem querer convencer o público a ver a guerra, ou uma determinada guerra, como gloriosa, enfatizando a coragem e as vitórias, ou terrível, mostrando crianças vietnamitas nuas fugindo de um ataque de napalm. Ou podem estar envolvidos num projeto de ‘conscientização’ do público sobre determinados problemas sociais.” “Os fotógrafos que não desejam enganar as espectadores ou induzi-los a determinadas conclusões ainda podem intervir nas cenas sociais que desejam registrar, arranjando-as para que pareçam mais autênticas. Na Inglaterra vitoriana, um fotógrafo de crianças de rua contratou um menino para se vestir com farrapos e sujou seu rosto com fuligem para torná-lo mais ‘autêntico’. Sabe-se que alguns fotojornalistas que chegaram a campos de batalha depois da remoção dos mortos pediram a soldados vivos que se deitassem e se fingissem de cadáveres, como nos caso da mais famosa foto da trabalha de Gettysburg, na Guerra Civil dos Estados Unidos. No mínimo, eles dizem às pessoas onde se colocar e se devem ou não fazer gestos.”(p.12)

VEJA, nas três sugestões de exercícios a seguir, exemplos de COMO PODEMOS REVELAR COMO AS INFORMAÇÕES CONTIDAS NUMA IMAGEM PODEM SER CONSTRUÍDAS:

Sugestão 01) “Em grupos, tendo como material o jornal completo do dia, observar as matérias que têm foto (verificar se há diferença no número de fotos em função de certos temas), o espaço que a foto ocupa, a relação foto/legenda (verificar se a legenda completou/ampliou o registro fotográfico), a relação foto- legenda/título do artigo. Não esquecer de localizar onde aparece o nome do fotógrafo. Cada grupo anota suas conclusões.

Num segundo momento da aula os grupos fazem o relato de suas conclusões para a classe, discutem-se as dúvidas e vai-se criando um repertório comum de vocabulário e de habilidades na leitura desse gênero fotográfico.”

Sugestão 02) “Comparar... jornais diferentes abordando o mesmo tema. Verificar semelhanças e

Benzer Belgeler