3.3. Algı Problemi Bağlamında Matematiğin Konumu ve Etkisine ĠliĢkin Bir KarĢılaĢtırma
3.3.1. Gizem ve Yanılgı
13.1 Suspensão da exigibilidade do crédito X suspensão do curso do prazo prescricional.
Quando analisamos o artigo 151 do CTN, constatamos que o referido enunciado prescreve as formas de suspensão da exigibilidade do crédito tributário. A questão é: quando o crédito tributário está suspenso, suspende- se, também, o seu prazo prescricional?
O artigo 151 do CTN assim normatiza:
Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito tributário: I – a moratória;
II – o depósito do seu montante integral;
III – as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo;
IV - a concessão de medida liminar em mandado de segurança;
V – a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação judicial;
VI – o parcelamento.
Num primeiro momento, a questão parece ser bastante simples e lógica, isto quer dizer, evidentemente, que, se o prazo para a cobrança estiver suspenso, o prazo prescricional também estaria. Mas não é bem assim, pois devemos sempre lembrar das inesquecíveis lições de Alfredo Augusto Becker 96que citando ensaio filosófico de Albert Camus97, nos
alerta sobre os crimes de lógica.
Assim, analisando as disposições do artigo 151 do CTN, vamos constatar que o enunciado só se refere à suspensão da exigibilidade do
96 Carnaval tributário, 2ª edição, ed. Lejus, 2004, p. 115 a 117 97 L´Homme Revolte, Paris, Gallimard, 1951
crédito tributário, não tratando da suspensão do seu prazo prescricional. Neste sentido temos a assertiva de autores de nomeada, senão vejamos:
Paulo de Barros Carvalho assevera que “Sobre a suspensão do prazo prescricional, cumpre esclarecer que não é a mesma coisa que suspensão da exigibilidade do crédito.”98
No mesmo sentido, Kiyoshi Harada afirma “A suspensão da exigibilidade do crédito tributário não importa na suspensão do prazo prescricional.”99
Realmente, não poderia ser outra a conclusão, pois uma coisa é a suspensão da exigibilidade do crédito tributário e outra coisa é a suspensão do prazo prescricional.
Como já asseveramos anteriormente, a única situação em que o CTN – instrumento introdutor de norma competente para veicular o tema prescrição em matéria tributária – prevê a suspensão do prazo prescricional, é aquela descrita no parágrafo único do artigo 155, que atinge, como podemos concluir, especificamente, apenas duas das formas de suspensão da exigibilidade do crédito, quais sejam, a moratória e o parcelamento.
Isto não é pouco, pois se fizermos uma análise lógica, vamos constatar que a suspensão da exigibilidade do crédito não se confunde com a suspensão do prazo prescricional. Tanto isto é verdade que, quando o legislador quis aplicar a suspensão do prazo prescricional sobre duas das modalidades da suspensão da exigibilidade do crédito o fez de forma explícita – repita-se, através do parágrafo único do artigo 155 e § 2º do artigo 155 A, ambos do CTN.
Evidentemente que a assertiva acima é bastante pragmática, mas não deixa de ter coerência lógica, pois mais uma vez não se trata de
98 Fundamentos jurídicos da incidência., pág 195
integrarmos a legislação tributária por ausência de norma, mas sim de respeitarmos a vontade do legislador que, ao elaborar o Código Tributário Nacional, elegeu a interrupção como o grande instrumento para se postergar o prazo para a cobrança do tributo, por parte da Administração.
Para alguns juristas de tomo, como Eurico Marcos Diniz de Santi100,,
as formas de suspensão da exigibilidade do crédito teriam o condão de suspender, também, o prazo prescricional, baseando sua teoria na ótica de que não dependeria da Administração a solução da causa de suspensão do crédito, em tempo hábil para que não se deflagre o exaurimento do prazo prescricional nesse ínterim. Simplificando: independeria da Administração tributária a solução do motivo da suspensão da exigibilidade por prazo superior a 5 (cinco) anos. Caso transcorresse o prazo de 5 (cinco) anos após a suspensão – motivo que deflagrou a suspensão da exigibilidade do crédito – a Administração não teria mais o direito de exigir o valor devido a título de crédito, em face da prescrição.
13.2 Conclusão.
Em análise apressada, repita-se, parece bastante acertado tal posicionamento que, ao ocorrer a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, também deveria ocorrer a suspensão do prazo prescricional (pois se um contribuinte se utilizasse de uma das formas de suspensão e no prazo superior a cinco anos não fosse resolvido o conflito, perderia a Administração o direito de exigir o seu crédito).
Por outro lado, imaginemos um contribuinte que se sinta injustiçado com determinada cobrança e se utilize de uma das formas de suspensão da exigibilidade do crédito tributário, previstas no artigo 151 do CTN, especialmente a defesa administrativa. Após muitos anos, o contribuinte não vê forma de solução do conflito. Indaga-se: seria justo perpetuar-se a cobrança sobre ele, enquanto não se soluciona por décadas a celeuma?
Parece-nos que, da mesma forma que é injusta a perda do direito da Administração em cobrar o tributo, em face da suspensão do crédito, o é, também, em relação ao contribuinte que fica com uma espada sobre sua cabeça por prazo indeterminado – por anos ou décadas – e não vê resolvida a discussão.
Alguns desavisados iriam arguir o princípio do interesse público da Administração, prevalecendo sobre o interesse individual do contribuinte. Entretanto, trata-se de direito substantivo e, ao desrespeitar o direito de um contribuinte, estará se desrespeitando o direito de todos os contribuintes. Assim, o interesse público existe de ambos os lados.
Qual seria a solução para esse conflito? A melhor solução, entendemos, seria aplicar a legislação competente para tanto, qual seja, o Código Tributário Nacional.
Não podemos nos esquecer de que o instituto da prescrição é matéria de ordem pública, pois desde a antiguidade, como já noticiamos no início deste trabalho, não se pode eternizar os direitos e os deveres nas relações intersubjetividade, que é objeto nodal das normas jurídicas. Simplificando, não pode existir credor eterno e, por consequência lógica, nem devedor eterno.
14 FORMAS DE SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO