3.3. Sosyal Durum İle İlgili Bulgular
3.3.2. Yaşlı Bireylerin Çocuk, Akraba ve Arkadaşları Arasındaki Sosyal
A construção de uma sala de aula acolhedora, ou seja, de um bom ambiente alfabetizador pode favorecer o desenvolvimento de boas práticas pedagógicas e, consequentemente, contribuir para a aprendizagem dos alunos. Nessa perspectiva, os professores necessitam levar em consideração que o ambiente da sala de aula é um espaço dinâmico e mutável, um ambiente para planejar, criar e expor o trabalho pedagógico. Sobre
um conjunto de situações de usos reais de leitura e de escrita em que as crianças têm a
oportunidade de participar”. Para a autora, a constituição deste espaço não está associada à
ideia de cobrir as paredes da sala com textos e letras, mas sim, de proporcionar práticas pedagógicas de leitura e de escrita necessárias no cotidiano, por meio das quais os alunos possam vivenciar situações comunicativas que irão contribuir com sua vida dentro e fora do ambiente escolar. Isso é importante, principalmente em comunidades ou turmas em que as crianças advêm de ambientes pouco letrados.
Outrossim, a organização do espaço da sala de aula não é algo neutro, visto que a sala de aula é um ambiente rico de sentidos e de possibilidades de letramento que podem vir a contribuir para as práticas alfabetizadoras. Nörnberg e Pacheco (2010, p. 69) corroboram essa ideia quando afirmam que:
Nos processos educativos, o ambiente exerce força sobre nossa forma de sentir e aprender o que está ao nosso redor. Consequentemente influencia o desenvolvimento de nossas percepções sobre a vida e as relações; interfere na criação e atribuição de sentido ao que se experimenta; promove ou não o aprendizado e a alfabetização.
Nessa perspectiva, esse espaço precisa ser planejado, assim como são planejadas as aulas. De preferência, a partir da colaboração dos alunos, para que possa ser um espaço aconchegante e acolhedor. Com a sua participação no processo de construção do ambiente, é mais provável que o aluno se sinta parte integrante do ambiente, pois fez parte de sua construção. A construção desse ambiente deve ser algo gradativo, flexível e mutável, nunca hermético. Algo que, embora possa ter início quando começa o ano letivo, vai se estendendo a partir das aulas, sendo que, nesse processo de planejamento, o professor, enquanto gestor desse ambiente, precisará pensar na utilização dos espaços e nos materiais que serão utilizados, de forma a melhor contemplar o ensino da leitura e da escrita. Ferreiro (1993, p. 33) reforça essa importância, quando diz que: “Em cada classe de alfabetização, deve haver
um ‘canto ou área de leitura’ onde se encontrem não só livros bem editados e bem ilustrados, como qualquer tipo de material que contenha escrita”. Na concepção de Ferreiro (1993),
portanto, deve haver espaço para escritos presentes no mundo urbano. A autora se refere a gêneros com que as crianças se deparam constantemente no convívio social e familiar, como jornais, revistas, folhetos, receitas, rótulos e embalagens. Gêneros que, aliados aos que habitualmente circulam no convívio escolar, como os literários, podem tornar as aulas mais significativas e o processo de alfabetização associado ao letramento.
Nessa mesma direção, é importante que a sala de aula possa oferecer cantos pedagógicos com materiais de qualidade, de forma a contribuir com a aprendizagem. Porém,
somente a constituição desses cantos (ou espaços) dentro da sala de aula não é suficiente para que a criança se alfabetize, sendo imprescindíveis as intervenções do professor, para que esse espaço possa ser explorado da melhor forma possível, tendo como foco o processo de alfabetização.
Para tanto, a constituição desse espaço requer do professor a percepção de que, antes de ingressar na escola, a criança já está em pleno contato com outro ambiente alfabetizador: o meio em que vive. Por conseguinte, na constituição do espaço da sala de aula, os elementos que fazem parte desse meio deverão estar presentes para se unirem aos novos materiais que serão construídos com a turma, a partir do desenvolvimento das práticas pedagógicas. A propósito disso, por materiais que fazem parte do meio letrado, podem-se citar jornais, revistas, encartes de supermercados, rótulos, embalagens, folhetos e outros materiais impressos presentes na vida cotidiana das crianças. Esses materiais irão unir-se a outros trabalhados no contexto escolar, como poesias, lendas, fábulas, textos, sejam eles oportunizados pelo professor ou produzidos pelos alunos, constituindo-se, assim, um espaço interativo e significativo.
Russo (2012, p. 19) entende que a sala de aula “deve servir para despertar os sentidos do aluno, transformando-se em um local propício à aprendizagem” e, para tanto, aponta alguns itens essenciais nesse espaço, como a presença do alfabeto, por ser um material de referência, que serve de apoio ao aluno no processo de alfabetização; e a existência de materiais impressos que circulam no cotidiano, como jornais e revistas. Na constituição desse espaço, outro aspecto a ser observado, na concepção da autora, é a poluição visual que muitas vezes acontece dentro das salas de aula, podendo ser originada devido ao fato de mais de uma turma utilizar a mesma sala. Entretanto, tão importante quanto colocar os materiais expostos no espaço, é organizá-los de forma adequada, portanto, o que for colocado nos cantos e paredes precisa ser bem fixado e assentado, de forma que fique ao alcance dos olhos dos alunos, limpo e claro do ponto de vista visual.
Nesse sentido, pode-se pensar que há dois tipos de materiais expostos: os rotativos e os permanentes. Por rotativos exemplificam-se os cartazes e trabalhos produzidos por alunos com um determinado tema, ou sobre um determinado assunto, isto é, são produções de trabalhos cujo objetivo já foi atingido. São exemplos específicos: trabalho sobre os assuntos abordados em aula, desenhos produzidos na aula de artes; ressalte-se que esses materiais necessitam ser substituídos de forma que sejam funcionais. Por permanentes podem-se citar os materiais que servirão de base para o trabalho pedagógico o ano todo ou por um longo período de tempo, como por exemplo: mural dos aniversariantes, cartaz do ajudante do dia,
varal para os trabalhos, canto da leitura, calendário, alfabeto fixo. Esses materiais podem ficar fixados na sala o ano todo ou por um longo período, visto que serão utilizados diariamente - ou seguidamente - como materiais de consulta e/ou apoio para as práticas pedagógicas.
3 APRESENTAÇÃO DA PESQUISA E DOS CAMINHOS METODOLÓGICOS
Considerando o problema de pesquisa proposto nesta Tese, que buscou investigar as práticas pedagógicas utilizadas para trabalhar a produção escrita e a leitura nos três primeiros anos do ensino fundamental, em uma escola bem-conceituada pelo IDEB, o presente estudo sobre o campo da alfabetização desenvolveu uma pesquisa qualitativa voltada para as práticas alfabetizadoras. Ao se escolher o foco da pesquisa - práticas pedagógicas de leitura e escrita nos três primeiros anos do ensino fundamental, há como objetos diretos de investigação os recursos pedagógicos e as estratégias de ensino utilizadas pelas professoras que trabalham com o ciclo da alfabetização para promover práticas alfabetizadoras, bem como, o ambiente no qual as aprendizagens aconteceram, denominado, nesse estudo, como ambiente alfabetizador.
Para autoras como Lüdke e André (2013), no desenvolvimento de uma pesquisa, é necessário o confronto das evidências e dos dados coletados referentes ao assunto e ao conhecimento teórico que o autor constrói sobre eles, feito a partir do estudo de um problema, que desperta o interesse do pesquisador. O problema, portanto, tem efetiva importância no desenvolvimento da pesquisa.
Cabe dizer que a pesquisa faz parte da vida humana, já que o homem sempre buscou investigar e compreender os fenômenos que fazem parte da sua realidade e da realidade do mundo em que está inserido. Lüdke e André (2013), porém, chamam a atenção para a popularização que a palavra ultimamente tem recebido, o que faz com que qualquer atividade de consulta seja caracterizada como uma pesquisa. Um exemplo sugerido pelas autoras é quando professores solicitam aos alunos pesquisarem determinado assunto, contudo, o que se realiza é uma consulta em uma ou mais obras do gênero enciclopédia. Esse exemplo de atividade, embora desperte o interesse da criança e sua curiosidade, trata-se de uma atividade de consulta, não representando o verdadeiro conceito de pesquisa. Qualquer pesquisa, neste sentido, envolve um processo mais abrangente que contemple o confronto entre os dados coletados sobre o assunto a ser pesquisado e o conhecimento teórico que o pesquisador tem a respeito. E isso só é possível a partir de um problema ou de uma questão principal que impulsione o desenvolvimento da investigação, do estudo. Esse problema, no entanto, precisa ser muito bem pensado, pois é ele que irá fomentar as ações que irão se desenvolver durante o desenrolar da pesquisa. E, quanto ao pesquisador, é importante manter uma postura ética e um zelo com o campo e os dados de pesquisa.