• Sonuç bulunamadı

2.2. Biyodizel ve Atıksu Üretilmesi

2.4.1. Yağ asitlerinin parçalanması

Como já falado anteriormente neste capítulo, para alcançarmos os objetivos de nossa investigação, selecionamos para a coleta de dados, professores (as) com diferentes tempos de experiência na carreira docente, tínhamos como hipótese que tendo os (as) professores (as) momentos diferentes na experiência docente seria possível um diálogo maior entre os pares, uma vez que, tendo formação acadêmica, experiências pessoais e educacionais distintas, realizadas em épocas diferenciadas e lecionando sob políticas educacionais variadas, as trocas de experiências fortaleceriam a composição de conhecimentos no grupo sobre os conteúdos a serem lecionados no primeiro ano. Também acreditávamos que a participação de docentes que lecionassem em escolas da rede privada e pública acrescentaria maiores informações sobre como vêm sendo implementadas as políticas públicas em diferentes contextos.

Após encontramos as participantes que desejávamos para compor nosso quadro de sujeitos, na primeira etapa da coleta de dados, realizamos entrevistas abertas, com o intuito de averiguar quatro questões que considerávamos importantes para a realização de nosso estudo: 1) O tempo de experiência docente; 2) A formação acadêmica; 3) Os conteúdos da língua materna que o docente esperava que seus (suas) alunos (as) soubessem ao iniciar o

primeiro ano do Ensino Fundamental de nove anos e 4) Os conteúdos da língua materna que esperavam que seus (suas) alunos (as) soubessem ao término do primeiro ano do Ensino Fundamental de nove anos.

Em relação à primeira questão, que se referia ao tempo de experiência das docentes, como já observado no Quadro 1, pudemos observar que havia três professoras iniciantes, três em meio de carreira e quatro com mais de onze anos de experiência como docente.

Cabe neste momento afirmar que a experiência de cada ser humano se dá no e com o mundo, por meio da atuação nele e reflexão sobre ele. Assim, cada um é constantemente desafiado por ele. De acordo com Freire (In: FRANZI, 2007), os desafios impulsionam o processo de aprendizagem e nas relações no e com o mundo, homens e mulheres experienciam e adquirem “saberes de experiências feitos” – saberes que todos e todas possuem. Ao longo do tempo estes saberes se acentuam devido aos desafios e a partir das experiências escolhemos a melhor forma de resolve-los. Assim, podemos afirmar que aprendemos com as experiências passadas, mas não unicamente com elas, e sim também por meio de compreensões do momento presente.

Consideramos que cada docente de nossa investigação possuía “saberes de experiências feitos” especificamente em relação à docência e que se constituíram durante sua formação inicial, como também possuíam um saber epistemologicamente amparado que vinha da prática em sala de aula. Ainda que o foco desta pesquisa não tenha sido tratar os dados referentes à formação de cada participante, cabe levantar algumas questões que por ora não serão respondidas: 1) Ocorreram diferenciações quanto aos conteúdos apresentados por professoras em início, no meio e com mais de dez anos de carreira, como tínhamos relacionado em nossa hipótese inicial? 2)Em quais políticas públicas estavam pautados os conteúdos elencados pelas professoras para o início e término do ano letivo de um primeiro ano do Ensino Fundamental de nove anos? 3) A experiência de tempo de carreira de cada docente permitiu um maior aprofundamento em relação aos conteúdos apresentados por cada uma das professoras?

Quanto à segunda questão da entrevista –formação acadêmica de cada professora – constatamos que uma professora havia realizado sua formação inicial numa universidade particular, e as demais ou realizaram na UNESP ou na UFSCar. Pelo que pudemos notar nas entrevistas, pareceu-nos que a docente formada na rede particular de ensino apresentava respostas que nos indicavam que tinha conhecimento dos conteúdos a serem ensinados no primeiro ano. O mesmo parecia não acontecer com as professoras

iniciantes que vinham de universidades públicas. Há outros questionamentos a fazer com base nestas indicações, mas que também não serão analisados, já que não temos este foco na investigação: Se a universidade pública não garante a aprendizagem dos futuros docentes, a rede particular o faz? O saber de experiência feito não adquirido na universidade pode ser adquirido na prática? Quantas crianças deixarão de aprender com os docentes que levam certo tempo para adquirir um conhecimento de saber de experiência feito? Que formação continuada a rede de Ensino Fundamental pública e particular dá aos seus docentes? Há maior formação continuada dos docentes nas redes particulares de ensino, já que na maioria das vezes os donos das escolas preferem formar o docente a ficar sempre contratando novos professores? Como é o ensino na rede pública e particular de São Carlos? Têm-se um melhor ensino nas escolas particulares? Isso ocorre devido ao acompanhamento dos pais ou responsáveis junto à escola, já que eles podem retirar suas crianças da instituição, caso a aprendizagem não seja garantida?

Em nossa pesquisa, ainda apresentamos duas outras questões: 3) Quais conteúdos da língua materna os docentes esperavam que seus (suas) alunos (as) soubessem ao iniciar o primeiro ano do Ensino Fundamental de nove anos? e; 4) Quais conteúdos da língua materna eles (as) esperavam que seus (suas) alunos (as) soubessem ao término do primeiro ano do Ensino Fundamental de nove anos? Os dados presentes nas entrevistas serviram de base para compor um bloco de conteúdos a ser apresentado às professoras participantes da segunda etapa desta pesquisa. Assim, nos primeiros encontros do Curso de Extensão, elas professoras receberam o rol de conteúdos que serviu como iniciador da discussão sobre os conteúdos que comporiam o primeiro ano do Ensino Fundamental de nove anos, sob suas perspectivas.

Enfatizamos que, ao longo das entrevistas, todas as professoras, ao explicitarem os conteúdos, os relacionavam com a forma como trabalhavam.

No decorrer da entrevista, foram acrescentadas outras perguntas, de acordo com as respostas dadas pelas professoras para esclarecermos de imediato algumas dúvidas daí decorrentes. No Apêndice B, apresentamos uma das entrevistas, para servir de exemplo.

Vale notar que dados como o nome das escolas e outros pontos que pudessem identificar as professoras foram desconsiderados. Além de termos modificado os nomes, para preservar o anonimato de cada professora, não foi exposto o nome das escolas em que

lecionavam. Também os nomes das pesquisadoras16 foram alterados, conforme decidido no grupo de discussão.

Benzer Belgeler