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5.8. Gediz Deltasındaki Doğal Yaşamı Tehdit Eden Unsurlar

5.8.1. Delta’da Doğrudan Alan Kaybına Ya Da Habitat Kaybına Neden Olan

5.8.1.1. Yapılaşma Tehditleri

Como a Avenida Presidente Tancredo de Almeida Neves é um prolongamento da Avenida Visconde do Rio Claro, acreditamos ser pertinente fazermos algumas considerações a seu respeito, além do quê, essa avenida é de grande importância para o município.

A Avenida Visconde do Rio Claro foi inaugurada em 21 de julho de 1971 e é resultado do trabalho de canalização e retificação do Córrego da Servidão, um afluente do rio Corumbataí, pertencente à bacia do rio Piracicaba (Observe figuras 33, 34 e 35). Porém, sua construção iniciada em 1947, passou por quatro administrações, iniciando-se com o Prefeito Benedicto Pires Joly, tendo continuidade nas administrações dos Prefeitos Francisco Scarpa e Augusto Schimidt Filho, sendo finalizada em 1971, na administração do Prefeito Municipal Dr. Álvaro Perin.

O Jornal Diário de Rio Claro do dia 21 de julho de 197147 traz a notícia da inauguração da avenida e utiliza como justificativa para a obra de canalização do córrego e da construção da avenida o seguinte argumento: “O Córrego da Servidão sempre existiu em nossa cidade. Jamais teve serventia, jamais se constituiu uma utilidade para os rioclarenses. Na verdade era considerado fator negativo quanto a seu aspecto de saneamento e urbanização, e mais ainda, um foco que poderia se tornar pernicioso à saúde de toda a população. Necessário era que medidas superiores viessem dotar o caminho do Córrego da Servidão, de providências benéficas, em favor principalmente das famílias residentes em sua proximidade”.

A construção da Avenida Visconde do Rio Claro iniciou-se com um trabalho de canalização e retificação do Córrego da Servidão, em 1947, pelo então Prefeito Benedicto

47 INAUGURAÇÃO Conjunta da avenida Visconde do Rio Claro e iluminação a vapor de mercúrio. Jornal

Pires Joly, porém de forma rudimentar. Treze anos mais tarde, o Prefeito Francisco Scarpa realizou os primeiros serviços em concreto no trecho que compreende a avenida 32 até a rua 8 e seu sucessor, o Prefeito Augusto Schimidt Filho, seguiu com a obra da rua 8 até a avenida 14. Em 1969, o Prefeito Municipal Dr. Álvaro Perin reiniciou as obras de canalização chegando mesmo a atingir a avenida 12; porém, já em 1970, foi preciso parar a construção, devido a obras de maior urgência. Em 1971, dando continuidade à obra, prosseguiu com os serviços de aterramento, construção de guias e sarjetas, canteiro central, arborização lateral e iluminação, num percurso de quase dois quilômetros e meio, da rua 14 até a avenida 32. Cabe lembrar que essa obra foi executada com recursos do próprio município. (Jornal Diário de Rio Claro, 1971).

Passados alguns anos da conclusão da avenida Visconde do Rio Claro, por volta de 1978, surgiu a idéia da construção de seu prolongamento, quando houve o interesse de se instalar, nesse setor, o Terminal Rodoviário de Rio Claro, mas, já havia algumas intervenções nessa área, como o loteamento, do bairro Jardim Claret, que foi aprovado em 1963; nesse loteamento, já havia uma área destinada ao prolongamento da avenida Visconde do Rio Claro. Com o prolongamento da avenida, seria necessária também a construção do Trevo de acesso à Rodovia Washington Luiz. O local escolhido para a realização dessas obras pertencia ao antigo Seminário Claret, que era administrado pela instituição Sociedade Amigos do Brasil, com sede em São Paulo, capital, representada atualmente pelo Padre Américo Romito. (Jornal Diário de Rio Claro, 1988).

O Seminário Claret foi fundado em Rio Claro no ano de 1929. A área por ele ocupada por ele ia da rua 14 até a divisa com a rodovia Washington Luiz. As terras foram compradas da viúva, Dona Carolina Teixeira Soares, proprietária da então chácara Paraíso

localizada nos subúrbios de Rio Claro, no dia 11 de novembro de 1927. (Jornal Diário de Rio Claro, 1991).

O Seminário fazia parte da congregação dos missionários do Imaculado Coração de Maria (o nome oficial da congregação dos claretianos). Era um seminário menor, ou seja, nele os seminaristas ficavam até completar o segundo grau. A partir de 1983, deixou de funcionar como seminário-escola, em virtude de um decreto estadual que estabeleceu a obrigatoriedade do enquadramento de todos os estabelecimentos de ensino, que atuavam em condições de escola livre, às diretrizes oficiais. A área, em 1987, era ocupada por um prédio de dois andares e várias salas, um campo de futebol, pomar, viveiros, uma piscina, um orquidário, um pátio coberto e vários jardins. Ela abrigava 27 seminaristas e oito padres. (Jornal Diário de Rio Claro, 1991). Atualmente, o seminário não funciona mais nesse local, mas sim o Colégio Anglo Claretiano e as Faculdade Integradas Claretianas, sob a responsabilidade dos padres claretianos, que assumiram o controle acionário da Sociedade Rioclarense de Ensino e que também continuam como proprietários de grande parte das áreas do entorno da Avenida Presidente Tancredo de Almeida Neves.

A Sociedade Amigos do Brasil apresentou um plano de loteamento de parte de suas terras, loteamento este denominado Cidade Claret 2º. Prolongamento, no qual era incluída uma área institucional, que seria destinada ao Terminal. Esse plano foi aprovado em 1979; porém, a Administração Municipal mostrou interesse numa área de 12.932,50 m², que seria agregada à área institucional de 10.430 m² para a construção do Terminal Rodoviário. Então decidiu-se permutar uma área institucional, oriunda do loteamento da primeira gleba do bairro Cidade Claret aprovado em 1965, gerando então um protocolo de intenções, firmado pela Administração Municipal e pela Sociedade Amigos do Brasil, ficando a Instituição responsável por elaborar outro plano de loteamento, incluindo as áreas de

interesse da Prefeitura. Feito isso, a Prefeitura criou a Lei 1539/79, referente a permuta das áreas, e desta forma, iniciaram-se as intervenções nesse setor do Município (na margem direita), a começar pela construção do Terminal Rodoviário, em 1980, e em seguida o prolongamento da avenida Visconde de Rio Claro e, por fim, o trevo (Anexo O, figura O.1 e figura O. 2). Essas três obras, em um mesmo setor, apresentaram períodos de paralisação e de abandono, sendo apenas concluídas quando já havia se passado mais ou menos 8 anos do início das mesmas. (Jornal Diário de Rio Claro,1987).

A Avenida Presidente Tancredo de Almeida Neves foi projetada como parte do anel viário de Rio Claro, que previa a ligação do bairro Inocoop, pela avenida Visconde do Rio Claro, através da integração proporcionada pelo trevo da Rodovia Washington Luiz e, atravessando esse bairro, iria desembocar na Rodovia Fausto Santomauro (Rodovia Rio Claro-Piracicaba). Até 1988, enquanto não se concluíam as obras do Terminal Rodoviário, do prolongamento e do trevo, a entrada principal da cidade era feita pela a avenida Presidente Kenedy.

O prolongamento da Avenida Rio Claro é de responsabilidade da EMDERC (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Rio Claro), e até 1986 já haviam sido feitos os serviços de canalização do córrego da servidão, que estava canalizado somente até a rua 14, laje de fundo, paredes laterais, a cobertura do canteiro central, faltava somente sua conclusão, que veio a ocorrer em 1988.

FIGURA 37.

AVENIDA PRESIDENTE TANCREDO DE ALMEIDA NEVES EM 1988

Fonte: Diário de Rio Claro. (1988)

O prolongamento da Avenida Visconde do Rio Claro a partir da rotatória da Rua 14 até o encontro com a Rodovia que liga Rio Claro a Piracicaba teve seu nome transferido para Avenida Presidente Tancredo de Almeida Neves, através da Lei Municipal 33/1985. Durante a aprovação do projeto, houve discussões na Câmara a respeito das pessoas que foram mais importantes para Rio Claro e que deveriam ser homenageadas; mas os vereadores, que defendiam o projeto, alegaram que a homenagem ao Presidente do Brasil se justificava, mesmo ele não tendo feito nada diretamente por Rio Claro, uma vez que ele já havia feito muito pelo Brasil. Em discurso a aprovação do projeto, o Presidente da Câmara, na época o senhor Antonio Vicente Quilici, Tedesco afirmou que todo projeto, que homenageia um cidadão que trabalhou por uma comunidade, deve ser aprovado e

Benzer Belgeler