6. ARAŞTIRMANIN SAYILTILARI
7.1.3. Yaşam Kalitesi-Dindarlık
Antes de comparar o modelo de realimentação com outros modelos que tratavam do mesmo tema, é importante observar que, em 1979, Lopes (1979) foi o primeiro a interpretá-lo como um modelo estruturalista, pois era clara a idéia de um trade off entre inflação e desemprego em curto prazo no modelo.
89 Cysne e Simonsen (1995) creditam a choques favoráveis de oferta quedas na taxa de inflação brasileira
ocorridas em 1968 e 1973.
90 A visão de Simonsen sobre controle de preços será discutida adiante, quando tratarmos de políticas de
rendas.
91 As angulosidades a que Simonsen se refere são as quebras no comportamento de (permanece
constante até a taxa crítica e depois passa a aumentar) e (é crescente até a taxa crítica e depois
118 Barbosa (1983) compara o modelo de Simonsen tanto com a visão estruturalista quanto com a Curva de Phillips. Em relação às formalizações da visão estruturalista, Barbosa (1983) observa que tanto essas quanto o modelo de realimentação estipulam como causas da inflação a inflação passada e o crescimento do produto acima de certa taxa.
Na comparação com Curva de Phillips tradicional, Barbosa (1983) considera essa relação como sendo:
(73)
Onde é o produto potencial da economia, é o produto da economia no período t e é a taxa de inflação esperada para o período t.
Supondo expectativas estáticas, ou seja, e uma componente autônoma nula, a diferença entre a Curva de Phillips tradicional e o modelo de realimentação seria que a primeira está preocupada com o nível do produto enquanto o segundo considera relevante a taxa de crescimento do produto92.
Já em relação à versão de Friedman (1971) da Curva de Phillips93:
(74)
Nesse caso, ele observa que caso , tem-se a Curva de Phillips tradicional. Caso e as expectativas estáticas, tem-se o modelo de realimentação.
Ao longo do tempo, Simonsen promoveu pequenas mudanças em seu modelo, tornando- o mais sofisticado. Na década de 1980, Simonsen (1988a) propõe uma versão bem mais completa, que considera a TQM (equação 3), ou seja , além de:
(75) – a regra de Mark Up
92 Barbosa (1983) faz a ressalva que, enquanto para a análise da Curva de Phillips, o mercado de trabalho
é de fundamental importância, no modelo de realimentação ele é ignorado. Barbosa (1983) assume que nesse modelo o mercado de trabalho se comporta de acordo com a política salarial posta em prática no PAEG, que será discutida adiante.
119 (76) - a definição de taxa de inflação
(77) - a definição de desvio de produto
(78) (γ>0) – a curva de Phillips com salários
(79) - Formação de expectativas seguindo Cagan (com β > 0)
Onde p e o logaritmo do índice de preços, w o logaritmo do índice de salários nominais, u uma função do tempo que acumula os choques de oferta, y o logaritmo do produto real, o logaritmo do produto real a pleno emprego, h o desvio do produto a taxa efetiva e a taxa esperada de inflação.
Combinando-se as equações 73, 76 e 78, ele chega à curva de Phillips de preço:
(80)
Reescrevendo a equação 79:
(81)
Ele faz isso para enfatizar que a taxa esperada de inflação é uma média ponderada das taxas de inflação observadas no passado, com que são pesos exponencialmente menores quanto mais distante é o período. Juntando-se essa equação com a equação 81, tem-se que:
(82)
A equação 82 desdobra a taxa de inflação em três componentes, a autônoma correspondente ao choque de oferta , a de realimentação igual à taxa esperada de
120 inflação e a de demanda igual a , mesmo objetivo do modelo da década de 1970, mas feito de maneira mais sofisticada.
O inverso de β e o inverso de γ são parâmetros de inércia. Quanto menor β, maior seria a memória inflacionária, pois maior é o peso relativo das inflações de períodos distantes na formação de expectativas da taxa de inflação presente. Quanto menor γ, menor é a elasticidade da taxa de crescimento dos salários nominais em relação a desvios do produto à posição de pleno emprego. O combate à inflação envolve maiores sancríficios, portanto, quanto menores β e γ e piores os choques de oferta.
Simonsen (1988a) ainda mostra que, desconsiderando os choques de oferta ( , a combinação do modelo com a TQM descreve a inflação como fenômeno puramente monetário a longo prazo. Nesse caso, as equações (80) e (79) podem ser reescritas:
(80a)
(79a)
Considerando a equação (3), que representa a TQM e a equação (77) que define o desvio do produto, tem-se que
(83)
Supondo a taxa de crescimento da oferta de moeda e do produto real a pleno emprego constantes e derivando em relação ao tempo tem-se que
(84)
O que, tendo em vista a equação (80a), leva a:
121 Derivando-se mais uma vez em relação ao tempo e reorganizando, tem-se que a trajetória de desvio do produto será descrita por uma equação diferencial linear com coeficientes constantes, onde quaisquer que sejam as condições iniciais, h e convergem para zero, de modo que assim converge para :
(86)
Assim, converge para . Tal conclusão ignora o fato de que antes de chegar a pleno emprego com preços estáveis a sociedade tem que suportar perda acumulada do produto igual, na ausência de choques de oferta, a taxa de inflação inicial .
O próprio Simonsen também compara seu modelo com a versão aceleracionista da Curva de Phillips. Segundo ele, “a tese aceleracionista, embora traga como principal mensagem a inutilidade de se sustentar o emprego pela inflação, tem fecundas conseqüências teóricas, explicando um fenômeno de há muito conhecido, mas insuficientemente formalizado: o da rigidez, não apenas dos preços, mas da própria taxa de inflação. Suponhamos que as expectativas inflacionárias para o período t sejam iguais à inflação observada no período t-1, isto é, que . Se a taxa de desemprego se mantiver em não mais teremos, como na versão original da curva de Phillips, estabilidade de preços. Termos, simplesmente, uma inflação constante, de acordo com a equação . Para baixar a taxa de aumento de preços, será necessário, num período de transição, elevar a percentagem de desemprego, além de . Esse é o ponto de partida para os modelos de realimentação.” (SIMONSEN, 1979b:129)